Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
Random Image

As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Primeiras impressões sobre “Uma década para Portugal”

Malta da “verdadeira esquerda” diz que o enquadramento macroeconómico do PS é muito à direita. Malta da direita diz que é o regresso ao despesismo. Se calhar era por isto que havia quem tivesse a certeza de que mais valia ser omisso. Mas era uma certeza ilusória: o que mais falta nos faz é precisamente provocar a discussão, mostrar que há alternativas, que há outras prioridades e outros caminhos, dentro de um desenho exequível e realista, não ter sequer vergonha de incorporar saber que venha a provar-se válido em momento posterior. Este risco de propor, escrutinar, debater, melhorar, é a raiz da ação política em democracia, fundamental para bem poder governar. De que é que o PS havia de ter medo? A prova aí está.

Para já, como seria de esperar, o PS tentará navegar pelas premissas que são ainda as da Zona Euro e da União Europeia, não as da austeridade como única via, note-se, mas dentro dos compromissos de rigor e responsabilidade orçamental e atrevendo-se a defender que estes não são incompatíveis com a responsabilidade social e um outro modelo de desenvolvimento económico.

Quem me lê sabe que o meu ceticismo sobre esta Europa como bom porto é cada vez maior mas nem por isso critico este enquadramento que o PS agora apresenta, claramente enquadrado nas premissas europeias. Na verdade concordo com muito do que por lá está disposto, em particular se considerado como um corpo articulado e composto e não como uma soma de medidas, um espectro que a versão final deste documento manifestamente afasta.

Em certa medida, se for verdade que se aproxima uma crise económica com origem no mundo das finanças (mais uma vez) este ciclo político pode bem ser a última oportunidade para a Europa arrepiar caminho. Uma última oportunidade que não deverá deixar de ter presente o lema: preparar-nos para o pior, esperando o melhor. Em rigor, esta tentativa de estruturar um programa político em torno do enquadramento económico agora consolidado não é incompatível com esta atitude cetica mas ainda combativa em defesa do projeto europeu.

Este documento também não menoriza o PS quanto a se poder posicionar num outro patamar pan-nacional. O PS, Portugal, continuará a ter argumentos válidos e reformistas para tentar incutir algum outro fôlego no projeto europeu. Sim, batalhar por uma condicionalidade orçamental mais inteligente terá que ser um objetivo; sim, encontrar uma solução duradoura para a dívida privada e pública em vários países da Zona Euro continua como questão latente e urgente; sim, redesenhar ou completar os instrumentos que conferem coesão e consistência histórica à União continua a ser uma condição necessária para que haja um futuro coletivo dentro da União Europeia. E não, o PS não resolve essas questões com 50, 100 ou 500 páginas, mas que faz então o PS? Prepara, pelo menos, um caminho que nos permitirá ter a posição mais confortável e de maior bem estar possível enquanto se travarem as batalhas políticas que aqui se enunciam, no seio da União Europeia. E era isso que era suposto o PS neste momento, conseguir fazer, de forma diferenciada face à atual governação. E fá-lo.

Na verdade, não saindo do parâmetros ideologicamente tradicionais na União Europeia, no caso da social democracia ou do socialismo democrático, este enquadramento do PS não deixa de introduzir uma rotura no pensamento único dominante, aquele em que Portugal tem sido um orgulhoso porta-estandarte.

A proposta de balizas económicas do PS, não será um rasgar dos tratados como alguns reclamariam, mas é um exercício pragmático, convicto de que não há caminho para uma mudança perene e benigna no país, que se baseie em roturas que agravam as desigualdades ou que se centram em lógicas punitivas exacerbadas, como se a penitência de pecados nos salvasse de preconceitos alheios e dos erros internos e externos que agora tantos querem nacionalizar.

O PS começa a introduzir o seu programa através destas diretrizes mais influenciadas pela economia, revelando-se com o coração no sítio certo quanto à definição do equilíbrio das medidas de política: quem privilegia e a quem está atento é evidente. A atenção às famílias em maiores dificuldades, a batalha pela estabilidade do emprego e pela recuperação de rendimento disponível de trabalhadores do público e do privado, a sustentabilidade da atividade económica não desprezando a procura e a recuperação da reação de curto prazo a uma crise singular que afeta de forma muito diferente os vários portugueses são algumas das principais marcas distintivas quanto a alvos e motivos.

Nestas propostas, o PS não destrói todos os compromissos assumidos e já concretizados mesmo que divirja de alguns deles. Ainda assim irá rever uma reforma fiscal que se concentrava nas empresas já projetada no futuro, além da atual legislatura, alterando-a de modo a partilhar algum alívio fiscal com as famílias, consciente de que se o mercado interno não resolverá todos os nossos problemas, tê-lo deprimido transforma-o num obstáculo a que as empresas singrem vedando-lhes algum fôlego que teria sido e será essencial a que elas próprias se reconfigurem, remodelem e diversifiquem mercados.

Mas esta prosa não é para escalpelizar medidas concretas. É evidente que as propostas agora apresentadas não são a bíblia, nem inamovíveis, é até possível que haja ajustamentos até ao programa eleitoral que será escrutinado e, em parte, participado ativamente por militantes e simpatizantes, mas para já, é também evidente que este documento inicial marca um momento pouco visto nos exercícios habituais de propositura política. Não terá tido parto fácil, mas fez-se, é no fundamental coerente, suficientemente rico e concreto para deixar uma marca claramente distintiva face à governação atual e suficientemente claro para que possa ajudar desde já o início do esclarecimento eleitoral.

Este documento “impossível”, fez-se, não sem cedências, nem sem compromisso. Terá sido ele próprio um laboratório do que aí vem, comum a qualquer governação, mas é historicamente – e para nossa infelicidade – algo singular por raramente visto. Espero sinceramente que este seja só o primeiro deste tipo de exercícios e que daqui para a frente ninguém se atreva a apresentar-se a votos sem passar por este ponto inicial que culminará num programa de governo. Um desejo que deixo em especial para os partidos que habitualmente procuram governar, ou que genuinamente estejam motivados para vir a fazê-lo.

A discussão política e as perspetiva para a governação futura ganharam hoje um belíssimo contributo. Será possível encarar com mais confiança os meses que aí vêm.

Pode encontrar o documento “Uma década para Portugal” aqui .

Mas quem é este candidato?

Não é o único fator mas é tremendamente importante. Sobre um candidato a Presidente da República a maioria da população não deveria que ter de perguntar: “Quem é?”
É um candidato a Presidente da República, caramba. O mais natural era que tivesse currículo político no exercício de cargos na República. Com experiência e provas dadas de aliar a palavra aos atos.
Por exemplo, o atual Presidente tinha esse currículo, um tipo que em décadas de exercício de cargos continuamente se apresentava como “não-político” podia prometer muito pouco em termos de desempenho do cargo. Não me surpreendeu minimamente no péssimo desempenho do cargo que fez. Ninguém foi ao engano.
Por muito que tenha apreciado alguns discursos que tenho ouvido ao longo dos últimos dois anos a alguns ainda potenciais candidatos, confesso que não me basta para me animar com entusiasmo suficiente para honestamente achar que tenho condições para fazer uma escolha ponderada, conhecedora e fundamentada no ato de votar. Dito isto vamos ver o que o futuro nos reserva. Talvez seja possível resolver essa enorme desvantagem, para minha surpresa. Talvez a concorrência seja tão desesperante que me veja a admitir um voto no semi-escuro, mas gostava de não ter de ser confrontado com este tipo de escolha, em especial para este cargo que ameaça ser crítico para o futuro do país no próximo quinquénio.
Vou continuar atento, as presidenciais não são menos importantes que as legislativas.

Que tipo de político queres que eu seja?

Pedia-te a tua ajuda. Tenho interesse em saber que tipo de político queres que eu seja. Interessa-me o perfil mas também o como chegaste lá ou, se nunca pensaste nisso, que o faças e que o digas.

De preferência em público, mas também pode ser em privado.

Depois gostava que pensasses quão diferente ou semelhante tu próprio te achas desse político.

O que te falta ou o que te sobra que te impeça de te poderes reconhecer como essa figura ideal de político que tens dentro de ti e que queres ver representada por outro.

A seguir gostava que pudéssemos falar sobre o assunto. Sobre o que há nessa diferença que é bom ou mau. O que é que é um problema o que é que não é.

Achas que esse político existe já? Pode existir? Já existiu? Quem? E para o teres agora, se não andar já por aí, o que teria de acontecer?

Sabendo o que pensas sobre ele, gostava de discutir isso contigo: até que ponto a tua visão pode ou não ser concretizável? Quais os obstáculos, as eventuais impossibilidades ou mesmo, em que sentido alguma característica que idealizas no político pode levá-lo a ser aquilo que no fundo queres que ele seja ou que, pelo contrário, o afaste daquilo que profundamente desejas que ele consiga para ti, para nós.

No final tenho aqui duas marretas só para o caso de tu, que estás desiludido com os políticos, teres posto o teu político de sonho no topo de um inalcançável pedestal.

Não te assustes. Partir coisas pode dar um gozo tremendo. E o entulho é sempre bom para encher umas fundações.

A eternidade vê-se do cimo de um viaduto

A eternidade vê-se do cimo de um viaduto.

Na rádio a notícia da morte,

no sinal vermelho a projeção de um espelho.

E eu morto, a ver os carros passar, lá em baixo,

morto…

Vendo o mundo no momento seguinte ao do fim.

Mas quem é que não sabe o que vem depois da morte?

Uma buzina que está verde, enfim.

Cofres cheios: o reconhecimento definitivo do fracasso

Se recuperamos o acesso aos mercados de forma sustentável e duradoura como é apregoado e se as taxas de juro são baixas porque somos muito bons e fizemso o trabalho de casa (ignorando sistematicamente o papel do BCE como faz o governo), para quê ter 24 mil milhoes a pagar quase 4% de juros? Os tais €40 milhões ao ano só em juros negativos aos BCE mais algo entre €500 milhões a €900 milhões de juros pelo empréstimo que contraímos para ter essa almofada de que hoje se fala aqui?
Isto não bate certo com a narrativa do governo. Mas bate certo com a realidade. E a realidade é que a situação económica tem tudo pés de barro. E é por isso que, apesar do custo, se calhar faz sentido ter esta “almofada” (que resulta da antecipação de crédito que achamos vir a precisar). Há um risco real de virmos a ter um colapso económico pior do que o de 2008 e de sermos confrontados com o cenário há dias repetido por João Ferreira do Amaral.
Aliás, para mim esta “almofada” é a prova definitiva de quão frágil continua a nossa situação e toda a política económica na zona euro. Tão grave que é prudente pagar um ror de dinheiro em juros por capital que está estagnado mas que queremos ter disponível para acudir a uma desgraça. A crise continua e tudo pode virar num ápice.

A “solução” é mais austeridade, mas a austeridade não é solução. E agora?

João Ferreira do Amaral volta a ter oportunidade para proclamar as evidências. Foi hoje na @TSFRadio.

Atendendo a que João Ferreira do Amaral no fundamental me parece correto, qual deve ser a mensagem para o eleitorado de quem quiser governar?

Ignorar esta perspetiva da mensagem política pode ser a pior opção possível a médio prazo para quem decidir correr esse risco. Este é um daqueles caso em que é fundamental apostar um pouco mais na inteligência do eleitorado e no qual os que são mais competentes a simplificar, com honestidade intelectual, um discurso complexo têm de ser chamados à primeira linha da frente política. Não, não é a apologia da saída do Euro ou da União Europeia. É o confronto com as forças inevitáveis da economia, da vontade popular e da política internacional.

Há algumas perguntas muito francas que têm de ser colocadas ao eleitorado que se forem escamoteadas redundarão na afirmação preguiçosa e populista de uma inevitável lista de culpados: os partidos habituais do poder farão naturalmente de mordomo, o culpado de bolso a quem todos facilmente podemos responsabilizar sem grandes cuidados de rigor ou de justiça.

Alterem-se as premissas hoje tidas como imutáveis e o destino poderá ser outro, naturalmente. Mas, hoje, a 21 de março de 2015, tomando por boas as posições publicamente expressas no interior da União Europeia pelos vários líderes, considerado o enquadramento do Tratado Orçamental e dos restantes tratados europeus e avaliada a situação económica e financeira nacional, da União e mundial, os avisos e a inevitabilidade de que fala João Ferreira do Amaral estão muito perto de serem um relato certo de uma história futura.

Infelizmente muito pouco mudou nesta história nos últimos 4 anos.

Pode ouvir a entrevista aqui.

O essencial e o acessório

O essencial e o acessório

Restam poucas dúvidas de que o ciclo eleitoral que vivemos é dos mais decisivos na história recente do país e do Partido Socialista. Pelo caminho teremos uma campanha que se adivinha populista, pouco escrupulosa, repleta de vitimizações, desinformação e calunia. É uma tendência que se vem agravando, mas a qual, a verificar-se, não nos deverá afastar do essencial.

E o essencial passa por afirmar que os portugueses valem muito mais do que aqueles que zelaram para que o país se dividisse segundo o patrão para quem se trabalha, a idade que se tem, o rendimento que se recebe ou o grau de formação que se possui. Pelo caminho, o PS terá de continuar a renovar-se, aproximando-se ainda mais da sociedade de que é parte, numa permanente batalha pelo contacto franco e aberto, pela modernização de procedimentos e pela comunicação mais orientada para a vida das pessoas e menos para as picardias da vida política.

O PS terá de ser um protagonista-chave da verdadeira operação de resgate de que o país precisa, o resgate da confiança em nós próprios. Somos um povo reconhecidamente generoso, solidário, com capacidade de trabalho e sem receio de novidades e de novos desafios, capaz de ser como os melhores e de singrar e prosperar perante grandes dificuldades. Temos também de resgatar a perceção de nós próprios como europeus de pleno direito nunca desistindo de nos fazermos ouvir, com sensatez e comprometimento com um projeto europeu em permanente aperfeiçoamento.

Neste ciclo político, o PS tem que demonstrar ser o partido com a melhor perceção do país e do enquadramento político em que vivemos e esse não é um desafio menor. O PS, se escolhido para governar, terá de apostar na crescente qualificação cívica, cultural, técnica e humana, na defesa intransigente da dignidade humana e na ponderação escrupulosa e competente da aplicação dos recursos públicos. A verdade é que Portugal está hoje mais frágil para enfrentar qualquer desventura que a conjuntura internacional nos ofereça nos próximos anos mas apesar do agravamento das nossas fragilidades, é um facto que uma parte fundamental da solução está na nossa capacidade de acreditar que está nas nossas mãos muito do que precisamos para sermos mais felizes, sem ter de deixar ninguém para trás.

Originalmente publicado aqui.

Candidatos a cargos políticos: cartas na mesa no ato da candidatura

Que tal no ato de candidatura a um cargo político ser automaticamente requerido um registo do deve e haver que possa existir pendente com o Estado?

E, ato contínuo, os candidatos procurarem resolver de imediato distrações/problemas/divergências que possam existir pendentes? Tinhamos todos a ganhar. Naturalmente, as partes, em caso de divergência de opinião, poderiam insistir no diferendo sem que isso impedisse o candidato de se candidatar.

Inserir este “acerto de contas” ou “revelação e contas” como ato incluío no processo de formalização das candidaturas seria de valor. Por um lado, cada um assumia pecadilhos ou obtinha resolução ou assumia os diferendos e por outro ficava protegido de surpresas posteriores. Cartas na mesa, sem margem para hipocrisias. Naturalmente, as ocultações intencionais que viessem a ser descobertas posteriormente seriam particularmente danosas, dado que acabavam as desculpas esfarrapadas do “esqueci-me”, bem como seriam mais dificultadas as suspeições sobre a conta corrente do passado, dado que o Estado teria já sido chamado a pronunciar-se.

Bem sei que seres exemplares não deveriam precisar deste estímulo, mas  conheço muito pouca gente que encaixe nesse perfil, dos políticos no ativo aos seus respetivos eleitores por isso, acho que não se perdia nada neste “confessionário” e “penitência”.

Quem quisesse votar apenas em seres completamente impecáveis em termos de cumprimento fiscal podia assim ver a sua escolha facilitada, tal como quem quisesse fazer assentar a sua política numa versão hipócrita de cumprimento exemplar tendo o próprio um registo “complicado” poderia assim ter um estímulo para refrear tais impulsos populistas. O eleitor ficava melhor informado e responsabilizado; o candidato teria o momento certo para dizer de sua justiça e o resto seria a democracia a funcionar.

Faz o que eu digo, não faças o que eu Passos

A questão de Passos Coelho com a Segurança Social talvez mereça um pouco mais de repúdio e crítica publica (e eleitoral) pelo facto de, como primeiro-ministro, ter sindicado e incentivado uma atitude de tolerância zero para com qualquer dívida existente por parte dos cidadãos para com o Estado ao ponto de admitir a execução da residência de morada por conta dessas mesmas dívidas.

Que vos parece?

Grécia e Europa: a pulsão para a mentira

Vargas Llosa para compôr o ramalhete de uma tese que quer fazer vingar afirma que o Syriza renega qualquer responsabilidade dos governos anteriores e imputa exclusivamente à austeridade todos os males atuais da Grécia. Tomando o valor facial do que o Syriza defende (não tenho forma de fazer algo diferente nem de me comprometer com mais do que o que afirmam publicamente e que avalio) estes parágrafos de Vargas Llosa publicados no DN (ver em baixo) são objetivamente incompatíveis com o que o atual governo da Grécia anda a dizer. Ou seja, são mentirosos. O governo grego atual não só diz reconhecer erros crassos de governos anteriores como diz querer convencer os parceiros europeus de que há medidas concretas por desencadear que atacam esses males. Mas assumir isso não implica desresponsabilizar a “solução da austeridade” como um garrote que não só não resolve como objetivamente impossibilita qualquer solução, pelo menos na dose prescrita.

Como há dias aqui perguntava: se os gregos chegarem a uma taxa de desemprego de 30% acham que já dá para nos pagarem? Ou será 35%? Talvez 40%? 50%? São contas complicadas, não ganhamos nada em mistificar a realidade e em exigir atuação que faria sentido numa realidade paralela…

“As desgraças são uma dívida pública vertiginosa de 317 mil milhões de euros para com a União Europeia e o sistema financeiro internacional que resgataram a Grécia da falência e que equivale a 175% do produto interno bruto. Desde o início da crise, o PIB da Grécia caiu cerca de 25% e a taxa de desemprego chegou quase aos 26%. Isto significa o colapso dos serviços públicos, uma queda atroz dos níveis de vida e um crescimento canceroso da pobreza. Se ouvirmos os dirigentes do Syriza e o seu inspirado líder – o novo primeiro–ministro, Alexis Tsipras – esta situação não se deve à inépcia e à corrupção desenfreada dos governos gregos ao longo de várias décadas, que, com uma irresponsabilidade delirante, chegaram a apresentar balanços e relatórios económicos forjados à União Europeia para dissimular os seus prejuízos, mas sim às medidas de austeridade impostas pelos organismos internacionais e a Europa à Grécia para a resgatar da impotência a que as más políticas a haviam conduzido.”

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4401903