Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Abril, 2007

Uma das notícias do dia é…

Abril 12, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

"(…) Com algum desfasamento face aos nossos parceiros, o reforço do incremento do ritmo de crescimento da exportações (face ao ano anterior e quando comparado com a importações) permite acalentar que talvez a economia nacional ainda venha a ser capaz de aproveitar um pouco mais do actual bom momento económico internacional do que vinha fazendo ao longo dos últimos meses. Os primeiros indícios de 2007 são mais animadores. (…)"

in "Balança Comercial Portuguesa reforça sinais positivos no início de 2007", no Economia & Finanças. 

Acabou? Haverá novos capítulos? (act.)

Abril 12, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 2 Comments →

Leio por aí que a entrevista correu bem ao PM, na parte que se refere às explicações académicas, pelo menos. Não vi a entrevista.

Entretanto Marques Mendes resolve ligar o lume do seu braseiro e mostrar-se insatisfeito. Exige uma investigação independente… Esteve o lider da oposição tanto tempo calado para agora ser temerário? Ou haverá outra explicação para este volte face? Enfim, a novela terá seguramente novos capítulos. Que as apregoadas reformas do Estado e que o rumo prometido prossigam entretanto. E já agora que se consiga ir sabendo em que pé vão as coisas, as outras coisas. É o mínimo a pedir ao governo e aos intermediários informativos profissionalizados.

Não nos podemos dar ao luxo de ficar à espera que a sentença transite em julgado.

Salvem o jornalismo!

Abril 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 5 Comments →

Regresso de férias para ouvir José Manuel Fernandes na TSF a exigir que o Primeiro Ministro (PM) hoje apresente provas que permitam acabar com a boataria, com as insinuações e desconfianças, provas a apresentar durante uma entrevista de TV. Provas de que não foi favorecido ou que favoreceu uma universidade. Provas de que está inocente daquilo que o acusam… os boatos, as insinuações e as desconfianças que José Manuel Fernandes deu destaque de notícia.

O actual PM tem de refutar provas que não existem, provas de crimes que vêm a reboque de uma falha, uma eventual peneirice bacoca que o levou a pôr no currículo que era engenheiro quando é apenas… engenheiro técnico ou licenciado em engenharia.

De facto, saber se o actual PM algum dia subornou, reclamou favores e/ou pagou com favores  outros que lhe tenham feito seria a única questão que me interessaria. A mesma questão que levou dois ministros de Durão Barroso a irem de patins (depois de um bom trabalho de investigação e denúncia em que a imprensa participou) perante a evidência incontestável de que a filha de um dos ministros havia sido beneficiada por outro seu colega.

Ora o que até agora a imprensa me ofereceu quanto a este tipo de questão não se distingue do pior que pode oferecer a má língua nacional: insinuações, processos de intenções, julgamentos em praça pública. 

Para isto não vale de facto a pena comprar jornais e vale mesmo a pena lutar contra este tipo de imprensa que se arrisca a ser a única disponível neste país. Neste momento pouco me interessa a má gestão política que o gabinete do PM fez da questão (também já aqui o abordei de passagem), essa será uma questão interessante de ciência polítca mas cuja utilidade neste momento apenas servirá para desviar as atenções do essencial.

Para já poupo mais do meu latim sobre esta questão, remeto-vos para tudo o que já aqui escrevi (e já vai em quatro ou cinco posts) e, já agora, faço minhas as palavras do Paulo Gorjão sobre esta matéria. Nomeadamente quando escreve (sublinhados meus):

" (…) A comunicação social continua sem encontrar nada — repito, nada — que lhe permita inferir sem margem para dúvidas que José Sócrates não «agiu sempre de forma limpa, leal e legal».
Ora, entretanto, inverteu-se o ónus da prova. A comunicação social apresentou um conjunto de dados que, por si só, nada provam. Porém, a verdade é que ao fazê-lo contribuiu para que se instalasse a suspeição. De forma perversa, instalada a dúvida, a comunicação social exige agora a José Sócrates que prove que nenhuma ilegalidade foi cometida.
Eis o ciclo completo e a inversão do ónus da prova. Um péssimo caminho.
(…) já não sou assim tão novo como isso e que, evidentemente, não meto as minhas mãos no fogo por José Sócrates. Admitindo, porém, que possa não ter agido sempre de forma limpa, leal e legal, compete todavia a quem levanta a possibilidade de o não ter feito a responsabilidade de fornecer os elementos que façam prova clara e inequívoca disso mesmo.
Ora, até agora, nada disso aconteceu.

(…)  Recentemente, numa nota da direcção editorial, o jornal PÚBLICO assumia o papel de esclarecedor de boatos, embora delegando nos leitores o juízo «sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena» (22.3.2007).
Hoje, na mesma linha «do que se dizia», o editorial de José Manuel Fernandes salienta que:
«É útil perceber se é falso ou verdadeiro aquilo de que muitos desconfiam. Isto é, que foi na UnI que concluíram as suas licenciaturas muitos políticos importantes (fala-se de nomes do PS e do PSD, talvez injustamente…); que a UnI teve como docentes outros políticos (Marques Mendes, Jorge Coelho, mas durante quanto tempo?); e que só se chegou à actual situação porque muitos calaram ou fecharam os olhos» (10.4.2007: 38).
Leio isto e não quero acreditar. O jornal PÚBLICO, em editorial, dá espaço ao «fala-se» e ao «diz-se», assim sem mais nem menos?
Não é por nada, mas parece-me que estamos a brincar com fogo.

Retirado daqui e daqui.

A caminho das terras menos baixas

Abril 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 4 Comments →

Chuva na Beira Baixa

Vou de viagem, passarei nas berças os próximos dias, longe destes zeros e uns frenéticos.

Espero que no regresso o ambiente na capital ande mais respirável e respeitável.

No meio da confusão e facilitismo que reina em algumas universidade privadas, José Sócrates, neste mundo onde se vão sucedendo os culpados até prova em contrário, vai ter dificuldades em limpar a imagem, por mais justo e sério tenha eventualmente sido.

No final deste processo e a menos que se prove algum dolo evidente por parte do actual Primeiro Minístro (PM), podemos desde já antecipar que vamos acabar ficando com um licenciado em engenharia civil a dirigir o país, mais fragilizado por este fait divers do que pelas políticas e reformas governativas que patrocina.

Mais uma vez se provará que a inversão do ónus da prova compensa, que a pressão pode fazer ricochete, que a insinuação e a mentira táctica continuam a ser um precioso catalizador daquilo que se quer como notícia e que o provincianismo (colectivo e provavelmente do PM) se paga caro.

Mas restará ainda algo por definir, algo que dependerá dos portugueses: avaliar o que fazer com o desfecho do processo. Nessa altura cá estaremos para, no contexto em que vivemos, averiguar com que luxos nos poderemos presentear tanto na forma como encaramos os políticos eleitos quanto na forma como digerimos a imprensa que temos. Num processo destes não poderá ser só a credibilidade do político a estar em causa.

Num país habitualmente catalogado como sendo coutada de carneiradas eufórico-depressivas, há que fazer a pedagogia da proporcionalidade e do sentido crítico. Particularmente nestes momentos de frenesim. 

Até breve e fiquem bem!

A páscoa é doce, a páscoa é amor

Abril 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música, Video 1 Comment →

Adriana Calcanhoto e Daniela Mercury cantando Vinícius de Morais e Tom Jobim.

José Manuel Fernandes

Abril 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 4 Comments →

Na linha do que se escreveu aqui (ver comentários) e aqui, fica uma análise complementar de um vizinho d'O Canhoto.

"José Manuel Fernandes (JMF), director do Público, admitiu que fez confusão:

“Fiquei entretanto a saber que, no ISCTE, quando um aluno conclui com êxito o primeiro ano de um mestrado — mesmo que não faça o segundo ano nem entregue a tese — passa a ter equivalência a uma pós-graduação, o que, em Gestão, pode ser designado por MBA.” (…)

2. A ignorância é chata, sobretudo quando atrevida. No caso do jornalismo, porém, não é só chata, pois tem consequências perversas (não intencionais, porque não acredito que se trate de conspiração de JMF). Ou seja, a ignorância permite afirmações que atingem terceiros, prejudicando a sua imagem. Não seria muito grave se, havendo mecanismos de penalização dos efeitos irresponsáveis da ignorância, esta não se manifestasse exuberante e frequentemente. Porém, nas intervenções recentes de JMF a ignorância tem-se manifestado a par com a recusa de criação de mecanismos efectivos de responsabilização do trabalho jornalístico. Ou seja, JMF quer, para si e para os seus colegas, um estatuto de irresponsabilidade que não evitará o florescimento da ignorância e dos seus efeitos perversos (isto porque não acredito que se trate de conspiração de JMF). (…)

4. Exemplifiquemos mais este efeito perverso da ignorância atrevida de quem tem funções na comunicação social (isto porque não acredito que se trate de conspiração de JMF). Imaginemos que, por ignorância, JMF faz afirmações que mancham a honorabilidade de terceiros; este reaje; JMF contra-ataca exigindo que quem se sentiu prejudicado prove que não fez aquilo de que é acusado com base na sua interpretação ignorante da situação. E assim se inverte o ónus da prova e se aprofunda o regime corporativo de irresponsabilidade.

5. Quando titulei este texto, lembrei-me de outras iniciais: JFK. Claro que JMF nada tem a ver com JFK. Está mesmo nas antípodas das conotações destas iniciais. Que lembram sempre a conspiração que levou à eliminação do presidente dos EUA. Ora, como já repeti por várias vezes, não acredito que se trate de conspiração de JMF. De certeza que se trata apenas dos efeitos acumulados da acção ignorante atrevida e irresponsável."

Rui Pena Pires em "JMF" n'O Canhoto.

Estudo comparado da pobreza mediática portuguesa em Abril de 2007

Abril 04, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Video No Comments →

Eis uma imagem de um futuro distante filmada no início dos anos 80 (50 segundos). Destaco o rigor da primeira frase do secretário vitalício bem como toda a descrição do ecossistema britânico àquela data (e não muito diferente da realidade actual).

Yes Prime Minister no You Tube.

Mandamentos que se guardam no bolso

Abril 04, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Sociedade 6 Comments →

1. Para destruir alguém pode bastar uma calúnia bem embrulhada.

2. Para construir boa reputação, uma vida inteira pode não chegar.

O grau de incerteza destas leis é directamente proporcional ao relevo dos cépticos numa dada sociedade, mas depende também da facilidade com que as calúnias são bem embrulhadas.

Os partidos, as pessoas e o resto

Abril 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

" (…) Pode parecer contraditório, mas na situação em que nos encontramos, o que os partidos precisam para se revigorarem é de pessoas que tenham autonomia, credibilidade, se movam por princípios estáveis e não por flutuações de conveniência e combinem essas características com vontade de poder. São cada vez mais raras nos nossos dias e em todo o espectro partidário essas pessoas, mas Maria José Nogueira Pinto reunia as condições necessárias. Do que virá no futuro do CDS – numa asserção que é válida para todos os partidos – não tenho a certeza que se possa dizer o mesmo. É por isso que perante o dilema que enfrentou, tenho pena que ela não tenha ficado. Compreendo que não o tenha feito. Era pessoalmente muito difícil, não duvido, mas era politicamente muito importante."

Opinião de Pedro Adão e Silva no Diário Económico.

Subscrevo integralmente (o excerto e o artigo completo). 

Próxima capa do Público: José Sócrates terá mesmo a 4ª classe?

Abril 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 33 Comments →

Está-me a parece que José Manuel Fernandes e o Público estão numa de jornalismo de causas (a causa é denegrir a todo o custo a credibilidade do Primeiro-Ministro), ou então o presidente do ISCTE está a precisar de fazer tratamento para a memória ou rever os procedimentos dos serviços administrativos do seu instituto.

A ser verdade o que hoje o presidente do ISCTE garantiu, em confronto com o que José Manuel Fernandes (director do Público) afirmou, pergunto o que é o mínimo que se pode pedir ao Director  do Jornal?

Sem mais comentários um excerto do que se pode ler no Portugal Diário:

" (…) Segundo José Manuel Fernandes, o primeiro-ministro «frequentou» um MBA (curso de pós-graduação) no ISCTE, mas «não completou». «Os professores dizem que foi um aluno aplicado», afirmou o director do Público, assegurando que o José Sócrates «não completou [o MBA] porque, entretanto, entrou para o Governo».

O presidente do ISCTE garantiu, no entanto, que «o engenheiro José Sócrates concluiu com êxito todas as disciplinas do MBA, tendo obtido a classificação de 17 valores, sendo - em ex-aequo com outro colega - o melhor aluno do curso». (…) Reagindo à notícia, o gabinete de Sócrates considerou o caso como uma tentativa de descredibilizar o primeiro-ministro e divulgou um currículo de José Sócrates no qual é referido o seu bacharelato pelo ISEC, a licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente, com frequência no ISEL, e a pós-graduação com MBA em gestão de empresas pelo ISCTE."

Precisa de dinheiro? Vá ao Zopa!

Abril 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Web No Comments →

Em bom rigor o precisa de dinheiro deveria estar escrito em inglês, pois o serviço Zopa só está disponível no Reino Unido e, brevemente, nos Estados Unidos. O que é o Zopa? É um servilo de crédito directo entre duas pessoas: a que empresta e a que pede emprestado, potenciado por um serviço de mediação mínimo disponibilizado on-line. Parece que a coisa está a ser um sucesso e os níveis dei ncumprimento muito baixos. Tudo com taxas de juro imbatíveis, para ambas as partes. No Economia & Finanças comecei a escrever em mais detalhe sobre o assunto. 

A preocupação liberal urbana com os media (revisitado)

Abril 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media No Comments →

A ler: "A preocupação Liberal Urbana" no Espumadamente.

P.S.: constam nos arquivos várias críticas aos critérios editoriais da "Esquerda modernaça" de que o Espumadamente fala, relativamente à anterior direcção do Diário de Notícias, recordo por exemplo, uma troca de argumentos com o João Morgado Fernandes a propósito de um seu editorial relativo aos militares ou o mais recente episódio do "jornalismo de causas" sobre o Caso Esmeralda, and yet I've grown accustumed to her face… 

Frenchkissin’

Abril 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Media No Comments →

O João Morgado Fernandes encerrou (temporariamente?) o Frenchkissin' e deixa-nos um post scriptum onde pelas palavras dos outros aborda a questão das tiragens na imprensa diária em 2006.

Sobre o Diário de Notícias e a sua história recente já cumpri o meu papel de idiota disponível contribuindo por aqui com os meus 5 cêntimos. Hoje sublinho apenas que deve ser particularmente complicado ter aqueles números e passar pelo que a antiga direcção do DN de que o JMF fazia parte passou. Discordando de muito do que vi escrito no DN a espaços, e de algumas opções editoriais, pareceu-me evidente que a chicotada psicológica foi extemporânea e precipitada. O pretexto público dos maus resultados de vendas que justificou a demissão da direcção parece hoje claramente curto para entender todo o filme. Joaquim Oliveira lá saberá dos seus negócios. Acrescento apenas que não sou totalmente estranho a sensações destas, doutros compeonatos.

Que o futuro seja melhor que o passado e vamo-nos lendo por aí. Até breve.

Alerta a todos os utilizadores do Sitemer

Abril 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Web 3 Comments →

Recomendo vivamente a leitura deste post do António Dias, "Spyware? Não obrigado!" no Marketing de busca. COmo consequências removi o sitemeter dos meus blogues.

Tal como eu desconfiava…

Abril 01, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP 1 Comment →

O jogo mais importante da jornada joga-se amanhã, em Alvalade.



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