Um dos nomes de antepassados que retenho é este: Lélé. Único apelido da minha saudosa avó paterna, de seu pai João Lélé e dos seus antepassados.
Com a segurança de um rumor disseram-me que esse ramo da família migrou em tempos de Penamacôr para a Benquerença e, de facto, hoje é ainda possível encontrar Lélés em ambas as povoações.
Procurei Lélés na internet, em páginas portuguesas e encontro uma outra surpresa, além da confirmação do rumor do passado.
Uma referência a um outro senhor João Lélé, Baleeiro do canal, entre o Fail e São Jorge, nos Açores.
Sugiro-vos este trabalho multimédia “Baleeiros em Terra um trabalho de Sidónio Bettencourt” (ou em alternativa aqui (Biblioteca Nacional Digital)) uma peça documental que honra a memória na internet em Português.
Da raia de Espanha ao meio do Atlântico. Talvez outra origem, de certo outras vidas, mas que haveria de ser de nós se não insistíssemos em oferecer um olhar curioso, em busca de algo familiar?
Nota: also available in english here (Grounded Whalers) . Disponible en français ici (Des Baleiniers à l’Ancre).
3 replies on “Em busca de Lélés”
Concordo com a sugestão do trabalho de Sidónio Bettencourt. à a memória que nos fica no coração!
Quanto à busca de Lélés – conheço um senhor na ilha do Pico, residente e natural da vila das Lajes – Ermelindo Ã?vila – portador de um saber quase incomensurável sobre baleeiros, famÃlias de baleeiros e baleação. Talvez ele possa adiantar-lhe mais qualquer coisa de interessante para a sua pesquisa. Talvez o Sidónio também possa ajudar.
Só mais uma informação: O homem que aparece na capa da edição francesa é o escritor baleeiro Dias de Melo, natural do Pico e residente em POnta Delgada. Também ele sabe muito sobre a saga dos baleeiros que ele próprio acompanhou durante anos.
Muito obrigado pelas dicas, Teresa.