Esta semana vou ser vacinado
Esta semana vou ser vacinado. Entro como sempre no jogo das probabilidades e procurarei evitar a gripe… sazonal. Sobre a outra falta-me importância mas vou procurando informar-me por aí.
Esta semana vou ser vacinado. Entro como sempre no jogo das probabilidades e procurarei evitar a gripe… sazonal. Sobre a outra falta-me importância mas vou procurando informar-me por aí.
A não perder esta peça do Expresso, com uma belíssima animação.
Na badana do livro lê-se a mini-biografia do escritor que viajou de Buenos Aires para Genebra e de lá regressou tendo depois tornado e repetido como um pêndulo passagens para a Europa e para a Argentina natal, numa era em que ser viajado implicava passar um quarto da vida na viagem.
Com mais ou menos enjoo não fazemos outra coisa. La Mar ou El Mar…Que benefício para a poesia poder mudar-lhe o sexo sem desagrados.
E ao intervalo o Uruguai empata com a Argentina. Quem rumará ao Sul?
Magoer – acto ou efeito de produzir mágoa dolorosa; magoar; doer; “Está-me a magoer”.
Findou ontem o 1º ciclo político do MEP, uma sucessão de sprints para um partido com um ano e meio que voou alto mas não o suficiente nem para alcançar o impensável, nem tão-pouco para descambar num precipício digno de Ícaro.
Segue-se a metamorfose de sprinter em corredor de fundo, com uma marca já bem firmada em alguns meio fulcrais para facilitar a caminhada futura, mas com muito mais sítios e gente onde chegar e desafiar à renúncia da sempre natural desconfiança inicial. Uma caminhada que se fará muito pela proximidade que a internet permite entre quem procura e quem quer participar, mas também junto e com as pessoas comuns que não deixámos de ser.
O MEP será fiel à ideia de se ter constituído como um movimento cívico que vai a votos. Encerrado este primeiro ciclo de votações, prosseguiremos com inovação e empenho participando civicamente na construção deste país, com especial atenção para a vida política nacional. A nível pessoal esta experiência intensa foi riquíssima. Multipliquei por várias vezes o meu circulo de amigos, aprendi qualquer coisa e fiquei um pouco mais conhecedor deste país e suas gentes – o próprio incluído.
O MEP 2.0 surgirá dentro de momentos. O Adufe esse retomará uma toada menos panfletária, mas onde a política, como sempre ocupará uma parte importante. Até já.
Uma belíssima reflexão hoje no Jornal de Negócios sobre a praxe académica de Manuel Caldeira Cabral: “Insultar para integrar será uma boa ideia?“.
“(…) A ideia é dar as boas-vindas (por isso “Welcome”). A segunda ideia é integrar os alunos. Assim, esta semana, para além de actividades recreativas e festas, também os convida a aderir a organizações e associações (desportivas, culturais, políticas, lúdicas, etc.) que apresentam as suas actividades e tentam angariar novos sócios. Os alunos juntam-se ao clube de remo, de rugby, de futebol, ou de montanhismo, e também às sociedades de leitura, grupos de teatro e de poesia. Em paralelo, são convidados a participar em organizações como a Amnistia Internacional, Greepeace, WWF, ou a OXFAM.
Todos estes clubes, associações e organizações fazem parte da vida académica europeia e contribuem para a integração dos novos alunos, em paralelo com actividades curriculares e as festas e bares onde os alunos se encontram ou se apresentam com as suas bandas de garagem.
É por esta razão que a “Welcome Week” é apenas uma “Week”. Esta semana não é suposto ser a vida académica, serve apenas para abrir e apresentar os alunos à vida da universidade, deixando que escolham a integração com que mais se identificam.Uma enorme diferença face à praxe que hoje se pratica em Portugal. Uma tortura chata, longa, ordinária e desinteressante, dirigida principalmente pelos alunos menos interessantes, em que os que entram são chateados em actividades sem graça onde apenas conhecem pessoas do mesmo curso. (…)”
Para memória futura, a prosa “A Confiança“, por Adriano Moreira, hoje no Diário de Notícias:
” Não se encontra hoje em exercício responsável nenhum centro de planificação de políticas públicas que não esteja atento ao princípio da incerteza, e advertido pela experiência de que, como ficou evidente pelos efeitos colaterais da decisão de proceder à execução dos bombardeamentos atómicos, que o afastamento da ética é mais ameaçador na área da política do que no campo da ciência, o que não impede que cada um dos sectores tenha os seus loucos.
Todos, por isso, enfrentamos a inevitável circunstância de que nenhuma constituição, nem qualquer programa eleitoral, podem evitar um espaço de vazio programático, no qual nascem exigências de criatividade governativa para responder aos acidentes não previstos, e que vão originando uma narrativa sem passado.
É certamente difícil, mas não dispensável, não atribuir todo o processo a condutas maquiavélicas dos interventores responsáveis pela governação, porque a recta intenção não está isenta do erro, nem da necessidade de flexibilizar as promessas e compromissos para atender aos riscos que não fizeram parte da circunstância vivida na luta pelo poder.
Nas palavras de Oliveira Martins, meditando sobre uma das maiores crises nacionais, ” nos homens sinceros e sinceramente espontâneos, os actos e os sentimentos misturam-se, por vezes, de um modo incoerente para os que, julgados por si próprios, pensam que todos, calculadamente, procedem como actores, representando um certo papel.
Não é assim. Felizmente, a humanidade não se compõe só de historiões, embora nela predominem, com efeito, os que levaram a vida como uma comédia”. Ocupava-se de Nun’Álvares, talvez um modelo excessivo para o tempo do Estado Espectáculo, mas ainda assim uma referência excelente para recordar que, sendo estrutural a incerteza, a relação de confiança entre a população e governantes é o alicerce sem o qual nenhuma escolha de lideranças mobilizadoras é consistente.
Este saber de experiências feito, defronta o infatigável Parlamento dos Murmúrios, no sentido de descredibilizar os adversários. Não é impossível que esta traça de combate também venha acompanhada de propostas idóneas de governo, mas ainda assim o seu efeito mais determinante é o de conduzir o eleitorado no sentido de escolher o menos mau dos candidatos, e não o de conduzir para a escolha da excelência.
A atenção fixada nos defeitos das eventuais virtudes não será a mais habilitada a avaliar os méritos dos programas, e seguramente não é a mais inspiradora da confiança sem a qual nenhum regime político funciona com equilíbrio e mobilização das vontades da sociedade civil.
Nem sequer assegura que o exercício do voto consciente atraia a maioria dos eleitores, e comprovadamente tende para instaurar o descrédito do sistema jurídico, e a suspeição como precaução no que respeita à gestão do interesse público.
A amostragem do processo eleitoral a que os portugueses foram chamados deu sinais excessivos do abuso de procedimentos erosivos da confiabilidade dos responsáveis em disputa, exactamente o oposto do exigível para decidir a quem entregar o poder político, uma exigência que se torna esdrúxula quando se combinam os graves riscos sofridos com as profundas incertezas múltiplas, o que tudo agora converge na circunstância portuguesa.
Contadas vozes, algumas de movimentos demonstradamente com reduzido poder da palavra em face do sistema, fizeram ouvir apelos que, dirigindo-se menos aos programas, que sobretudo parecem mais compostos de directivas do que de propostas concretas, e dirigindo-se mais às vontades, convocaram para a exigência primária de restaurar a confiança da comunidade portuguesa, e os votos devem ser no sentido de que pelo menos tenha ficado uma semente que germine. “
Na área da integração dos imigrantes Portugal ficou agora em primeiro lugar num estudo que envolveu 42 países. Ainda há pouco tempo Portugal tinha ficado em segundo lugar num estudo que envolvia 25 países da União Europeia. Motivo de especial orgulho para o MEP já que o seu presidente, Rui Marques, foi até há pouco tempo Alto Comissário para Imigração e Diálogo Intercultural. Notem que o trabalho de Rui Marques, em concreto, só foi possível porque alguém resistiu a rasgar com todo o que havia sido feito no governo anterior.
Esta conclusão reforça o que foi apurado em 2007 pela organização independente Migration Policy Group, no seu Índice de Políticas de Integração de Migrantes (MIPEX), o qual é também agora citado pela ONU e que deu a Portugal o segundo lugar entre os 25 países da UE.
Há alguns anos estive em Trieste na noite em que se escolheu a seguinte capital europeia da cultura que veio a ser Saragoça 2008. Hoje recordei a desilusão na cidade quando vi a alegria que rebentou há poucas horas no Rio de Janeiro.
Temos festa em português em 2016. Faço votos de que o Brasil e o Rio de Janeiro consigam surpreender pela positiva. E vão conseguir connosco a ajudar se assim o entenderem

O MEP não conseguiu nas primeiras eleições que concorreu eleger o seu primeiro deputado. Daqui a uns anos saberemos como será nas segundas. Apresento-vos um breve balanço e o compromisso de que teremos um MEP 2.0 fiel àquilo que já é sem renegar à sua imensa capacidade de ser um projecto eternamente inacabado em permanente construção. Esta é a hora de recomeçar, a porta está aberta…
Um abraço especial ao Rui Castro Martins do MEP Porto que enviou a citação que uso como título.
Algures por aí há um texto igual que serve os ex-eleitores do PSD, do CDS…
Lido no Público de 19 de Setembro (página 39), artigo de Francisco Vieira e Sousa, Ex-militante do PS, secretário-geral do Fórum para a Liberdade na Educação:
“(…) Felizmente as escolhas não se esgotam aqui: há vários meses que Rui Marques, militante de sempre das causas sociais e recém alto-comissário para a Imigração e o Diálogo Intercultural, tem vindo a construir um programa político alternativo e mobilizador consubstanciado na criação do Movimento Esperança Portugal (MEP). Tratase de um trabalho de formiga notável a que ainda não foi dado o devido reconhecimento e realce pela comunicação social e pelos politólogos cá do burgo.
Rui Marques evita como pode a classificação do MEP enquanto esquerda ou direita e, se forçado a responder, coloca o partido ao centro. Compreende-se a opção política, mas talvez seja mais que isso: na última década o Bloco de Esquerda conseguiu identificar em definitivo as causas fracturantes e o papel preponderante do Estado na economia com a marca de uma governação à esquerda. O PS, como se vê, é obrigado a assumir essas bandeiras para estancar o crescimento da esquerda radical, e é bom que o faça, pois é pouco salutar para o sistema democrático que partidos que na sua essência são contra a economia de mercado obtenham, no seu conjunto, votações na ordem dos 20 por cento. Mas de tanto virar à esquerda, cria um vazio ao centro, deixa órfãos aqueles que, como eu, defendem a justiça social mas não acreditam em engenharia social, aqueles que preferem combater a pobreza a combater os ricos. Para esses, o MEP representa a possibilidade de não votar à direita, e mesmo assim defender uma “sociedade de famílias”, com uma “democracia mais próxima do cidadão”, num “mundo interdependente e solidário”.
Perante o quadro complicado que poderá emergir das eleições, o MEP é a solução de compromisso, capaz de fazer pontes à esquerda – que impeçam o PS de fazer uma política demasiado subserviente a dogmas jacobinos – ou à direita, que obriguem o PSD a respeitar uma “mesa com lugar para todos”. “
Leia o artigo completo:
“Ao longo da última legislatura, enquanto o PSD triturava líderes, muito se falou sobre a crise da direita, quando de facto a verdadeira crise ideológica se vive, de há muito, à esquerda, no PS.
in Eleições 2009.
Até dia 27 não haverá tempo para muito mais: só campanha eleitoral.
Hoje deixo-vos um convite televisivo:
Segunda-feira, dia 14 de Setembro, pelas 22h., o MEP estará presente no “Prós e Contras”, na RTP1. Aí estaremos a defender a política pela positiva, em torno das nossas propostas para ajudar a construir Portugal. Rui Marques representará o MEP neste debate em que, infelizmente, só marcam presença os partidos sem assento parlamentar.