Para sempre
Contra a mediocridade: resistir, resistir.
Se te ataca a vaidade: fugir, fugir.
Se queres liberdade: florir, florir.
As armas do meu Adufe, Contra a mediocridade: resistir, resistir.
Se te ataca a vaidade: fugir, fugir.
Se queres liberdade: florir, florir.
“(…) Sem cuidar de julgar com particular detalhe a bondade das premissas creio serem estas algumas notas fundamentais da conjuntura política que temos de encarar para perceber a história recente, os bloqueios, os desafios e os caminhos do futuro do arranjo político e da governação em Portugal. (…) O PS (…) A governação (…)” em 8 pontos no 365 forte: “E amanhã? Notas soltas sobre o diagnóstico político“.
“Sabes mãe, as coisas feitas na China são muito delicadas – dizia enquanto afagava uma bolsa cor-de-rosa ‘Made in China’ onde guardava preciosidades só dela e continuou – Se não temos muito cuidado estragam-se logo.”
Outro artigo que publiquei no 365 Forte ““A pobreza nunca é o factor determinante para retirar um menor” *“.
Um excerto:
“(…) Infelizmente, quando a jornalista coloca a questão que permitiria perceber até que ponto estamos perante um genuíno alerta que interpelasse uma intervenção política, esbarra na ignorância ou sonegação dos grandes números pois “não foi possível obter dados sobre o número de crianças institucionalizadas e dadas para adopção nos últimos quatro anos ou saber em quantas destas situações as decisões se prenderam com a falta de condições económicas e não com abusos ou maus-tratos.”
Até o dia em que a recolha e/ou difusão e análise pública desta informação não fizer parte da ordem do dia, estamos condenados a dirimir exemplos mais ou menos representativos e/ou interpretativos e persistiremos numa conversa animada, por vezes, demasiado fracturante e tragicamente ignorante. Será que não há mesmo dados sobre o assunto?”
Da semana que passou ficou esta prosa escrita no 365 Forte, sob o título “PS – procurar entender“.
Um excerto das linhas finais:
“(…) Qual seria a solução ideal?
Compreendendo e até participando do esforço de abertura ao exterior e participando ativamente na procura de novas e melhores propostas, não me faz sentido nenhum que se defenda começar do zero. O mesmo não sentido, aliás, que faz acusar a atual direção porque não adotou como um filho querido todo o passado. Antes ou em paralelo com abertura do partido para procurar um novo programa político o PS deveria, internamente, assumir a crítica construtiva daquilo que fez, olhando para o seu legado e para a expressão eleitoral a que foi sujeito. Bem como ao atual sentimento do povo face ao que teve, tem e quer ter. Refletir sobre o que são edifícios sólidos que deverão ser mantidos como políticas estruturais identitárias do PS e assumir o que são ruínas sobre as quais há que reconstruir uma opção política e uma forma de fazer política. Tanto trai o partido e os seus eleitores quem se recusa a reconhecer com humildade que não foi perfeito, recusando-se assim a mudar, como quem foge ao incómodo de liderar a reforma refugiando-se numa cisão regeneradora. Não creio que o PS precise de mudar tudo, nem possa querer repetir o passado. O passado serve para edificar uma identidade não para em torno dele se cristalizar um partido. Há experiências dessas quanto baste no espectro político nacional.
Da reflexão que escasseia surgiriam naturalmente as pontes que faltam para que alguns dos mais destacados protagonistas de ontem e os que hoje vão surgindo, encontrassem o respetivo espaço de representação pública e de defesa política do projeto do PS. Creio que ganharíamos todos, em particular o país.
Infelizmente, o que se vê e o que se perspetiva, passará completamente ao lado desta discussão, afinal há que mobilizar as tropas para a batalha eleitoral arriscando-se assim, um grande partido nacional a, mais uma vez, perder a oportunidade de olhar para si próprio e imaginar-se perante eleitores que se querem responsáveis, responsabilizados e inteligentes.
Ou será que o congresso pode servir para mais alguma coisa além de um eventual contar espingardas e cativação de representação em órgãos nacionais?”
“O que fará um político honesto, que vê interrompida a sua (única) carreira numa idade em que é habitual ser extremamente complicado arranjar um novo emprego? Em particular, um político que não navegue pelas sedes nacionais onde, mesmo honesto, poderia antecipar com mais facilidade alguma colocação.
O tema não é original, foi-me alias aventado há vários meses por alguém que se sentia responsável por ter patrocinado há largos anos as carreiras políticas de inúmeros jovens quadros de um distrito do interior que, agora, não cobrando favores que não fizeram e sendo apanhados por esta conjuntura que a todos toca podem saltar do mais alto cargo do município para a inatividade.
Quem está na política serve o país, não se serve do país. Assim deve ser. Pergunto-me, sem oposição ao que acabei de dizer, se os incentivos que existem para quem exerça funções de representação pública são os adequados para que floresçam na virtude do serviço público esses mesmo atores políticos que vamos elegendo.
(…) ainda que adorasse ter acesso a um estudo demográfico completo que acompanhasse o antes, o durante e o depois das carreiras profissionais dos portugueses que ocuparam cargos de representação política. Não há por aí sociólogos com falta de ideias para teses de doutoramento? (…)”
Mais aqui: http://365forte.blogs.sapo.pt/30668.html
Novo artigo no 365 Forte: “Nem que seja para pior é possível melhorar (Da perda de soberania)“. Um excerto:
“Draghi põe o dedo na ferida: “Muitos Governos não perceberam que perderam soberania há muito tempo“
Eu diria que a chatice não é que esse seja “apenas” um problema dos governos, é também dos povos. E acrescentaria ainda que o que se perdeu de soberania (que vai bem para além das questões de finanças correntes) também pode ter sido aceite no pressuposto de que existiria um trade-off que teria, do outro lado, um nível razoável de solidariedade entre estados que afinal, agora, parece que nunca existiu – ainda que, até 2009, povos e mercados tenham sido levados a pensar o contrário. (…) “
Depois de uma primeira experiência coletiva – então em plena campanha eleitoral pelo MEP, num blogue do Público – aceitei o convite de voltar a lides essencialmente de debate político no novíssimo 365 Forte.
A primeira participação está aqui: O próximo governo deste país – dois cuidados fundamentais
Apareçam!
Há uma semana a proposta do OE2013 previa que o subsídio de desemprego iria descer 6% (para um mínimo de €394) agora, volvida uma semana, o governo avança com uma proposta de corte sobre o valor mínimo do subsídio da ordem dos 10%. O que irá propor amanhã? E daqui a uma semana?
Como acreditar que há um rumo, um plano, um futuro com a política atual, seja pelos constrangimentos externos, seja pelo desatino político interno?
Que garantias temos que os sacrifícios de hoje não culminarão, a prazo, na inevitabilidade do destino que, para já, quase todos querem evitar, que é a saída do euro?
A sensação que tenho, pela irredutibilidade e insustentabilidade do plano de salvação é que estamos a adiar o inevitável acrescentando sacrifício à provação final que não conseguiremos evitar. Se assim for, estamos a perder tempo, energia vital (com a emigração a passar além do que seria razoável) e a cavar um buraco cada vez maior a somar à desonra de virmos a ter de pagar apenas parte e/ou a más horas. Apenas.
O tempo de falar claro e de decidir não pode ser daqui a um ano ou quando der jeito ao calendário eleitoral de algum soberano estrangeiro que há muito deixou de respeitar os princípios basilares que vinham enformando a construção europeia. Dos nossos parceiros pouco mais temos que uma sucessão de cimeiras, promessas vãs de evolução, adiamentos sucessivos e desmentidos em catadupa sempre que algo que se desvie do cânone comece a ganhar momento.
O que fazer então? É tempo de clarificar exatamente o que nos pedem e aquilo que estamos dispostos a fazer. Será preciso referendar a manutenção no euro para que se fale claro e se analisem, confirmem ou desmintam os pavores que se agitam?
É fundamental definir coletivamente qual o limiar a partir do qual considerar outro rumo deverá passar a ser a opção a seguir, ponderando conscientemente os prós e os contras, no curto, médio e longo prazo. É tempo de retomarmos, na medida do possível, o nosso destino nas nossas mãos.
Não tenho ilusões: um povo que não se dá ao respeito, nem acarinha ou é autorizado a acarinhar um justo equilíbrio entre o destino imediato e a subsistência sustentável da sociedade e economia que o compõem, nunca poderá dar um contributo válido para qualquer projeto europeu.
A partir de quando é que prosseguir por um caminho em que ninguém acredita pode passar a ser reconhecido como pura estupidez autorizando o regresso a um mínimo da racionalidade e dignidade?
Do sofrimento, à esperança numa vida que passa junto de mim.
Artigos 5,338
Comentários 8,708.