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As Crónicas e os Contos

O meu Natal I (acres.)

O grande braseiro…

Na aldeia que melhor conheço, o madeiro é uma luz monumental que se acende na noite de consoada junto à Igreja. Os moços do ano (rapazes que completam 20 anos) coordenam a recolha de árvores mortas ou moribundas que se espalham pelo vale e, na noite da consoada, gerem a grande fornalha enquanto se vão regando com a prova do vinho novo.
Este ano contaram-me que o monte de toros de árvores se elevava a 5 metros do empedrado e pela amostra que tive em outros natais não me custa acreditar. Se a maluqueira do espírito olímpico se mantiver temo que ainda um dia aqui se conte história de como ardeu a Igreja, mas não nos apoquentemos demasiado que exagero de propósito.

Se uns pecam por excesso…
A passagem da noite mais simbólica do natal deste ano foi, contudo, feita noutro concelho do interior, um pouco mais a norte. Em terras onde os vales não se espalham por planícies antes se estreitam em gargantas apertadas.
Não há falta de árvores entre tais serras, sei que a tradição do luzeiro natalício é aqui igualmente antiga e sei também que não faltam rapazes e vinho novo mas então que raio de amostra de madeiro é esta que deixaram ali bem no adro na Igreja Matriz?

Cá para mim é uma questão de falta de ânimo, o que é que acham?
Castro Daire, Natal de 2003

One reply on “O meu Natal I (acres.)”

Ou muito me engano ou a fogueirinha está no Largo da Sobreira Formosa?!
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De facto, em Mação, este ano- como nos outros- atingiu, pelo menos, os 3 metros e tal de altura!
Mas… o calor de uma fogueira não se mede pelos seus metros e sim pelo que de nós, em seu redor, metemos!
Abraços

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