Adufe sans frontiers

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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Archive for the ‘MEP’


Memórias de uma campanha eleitoral

Entre finais de Maio e início de Junho passei cerca de 15 dias em campanha eleitoral pelo MEP. Fui candidato e viajante na quase totalidade dos mais de 3000 quilómetros percorridos. Nos próximos dias publicarei por aqui algumas imagens com essa memória.
Começo por uma das minhas casa, ainda em pré-campanha. O MEP passou por Penamacor :-)

MEP Penamacor

E se o subsídio de desemprego fosse diferente?

Propostas concretas: Porque não substituir o Subsídio de Desemprego pelo Contrato de Reinserção Laboral?
O que mudaria?

Poderíamos rever o regime de subsídio de desemprego tendo em vista a sua contratualização em função da reinserção laboral, majorando na diferenciação da prestação a qualificação durante o período de desemprego, a prestação de serviço comunitário e a composição e situação do agregado familiar. Quem fizer um pouco mais do que o actual ou precisar um pouco mais do que o desempregado do lado recebe um estímulo adicional, seja para se manter actualizado tecnicamente, seja para se manter activo (mais autoconfiante e longe de maiores depressões) e, claro, com mais recursos para sustentar a sua família se esta for mais extensa.

Desvantagens?

P.S.: Esta, “Contrato de Reinserção Laboral“, é uma das propostas feitas pelo MEP hoje divulgadas no âmbito do programa eleitoral para as legislativas.

Também aqui.

Cada um tem o seu nemátodo

Poderemos dar-nos ao luxo de comprar esta guerra que se repete e vai-se agravando e subindo de tom a cada nova legislatura? Estaremos a velar pelo melhor que podemos ter para nós, deixando-nos sequestrar por pretextos mais próprios de uma clubite do que de uma reflexão política? Vote útil, pois então, mas não finja que não é consigo ou que não lhe diz nada. Havendo inteligência e imaginação, cada um encontrará o seu caminho, de acordo com as suas convicções e, de preferência, seguindo as regras da boa eudcação. Pela minha parte, como é sabido, estou de corpo e alma com um novo movimento político que quero ajudar a que tenha representação parlamentar. Rui Marques, presidente do MEP e mais que provável cabeça de lista por Lisboa nas próximas legislativas, não exagerou quando escreveu há pouco.


In Eleições 2009.

Rasgar ou assinar, eis a questão

As hostes do PS acusaram Manuela Ferreira Leite de ter feito um péssimo negócio para o Estado ao ter vendido em desespero (para cumprir com os limites do défice público acordados com Bruxelas)a infra-estrutura da rede fixa à PT. Manuela Ferreira Leite afirmou que o contrato entre o governo e a PT já tinha sido negociado pelo anterior governo, tendo-o encontrado na sua secretária quando assumiu funções, prontinho para ser assinado. Manuela Ferreira Leite, chegou, viu e assinou. Diz agora, para surpresa geral, que a decisão política era do governo anterior, revelando o tal negócio que estava já pré-acordado. Em bom rigor, nada a obrigava a assinar, podia simplesmente ter feito aquilo que agora ameaça fazer em barda e com critério ainda desconhecido se chegar ao governo: rasgar, rasgar, rasgar. Mas o que se extrai de tudo isto?

O PS estudou e negociou o contrato, não o concretizou porque caiu o governo, entrou o PSD e acabou o que o PS tinha iniciado, naturalmente, porque concordou com a proposta que estava em cima da mesa. Nunca poderemos ter a certeza absoluta se o PS, caso não tivesse caído o governo, teria subscrito tal contrato, contudo, parece altamente provável que o tivesse feito.

Apesar de todo o folclore que por aí anda, PS e PSD, quando sentados na cadeira do poder, não teriam divergido nesta política. Algo que em bom rigor surpreende pouco quem acompanha com alguma atenção os compromissos e as práticas destes dois partidos.

Perde a política da verdade, perdem os media que nem sempre parecem chegar ao segundo parágrafo que aqui escrevi e ganharão todos aqueles que fizerem questão de tornar útil o seu voto no dia 27 de Setembro. Mesmo, mesmo útil, quero eu dizer.

Também publicado aqui.

Partido Sócrates Despedido (PSD)

” (…) Abram alas para a inteligência: não há voto mais útil que o voto inteligente e livre. A eternização do “voto no mal menor” e do “voto contra” não podem, a prazo, garantir nada de muito construtivo, condenam-nos exactamente a isto: a viver num mal menor e num mundo do contra. E que tal votar por um bem maior e a favor? Já me calo antes que me chamem utópico ou algo pior.”
In Eleições 2009.

O fim da desculpa do “voto útil”

Olhando para os resultados de ontem, o cenário político nacional afastou-se como nunca do bipartidarismo. O que nos espera é o fim da era das maiorias absolutas monopartidárias e, quem sabe, de coligação. Veja-se este exercício feito pelo Pedro Magalhães no Margens de Erro, pegando nos resultados de ontem e projetando-os como se fosse de eleições legislativas:

“(…) os resultados (…) seriam os seguintes: PSD: 95 deputados PS: 72 deputados CDU: 24 deputados BE: 23 deputados CDS: 15 deputados MEP: 1 deputado (…) Em suma, neste exercício, PSD+CDS têm 110 deputados. PS+CDU+BE têm 119. A rectificação que menciono na abertura teve a ver com o MEP. De facto, com 46 deputados a serem eleitos em Lisboa, os 2,32% do MEP seriam suficientes para 1 deputado. “

Teríamos assim 6 forças políticas no Parlamento (sendo o “meu” MEP a novidade) e teríamos um cenário muito complicado de governabilidade em coligação. Mas há naturalmente mais formas de se governar um país além das maiorias monopartidárias ou de coligação. O que interessa sublinhar agora é que está na hora de cada força política demonstrar que está à altura de assumir a responsabilidade (e de mostrar a capacidade de indicar propostas) que ajudem a construir o país. Havendo boas políticas e sentido de serviço ao bem comum, a tarefa facilita-se. No fundo, a pergunta resume-se, em cada momento, ao seguinte: o que é bom para Portugal? Mas não me iludo, será uma tarefa muito difícil para quem está habituado apenas à prática negativista e demolidora de uma certa forma de fazer oposição. O MEP, esse, estará no seu elemento.

Também publicado no Eleições 2009.

Eleições Europeias 2009

Sigam-me no twitter: http://twitter.com/RuiMCB

Caravana em Lisboa – o folclore do MEP em campanha

Hoje, ao início da tarde reunimos excepcionalmente uma caravana menos ecológica em mais uma tentativa de romper o bloqueio informativo que vamos sentindo. Eis um excerto produzido pelo serviço de TV do MEP.

Já conhece a CALCOB?

No decurso da campanha eleitoral tenho tido oportunidade de contactar directamente com algumas empresas e instituições ligadas à actividade produtiva que são absolutamente singulares. Uma das que mais me impressionou foi a CALCOB – Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Oliveira do Bairro.

A CALCOB foi criada em 1977 e está classificada como uma das 100 maiores cooperativas portuguesas, empregando 62 pessoas, contabilizando aproximadamente 4200 sócios e apresentando um volume de negócios próximo dos 10 milhões de Euros.
A CALCOB especializou-se em acções de formação entre os seus associados e destaca-se pela capacidade de responder de forma pronta às novas exigências colocadas pelas sucessivas alterações legislativas associadas a fundos comunitários e a novas directivas agrícolas.
Personifica um modelo de sucesso em mercado aberto tratando-se de uma instituição emancipada com crescente acolhimento entre os agricultores.
A CALCOB fornece algumas das grandes superfícies nacionais – grupo Jerónimo Martins entre outros – tendo protocolos de cooperação com congéneres europeias com vista a uma eficiente gestão de stocks.

Maria Flor Pedroso dixit: “O MEP tem a campanha melhor organizada”

A ouvir aqui: http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Jornal-de-Campanha-27-de-Maio—17h30—Edicao-de-Maria-Flor-Pedroso.rtp&headline=46&visual=9&article=222587&tm=9

Transparência em Movimento – as contas da campanha

“Em política, a transparência e a prestação de contas são essenciais. Embora legalmente a apresentação de contas seja, como é natural, posterior à conclusão da campanha, queremos desde já antecipar a informação sobre custos da campanha para que as perguntas que os portugueses colocam tenham resposta clara.

Quanto custa o autocarro “MEP em Movimento”?
O autocarro “MEP em movimento” foi alugado à empresa Barraqueiro por um período de 16 dias, até 5 de Maio. O custo total do aluguer, incluindo combustível, portagens, motorista e decoração exterior foi de 10.000 Euros.

Quanto gastam em alimentação e alojamento?
Estabelecemos um subsídio de almoço de 5€ e negociámos menus de jantar de 10€. O custo de alojamento/noite é cerca de 40 €.

Quantos cartazes tem o MEP e quanto custaram?

O MEP contratou a colocação de 30 cartazes de exterior, na grande Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Leiria e Setúbal, para os três ciclos eleitorais e o custo total foi de 45.000 €.

Que materiais fez e quanto custaram?

Para comunicar a candidatura do MEP utilizamos uma revista da qual fizemos cerca de 200.000 exemplares, como um custo de 7.000 €. Produzimos também um folheto simples, com 100.000 exemplares e um custo de 500 €.

Como se financia o MEP?

O MEP financia-se de donativos e quotizações dos seus membros e amigos e recorre a empréstimos bancários para financiar a sua tesouraria.

As pessoas que estão na caravana são voluntários ou contratados?

Das cerca de 20 pessoas que constituem a tripulação do autocarro só 4 são profissionais do secretariado executivo do MEP. Os restantes são voluntários, tendo colocado férias, pedido licença sem vencimento ou pedido dispensa no quadro legal da sua candidatura ao Parlamento Europeu.”
in http://mep.pt

Os batedores do MEP em Lamego

Entre rangers, agricultores, religiosos, jornalistas e comerciantes eis a fotografia de parte grupo de batedores do MEP tirada em Lamego há escassos minutos antes de iniciarmos a viagem rumo a Viseu.
lamego
A foto foi tirada muito gentilmente pela Cármina uma jornalista local.

O papel dos Hoteis Ibis na campanha do MEP

Diário de campanha: O Minho

O dia começou em Ponte de Lima com mais uma curiosidade de campanha. Chegar perto da ponte romana no largo principal e descobrir um rancho de folclore a dançar “Laurindinha” foi uma coincidência feliz que deu a nota para um dia que ameaçou ficar marcado pela chuva e que terminou em Barcelos (depois de Viana, de Caminha, de Esposende) numa fim de tarde enxuto e numa das mais intensas e interessantes acções de campanha directa junto da população local que se encontrava concentrada numa festa organizada pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos cujo presidente se candidatará à Câmara Municipal.plima2plima3
Os núcleos de Braga do MEP e de Lisboa engrossaram as fileiras e foram quase 40 pessoas em acção de campanha nas 5 paragens do dia, em autênticas operações relâmpago que não deixaram de permitir que houvesse disponibilidade de encetar dialogo com as gentes das terras.
O dia foi cansativo, mas extremamente animador. Passámos por outras campanhas, incluindo a do 8º elemento da lista do PSD (José Manuel Fernandes) que disputará directamente o lugar com Laurinda Alves e ficámos satisfeitos com a receptividade do povo de Esposende (onde ocorreu este encontro) e do Minho em geral.

Ecos de Campanha

Quando visitámos a Senhora da Hora [MEP] deparámos com a campanha eleitoral autárquica do PS. Um pouco depois, já no passeio marítimo, perto da Rotunda da Anémona, ainda em Matosinhos, demos com Narciso Miranda, também em Campanha eleitoral para as autárquicas.
Simpaticamente dirigiu-se a Laurinda Alves desejando-lhe felicidades, apostando no sucesso dos movimentos de cidadãos e desejando-lhe que fosse eleita.

narciso

O repórter estava lá e tirou o boneco. Esta foi um dos primeiros instantâneos de campanha inesperados que seguramente se repetirão nos próximos 13 dias. O corpinho está moído mas o contacto humano é, de facto, inestimável para quem quer fazer política. É mesmo preciso passar por ele para perceber o seu valor. Vai bem além do beijinho ou aperto de mão de circunstância. E não se faz só de sorrisos e de ouvidos moucos quando o discurso não interessa ou é ofensivo. Muitas vezes, quase sempre, passa precisamente por querer ouvir quem está literalmente desesperado e revoltado com a democracia.
A saudade de Salazar, a quantidade de vezes que ouvi a gente do povo a recusar material de campanha invocando que não sabe ler e o excesso de zelo dos seguranças da Metro do Porto a impedir a distribuição de material de campanha nos cais, foram alguns dos traços mais marcantes dos primeiros dias. Outros passaram pelo voluntarismo com que alguns se nos dirigiram a dar apoio oferecendo mobilização. Tudo isto é importante tudo isto merece reflexão e, acima de tudo, acção positiva.