Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Julho, 2005

Boa noite e bons livros

Julho 31, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Pessoal Comments Off

Eu pensava que tinha desenvolvido uma doença, uma alergia qualquer aos livros por estar sistematicamente a auto-impor-me um número máximo de páginas por sessão de leitura. Não que andasse a contar efectivamente as páginas lidas para respeitar uma qualquer quota. É um facto que parava ao fim de um tempo regular de leitura, por mais que me apetecesse prosseguir satisfazendo a curiosidade (nesses casos o fenómeno aproximava-se da auto-flagelação), surgia um parágrafo, um novo capítulo que se destacava com um sinal stop invisível mas imperativo.
Hoje, numa dessas sessões de leitura um narrador personagem-escritor confessou-se nas páginas aventando uma estatística à cara deste leitor que vos escreve. Que demorou duas ou três horas a encher oito páginas de um caderno azul. Estaria perante uma estatística ficcionada ou não? A leitura prosseguiu e à página 28 parou.
Um livro não pode ser lido à velocidade a que foi escrito, mas um vinho também não deve ser ingerido à velocidade da água. E afinal o que distingue um bom livro de um bom vinho?
Hoje tenho novas razões para o irracional; não é de ânimo leve que se devoram mais de sete horas de trabalho árduo do escritor e se prossegue impunemente a leitura.
Escrito isto, acho que o livro já “respirou” o suficiente para mais um trago.

Hoje já não há A Capital

Julho 31, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Qual será o próximo jornal nacional a fechar as portas?
E o próximo a estrear?

O erro da Ota?

Julho 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 6 Comments →

No Tugir, o Carlos Castro reforça com argumentos de Pedro Ferraz da Costa (como lembra o sempre atento brainstormz) as imensas dúvidas, ou melhor, as cada vez mais raras dúvidas sobre o erro colossal que ameaça ser a construção do novo Aeroporto na Ota.
Transcrevo este trecho:

“A OTA significa, face à Portela, mais uma hora a hora e meia em cada sentido. Põe-nos já a mais de quatro horas do centro da Europa, o suficiente para inviabilizar as viagens de um dia características do mundo dos negócios actual e para dificultar o turismo de fim-de-semana,segmento muito importante para o futuro do nosso turismo.
Aliás, não há nenhum agente económico a favor do novo aeroporto. Nem as empresas, nem as companhias aéreas, os agentes de viagens ou os hotéis.
Quanto à necessidade de substituir a Portela, nunca foi apresentado um único relatório que o demonstrasse.
O ministro das Obras Públicas da altura, o eng. João Cravinho, afirmou que a capacidade máxima da Portela era de 12/13 milhões de passageiros, que não era possível levar o metro à Portela, apesar de ir chegar à Gare do Oriente.
O bom funcionamento durante o Euro 2004 demonstrou que afinal, mesmo só com uma pista, daria para muito mais.
O actual ministro, logo quando iniciou funções confessou-se surpreendido por se querer substituir a Portela, que já daria para 22/23 milhões, pela Ota, que não daria para mais de 30 milhões de passageiros.
Talvez para justificar a necessidade do novo aeroporto, a ANA aceitou a desmobilização de terrenos que quase inviabiliza uma segunda pista, com a imediata autorização de construção de habitação nesse terreno, sem isolamento de ruído.”

Parece-me que o Governo comprou uma luta que motiva crescentemente pessoas de todos os espectros políticos. Uma boa prova da vitalidade de que a nossa democracia tanto precisa. Por aqui, continuaremos a pedir explicações; como disse no início, as dúvidas sobre a OTa encaminham-se a passos largos para o total descrédito da grande aposta de investimento público deste governo. Esperemos que José Sócrates melhore da otite que o Jumento há dias lhe disgnosticou.

Contas Nacionais 1995 a 2000 – Base 2000

Julho 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE Comments Off

“A revisão da base do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas (SCNP) conduziu a uma reavaliação média do PIB para o período agora disponibilizado (1995-2000) de 4,9%, apresentando o ano de 1996 a menor reavaliação (4,2%) e 2000 a maior (5,5%). Este resultado decorre de um conjunto de ajustamentos introduzidos no processo de mudança de base, identificando-se como mais relevantes o novo tratamento dos SIFIM (serviços de intermediação financeira indirectamente medidos), o método de cálculo das rendas efectivas e de estimativa do arrendamento imputado, que no seu conjunto contribuem em cerca de 55% para o total da reavaliação registada em 2000.”

Mais detalhes aqui (INE)

Antes de um copito no BA que tal…

Julho 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Hoje (29 de Julho), pelas 21h30, há uma sessão sobre sistemas eleitorais na Associação Loucos e Sonhadores, na Travessa Conde de Soure, nº 2 (fica no Bairro Alto, ao pé da livraria Ler Devagar).

Sugestão do Luís Humberto Teixeira.

O caso Paulo Macedo

Julho 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Foi grande e de certa forma justificada a polémica quando Manuela Ferreira Leite distituiu o director da DGCI para contratar Paulo Macedo, pago a peso de ouro. Em tempo de vacas magras em que os próprios trabalhadores do fisco eram sujeitos às restrições impostas à generalidade de função pública, ver um director chegar para receber um vencimento aúreo dificilmente poderia ser visto como boa política de recursos humanos, facto particularmente gravaso atendendo à particular relevância do empenho do factor humano para o sucesso do serviço em mãos.
Hoje, a propósito desta notícia…

“A Direcção-geral dos Impostos (DGCI) bateu um novo recorde na cobrança de dívidas em processos de execução fiscal, segundo uma nota emitida na passada quarta-feira. (…)”

…temos motivos para repensar a rapidez das críticas. Aos poucos e a continuar por este andar, os níveis de evasão fiscal no país poderão atingir níveis aceitáveis, num futuro relativamente próximo.
Talvez a conjuntura política e psicológica seja a pior possível para discutir seriamente toda a política remuneratória associada ao serviço público, mas convém ir sublinhando na memória estes casos que servem de contraponto a muitos outros. Serão informações preciosas para chegarmos a uma solução equilibrada que nos permita obter um melhor Estado.
A ser linear a interpretação desta notícia, um facto parece ser inegável: Paulo Macedo, pago a peso de ouro, está a ter sucesso onde tantos outros falharam redondamente durante demasiado tempo. E assim sendo, justifica plenamente o seu vencimento, assim como todos os que trabalham sobre a sua direcção.

Assim nos tomam por parvos…

Julho 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Ou acham bem, ou acham mal. Ou concordam, ou discordam. A cobardia impera de novo. E de novo o conservadorismo para que tudo se mantenha na mesma, a aversão ao risco, a defesa do “meu” lugar.
Isto é simplesmente repugnante!
O espetáculo do finca pé artificial ameaçava que nada se concretiza-se, desta vez fica algo para a história, para daqui a oito (8) anos!
Desta vez o odioso da questão é totalmente merecido pelo PSD.

“O PS, o PSD e o BE aprovaram hoje, em votação final global, um projecto de limitação de mandatos dos autarcas, princípio que, contudo, será aplicado apenas nas autárquicas de 2009 e terá efeitos práticos em 2013.

A limitação de mandatos dos autarcas, que precisa de uma maioria de dois terços para ser aprovada, é discutida no Parlamento há cerca de dez anos, sem que PS e PSD chegassem a acordo, e passou a ser possível constitucionalmente em 2004.”

in Público

Programa para “hoje”

Julho 28, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 3 Comments →

(more…)

Sucesso

Julho 28, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 2 Comments →

A sua Gamebox foi activada com sucesso. Obrigado por assistir ao Futebol Espectáculo Connosco.
Não se esqueça. Estamos em exibição a partir de Agosto.

Casa do Lago - Luzerna

Julho 27, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens 2 Comments →

Suponho que coleccionar fotografias de casas com a sua própria garagem para veículos de transporte aquático seja um pouco mais difícil que fotografar aldrabas (que regressarão em breve ao Adufe)… De qualquer forma, aqui fica mais esta lembrança da Suiça, recolhida próximo do Luzerna.
Suiça_casa_lago.jpg

O que querem Cavaco e Soares (corr.)

Julho 27, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 3 Comments →

Passado o primeiro choque sobre as surpresas prováveis das presidenciais e feita a devida crítica sobre as fortíssimas limitações dos actuais partidos de poder, demonstradas pelas escolhas em presença (crítica que não se encerra aqui), convém ir pensando no resto do cenário, no filme inteiro. Para isso recomendo hoje o editorial de Martim Avillez Figueiredo no Diário Económico (texto disponível aqui).

Para todos os efeitos acho saudável termos um governo do PS com quatro anos de maioria absoluta, completos. Uma coisa é acabar o estado de graça e ir fazendo marcação cerrada aos deslizes do governo, outra é pedir mudanças governativas em cada meio ano. Se juntarmos este vício à ineficácia dos partidos enquanto geradores de alternativas estruturadas percebemos porque é que tivemos vários governos que se mostraram mal preparados para encarar a legislatura. Por agora lá vai recorrendo (o actual governo) ao melhor do preparar para fazer… fazendo. Felizmente quase todos os dias vão chegando algumas boas novas que amenizam os ácidos no estômogo sobre outras panfletárias, medidas que geram um mínimo de expectativas estimulantes como a digitalização de processos na justiça, o reafirmar da implementação do cartão de indentificação único (uma bomba anti-burocracia, a ser implementado), o acerto nos mecanismos de regulação das relações laborais, ou ainda a muito bem divulgada e promovida recuperação de prestações sociais.
Em suma, quando olharmos para as presidenciais temos de olhar também para que governação queremos e, ainda que qualquer um dos candidatos (do PS e do PSD) não sejam os melhores para a actual conjuntura (pós-dissolução e de descrença partidária), conjugando um bocadinho da memória de quem é Cavaco em matérias de autoridade, autoritarismo e exercício do poder, e de quem é Soares, até mesmo pela sua perspectiva jacobina de ver a política de que se falou há dias pela blogoesfera, prefiro claramente pagar para ver, ou seja, votar em quem me dá mais garantias de permitir que se complete o ciclo do executivo sem perder o sentido crítico sobre a governação.
Dez anos de travessia no deserto de Cavaco Silva não me fizeram esquecer os seus péssimos exemplos em matérias que muito preso na democracia, precisamente algumas das características que mais valorizo na figura do Presidente da República.

Quanto à idade, confesso que me preocupa mais o retirar de um certo socialismo ingénuo da gaveta do Soares recente (que não tenho grandes dúvidas voltará a engavetar se reassumir funções de mais alta figura do Estado) do que o que dizem as tábuas de mortalidade ou de morbilidade. Era só o que nos faltava andar a fazer contas de cabeça para reduzir as probabilidades de morte em exercício tendo por base matemática teoria das probabilidades. Porque não avaliar também o nível de obstrução das coronárias? Já agora que tal divulgar uns testezinhos à apetência para os candidatos desenvolverem doenças degenerativas a curto prazo? A idade apresentada como argumento isolado é demasiado perigosa para a nossa (minha?) própria ideia de sociedade.
Sinceramente, acho que a falência dos partidos em apresentarem novos e bons portugueses para a representação do país deveria ocupar-nos mais as discussões do que os anos dos candidatos. Afinal, a absoluta aversão ao risco (provavelmente reforçada pela fraca auto-confiança nas suas capacidades) é neste momento uma das principais causas de estrangulamento do sistema político em Portugal.

Aforismos partidário

Julho 27, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

A absoluta aversão ao risco, reforçada pela fraca auto-confiança nas suas capacidades, é neste momento uma das principais causas de estrangulamento do sistema político em Portugal.

Mais logo, depois de almoço, uma outra visão sobre as presidenciais.

Devagar, devagarinho

Julho 26, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Devagar, devagarinho a coisa vai mudando. Se o rumo estiver bem apontado, a paciência pode ser uma virtude fundamental para reforçar a determinação da mudança. Um raciocínio quase anti-natural por estas bandas, mas que vai fazendo escola, também. Como Portugal também consegue ser substancialmente diferente daquilo que era há apenas 10 anos…

Tele2 atinge 10% de quota de mercado em Portugal
A Tele2, operadora sueca de telecomunicações, anunciou hoje que já detém 10% do mercado português de telecomunicações fixas, uma meta alcançada menos de dois anos depois de ter iniciado operações no nosso país.”
Canal de Negócios (tia para aceder à notícia detalhada)

Desconversando

Julho 26, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal 4 Comments →

Passamos a vida a tentar regressar onde fomos felizes.
Eu ontem fui feliz com uns choquinhos no prato. Adivinhem onde vou almoçar hoje?

Importada directamente da Suiça…

Julho 25, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens 3 Comments →

agua.jpg



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