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Mimos

Corpo em alumínio

Quem diria que o Lidl tem uma outra "Bomba Inteligente" *.

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Política

Será possível?

Duas novidades muito preocupantes, se forem verdadeiras.

"«[A]s informações de que disponho indicam que o gabinete do Primeiro-Ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates», refere Eduardo Cintra Torres (PÚBLICO, 20.8.2006: 47)."

Paulo Gorjão no Bloguítica

" (…)  “Os eleitores vão deixar de saber quem é que o Governo contrata para a Administração Pública. O Executivo decidiu não voltar a divulgar estes dados em Diário da República”.
Foi assim que Fernanda de Oliveira Ribeiro deu a notícia no Jornal da Noite, da SIC.
Depois de ter tornado gratuito o acesso electrónico ao Diário da República, e muito bem, o governo de José Sócrates aproveita um despacho de um anterior o governo para reforçar a Lei da Rolha.
A confirmar-se esta intenção governamental, os portugueses deixam de poder saber quais são as contratações na Administração Central, em alguns casos levadas a cabo a coberto de insondáveis interesses partidários e outros. (…)
"

Rui Costa Pinto no Mais Actual.

Para ambos os casos aplica-se o máxima do Rui Costa Pinto:

"A gravidade do gesto governamental não pode escapar ao Presidente da República, Cavaco Silva."

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Monday morning…

Após uma breve "escapadinha" para me regalar de figos, outros frutos e demais ares raianos, passo por aqui para responder a alguns comentários e pouco mais. A semana prosseguirá trabalhosa, veremos se sobra algum tempo para adufar.

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Economia

Emprego Líquido (corr.)

Parece que é mesmo verdade. Comparando o número final de trimestre (emprego e desemprego), no espaço de um ano houve um aumento líquido de mais de 40 mil empregos. Convenhamos que poucos admitiriam este cenário como provável nesta altura do campeonato.

Comparando com o mesmo período do ano passado, o trimestre terminado em Julho foi curioso pois tudo aumentou: o desemprego (ligeiramente), o emprego e, naturalmente, a população activa.

Quem se quiser dar ao trabalho de analisar o detalhe por sectores de actividade irá descobrir outras curiosidades. Por exemplo que a Banca e a Saúde Educação continuaram a reduzir o seu número de efectivos no trimestre em causa… Um caminho inverso ao da Agricultura, Transportes e Administração Pública, por exemplo.

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Letras e Livros

Um bebé é só uma pessoa que também vai morrer

Back inside
This chamber of so many doors;
I’ve nowhere to hide.
I’d give you all of my dreams, if you’d help me,
Find a door
That doesn’t lead me back again
-take me away.

"The Chamber of 32 doors", Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway

A morte agonizante de um ex-combatente. A morte agonizante provocada por um cancro. A morte agonizante de um idoso entrevado. A morte induzida pela proximidade de todas estas mortes. A família como rede distribuidora de morte onde um bebé é só uma pessoa que também vai morrer.

Entre um povo dividido, dotado de várias formas de não encarar a morte e composto por poucos redutos onde a morte nunca deixou de fazer parte integrada (será esta uma palavra feliz?) da existência individual e colectiva, dizem-me que há toda uma onda de novos romancistas (não cor-de-rosa nem "históricos") que nos oferecem os nossos fantasmas numa bandeja.

Dos outros nada sei, mas se "A Casa Quieta" de Rodrigo Guedes de Carvalho (edição Círculo de Leitores/Dom Quixote) se puder encaixar nessa "nova categoria", então diria que é uma versão concentrada na qual não encontrei pinga de salvação por mais irónico que seja o nome da personagem que tragicamente sobrevive a todas as outras. A forma de escrita não é das mais ortodoxas e surpreendentemente para mim não me causou estranheza alguma, admito apenas que registei algum enfado perante as repetições, a dada altura pereceram-me excessivas, um efeito que poderia ir sendo reduzido ao longo do livro, admitindo que o leitor precisaria de menos sinais para obter o mesmo efeito à medida que "entrasse" na técnica do discurso.

Um dos motes do livro é a estrofe que aqui reproduzo. No meu caso a empatia foi imediata. Quem conhece a música fica a saber ao que vai logo nessa primeira página. Fica a saber ao que andamos todos.

P.S.: Nunca li um romance de António Lobo Antunes.

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Economia Web

Outsorcing people-to-people

"Actualmente já é possível contratar alguém do outro lado do mundo que faça o trabalho por um quinto do preço praticado em Portugal."

Descubra o indiano que há em sim.

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Lisboa Mimos

Largo da Graça?

Mais uma paragem. O autocarro da Carris abre as portas, entram alguns passageiros e no final da fila sem subir o degrau, compõem-se uma pergunta num português com sotaque tropical.

– Passa na Graça?

Em silêncio o motorista, rapaz novo de óculos de sol à "the fly" parece pensar…

– Ó chefe, este ônibus passa no Largo da Graça? 

O "chefe" finalmente responde:

– Sinceramente não sei e para não o estar a enganar também não vale a pena.

Lá com os pés bem assentes na calçada, o brasileiro é todo estupefacção.

– O motorista não sabe se passa no Largo da Graça?!

– Não sei.

Fecha-se a porta e segue-se viagem. Foi assim em Lisboa, há poucochinho na carreira 42.

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Economia

Impostos

Estive a espreitar a síntese orçamental de Julho de 2006

O exercício de análise é complicado e perigoso. Enquanto não se chegar ao fim do ano há sempre um rol enorme de comportamentos, regulamentos, legislação e procedimentos do Estado e dos restantes agentes económicos que impede grande parte das comparações homólogas que nos permitiram verificar com segurança como está a correr o ano fiscal. Dito isto deixo uma curiosidade que me parece segura, neste contexto:

O imposto de selo é já, destacado, o terceiro maior imposto indirecto do país tendo aumentado nos primeiros sete meses do ano 9,7%. Só o IVA e o Imposto sobre os petrolíferos é que arrecadam mais receita. Será o "prémio" por ser o imposto mais intrometido do sistema fiscal. É pau para toda a obra, o paradigma do Estado abelhudo, tantas vezes um caso típico de dupla tributação, somando-se a outros, infiltrando-se subrepticiamente.

É também o imposto cuja morte foi mais vezes anunciada. O estretor da sua "morte" está à vista: nunca como hoje levou tanto dinheiro em termos absolutos e relativos para os cofres do Estado. Na minha modesta opinião ganha com distinção o prémio de maior aberração do sistema fiscal português.

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Crruu-crruu

Hoje o dia também promete. A bela cagadela de pombo já cá canta.

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O final feliz é o que menos conta

Ontem tive um dia "Larry David". Desconfio que hoje não estarei recomendável nem em vinha de alhos (mil vez melhor do que o italianíssimo molho de tomate). Pelo sim, pelo não, fica o aviso para algum incauto leitor, caso me atreva a vir para aqui postar algo corrosivo…