Mandamentos que se guardam no bolso
1. Para destruir alguém pode bastar uma calúnia bem embrulhada.
2. Para construir boa reputação, uma vida inteira pode não chegar.
O grau de incerteza destas leis é directamente proporcional ao relevo dos cépticos numa dada sociedade, mas depende também da facilidade com que as calúnias são bem embrulhadas.


Abril 4th, 2007 at 21:1
Eu guarda-los-ia num cofre. Sábias palavras.
Abril 5th, 2007 at 12:1
Caro Rui,
Não percebo a tentativa de braqueamento do que se tem passado com o currÃculo de José Sócrates.
Parece (digo, parece!) bem mais que uma “calúnia bem embrulhada”…
Abril 5th, 2007 at 15:1
Tirando a parte de não poder usar o tÃtulo de engenheiro - o que me parece mais um problema de nomenclatura profissional do que de logro à sociedade já que é efectivamente licenciado em Engenharia civil - ainda estou para ver provas do resto que se insinua. Quantas vezes não viu jornalistas a chamar doutor ou engenheiro a polÃticos que não o eram? Um costume terrÃvel este… O que me revolta um pouquito é que partindo de um erro ou mesmo de um tique algo provinciano patente no currÃculo está-se a querer extrapolar para bem mais do que isso sem prova cabal.
E até lá, até haver provas de malfeitoria, é como o Pedro diz, há muitas parecenças e eu acrescentaria também alguns “lapsos” jornalÃsticos cirúrgicos como o de dizer que também não tem MBA-que-afinal-até-tem, bem como alguns artigos que cavalgam a ignorância alheia como o “escândalo” das 70 alterações à biografia na wikipédia (algo tão relevante quanto contar quantas vezes a estátua do marques de pombal é pichada por mês).
De facto, não se pode branquear isto. Nem para um lado, nem para o outro. Se do lado do escrutÃnio do currÃculo do PM me parece que tudo será esmiuçado (onde está o branqueamento??) do outro lado já me parece que as sacanices evidentes vão sendo esquecidas perante a lógica de linchamento que reina.
Abril 6th, 2007 at 2:1
Eu nunca questionei a questão do tÃtulo de engenheiro. Parece-me uma questão menor.
O que interessa é saber os termos em que lhe foram dadas equivalências e a forma como a Independente lhe conferiu o grau de licenciado…
Abril 11th, 2007 at 9:1
Sim Pedro, isso parece-me o mais relevante. Mas continuo a aguardar por mais do que “estranhas” falhas processuais para me atrever a qualquer juÃzo. Até lá os factos resumem-se a processos de intenções.
Abril 12th, 2007 at 21:1
Se fizéssemos este mesmo exercÃcio com todos os “doutores” e “engenheiros” alegadamente formados no mesmo perÃodo de Sócrates, corrÃamos o risco de ficar sem “doutores” e “engenheiros”!
O que talvez resultasse numa mais-valia para o paÃs, na medida em podia passar a ser governado por gente com competências comprovadamente adquiridas na vida real, em vez de competências “encanudadasâ€?…
Não será esta cultura de tomarmos como reais as competências teóricas “encanudadasâ€? numa faculdade, guindando os “encanudadosâ€? logo à partida à s posições cimeiras da governação, sem lhes darmos a oportunidade de confrontar a teoria com a prática num perÃodo razoável de aprendizagem em envolventes competitivas, o que nos tem (des)governado até à cauda da Europa desenvolvida?