Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Referendado pelo Presidente

Novembro 05, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política

Lendo os outros e reflectindo:
Organizem-se

A gente que dizia que não se devia perder tempo com assuntos “não prioritários” como o casamento entre pessoas do mesmo sexo é a mesma que agora quer um referendo sobre o tema.
In União de Facto por Pedro Marques Lopes

“Triste de quem der um ai sem encontrar eco em ninguém”

Novembro 05, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música

A história repete-se…

Novembro 04, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política

Outra vez as fracturas. Agora o casamento… Referendar uma matéria onde ficaram claras as opções políticas de cada partido durante a campanha é um luxo de dispersão de atenção em que não deveriamos incorrer. Divorciamo-nos do país e voltamos a menorizar o Parlamento. É uma questão de economia de energias e de prioridades. E que tal discutir a corrupção e o que fazer contra ela antes que esta acabe com o regime?

Dignidade

Novembro 04, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política

Repetem-se os elogios à dignidade imanente à suspensão do mandato de Armando Vara. Apoiado! A alternativa perante este tipo de suspeição seria insustentável. Pena que a dignidade seja lenta, demasiado lenta.

Homens de cortiça com odor a sucata

Outubro 29, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Teatro

Ele que nunca ligou à política arranjou cartão há uns anos. Os negócios melhoraram, a empresa passou a ter uma melhor carteira de encomendas, os bólides acumularam-se na nova garagem.
Ele não está em redes sociais, não está em grandes empresas, não quer ir para o governo, vai tratando da sua vidinha e da de alguns outros, que remédio. A ossatura é coisa de fosseis, de animais extintos. Parece que é menos primário que outros, percebe da chuva. De nós, espera inveja. É suposto e basta-lhe, de nós, quero eu dizer.
Ao largo o iceberg aproxima-se, entretanto reina o “folgam as costas”; ele crê-se feito de cortiça.
Eu recordo Al capone com fé inusitada.
Melhor é possível. É indispensável.

Que não seja preciso levar 7 a 1 do Benfica (actualizado)

Outubro 27, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP

A 27ª vida de Paulo Bento tarda em aparecer. Há jogadores que nunca voltarão a render com Paulo Bento como técnico. Não sou ingrato, os 4 anos como treinador não envergonham o historial recente do Sporting mas é tempo de preparar o dia seguinte.
Mudar a equipa de gestão do futebol e começar a repensar a equipa de futebol. Há-de ser possível fazer melhor mesmo sem mais milhões. Ainda temos muito a perder e muito a ganhar. É preciso reencontrar a esperança e voltar a ver jogar algo que se pareça com 90 minutos seguidos de futebol (jogados pelo Sporting), pelo menos de vez em quando.
No Domingo, como sempre, irei a Alvalade, será preciso levar a coberta da cama?

O Estado está na net e você onde anda?

Outubro 27, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Portugal

Segundo este artigo do Público “ Portugal é o segundo país com mais serviços públicos online mas poucos cidadãos os usam” temos um dos países com o Estado mais ligado à internet, com maior quantidade de serviços públicos utilizáveis pela NET mas…

“(…) Em 2008, apenas 18 por cento dos cidadãos portugueses usavam serviços públicos on-line, o que coloca Portugal em 17.º lugar numa lista de 22 países. A média da OCDE era de 34 por cento e os lugares cimeiros coincidem com os países com mais penetração das tecnologias de informação. Noruega, Islândia, Holanda, Finlândia e Suécia encabeçam a lista, todos com taxas de utilização a ultrapassar os 50 por cento.(…)”

Em todo o caso, lá chegaremos. Ter os serviços disponíveis é meio caminho andado para que venham a ser utilizados. Se o Facebook já vai a caminho de 800 mil perfis portugueses é sinal de que a coisa vai, com tempo, mas vai.

Esta semana vou ser vacinado

Outubro 26, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Saúde

Esta semana vou ser vacinado. Entro como sempre no jogo das probabilidades e procurarei evitar a gripe… sazonal. Sobre a outra falta-me importância mas vou procurando informar-me por aí.

Um nome a reter, um artista promissor: António Colaço

Outubro 23, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura

A não perder esta peça do Expresso, com uma belíssima animação.

Ao cuidado dos professores: Alunos, sempre alunos

Outubro 23, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Educação


Uma imagem bem real do presente. Adapte-se.

Na badana do livro…

Outubro 14, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Poesia e Música, Viagens

Na badana do livro lê-se a mini-biografia do escritor que viajou de Buenos Aires para Genebra e de lá regressou tendo depois tornado e repetido como um pêndulo passagens para a Europa e para a Argentina natal, numa era em que ser viajado implicava passar um quarto da vida na viagem.

Com mais ou menos enjoo não fazemos outra coisa. La Mar ou El Mar…Que benefício para a poesia poder mudar-lhe o sexo sem desagrados.
E ao intervalo o Uruguai empata com a Argentina. Quem rumará ao Sul?

Dicionário prático de uma criança de 3 anos: Magoer

Outubro 14, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal

Magoer – acto ou efeito de produzir mágoa dolorosa; magoar; doer; “Está-me a magoer”.

Mudar de ciclo

Outubro 12, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Política

Findou ontem o 1º ciclo político do MEP, uma sucessão de sprints para um partido com um ano e meio que voou alto mas não o suficiente nem para alcançar o impensável, nem tão-pouco para descambar num precipício digno de Ícaro.
Segue-se a metamorfose de sprinter em corredor de fundo, com uma marca já bem firmada em alguns meio fulcrais para facilitar a caminhada futura, mas com muito mais sítios e gente onde chegar e desafiar à renúncia da sempre natural desconfiança inicial. Uma caminhada que se fará muito pela proximidade que a internet permite entre quem procura e quem quer participar, mas também junto e com as pessoas comuns que não deixámos de ser.
O MEP será fiel à ideia de se ter constituído como um movimento cívico que vai a votos. Encerrado este primeiro ciclo de votações, prosseguiremos com inovação e empenho participando civicamente na construção deste país, com especial atenção para a vida política nacional. A nível pessoal esta experiência intensa foi riquíssima. Multipliquei por várias vezes o meu circulo de amigos, aprendi qualquer coisa e fiquei um pouco mais conhecedor deste país e suas gentes – o próprio incluído.
O MEP 2.0 surgirá dentro de momentos. O Adufe esse retomará uma toada menos panfletária, mas onde a política, como sempre ocupará uma parte importante. Até já.

“Insultar para integrar será uma boa ideia?”

Outubro 08, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação

Uma belíssima reflexão hoje no Jornal de Negócios sobre a praxe académica de Manuel Caldeira Cabral: “Insultar para integrar será uma boa ideia?“.

“(…) A ideia é dar as boas-vindas (por isso “Welcome”). A segunda ideia é integrar os alunos. Assim, esta semana, para além de actividades recreativas e festas, também os convida a aderir a organizações e associações (desportivas, culturais, políticas, lúdicas, etc.) que apresentam as suas actividades e tentam angariar novos sócios. Os alunos juntam-se ao clube de remo, de rugby, de futebol, ou de montanhismo, e também às sociedades de leitura, grupos de teatro e de poesia. Em paralelo, são convidados a participar em organizações como a Amnistia Internacional, Greepeace, WWF, ou a OXFAM.

Todos estes clubes, associações e organizações fazem parte da vida académica europeia e contribuem para a integração dos novos alunos, em paralelo com actividades curriculares e as festas e bares onde os alunos se encontram ou se apresentam com as suas bandas de garagem.
É por esta razão que a “Welcome Week” é apenas uma “Week”. Esta semana não é suposto ser a vida académica, serve apenas para abrir e apresentar os alunos à vida da universidade, deixando que escolham a integração com que mais se identificam.

Uma enorme diferença face à praxe que hoje se pratica em Portugal. Uma tortura chata, longa, ordinária e desinteressante, dirigida principalmente pelos alunos menos interessantes, em que os que entram são chateados em actividades sem graça onde apenas conhecem pessoas do mesmo curso. (…)”

A confiança – Adriano Moreira

Outubro 06, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política

Para memória futura, a prosa “A Confiança“, por Adriano Moreira, hoje no Diário de Notícias:


” Não se encontra hoje em exercício responsável nenhum centro de planificação de políticas públicas que não esteja atento ao princípio da incerteza, e advertido pela experiência de que, como ficou evidente pelos efeitos colaterais da decisão de proceder à execução dos bombardeamentos atómicos, que o afastamento da ética é mais ameaçador na área da política do que no campo da ciência, o que não impede que cada um dos sectores tenha os seus loucos.

Todos, por isso, enfrentamos a inevitável circunstância de que nenhuma constituição, nem qualquer programa eleitoral, podem evitar um espaço de vazio programático, no qual nascem exigências de criatividade governativa para responder aos acidentes não previstos, e que vão originando uma narrativa sem passado.

É certamente difícil, mas não dispensável, não atribuir todo o processo a condutas maquiavélicas dos interventores responsáveis pela governação, porque a recta intenção não está isenta do erro, nem da necessidade de flexibilizar as promessas e compromissos para atender aos riscos que não fizeram parte da circunstância vivida na luta pelo poder.

Nas palavras de Oliveira Martins, meditando sobre uma das maiores crises nacionais, ” nos homens sinceros e sinceramente espontâneos, os actos e os sentimentos misturam-se, por vezes, de um modo incoerente para os que, julgados por si próprios, pensam que todos, calculadamente, procedem como actores, representando um certo papel.

Não é assim. Felizmente, a humanidade não se compõe só de historiões, embora nela predominem, com efeito, os que levaram a vida como uma comédia”. Ocupava-se de Nun’Álvares, talvez um modelo excessivo para o tempo do Estado Espectáculo, mas ainda assim uma referência excelente para recordar que, sendo estrutural a incerteza, a relação de confiança entre a população e governantes é o alicerce sem o qual nenhuma escolha de lideranças mobilizadoras é consistente.

Este saber de experiências feito, defronta o infatigável Parlamento dos Murmúrios, no sentido de descredibilizar os adversários. Não é impossível que esta traça de combate também venha acompanhada de propostas idóneas de governo, mas ainda assim o seu efeito mais determinante é o de conduzir o eleitorado no sentido de escolher o menos mau dos candidatos, e não o de conduzir para a escolha da excelência.

A atenção fixada nos defeitos das eventuais virtudes não será a mais habilitada a avaliar os méritos dos programas, e seguramente não é a mais inspiradora da confiança sem a qual nenhum regime político funciona com equilíbrio e mobilização das vontades da sociedade civil.

Nem sequer assegura que o exercício do voto consciente atraia a maioria dos eleitores, e comprovadamente tende para instaurar o descrédito do sistema jurídico, e a suspeição como precaução no que respeita à gestão do interesse público.

A amostragem do processo eleitoral a que os portugueses foram chamados deu sinais excessivos do abuso de procedimentos erosivos da confiabilidade dos responsáveis em disputa, exactamente o oposto do exigível para decidir a quem entregar o poder político, uma exigência que se torna esdrúxula quando se combinam os graves riscos sofridos com as profundas incertezas múltiplas, o que tudo agora converge na circunstância portuguesa.

Contadas vozes, algumas de movimentos demonstradamente com reduzido poder da palavra em face do sistema, fizeram ouvir apelos que, dirigindo-se menos aos programas, que sobretudo parecem mais compostos de directivas do que de propostas concretas, e dirigindo-se mais às vontades, convocaram para a exigência primária de restaurar a confiança da comunidade portuguesa, e os votos devem ser no sentido de que pelo menos tenha ficado uma semente que germine. “



Estatísticas