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Andar de Metro

Metro Lisboa1. Ontem, terminado o Jantar de natal do MEP, já perto da meia noite, teimei em regressar a casa de Metro, recusando desta vez as sempre simpáticas boleias que se oferecem na ocasião. Menino batido em quase tudo o que é transporte urbano e suburbano, fiz a viagem entre um povo ligeiramente diferente daquele que costumo ajudar a compôr no habitual ritmo das 9 às 18. De bandeja, para quem quisesse ouvir e participar, naquela composição do Metro bem compostinha de público, encetou-se um debate multi-étnico sobre o que é ser português. Dez minutos de conversa entre jovens que não pediam meças a ninguém. Direitos aos assunto. Político? Eu?

2. Gostei de ver hoje o senhor presidente da Câmara de Lisboa a andar de Metro. Não faço ideia se é utente regular, e bem sei que qualquer movimento de um político às portas de eleições pode logo ser apodado de eleitoralista (o que é, como toda a gente sabe, uma coisa ruim), quanto mais misturar-se com o povo. Contudo, nada disso passa de preconceito generalista que deve ser sujeiyo à prova do concreto. E, neste caso, concretamente, não invalida uma palavra de satisfação. Aparentemente anónimo, deixado em paz, a um canto, lá seguiu à sua vida rumo à Praça do Minicípio. Tudo normal, tudo muito civilizado. Como na “Europa”.

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Lisboa

Lisboas

A ler: “Bicicletas, contentores e outras paranóias“. Ideias soltas de autores vários que me são simpáticas.

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Lisboa

A5 quilómetro 2,1

Hoje calhou-me a mim ajudar a complicar a vida no regresso a casa a quem teve de fazer o início da A5 rumo a Cascais, ao final da tarde.
Em bom rigor, apanhei uma pranchada valente na traseira do bólide depois de um ameaço de choque em cadeia para quem procurava visitar as ruínas dos cabos Ávila.
Imaginem o que de pior podia acontecer (danos físicos à parte). Pois não aconteceu. O culpado reconheceu o erro, a seguradora é a mesma, o serviço da dita funcionou às mil maravilhas, a brigada apareceu apenas para constatar que sabíamos preencher a declaração amigável e que não estávamos a empatar (demasiado) o trânsito. Enfim, no fim acabámos a rir – não me diga que também é de Mem Martins?! – com o tipo da Brisa a pôr os pinos na estrada e a dizer que vinha fazer umas estatísticas. Quem dera ou INE, quem dera ao INE!
Termino o dia regressando a Lisboa num reboque manhoso onde após ter puxado pela conversa (a si o negócio correm sempre bem, não há crise hem?) fico a saber que hoje já nem um clássico como o Sporting-Porto dão trabalho (acidentes) que se vejam para animar uma noite na indústria dos reboques.
Descendo o Eixo Norte-Sul o condutor indigna-se com a rádio que anuncia trânsito congestionado rumo à 25 de Abril:
– Isto lá é trânsito! Olhe por si, tudo a andar bem!
Indignação que repetiria mais adiante em plena 5 de Outubro rematando, com um: o que nos vale é o dia 22 quando o pessoal começa a receber.
Tentando condoer-me com este negócio baseado na desgraça alheia tento amenizar: ao menos este mês o pessoal recebe a dobrar…
Sou de pronto fuzilado: Recebe? Acha que sim? Já o receberam a crédito, isso sim.
E pronto, estranho taxi este que me reboca junto com a carroça amolgada até ao mar da relatividade.

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Blogologia Gastronomia Lisboa

Sessenta anos de Conchanata

A propósito de um post com mais de três anos (este – que terá sido uma das primeiras referências à Conchanata na internet) fui contactado gentilmente pelo advogado dos proprietários da “Gelados Itália”, vulgo, Conchanata (talvez a melhor gelataria do país).
Além da precisão quanto ao nome formal e do encarecido pedido para que trocasse “xarope de morangos“, por “calda gelada de morangos“, no texto original do referido post, fiquei a saber que o estabelecimento foi fundado há 60 anos.
A esta fábrica de sabores que vai na segunda geração, desejam-se muitos e bons anos. Haja bons frutos para os gelados, boa memória para recordar a receita secreta e uns euros no bolso dos clientes para ir tipicamente de Março/Abril a Setembro/Outubro, deleitando as papilas, ali para a Avenida da Igreja, em Lisboa.
Parabéns.

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Lisboa MEP Política

Sala Panorâmica do Oceanário de Lisboa

É quase uma heresia afastar as palavras e as imagens do amigo Colaço um pouco mais para baixo neste “Adufe com ânimo” que por aqui vai singrando, mas fica o convite panorâmico:

” (…) Na próxima 3ª feira, dia 23 de Setembro, às 18h, na Sala Panorâmica do Oceanário de Lisboa, faremos a apresentação do projecto “52 Razões de Esperança”.

Após a apresentação do projecto, terá lugar um debate com convidados independentes, dedicado ao tema “Portugal: que razões de Esperança?”, Participarão neste debate Nicolau Santos (jornalista), Nuno Lobo Antunes (médico), Isabel Guerra (socióloga) e Carlos Liz (especialista de estudos de mercado), cabendo a moderação à jornalista Inês Rodrigues.”

in MEP.

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Letras e Livros Lisboa

Regressando ao livros, devagarinho

Um banco de jardim, uma osga bem falante, à sombra de Camilo.

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Lisboa

Cócegas na barriga

Para ela apanhar o metro e depois o barco são a recriação diária da feira popular cheia de carroceis e comboios de brincar. Quando a primeira viagem – a de metro – termina, dispara com um gesto desafiante: “Mais? Sim?” Para logo se render a outra perspectiva: “agora vamos andar de barco”.
Deixo-a pela mão da mãe a correr rumo ao Tejo com um sonoro e efusivo: “Siiiiiiiiiim! Cócegas na barriga!”.

Passou a ser essa a alcunha do grande rio cá em casa. Quando algum turista estrangeiro me voltar a perguntar “What does Tagus River mean“, digo-lhe que em língua antiga quer dizer “cócegas na barriga”. Devido ao efeito das ondas, you know?

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Lisboa Portugal Viagens

É de stone, estão perto da bridge, são os pneus dos Jerónimos

A verdadeira história das imagens que se seguem, “recolhidas”, ontem, à noite, é a seguinte: o autor (pedimos desculpa mas, até ao momento, não foi possível detectar o nome do artista ) embevecido com a epopeia marítima dos portugueses decidiu recauchutar as quinhentistas naus de D.Manuel I. Vai daí, na senda de Diogo de Boitaca , João de Castilho, Diogo de Torralva e Jerónimo de Ruão, toca a aplicar meias solas ou, como se pode ver, na intervenção final que sugerimos, solas inteiras*.

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* Uma combinação harmoniosa do trabalho patente na Torre de Belém com este dos Jerónimos!

Assim como assim, estão ali tão perto!

António Colaço, 24 de Julho de 2008

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Fotografia e Pintura Lisboa Política Viagens

São Bento por dentro – VI

Porque estamos de partida para férias já não dá para o aturado trabalho de legendar cada obra em particular (autor e título, no mínimo). Sabendo que todas as imagens ( e todas as imaginações que a partir delas são possíveis ) que vai receber, estão cá dentro, suba a S.Bento, com tempo e …faça da tarefa de as descobrir um divertimento.

Rimas e paternalismos à parte, está na hora de arrumar a tralha necessária para férias. Há por aqui de tudo. Sugestões para ler, escrever, musicar ou ouvir música, aprender a beber um bom vinho, a pôr leituras em dia, e os retratos de família, também, eis como da China a Santarém, de Malhoa a Delacroix , de Emille Galle a Bonington ou de João Vieira a Graça Morais, e muitos mais só nos resta desejar, bons regressos, lá para Setembro, a este S. Bento das Portas Bem Abertas.

Sem nada para esconder mas, agora, com um Senado …para debater.

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Clique sobre as imagens para as ampliar.
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Um cofre sem segredos. Só para lembrar que é por aqui que as férias com€çam. No cofre lá da casa, claro.
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Para a China ou Moçambique?
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Para Fora (Recriação dos Painéis de S.Vicente de Fora, João Vieira) ou cá dentro?

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E a mim, quando é que alguém me leva a passear…
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Um mar tempestuoso
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ou o bucolismo de uma aldeia afectuosa?
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Ou então, faça-se ao mar mas…não faça ondas.
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Pode optar pelo Ribatejo dos campinos sem as tempestuosas cheias?
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Um cão por perto dá sempre jeito. Malhoa que o diga.
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Um breve intervalo para musicar.
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Ou então
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…sair para as ruas para com as filarmónicas se misturar.
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Vai um licorzinho
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ou um pouco de vinho?
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E já que assim é faça festa com as festas que o vinho faz!
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Olhe para trás.Viu? Não se faz!
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Tire todos os retratos de família
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Leia livros As estantes gostam desses instantes.
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Aqui tem a tinta. Tente pôr a escrita em dia.
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Visite Jardins. Faça Jardins. Bonitos como este de S.Bento.
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Jogue fora os jogos de azar.
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E em Setembro, hora marcada para regressar.
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É bonita a sala que o espera.
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A democracia tem fome. Não pode esperar.

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Fotografia e Pintura Lisboa Viagens

DA ARTE PÚBLICA E SUAS "OPORTUNIDADES"

Sou pela ARTE PÚBLICA. Ninguém duvide. Sim, Isabel Pires de Lima, prezadíssima camarada, é como digo. Não na linha de Pedro Cabrita Reis ( veja-se que o SOL, tarde e a más horas, saltou para a praça pública na linha do que aqui dissemos – leiam o pdf anexo!) e da sua recauchutada instalação junto aos Jerónimos, mas de uma outra mais QUOTIDIANA.

Experimente seguir o exemplo do escriba que ontem, em plena época de “Saldos”, não perdeu a oportunidade das “OPORTUNIDADES”, no “El Corte Inglês”, passe a publicidade, e zás, nas costas do atento segurança, tratou de,

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primeiro, revolver, ainda mais, a já revolvida bancada de desordenados vestidos, camisas, blusas, t-shirts, etc – o gozo que inventaram para nós, na voracidade do consumismo que nos interpela, podermos, a cada instante, mexer, remexer, mirar, revirar e depois, adquirir – e dar-lhe, em seguida, alguma ordem!

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Aqui está, a mesma bancada, onde, agora, fruto da aturada intervenção artística, não obstante a ameaça do zeloso segurança, cada peça deixou de significar o que significava e passou a valer pela magnífica paleta de cores quentes em que se tornou.

De seguida, para que não restassem dúvidas, zás, duas ou três clandestinas flashadas.

Já sabemos, na era dos cada vez mais sofisticados digitais, que o que não aparece não existe.

De como no Corte Inglês, por alguns instantes, aconteceu ARTE PÚBLICA.

Os quadrados de Mondrian, sei lá.

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Pedro Cabrita Reis nos Jerónimos