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Blogologia

Surpresa de Natal

Ainda cá volto para uma novidade: o cartoonista Ã?lvaro Santos arranjou (finalmente) um blogue; junto o Ã?lvaroCartoon à lista do Adufe.

 

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Palavras dos Outros

Uma festa ao meu amor

Amigos e amiguinhos, fiquem bem, tenham boas festas e façam muitas festas a quem merece.

Para quem anda nas compras de última hora pode sempre ir à loja do Miguel e comprar este, este e/ou este post. Eu vou ali, já venho.

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Desporto

A noite do Sporting

Ontem houve a emoção da partida de Rogério, com o estádio em pé a aplaudir, quebraram-se alguns enguiços, tivemos regressos auspiciosos e outras melhorias de nível e mataram-se as saudades com algumas jogadas (e golos) a merecer rótulo de bom futebol. Poucos terão recordado os ausentes. Ganhou-se um pouco mais de confiança e criou-se nova hipótese de pela primeira vez em muito tempo se chegar às três vitória consecutivas. Que o Sp. Braga seja a próxima vítima.

Valeu bem a pena duplicar a vestimenta, atirar-me às luvas e ao barrete e rumar a Alvalade. 

Para o ano há mais… do mesmo campeonato. 

Sporting Clube de Portugal 3 : Rio Ave 0 

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Preparativos para logo à noite

Ela: Então, quem achas que vai ganhar logo à noite?

Ele: Portugal!

Ela: Ena, tão patriótico. Estás com pouca fé no teu Soares, é?

Ele: Mas qual Soares, qual Cavaco, eu vou mas é à bola. Vai ganhar o Sporting Clube de Portugal!

Ela: Disfarça que eu bem te topo, não tens é solidariedade nacional nenhuma. Coitada da malta do vale do Ave… 

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Mais um raro paper numa carreira não académica

"Travail, inégalité et autoconsommation au Portugal"

Muitos anos depois, ultrapassadas demasiadas etapas na burocracia internacional, o INSEE publica "Les approches de la pauvreté à l’epreuve des comparaison internationales". Um trabalho a merecer actualização urgente (o nacional e o internacional) e uma área que, um dia, ainda há-de ter o destaque e o investimento que merece na produção de estatísticas nacionais.

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Política

O professor

Em Fevereiro/Março, quando o PS e Sócrates conseguiram a maioria absoluta, o indicador de confiança dos consumidores recuperou num mês (e nos dois seguintes, ver aqui também) o que perderam em mais de três anos.

Poucos meses depois, a situação quase regressou ao ponto de partida. A malta, perdão, os consumidores, lá perceberam o que é que quer dizer "problema estrutural", afinal, o mal e o remédio amargo não desapareceram com a mudança de côr política do governo. Não sei bem se perceberam que se safaram dos males maiores para os quais o anterior governo os arrastava (as 5 linhas de TGV, aqui e já, lembram-se?) mas talvez sim.

Agora, Anival Cavaco Silva, virtual Presidente da República e ex-primeiro ministro de três governos constitucionais, advoga que a sua vitória nas próximas eleições presidenciais será a única forma deste país aproveitar a última oportunidade que terá de recuperar a confiança em si, num horizonte de vários anos. Não diz como, nem porque, apenas assegura que assim será.

Se calhar os níveis de confiança subirão de novo em Janeiro/Fevereiro e meses seguintes até que os portugueses recordem de novo o que é um "problema estrutural" e como sabe e tem de saber (mal) o remédio, seja qual for o presidente.

Na melhor das hipótese Cavaco Silva permanecerá mudo e quedo, como na campanha, não se comprometendo com nada e ninguém (deixando a cada um projectar nele aquilo que deseja que ele seja) resguardando-se para um segunda mandato, na pior da hipóteses Cavaco Silva será apenas aquilo que quiser, sendo ele próprio, como foi antes, em São Bento, jogando, talvez, na corrosão da actual maioria absoluta, sendo aquilo que um PR não pode ser, em Portugal.

Talvez aí, uns meses depois das presidenciais, os portugueses percebam que ao remédio amargo que têm de continuar a tomar, terão de juntar outro para resolver outro problema estrutural de natureza política, o da governabilidade. Essa doce forma que os políticos têm de alijar responsabilidades de forma recorrente, quase imperceptível, que tem levado o país de aventureirismo em diante, até ao seguinte.

Em ambas as situações, Cavaco Silva, apesar de mal abrir a boca, (dizendo apenas: sou eu a esperança!) está no negócio da banha da cobra, enganado os incautos e os órfãos e enxovalhados de diversos partidos. O que julgo certo, é que nenhum dos políticos em campanha tem estofo, por si, para incutir confiança de forma continuada nos portugueses. Em termos genéricos, o Presidente da República poderá, quando muito, minimizar danos, impedir que se caia na fossa (caso ainda não se estivesse nela), mas não será nenhum destes senhores que nos tirará dela. Esse tipo de homens por que alguns parecem ansear, despotas iluminados de boa feição, são verdadeiramente raros e, provavelmente, passariam despercebidos no regime semi-presidencialista português. Essa mirífica solução, não é sequer um caminho disponível para este país, recentemente saído de uma ditadura.

Ninguém, além de Cavaco, vende confiança em frasquinhos individuais. É mais isso que temos a perder, se ele ganhar.

P.S.: E, já agora, antes de votar, tome uns comprimidos para a memória, vai ver que não se arrepende.

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Política

Boys should be boys, girls should be girls.

A propósito destes meus considerandos e subsequente desafio, a Tati escreveu o seguinte no seu "Sem Pénis, nem inveja – Veneno com … açucar": 

" «Porque há tão poucas mulheres bloggers na blogoesfera a ter "intervenção política" ou mesmo a fazer da opinião política tema relevante dos seus blogues? Quem diz bloggers diz não bloggers e fora dos blogues. Estarei enganado? Não é isto um facto? … E tu Tati?»

Caríssimo Rui,

Respondo, pela mesma ordem: sim, não e aqui me tens. Resumindo: quem da intervenção política faz substância de blog são as mulheres. Ponto. E nem demora a justificação. Faz a fineza de descer ao parágrafo seguinte e seguir a rodilha do meu pensamento.

Os blogs femininos, como concluiu a Miss Pearls no Ciclo Falar de Blogues, tratam de temas tão diversos como a técnica de bem aplicar uma tinta no cabelo, conjugalidades, férias – a verdadeira promoção de Portugal no estrangeiro é feita por nós, giríssimas, encantadoras, bronzeadas e muito, muito alinhadas -, segredos culinários, pedagogia, dicas de beleza e moda, saúde, poesia, lingerie, literatura, compras – logo economia! -, teias sociais, pintura, cultura, segurança, como dar a volta ao parceiro sem ao encolher de ombros fazer guerra, o mesmo no emprego, com a empregada, a sogra, a amiga e a vizinha do terceiro que empesta o elevador com fina mistura de essências de tabaco e ópio – não a mandar à – – – – – é diplomacia de primeira!

E depois, há a conhecida realidade da gestão dos sempre escassos recursos domésticos. Somas as primeiras a saber «de facto», e não por enganosas oratórias, a tragédia da economia, da falência dos valores, dos afectos, da educação (não descuidamos os filhos), da saúde (aguentamos filas acompanhando o sogro ou a Madalena ao centro de saúde), da justiça (para nos divorciarmos enrugamos como passas algarvias), das finanças, da conflitualidade na rua, no bairro e no mundo.

Isto não é política? O que é então? Mas entendi, sim, Rui. Dessa política que a muitos encanta, a maioria de nós quer distância ou intervém com uma postura em muito diferente da vossa. A bissectriz é que importa. Dela se fazem os dias."

Quem sou eu para discordar. Fico um pouco mais descansado quando persistir em abordar  teimosamente aquilo que não passa de outra abordagem da política. No final, como diz a Tati,a bissectriz é que importa.

P.S.: A Isabela também respondeu, assim

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Letras e Livros

Livros 2005

Eu que tenho andado a ler pouquíssimo (na realidade acho que nunca passei dos 10 a 15 livros não técnicos por ano, já excluindo banda desenhada) encontro três dos que li este ano na lista preliminar do Livro Aberto (livros escolhidos por pelo menos dez leitores):

– Francisco José Viegas, Longe de Manaus (Asa);

– Rui Zink, A Palavra Mágica (Dom Quixote);

– Rui Tavares, O Pequeno Livro do Grande Terramoto (Tinta da China).

Sempre gostei de ler autores portugueses e sempre os tenho preferido (o que não quer dizer que tenham sido os mais marcantes para mim, até ao momento). Outra curiosidade é que os livros referidos ali em cima foram os primeiros que li de qualquer um dos autores; fiquei com vontade de lhes ler mais, ou seja: a menos que ganhe fôlego para mais livros por ano, o enviesamento continuará a crescer. A bem da nação…

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Política

Cambada de desocupados?

Porque há tão poucas mulheres bloggers na blogoesfera a ter "intervenção política" ou mesmo a fazer da opinião política tema relevante dos seus blogues? Quem diz bloggers diz não bloggers e fora dos blogues. Estarei enganado? Não é isto um facto?

Teremos nós, os homens, uma visão muito estreita do que é a política?  Ou demasiado lata, entretendo-nos a debater em torno do nosso rabo imaginário? Algo me diz que devo ficar preocupado, mas não sei bem se pelo que elas fazem, se pelo que eu faço. É que se a mais de 10 milhões subtrairmos mais de 5 milhões, a solução para a minha interrogação do post anterior fica mais estreita, muito mais estreita.

Passeava pel’O Eleito quando me pus a matutar nisto. Que me dizes Isabela? E tu Tati?

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Política

Soba (após o debate MA – MS)

Soares 81, Alegre 70, Cavaco 66. Voto no soba, até por isso, mas sem o enlevo de outrora. Votarei racionalmente.

O resto está escrito, nos arquivos. Poupo-me a outros considerandos que nada acrescentariam de útil. No futuro espero que haja portugueses que me poupem a este tipo de escolhas.

Em mais de 10 milhões de pessoas no quadrado não haverá outros políticos de boa cepa que agarrem na bandeira?