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Economia

Ora espreitem lá esta tabela e descubram a "justiça fiscal"

Não tenho tempo para comentários mas espreitem lá este quadro e tentem descortinar a justiça fiscal e a maior solidariedade destas novas taxas. Implementa-se regressividade num imposto progressivo! Brilhante!
IRS2005.JPG

O seu a seu dono, este post teve a inestimável colaboração do Sérgio.

7 replies on “Ora espreitem lá esta tabela e descubram a "justiça fiscal"”

Poder-se-ia esperar algo de tão brilhante do Bagão, o senhor felix das nossas finanças? Esta justiça fiscal só poderia sair dos neurónios de um Opus Dei…Além do mais um PP inserido num (Des)governo Santânico…

Excelente post, tal como tinha sido o sobre a pobreza! Note como a classe média é a mais prejudicada em toda a operaçãp. Pura ideologia. destrutiva.

Sim? E?

O grupo que assinalas é justamente aquele onde mais gente perde com o fim dos benefícios fiscais porque é o grupo com maior percentagem de PPR/Es e PPHs.

E depois? Conceptualmente, a progressividade fiscal tem que ter limites. Não haverá uma altura em que se possa pensar que já se foi longe demais?

jcd

JCD
Estás a brincar não estás?

Olha eu estou no quarto escalão e não acho piada nenhuma a essa anedota. Será que perde mesmo mais o pessoal de que falas? Como aferes essa perda? Benefícios/Rendimento? Ou % de pessoas com direito a benefício?

A discussão de progressividade / regressividade é quase impossível de fazer (atendendo a que suspeitamos que nos escalões mais baixos temos os menos abastados e os que mais fogem ao fisco) mas mesmo assim este sinal dado dos saltinhos é absolutamente revoltante. Até olhando para as taxa s praticadas.
Gostava de ter visto mais escalões por exemplo para não teres degraus tão altos entre o terceiro, quarto e quinto escalão. Na pratica quase passaste de seis para cinco escalões!

Mas essa da progressividade ter limites não dá para engolir perante a realidade portuguesa.

Então o que sugeres? NA minha opinião a progresividade já foi longe demais. Apercebi-me até que ponto ela tinha chegado quando um consultora nos apareceu com um plano de deslocalização de salários para pagarmos menos impostos em sede de IRS. E aplicava-se a toda a gente que ganhasse mais de 400 contos brutos.

Naqueles escalões (4º e 5º) estão quase todos os quadros técnicos das empresas portuguesas. Os que se podem ir embora, os que não têm dificuldade de emprego. Nestes escalões, nos EUA, o IRS ronda os 15%.

Não percebi efectivamente a ideia do teu post. Continuamos com uma altíssima taxa marginal de imposto para rendimentos a partir de 10.000 contos anuais. Estas taxas atingem-se nos outros países a níveis MUITO mais elevados. E não duvides que é nestes escalões que se mata a capacidade de iniciativa de uma nação.

Claro que a única solução para Portugal é ter um estado menos gastador, termos menos funcionários públicos, menos institutos, direcções gerais, menos de tudo o que o estado faz. Mas do lado da receita, tens que proteger que precisa e quem pode criar riqueza.

jcd

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