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Palavras dos Outros

A Alegre quadratura do círculo…

” (…) Alegre tem a liberdade que resulta do facto de não ser o candidato «oficial», i.e. surge aos olhos do eleitorado como alguém relativamente distante do PS e do Governo, o que obviamente apenas o beneficia.
Alegre está ao mesmo tempo no poder e na oposição. Uma autêntica quadratura do círculo…”
in Bloguítica

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Cinema

Um outro tom de azul

Da origem do amor poderíamos esperar um amor perfeito. Em breve num cinema perto de si?
A primeira obra de Miguel Tomar Nogueira?
Detalhes, homem, venham eles!
Não fica a trailer mas o cartaz:

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Viagens

Sidi Bu Said (Tunisia)

Mais uma aldraba/batente tunisino que me chegou pela mão do Celestino Pinheiro. Depois da aldraba de Tozeur…

” (…) E como não há uma sem duas, envio agora um exemplar do Norte da Tunísia, mais concretamente de Sidi Bou Said, a vila azul e branca.”

Celestino Pinheiro
Sidi.JPG

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Política

Hoje acordei no cimo do palanque

Cavaco:
No seu devido tempo Durão Barroso também há-de ser recordado como um bom primeiro-ministro (talvez daqui a 5 ou 10 anos). Santana Lopes ajudou-nos desde logo a ver DB com mais simpatia. Só assim, por este fenómeno de “perdão” bem menos saudável ao nível da governação do que ao nível das nossas muito íntimas tricas quotidianas, se percebe esta onda de salvação da pátria por via de Cavaco Silva que dizem andar por aí.
E sublinho-o quando o que se visa destacar do professor foi o seu paradigma de governação ao nível das contas públicas. Descansa-me um pouco a escassa possibilidade de interferência do dito professor a esse níivel, caso venha a ser eleito presidente. Descansa-me também o seu perfil calculista e um pouco acomodado/averso ao risco pessoal (só assim percebo mais este tabu algo nauseante) que o deverá levar a tentar não fazer metade das ondas que lhe adivinham para não pôr em risco um segundo mandato.
Afinal Cavaco Silva não deve um cêntimo ao PSD, não se esqueçam disso meus caros, e prepara-se para, no curto prazo, lhe tentar oferecer uma ilusória taluda. Ser Presidente da Republica será seguramente uma bela actividade para iniciar uma reforma activa ma non tropo. E provavelmente não será nenhuma desgraça para Portugal.

Recordando a aura de competência nas finanças que agora atribuem a Cavaco (que eu comparo pouco abonatoriamente à de Manuela Ferreira Leite, sua amiga de longa data), prefiro de longe, nesse aspecto, o que tem sido feito pelo actual governo a nível da reforma da administração pública – ainda que mal assumida pois mais desculpada pelo défice do que reconhecida como um exercício de elementar justiça nacional; apesar das Otas e dos TGV latentes, apesar dos boys recorrentes… Em tudo isso será muito difícil Sócrates conseguir bater aos pontos a herança cavaquista. Temos autênticos hinos à governação do actual proto-candidato presidencial espalhados pelo país, rivalizando com Estádio do Euro 2004 ou Otas prometidas, como sejam o inenarrável IP5 e outros tantos IPS ou ainda o mais “prosáico” e banalizado Centro Cultural de Belém, sem esquecer a rédea solta no regime de remuneração/progressão de carreiras dos professores do saudoso ano de 1989 (se não estou em erro)… Para já não me atrever sequer a comparar as conjunturas. Nem Guterres teve tamanha oportunidade de, com tanto, fazer tão pouco (ainda que tenha tentado afincadamente, reconheça-se).

Só é preciso ter um bocadinho de memória e acalmar o desespero que leva aos salvadores da pátria.
Se o leitor já tomou partido é natural que isto tudo lhe pareça muito mal ou muito bem, mas acredite que é o máximo que lhe consigo oferecer numa tentativa de analisar esforçadamente o valor do que por aí se diz face ao que por aí se parece esperar.

Pouco ou nada se tem dito de Cavaco quanto ao que poderá ser enquanto presidente condicionado como está o seu papel no regime português. E muito poucos dos seus apoiantes de longa data com que tenho falado, querem sequer aproximar-se de um pensamento realista. Há uma espécie de sentimento de desforra latente que me parece de todo irracional. Evitam perceber o que é exactamente isso de se ser presidente em Portugal. E nos casos mais doentios sonha-se mesmo com uma vingança linear à direita da “travessura” de Sampaio ao convocar eleições. Dramatiza-se disparatadamente, avaliam-se seis meses de governação como se de quatro anos se tratassem, assumem-se virgindades descartáveis sem um pingo de vergonha ou de auto-critica tentando recuperar a colagem que não vingou nas legislativas entre Sócrates e Santana, o mesmo Santana que quis salvar o país contra ventos e marés (o António Duarte hoje personificou bem este papel, particularmente nos comentários ao seu post).

Talvez Cavaco, ele próprio, venha esvaziar o balão recentrando a sua campanha quando esta começar. Espero que o faça, pois é um balão que poderá rebentar-lhe/nos na cara se não o esvaziar com tacto e no devido tempo. Chegará mesmo a presidente? Isso são outros quinhentos.

Alegre, Soares e os Outros:
Alegra-me mas não me ânima. Tal como verdadeiramente não me anima Soares ou qualquer outro candidato, a verdade é essa. Na parte da nossa vida colectiva a que se referem estas eleições, o país ficará provavelmente adiado mais uma vez. Todos eles contribuem para a evidência de estarmos numa encruzilhada política, num esgotamento que, a avaliar pela acomodação à ladainha de sempre ao nível da oposição, não augura nada de novo nos anos que se avizinham.

Também é verdade que me falta paciência para alguma excessiva arrogância Soarista. E é ainda verdade que, dito tudo isto (que é o que mais importa), Alegre oferece-nos (particularmente aos militantes e simpatizantes do PS que se preparavam para não votar ou para votar em Cavaco), uma clara e muito natural forma de lançar uma descarga eléctrica bem mais direccionada aos “desvios” do governo e do PS, preterindo Soares a Alegre no momento do voto. Será sempre um saco onde tudo caberá, desde o que protesta pelos seus direitos adquiridos diminuidos, até ao que viu na nomeação de Armando Vara ou no aumento dos impostos, o fim do estado de graça do actual governo, mas será sempre um choque bem mais direccionado do que o voto autárquico, difuso nas especificidades locais, por natureza.
O melhor é mesmo esperar pela campanha presidencial para decidir.

Uma nota final sobre as autárquicas: neste caso cada um sabe de si e neste momento continuo certo que irei votar contra Carrilho e contra as escolhas de Jorge Coelho e de José Sócrates (um bónus nada desprezível perante o atestado de estupidez implícito aos eleitores em algumas câmaras do país), tentando escolher o melhor para a minha qualidade de vida na capital.

Haja Gente à coca no seio do PS que o tempo para marcar terreno vai chegar bem mais cedo do que se poderia esperar. Talvez daí se perceba o frenesim, o entrincheiramento precoce que levou a muitas das asneiras e precipitações deste governo/partido que por vezes nem parece saber (ainda*) o que fazer à maioria absoluta que tem.

* Ainda tenho margem para a esperança, para alguma aprendizagem, que isto de passar de estados de graça para a desgraça absoluta não é para todos.

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Portugal

Tarzan Taborda

A ler uma nota sobre uma figura muito singular do imaginário popular português escrito pelo João Melo e publicado no Penamacor: “Tarzan Taborda”.
O Tarzan Taborda recentemente desaparecido também tem um lugar na blogoesfera nacional.

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Desporto

O cientista de Alvalade

Pode não perceber nada de futebol mas o treinador do Sporting… é ele.

Quando colocou o terceiro central (por troca com Liedson) o que restava da equipa desapareceu. A tremedeira instalou-se na até então segura defesa e Peseiro passou o resto do jogo a dançar freneticamente um demasiado habitual fandango em frente ao banco dos suplentes.
Já depois disso Paíto (extremo esquerdo) chegou a ser visto a… fazer a dobra a um dos centrais.
O Sporting deixou de conseguir o mínimo de perigo no ataque.
Leidson saiu de trombas directo ao balneário, Peseiro ouviu alguns dos maiores apupos de sempre em Alvalade.
And guess what? O Sporting ganhou e isolou-se no segundo lugar. Ganhou mesmo?

Salvaram-se Tonel, Polga e Nelson (garantes máximos do resultado e diferença substancial face à época passada) secando o fraco ataque dos 10 do Bonfim; Deivid, mais pelo inconformismo e pelo golo do que pelo entrosamento com os colegas e Paíto que entrou a substituir Tello (lesionado). Note-se que Paíto já aqui apelidado pouco caridosamente de “nódoa” no ano passado, fez uma das melhores exibições de sempre: excelente passe para golo e teimosia quanto baste a atacar, apesar de nunca se ter entendido com Wender (entrou aos 52m da 2ª parte). Com um Vitória ultra defensivo o ataque do Sporting raras vezes foi além de uma imensa bagunça.
Bem vistas as coisas, desde a goleada ao Boavista no ano passado quantas vezes mais não teve o povo sportinguista de sofrer em sua casa até ao último minuto?

Avizinham-se dois jogos provavelmente fáceis, adivinha-se que o balão de Peseiro possa resistir mais um pouco se superar essas etapas. Mas posto isso, não é com exibições destas que poderemos sonhar com um horizonte verde e branco. Atrevo-me a dizer que alguns largos milhares de sportinguistas ficaram com muito pouca vontade de voltar a Alvalade depois desta vitória.
Terão de ser outros os motivos para andarmos alegres por estes dias.

Adenda: A ler “Outra vez??!“! No Terceiro Anel.

Adenda II: A ler “Que Tristeza” do Carlos Castro no Bonfim.

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Desporto

"Ciência" em Alvalade

Experiência científica em curso: o detalhe da revista à entrada do estádio é proporcional ao número dias de barba por fazer.

Adenda: cheks!

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Gastronomia

Polvo para preguiçosos

Se sabe cozinhar, passe adiante, este post não lhe interessa.
Se não sabe se sabe, talvez ache interessante para sentir o ego reforçado no final.
Se não sabe, leia e despeja a sua ira na caixa de comentários caso no final esteja no mesmo ponto de ignorância com que iniciou a leitura.

Pois é, o Adufe regressa à cozinha.
Como primeira entrada na reentré da categoria de Gastronomia sugere-se a receita de Polvo para Preguiçosos.

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Cinema

Cinema is dangerous in many ways…

Ainda a propósito de ratos em Delft, eis alguma informação tomada de empréstimo do Vleeptron do Bob Merkin que se meteu na conversa.

“(…)I have been Googling, and the Rats of Delft were not always a natural plague. The movie director Werner Herzog brought a gift of 15,000 rats to Delft when he made the movie “Nosferatu” with Klaus Kinski. He was not able to catch all of them when he finished making the movie. But it’s a wonderful movie. If you love Delft, and you love Rats (and Herzog and Kinski) you should see it.(…)”

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Política

Alegres declarações

A ler a alegre declaração do Luís Novaes Tito, no Tugir.

“(…)A aura da competência na boa gestão da coisa pública dissolve-se de imediato ao olhar para o estado a que chegou este País. Nunca como nos seus mandatos entrou tanto dinheiro em Portugal. Se fosse um bom gestor deveríamos estar ao mesmo nível da Irlanda ou da Espanha.(…)”

De quem estará o Luís a falar? Não pode ser do salvador da pátria… Mas será?! The horror, the horror…