Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Separar a política dos negócios: com suspeição todos temos telhados de vidro

2013: Candidato do PS à câmara de Cascais: João Cordeiro (histórico presidente da Associação Nacional de Farmácias e um dos mais visíveis e ativos dirigentes corporativos dos últimos 30 anos que, segundo a imprensa, foi imposto pela direção do partido, liderada por António José Seguro, como candidato autárquico às estruturas locais do PS).

2014: “É preciso afastar a política dos negócios” citando António José Seguro.

Há aqui qualquer coisa que não bate bem, em particular face à postura “pura” e acusatória que se tem visto. Este é um tema importante para o país mas não serve para lançar libelos diretos e indiretos a emporcalhar uma das candidaturas em presença na disputa interna do PS. Há objetivamente telhados de vidro por parte de quem se quer apresentar como acima de qualquer suspeita. Se é de suspeitas que vamos fazer a campanha, ninguém sairá ileso. E não é assim que vamos oferecer um contributo para a melhoria de salubridade na participação política.
Passamos adiante?

Apelo à inscrição nas primárias a favor de um país inteiro

Seguro apela a inscrição nas primárias contra a corte de iluminados de Lisboa” Jornal de Negócios

 

Eu sou pela inscrição nas primárias a favor de um país inteiro. Para que a política suba de nível. O urbano iluminado que há em mim entende-se perfeitamente com a raiz rural que muito prezo, raizes lá de Penamacor, vejam bem.
Eu vivo numa tensão pacífica e, espero (procuro), profícua. E tu? És do contra? Para termos alguém a colocar portugueses contra portugueses podemos deixar ficar o governo que lá está.

Porque me afastei progressivamente de Seguro

Afastei-me progressivamente de Seguro (ou por outras, acabou-se-me a paciência para lhe dar o benefício da dúvida) precisamente porque não lhe encontrei nem um fio de raciocínio (diferente do status quo) que nos pudesse guiar pelos conturbados tempos que ainda temos pela frente, nem uma compreensão do passado recente que me parecesse adequadamente ajustada à realidade. Imaginem portanto o que penso quando vejo esta aposta estratégica da sua campanha em que se apresenta como o tipo que quer discutir ideias. O sensação de ridículo impera. Mas a tragédia é que provavelmente esta lacuna de substrato não é reconhecida, provavelmente pensará (pensarão) que conseguiram mesmo uma grande coisa ao nível das propostas e que são os justos defensores da verdade passada onde tantos são reduzidos exclusivamente à condição de culpados, traidores e, objetivamente, inimigos a abater. Não restem dúvidas, os inimigos para quem se entrincheira desta forma, estão dentro do partido e são eles próprios, de si mesmos.
Juntando a isto a superioridade moral, a antinomia campo-cidade, rurais-urbanos, genuínos-falsos, simples-cultos, fieis-infieis, altruistas-egoistas, esforçados-oportunistas, vítimas-agressores, só me obriga a constatar que haverá um estreitíssimo caminho para a paz no PS num dia seguinte. O PS não pode repetir esta argumentação separatista que nada, mas mesmo nada, tem a ver com a discussão de ideias como qualquer cidadão dotado de juízo consegue compreender.
Estamos perante um supremo castigo que, este sim, dispensávamos: Seguro e a sua direção, em muitas das práticas que usam e na forma como dirigem e constroem a sua mensagem, são uma versão degradada e degradante do pior que este governo tem oferecido ao país. Tudo isto, mais que não houvesse, bastaria para ter de apoiar determinadamente quem se lhe opõem com um módico de elevação. No caso, António Costa.

Como participar nas primárias do PS? – I

Quer participar nas primárias do PS e ter uma palavra a dizer, desde já, sobre aquele que poderá vir a ser o próximo primeiro ministro de Portugal? Inscreva-se neste sítio e inclua o seu nome nos cadernos eleitorais que vão dar-lhe direito de voto, permitindo a eleição nacional a realizar no próximo dia 28 de setembro. Não precisa ser militante do PS. Desde que se reveja a declaração de princípios do PS e, naturalmente, não esteja comprometido enquanto militante com outro partido, participe.

https://www.psprimarias2014.pt/

Além do compromisso para co ma democracia , estas sãos as declarações que se lhe exigem para garantir o sucesso destas primárias:

Declaro que pretendo inscrever-me como simpatizante no processo eleitoral de designação do candidato do Partido Socialista ao exercício do cargo de Primeiro-Ministro, cujo sufrágio terá lugar no dia 28 de Setembro de 2014, concordando com a inclusão do meu nome e outros dados pessoais nos cadernos eleitorais.

Declaro que concordo integralmente com a Declaração de Princípios do Partido Socialista aprovada pelo XIII Congresso do PS em Novembro de 2002 e que não me encontro filiado em qualquer outro partido político.

Autorizo que os dados pessoais constantes da presente ficha de inscrição sejam fornecidos às candidaturas para efeitos de envio de comunicações de natureza política no âmbito do processo eleitoral de designação do candidato do Partido Socialista ao exercício do cargo de Primeiro-Ministro

 

De onde vem o dinheiro para as pré-campanhas de Seguro e de Costa?

De onde vem o dinheiro para as pré-campanhas de Seguro e de Costa? Quem paga, quanto custa? Eu estou disposto a ajudar no que conseguir o candidato que quero ver eleito, mas gostava que a coisa começasse direitinha e bem visível logo à partida, de parte a parte. Não encontro conforto em saber que “alguém há-de pagar” ou está a pagar. QUal é a cerimónia em torno do dinheiro? Ele não cai do céu e mais vale que os militantes, simpatizantes e demais democratas tenham isso bem presente a cada instante.
Gostava que estes “detalhes” passassem a ser encarados com naturalidade e total visibilidade. As boas práticas e a revelação de interesses são fulcrais para a saúde da democracia e devem estar presentes em todas as etapas do processo democrático. Todas. Cá por coisas que tenho em boa conta.
Agradece-se quem possa oferecer esclarecimentos. Para já, o que vejo, e o que ignoro, no me gusta. Detesto ficar na ignorância nestes “detalhes”, fragiliza tudo e todos, sem qualquer justificação legítima que consiga vislumbrar.
Entretanto, demora e demora o conhecimento das regras do jogo que potenciam todo o tipo de desenrascanços. Para quando o regulamento das primárias?

Renzi e o mercado de trabalho – primeiras indicações

O governador do Banco de Itália já passou por isto, já viu mundo, está inundado de prova empírica e dá-lhe atenção. Se calhar, para ingles ver até fala da flexibilização e tal, mas deixa sublinhados fulcrais como este:

“Improving the competitiveness of firms depends to a great extent on the development of human capital at their disposal, in collaboration also with the system of education and research. In this regard, studies of the Bank of Italy show that more stable labour relations can stimulate the accumulation of human capital, encouraging people to acquire skills specific to the enterprise. This in turn can increase the intensity of innovative activity and, ultimately, the dynamics of productivity.”

Um jovem político vigoroso, com uma linguagem nova (?) pode não ter passado pela massada de ir além das patranhas velhas, de intuição supericial que ainda pensa serem novas e não se dar ao trabalho de afinar a coisa pela realidade.
Este parece ser o primeiro tiro no porta-aviões Renzi. Se as apostas em termos de combate ao desemprego e organização do trabalho do ponto de visto do novo PM italiano se reduzem a isto, é caso para dizer que o governador do Banco de Itália tem umas palavrinhas para ele. A acompanhar. Tudo isto a propósito do texto How Matteo Renzi’s Jobs Act Will Sink Italy de Paolo Pini

Costa ou Seguro – pesquisa pessoal a inquiridos inevitáveis

Tenho tentado apurar entre amigos, familiares, conhecidos, colegas de trabalho, gente que vota, não vota, é de esquerda e de direita quantos é que acreditam que o atual SG do PS é a melhor aposta do partido para conseguir o melhor resultado eleitoral nas legislativas e o melhor para governar o país.
Rapidamente me falam de António Costa e a maioria que o prefere e lhe reconhece vantagens consideráveis face a António José Seguro é esmagadora em todos os estratos da minha amostra pessoal. A reação à pergunta é por vezes de incredulidade (particularmente entre os jovens adultos): como se isso fosse sequer matéria de dúvida.
Fica o registo. Procurarei atualizar daqui a umas semanas.

Basta o amor; o resto define-se a partir daí.

O momento alto do meu dia foi num velório. E não o digo sarcasticamente, foi mesmo. Que as piores razões nos revelem o que temos de melhor.
Não há justiça divina? Sinceramente interessa-me pouco. Que há justos e injustos, não tenho dúvida. E na minha grelha de navegação nem é preciso um padre maior ou uma promessa de eternidade para que haja lei. Basta o amor. O resto arranja-se, define-se, construindo a partir daí.

O que vale um líder?

Seguro foi, objetivamente, um líder medíocre. Esforçado, dedicado mas insuficiente em vários parâmetros que poderemos discutir se para alguém, passados estes três anos, ainda não forem evidentes. Muitos, uma clara maioria de militantes do PS, atrevo-me a dizer, perceberam isso. Um deles teve a ambição e coragem para se chegar à frente a apresentar-se dizendo: “Eu consigo fazer melhor e creio que é a vontade maioritária do partido que me seja dada a oportunidade de o demonstrar o quanto antes. Eu tenho melhores hipóteses e condições de ser primeiro-ministro.”  Não tendo sido um tontinho isolado, mas antes um protagonista de uma maioria de vontades, foi imediatamente apoiado e está a sê-lo por todo o país. Só não vê quem não quer ver. E esta é uma mensagem política poderosa.
O que um líder não medíocre e convicto da sua certeza teria feito de imediato era aceitar a clarificação democrática. Como aliás creio sempre ter sido feito na história do PS. E isto é o fundamental que está em causa. Qual é o melhor líder para o PS e qual o melhor líder que o PS tem para apresentar ao país.
Ignorar esta realidade política incontornável, enterrá-la por baixo de manigâncias e conversões a reformas contra as quais se definiu a própria direção atual do PS quando foi eleita, desvalorizar esta realidade enquanto aspeto crítico num partido que quer protagonizar a governação do país  é um absurdo político que não consigo entender. É, ironicamente, a prova definitiva de que António José Seguro não tinha, nem tem as melhores condições para continuar a ser SG do PS e muito menos para vir a ser primeiro-ministro do país. Esta é uma razão necessária e suficiente para se mudar de liderança. Política simples e cristalina.

Princípios Gerais das Eleições Primárias no PS

Veja aqui os Princípios Gerais das Primárias  no PS.

O fundamental está ainda por definr e convem que o seja feito com o máximo de competência e visibilidade. O regulamento eleitoral e a sua implementação será crítico para evitar confusões enormes mais adiante.