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Política

Governar para quem?

Ânimo!

Há uma parte importante do eleitorado onde o cansaço, a resignação e a desesperança serão muito elevados, mas nada terão a ganhar em entregar a outros, com interesses que não os seus, a responsabilidade da escolha eleitoral.

Para votarem, esses eleitores, tipicamente da classe média, esmagados por um discurso de culpa e empurrados para um estado de instabilidade permanente que os impede de estruturar o futuro, precisam de um projecto firme com o qual se identifiquem.

Um projecto que os tenha como peça central, que lhes permita acreditar que é possível terem uma vida melhor, assim como os seus filhos e netos, sem a necessidade de saírem do país por obrigação. António Costa não precisa de inventar a roda, precisa de alterar as prioridades políticas do futuro governo.

Por exemplo, ter um projecto no qual seja natural as empresas quererem remunerar melhor para serem mais competitivas, no qual seja natural querer-se investir na educação para se ser mais competente e versátil e no qual surja a oportunidade de integrar pela requalificação os que estão a ficar para trás.

Publicado originalmente no Diário Económico.

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