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Mad(die) UK tabloids

Via Cláudia, a bizarria em que o caso Maddie McCann se estar a tornar, para já, na imprensa gratuita no Reino Unido.

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How can anyone with more than two brain cells put up with these stupid tabloids in this country!!?? I was coming back home and, on the tube, every single evening newspaper being read by the passengers featured stories like the one pictured above. I honestly almost felt like snatching the papers aways from my co-travelers hands and give them a lecture on the portuguese criminal and judicial system! (I'm developing a theory: the longest time away from the home land, the more patriotic one becomes).

Basically, these moronic people who call themselves journalists are using the claim of a Portuguese convicted murderess that the Portuguese police – the same inspector in charge of Madeleine McCann's case- framed her in the case of her missing daughter and might be doing the same to the missing brit kid's mother.

On this blog it was better refuted than I would ever be able to (…)"
 
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Publicidade

Publicidade interactiva: Ao vivo é (mesmo) outra coisa

Já tinha visto na TV, de manhã tinha lido na Meios & Publicidade,

"(…) A Draft FCB criou e a Garage produziu o filme interactivo que a partir de hoje está disponível, exclusivamente, no site do Sporting (www.sporting.pt). O objectivo é promover a Gamebox para a época 2007/08. "O filme tem a particularidade de interagir com a pessoa que está a visioná-lo", disse ao M&P Miguel Varela, da Garage.No filme vê-se a equipa toda junto com o treinador Paulo Bento. Depois aparece o Paulinho (Paulo Gama, o técnico de equipamento) que vai conferir as bancadas. Quando volta diz ao treinador que falta um. E é neste momento que entra a interactividade já que o nome que aparece no bloco é o da pessoa que está a navegar no site, que introduzira previamente o nome e o telefone. No momento seguinte o telefone do internauta toca e este ouve a voz do treinador. Segue-se uma imagem do treinador a dizer "Já falei com ele". (…)"

há pouco vi ao vivo e a cores a funcionar e tinha também espreitado o insuspeito elogio do benfas Miguel Marujo.

Ó Miguel, para o ano o Benfica fará algo parecido e veremos na imprensa loas à originalidade publicitária das águias. Vai uma aposta? 😉

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Educação

Porque a osmose existe

Eu tenho algum pudor em frequentar certos ambientes cultos. Ando sempre desconfiado que sejam locais repletos de Joões Gonçalves. Coisas de suburbano com costela raiana.

Ele na dele e eu na minha? Pois, o problema é que desconfio que a osmose existe mesmo e entre absorver a cultura e absorver os cultores como o João, eu só me arrisco com vacina.

Vai uma bejeca? 

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Viagens

"The joy of making friends through mutual insult"

A Claudia anda como saltimbanco quase pelo quatro cantos do mundo. Por estes dias tem andado pela Europa central.

No Mundo de Cláudia deixa-nos algumas pérolas do que vai encontrando pelas vizinhanças sejam elas um museu, a sombra de uma ponte ou simplesmente algum bate boca prazenteiro de nível internacional. Algumas lições recentes:

What I've learned: the Americans are loud, the French are arrogant, the Estonians are lazy, the Dutch are cheap and the Portuguese like to stereotype.

****

The Dutch: Portuguese is just bad Spanish.
The Portuguese: Dutch is just bad German.

Ah, the joy of making friends through mutual insult.

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Poesia e Música Religião Video

God's Gonna Cut You Down – Johnny Cash

Quando o fantástico e o singelo formam um só heart beat, na música e no video.

Do melhor que conheci através do You Tube. Menos de 3 minutos de Johnny Cash e famosos amigos: God’s Gonna Cut You Down.

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Política

"A liberdade de expressão… a que temos direito"

Via LNT recomendo um informativo e formativo texto do Gomez na GLQL: "Afinal, diz tinto ou diz branco?".

Um texto onde a recente questão envolvendo o Museu Nacional de Arte Antiga é apenas um pretexto para afinar a leitura em relação a isto:

" (…) Os funcionários de carreira da administração pública, que vivem no mundo real, não se enganam na leitura dos reiterados sinais políticos que o Governo está a dar. Em tempos de PRACE, de novas regras de avaliação, de quadros de disponíveis e afins, sabem bem com o que podem contar, na prática, se divergirem do pensamento único. Como Sophia, não ignoram “…as outras maneiras que sabemos, tão sábias tão subtis e tão peritas, que nem podem sequer ser bem descritas”. (…)"

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Mimos Política Video

Delilah: uma história de amor, traição e vingança (act.)

" I saw the light on the night that I passed by her window
I saw the flickering shadows of love on her blind
She was my woman
As she deceived me I watched and went out of my mind
My, my, my, Delilah
Why, why, why, Delilah
I could see that girl was no good for me
But I was lost like a slave that no man could free
At break of day when that man drove away, I was waiting
I cross the street to her house and she opened the door
She stood there laughing
I felt the knife in my hand and she laughed no more
My, my, my Delilah
Why, why, why Delilah
So before they come to break down the door
Forgive me Delilah I just couldn't take any more (…)"

TOM JONES

Adenda: E já agora… o inevitável Tom Jones, há poucos meses, pertíssimo dos seus 67 anos cantando precisamente, Delilah.


Ou se preferirem o mesmo Tom Jones, 39 anos antes no clássico TOP of THE POPS:

P.S.: Mas o que é que deram àqueles dançarinos?

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Política

Quem quer deixar de ser governo – desenvolvimentos (act.)

Eis o melhor argumento em prol do que aconteceu (pelo Ultraperiférico deixado nos comentários do primeiro post sobre o assunto) que tem particular significado não por se tratar apenas de um alto funcionário do Estado mas mais particularmente por ter sido nomeado politicamente. Esta questão está longe de ser linear:

"Dalila Rodrigues tem uma personalidade exuberante, empreendedora, dinâmica, competente.

Todas estas qualidades mais a sua discordância sobre as políticas governamentais na área da museologia não são questionáveis. No entanto, um alto funcionário do Estado também tem obrigações. Não foram as discordâncias de Dalila mas o modo como as expressou que foram um autêntico tiro no pé. A considerar-se legítimo que Dalila tenha vindo para os orgãos de comunicação fazer combate político ao organismo que tutela o MNAA, não é menos legítimo que o mesmo organismo não a tenha reconduzido no cargo. É pena que tenha sido assim, mas talvez não restasse alternativa."

 Para complementar a discussão há dias defendia em comentário no Tugir que:

"(…) não percebo exactamente porquê trocar o certo e bem sucedido pelo incerto e com fraca provas (o substituo [de Dalila Rodrigues] tem trabalho feito que parece-me ficar a anos luz do da substituida). Logo, parece-me razoável que se dramatize desde já até para que "o próprio [o nomeador] venha a assumir as suas responsabilidades"[na desejável avaliação futura]. Em equipa que ganha mexe-se desde que seja incómoda – é a moral que fica."

Reflectindo sobre as duas perspectivas julgo que o que deve estar em mente na acção política/executiva na gestão de cargos públicos de nomeação política deve atentar de forma especial numa antecipação das consequências políticas e no uso da proporcionalidade. No contexto actual, em que objectivamente há um ambiente de escrutínio cerrado a situações similares que ocorram, o currículo percebido da senhora (e amplamente divulgado pela imprensa) complica imenso a contabilidade de ganhos e perdas da atitude política. O Governo tem a sua acção limtada neste sentido e, ou não está a saber passar a mensagem da justiça das suas medidas (estando a pagar à posteriori por outras atitudes irreflectivas e prepotentes do passado), ou está simplesmente a continuar a fazer asneira.

Nos bastidores desta discussão cresce a evidência de que algo tem de mudar no relacionamento do Governo com a Administração Pública no que se refere ao que deve e não deve ser nomeado politicamente e quais as limitações/obrigações dos servidores do Estado. Parece-me que se caiu num exagero potencialmente nefasto para o funcionamento da administração pública com o alargamento dos cargos de nomeação política, uma situação que se agrava na prática com as mensagens subliminares que vão caindo na cabeça de todos os servidores do Estado por estes dias.

A meu ver um funcionário público, seja ele qual for, deve cumprir empenhadamente com as decisões políticas do governo do momento desde que devidamente enquadradas pela lei. O que não invalida que qualquer funcionário público, seja ele qual for (à excepção dos militares cujos direitos estão constitucionamente limitados) tem, pode e deve exercer publicamente a sua liberdade de opinião. Se esta é ou não concordante com a do Governo isso deverá ser indiferente para a sua carreira – desde que no seu local de trabalho cumpra com as ordens. Esta garantia deve ser reforçada no futuro. Obviamente que quando um indivíduo chega a determinado cargo público por nomeação política é natural que lhe seja exigível alinhamento prático e público com o poder político do momento sendo então perfeitamente legítimo que seja afastado (ou que decida afastar-se) caso as divergências sejam gritantes. Tudo isto deveria ser natural, normal e encarado sem grandes dramas, mas antes como sinal de vitalidade política e de dinamismo da nossa sociedade. Lá chegaremos, mas para já parece-me que estamos a percorer um atalho trabalhoso e muito pouco positivo para o actual Governo.

Adenda: Umas perguntas para terminar, inspiradas nesta prosa de Vital Moreira e nesta do Ultraperiférico: e qual é a melhor política para gerir os Museus? Tudo ao monte com os ditos cujos a canalizarem o que arrecadarem para a finanças aguradando depois o que vier? Um regime misto em que uma parte das receitas próprias é directamente destinada ao orçamentos dos museus conferindo-lhes (alguma) autonomia financeira? Criar um estatuto especial para o museu mais importante do país?

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Lisboa Política

Os dedos menos afiados para quem merece ser acarinhado

"(…)Talvez devêssemos começar a antecipar-nos. A falar mais de quem faz bem, de quem tem valor e principalmente de quem tende a acumular essa estranha qualidade de "pensar pela própria cabeça"…. a ter mais atenção e os mesmos dedos afiados para quem merece ser acarinhado. (…)" – via Tugir.

Não podia estar mais de acordo e a esse propósito recordo este meu artigo de 11 de Maio último sobre o trabalho de Francisco José Viegas na Casa Fernando Pessoa: "O melhor do mandato de Carmona Rodrigues".

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Política

Veto presidencial absolutamente demolidor

(Via Mais Actual)

Pode-se ler na íntegra no sítio da Presidência da República.

Um excerto:

"(…) 6 – Não é também particularmente claro o regime sancionatório instituído, sobretudo quando cotejado com os aplicáveis a outras actividades profissionais. As razões que ditam este regime específico não se encontram razoavelmente explicitadas, nem foram satisfatoriamente esclarecidas no decurso do processo que conduziu à aprovação do presente diploma.

Na verdade, a graduação das sanções é determinada em função da culpa do agente, mas a sua aplicabilidade obedece a um esquema, previsto no artigo 21º do Estatuto, nos termos do qual a determinação concreta de certas penas depende da existência de sanções anteriores.

Deste modo, e ao invés do que resultaria dos princípios gerais em matéria sancionatória, a aplicação das sanções não fica dependente em exclusivo da apreciação da gravidade da conduta e do grau de culpa do agente. É possível, por conseguinte, que um jornalista pratique um ilícito extremamente grave, com um muito elevado grau de culpa, e a esta conduta só possa aplicar-se a pena mais leve – a advertência registada – enquanto outro jornalista, tendo praticado uma infracção menos grave e com um grau de culpa substancialmente inferior, pode ser suspenso do exercício da actividade profissional. Ou seja, para efeitos de aplicação concreta das penas atribui-se um peso que não pode deixar de considerar-se excessivo à circunstância de o agente ter sido, nos três anos precedentes, objecto de outras sanções disciplinares. Tal representa uma clara limitação da competência, atribuída à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, para decidir livremente e aplicar as sanções que tiver por adequadas em função das circunstâncias concretas dos casos submetidos à sua apreciação, ou seja, em função da gravidade da conduta e do grau de culpa do agente.

Importaria, pois, não só evitar uma limitação infundada ao juízo sancionatório que compete à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista mas ainda assegurar uma relação de conformidade lógica entre a gravidade da conduta e o grau de culpa do agente e os pressupostos de cada sanção aplicável. (…)"