Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for November, 2006


O Humor na 1ª página

"Critérios Editoriais Incompreensíveis" pelo JCD no Blasfémias.

O que fazer com os militares?

Depois do meu texto de ontem ("Manifestação ilegal? (actualizado)) tenho procurado na imprensa (e nos blogues) opinião sobre o assunto. Nos blogues pouco ou nada , na imprensa essencialmente notícias e a cobertura mais ou menos circense do "passeio" de ontem nas TV (seguramente será assunto  dos semanários). Contudo, hoje, no suplemento de Economia do Diário de Notícias descubro um pequeno texto de António Perez Metelo que assino por baixo. Ao cuidado de políticos, governantes e cidadãos deixo-o aqui na íntegra atrevendo-me a recomendá-lo ao vizinho Vital Moreira (que celebra o aniversário do (também) seu sempre interventivo Causa Nossa).

Silêncios equívocos

Há alguma razão para o regime democrático impor restrições ao exercício de direitos políticos e sindicais aos membros das Forças Armadas? Sim, há, e é de monta. É que a democracia confere a estas forças o formidável monopólio do uso da violência armada, para ser usada exclusivamente em defesa da comunidade nacional contra agressões externas. Daí que se impeça o activismo político-partidário, para evitar a criação de facções antagónicas com eventuais confrontos violentos incontroláveis.

É esse o perigo, que ninguém contempla hoje como verosímil, mas que está sempre implícito quando o poder político se confronta com uma manifestação pública de protesto por parte de membros das Forças Armadas. É por isso que se invoca a necessidade de coesão e disciplina, muito para além do carácter anódino de um simples passeio em fim de tarde na praça central da capital.

O que se torna relevante é saber até onde estão dispostas a ir as associações profissionais dos militares perante os cortes de regalias, que sobre eles se abatem. Da mesma maneira que sobre muitas outras categorias profissionais.

Mas o Governo não pode pensar que resolve o mal-estar com simples processos disciplinares. Essa costuma ser, aliás, a via desejada para uma escalada do capital de queixa por quem procura paralisar a acção do Executivo. É preciso dar explicações precisas quanto às poupanças constantes no Orçamento. Se se ia proceder à unificação das instalações de saúde em triplicado dos três ramos das Forças Armadas, quanto é que se poupa com essa medida? A redução de regalias do sistema próprio da saúde encaminha os familiares dos militares para o Serviço Nacional de Saúde. Isso deve preocupá-los ao ponto de os afectar na sua capacidade operacional? E quanto aos alegados 40 diplomas, que os militares dizem não estar a ser cumpridos integralmente pelo poder político? Os cidadãos, muito para além dos militares, merecem estar bem informados acerca destas questões.

António Perez Metelo

Música na Coreia

A jornalista Rita Colaço abriu recentemente um blogue dedicado à Coreia do Norte, país que visitou recentemente. Este é o tipo de iniciativas que dá outra dimensão à blogoesfera e ao jornalismo. Venham mais, em português.

"Parece incrível mas elas cantam. Elas, as militares norte-coreanas.

É um vídeo curtíssimo – por força das circunstâncias -, que tive oportunidade de filmar com uma máquina fotográfica, em Agosto deste ano, à entrada das grutas, nas montanhas de Myonyang. Após estes cantares inesperados voltou a ser expressamente proibido tirar fotos ou o que quer que fosse. (…)"

Continue a ler e a ver em "Coreia de Norte – Um Segredo de Estado".  

O post do dia

" (…) É óbvio que Figo nunca foi Rui Costa que chora ao marcar um golo ao Benfica nem um Fernando Couto que fica sozinho no centro do campo quedo enquanto os colegas festejam um golo contra o Porto. O que eu acho interessante nesta "desilusão" é o quanto ela é injusta. Na verdade Figo sempre mostrou ao que veio e não tem culpa que lhe imputem uma afectividade lírica que claramente dispensa ou reserva para outros domínios (o modo como saiu do Sporting, como foi para o Barcelona após ter assinado dois contratos em Itália ou como saiu do Barcelona já dava um pouco o retrato do seu perfil pragmático, se assim podemos dizer). Os sportinguistas querem fazer dele um Eusébio verde à força e ele coitado, está visto, é um símbolo que insiste em ser gente e, portanto, pouco maleável aos quereres que nele se projectam. Uma maçada. "

in Avatares de um Desejo 

Dia F

Febre.

– Quando foi a primeira vez que tiveste febre na vida?

– Para aí aos seis meses e chovia que se fartava.

Lente Invertida

Já agora, no final do debate da noite pode provar os excelentes vinhos da Herdade de S. Miguel.

Pode vir mais cedo e ver a excelente exposição «Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?», dos fotógrafos da Kameraphoto, espalhada por todo o edifício — bem como a mostra de bibliografia & objectos pessoais de Pedro Tamen (assinalando os seus 50 anos de vida literária), no rés-do-chão.

Hoje, na Casa Fernando Pessoa, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, para debater o papel do Estado na Cultura, com José Fonseca e Costa, Rui Horta, Zita Seabra e Urbano Tavares Rodrigues. Às 21h30, em Campo de Ourique. O moderador é Carlos Vaz Marques.

||| Estado.

Adaptado de A Origem das Espécies

Ao cuidado do Ministério da Educação

A ler "TLEBS", editorial de hoje do Diário de Notícias.

Manifestação ilegal? (actualizado)

Cuidado… Muito cuidado. Não é com azeite que se apagam fogos que até têm a sua razão de ser.

Se é verdade que não é com manifestações públicas que os militares se devem expressar, não é menos verdade que os métodos de contenção de danos da esfera política devem ser distintos dos banalizados perante "mais uma manifestação". Sem alternativas de escape, mais cedo ou mais tarde, a panela rebenta com ou sem farda vestida. Muito menos se deve recorrer à patente quanto o Estado tem perante eles tantos rabos de palha. Apostar tudo na impopularidade crónica da imagem dos militares junto da uma boa parte do eleitorado português é caminho arriscado, até porque desconfio que esse cenário é já mais uma fotografia do passado do que um sentimento enraizado no povo. O incremento da acção externa dos militares portugueses em missões nobres e o direccionamento para missões civis de boa parte dos seus recursos têm tido impacto positivo na imagem dos militares. Por outro lado, uma manifestação não é um acto banal e tomado de ânimo leve por um militar, as consequências são por eles bem conhecidas. Seria aliás interessante elencar hoje as vantagens e desvantagens dos militares comparativamente com outros funcionários públicos e com quadros com habilitações comparáveis na esfera privada. Seguramente que muitos concidadãos teriam uma surpresa considerável.

O Estado tem feito demasiadas asneiras ao longo dos últimos anos na gestão da Defesa Nacional. Há ainda hoje unidades que permanecem no limbo onde o desperdício perdura, vagueando sem rumo e outras (eleitas coqueluche para inglês vez) onde o que se exige aos profissionais e o que se disponibiliza de recursos raia os limites do inacreditável. De comum, a desmotivação crescente, a sensação de desnorte e de traição para com compromissos assumidos e, mais recentemente, a sensação de roubo com a bizarra história da falência do fundo que gere os complementos de reforma para os quais voluntariamente muitos militares descontaram e descontam todos os meses. Já para não falar do corte drástico do apoio na saúde que se avizinha ou dos atrasos crónicos no pagamento de parte das remunerações dos militares destacados.

A corda nunca parou de ser esticada desde que António Guterres percebeu que se deveria utilizar as Forças Armadas como instrumento diplomático. Cada vez se pede mais com cada vez menos, mas, mais grave, com cada vez mais razões para os militares terem o estado-patrão como pessoa de má fé.

Algo parecido, talvez até mais grave, (em termos de esticar de corda) pode ser encontrado na PSP… 

Já vai sendo tempo de termos um Estado adulto, responsável e respeitador dos seus deveres. Só assim pode exigir, com autoridade, o respeito pela autoridade.

Manifestação ilegal? Tem a certeza que é por esse caminho que quer governar este país, senhor Primeiro-Ministro?

Adenda: a cegueira nas hostes socialistas sobre a questão militar não vem de hoje e mostra-se galopante, disso é exemplo Vital Moreira (aqui e aqui) que nitidamente prefere disparar antes de perguntar quem lá vem. É caso para dizer: tanto que se preocupa com as contextualizações históricas e sociológicas noutras paragens e tão pouco que consegue discernir no que tem debaixo do nariz. Espero que ao menos, fora das luzes da ribalta, haja quem esteja a tentar emendar a mão e a procurar uma solução eficaz para o conflito latente que se arrasta há demasiado tempo.

Milão e o resto…

Sporting: A uma equipa curtinha e algo amedrontada juntou-se a estrela negra do azar.

Que as avarias se limitem ao que já passou e que haja alguém que recupere a forma de outrora depressa senão não há navio que reme para bom porto na Figueira da Foz.

Tinha que vir o Cavaco estragar tudo

"Divergência Fracturante" na Voz do Deserto

"Perdoem-me a quebra no consenso político mas Ségolène Royal não é bonita. Ou, quando muito, é em França."

P.S.: Amigo vizinho, cadê os elozinhos para cada pedaço de prosa? Davam um jeitaço…