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Marco na Estrada:
Alda de Carvalho foi nomeada presidente do INE no passado dia 11 de Outubro.
Ainda não tomou posse
Marco na Estrada:
Alda de Carvalho foi nomeada presidente do INE no passado dia 11 de Outubro.
Ainda não tomou posse
O que resulta mais evidente destes últimos dias de ‘Cavaco assumido’ é a constatação de que em 10 anos de "ausência" não mudou uma vírgula:
"Cavaco pode ter sido o ultimo a apresentar-se como candidato. Mas, sejamos sérios, já o é claramente há pelos menos dois ou três anos. Demorou foi a assumir-se, e pelas piores razões. Para manter a aura de distanciamento e de desapego. Para não ter de lidar com a pressão da opinião pública, preferindo antes jogar como franco-atirador, num toca e foge em que controlou meticulosamente todos os tempos. Para não ter de dizer o que pensava a não ser quando lhe apetecesse, sem contraditório. Para, enfim, poder dizer que não é um político e simular um regresso sebastiânico. Um "regresso à política" cuidadosamente planeado para um "não político"."
Ser contra isto é definirmo-nos pela negativa? Seja! É já uma boa causa. Oferecer ao país Soares em vez deste Cavaco Silva.
Claro que preferiria outras opções, claro que preferiria outras provas de vitalidade vindas de outras gerações (à esquerda e à direita, já agora!). Já o aqui escrevi, desiludido. Mas este problema está noutro patamar. Contra esse fatalismo nada posso fazer de imediato, nestas eleições. Limitando avarias há que encarar as opções que temos. E fazendo-o tenho que estar grato que alguém como Soares e Alegre se tenham apresentado à luta.
Confesso que não sei exactamente em que é que Alegre poderá revelar-se mais interessante do que Soares no momento de captar o voto. Seguramente nenhum deles ’secou’ o espaço à sua volta - ofereceram-se generosamente para o ocuparem - e não me choca absolutamente nada que convivam. Como disse, está apenas por provar o que Alegre tem para oferecer além do mais que tirocínio presente no currículo presidencial de Soares. Menor cansaço de imagem? Menos inimigos? Talvez…
Espero sinceramente que Cavaco, se ganhar, não o consiga à primeira volta. Se os portugueses decidirem equilibrar a balaça do poder, convém que uma figura como Cavaco perceba bem que "tem de pedalar" para conquistar o cargo e mantê-lo. Entregas arrebatadas do país não são seguramente aquilo de que precisamos. Será que não aprendemos nada com o passado? Há por aí muita gente a precisar de tomar uns comprimidos para a memória.
De qualquer forma a chapelada do dia vai, naturalmente, para o parágrafo em itálico da Mariana Vieira da Silva. Um texto muito cá de casa.
Só uma curiosidade a propósito da sugestão de leitura de prosa sobre o Banco que o Paulo Gorjão fez hoje no Bloguítica.
A acreditar no sitemeter não houve até este momento uma única visita ao Adufe vinda do Bloguítica.
Não dá para acreditar… Se o sitemeter só conta visitas directas (a ligação colocada no Bloguítica tinha como endereço o post e não o blogue) podemos imaginar quão distorcida não estará esta listagem…
Adenda: é claro que a ignorância também ajuda a explicar a disparidade (leia-se o douto comentário do Homem das Neves). É provavel que as disparidades entre o site meter e o contador do weblog passem a ter ao menos a mesma tendência com as alterações entretanto introduzidas. Fico a dever uma ao HdasN.
O Sporting regressou às vitórias, o Setúbal também se safou. Só falta o Leixões para este ser um dia verde e branco.
Eu nem sei que diga da greve e iniciativas conexas dos senhores doutores juízes e dos senhores magistrados do ministério público. Posso dizer que atendendo à história recente da casa onde trabalho, o sentido de profissionalismo e de sacrafício ao serviço do Estado afinal ainda pode servir de exemplo a muito boa gente.
Como dizia o outro, o 25 de Abril não chegou ainda a todo o lado…
Meus caros condidadão, a guerra pelo respeito mútuo continua. Nestes tempos tem de se reforçar e a moralidade e temos de "comer" mesmo todos.
E mais não digo que o António José Teixeira já escreveu tudo no editorial de hoje do DN: "Insensibilidade falta de senso".
Lisboa na síntese de notícias do Yahoo de hoje:
Leitura adicionais:
Este tema já foi tratado de outras formas no Adufe em:
Ler ainda:
Marco na Estrada:
Alda de Carvalho foi nomeada presidente do INE no passado dia 11 de Outubro.
Ainda não tomou posse.
A segunda referência no mesmo dia, ao venerável Irreflexões, por causa disto:
"(…) Gostava honestamente que alguém me tivesse convencido, com factos, que Cavaco era um democrata de gema, que sempre respeitou a oposição na Assembleia da República, e os demais órgãos de soberania, que as cenas com polícia de choque em frente à Assembleia da República nos idos de 90 [ó pra mim a esconder-me do bastão num antiquário em São Bento] e os agentes de autoridade armados de máquinas de filmar foram uma alucinação colectiva de uns putos que tinha fumado charros a mais. Mas sobre tudo isto nem uma palavra. Silêncios que são reveladores. (…)
Divago? Divago sim. Deixarei de o fazer quando morrer. Só é o meu labirinto privado enquanto não o partilho em público. O Pedro Lomba está cansado de explicar o quão dificil é este tipo de exercício mas também o quão recompensador pode ser."
"Música/Excerto" que aproveito para dedicar ao Paulo Gorjão.
O texto dos parentesis rectos é meu (auto-biográfico).
Mudança de hora: Tenho para mim que o benefício disto é uma questão de fé ou quase. Será que ninguém apura os inconvenientes?
Amanhã (9h30m) por aqui: "A missão do Banco de Portugal".
É mais ou menos isto, sim senhor.
Se eu cumprir duas comissões (seis anos) ocupando um cargo da estrutura de gestão da organização (do mais pequeno ao mais elevado) passo a ter direito vitalício às subvenções que me foram atribuidas quando comecei a desempenhar funções de chefia.
Adicionalmente, a organização tem como pratica nunca ter um chefe que esteja abaixo de um determinado nível de progressão na carreira geral (esse nível depende da relevância da posição de chefia).
As remunerações podem nem ser propriamente invejáveis (face à esmagadora maioria da administração pública, deverão até ser ridículas), contudo, o princípio parece-me estar absolutamente errado.
Qualquer (nova) direcção que pense em mudar as chefias e tenha no orçamento uma forte restrição pensa muito bem antes de proceder à mudança, por muitos razoáveis que sejam os motívos que a justificássem. Enquanto este constrangimento conviver com um processo de avaliação de desempenho que deve levar tendendcialmente a uma meritocracia, como poderá esse processo ser credível?
Desconfio que este exemplo do INE é generalizável a boa parte da administração pública. Alguém tem mais exemplos?