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Política

A ilusão de Sampaio e a nova liderança no PS

Sobre a ilusão de Jorge Sampaio presente na sua justificação, além do que já escrevi recomendo o Almocreve das Petas.

E dito isto sabem o que é que eu gostaria de ver no PS? Eleições primárias, com públicos debates, de preferência mediatizados, entre os candidatos à liderança. Talvez assim em vez da exclusiva imagem de contagem de espingardas, de movimentações de bastidores, de promessas de cargos e posições, exigisse dos candidatos definição política e uma maior transparência e clarificação perante o eleitorado.
Talvez contribuísse até para inculcar na cabeça dos incumbentes aquilo para que se propõem enquanto líderes partidários. Quais são as desvantagens, alguém me ajuda?

7 replies on “A ilusão de Sampaio e a nova liderança no PS”

E seria também ´”pedagógico”.
Seria uma forma nova de fazer política. Fazia-nos acreditar mais nos políticos.
Assim como espero que haja resultados do inquérito à cena canalha na lota de Matosinhos.

Acho que esta forma de fazer política contamina todos, não deposito grande esperança nisto tudo. Em todos os partidos existem pessoas honestas e sinceras, mas se calhar não resistem no ambiente de intriga que se vive lá dentro.

Era bom que fosse sempre assim, Rui. Infelizmente acredito mais no que o Mário diz. De qualquer maneira, o PS podia, agora que se livrou da sua ala mais à esquerda e da possibilidade (espero que de vez) de poder contar com o apoio de Louçã e cia., dar o exemplo, podia ser que os outros partidos o seguissem. De qualquer maneira, era bom que te ouvissem, Rui.

Se calhar… É um bom motivo para pensar duas, três, quatro vezes antes de entrar. Andam(os) a triturar-nos uns aos outros. Mas… A alternativa ameaça atenuar os riscos do “sistema” partidário e, à falta de melhor, ainda são a única forma no horizonte de nos responsabilizarmos e agirmos de forma transversal à sociedade. Dava muito jeito essas pessoas honesta e sinceras unirem-se em torno desses valores. Essa é a primeira batalha, só depois teremos oportunidade de avaçar para a política.

Eleições primárias? Absolutamente! E já’ que vamos neste caminho, que tal tornar mais democrático o processo de selecção dos deputados?

Assim teriamos um sistema parlamentar forte. E a historia de dissolver um parlamento porque um qualquer Sr. PM arranjou um tacho melhor, ficaria definitivamente resolvida.

Atila

Este post é muito bonito por ser, também, muito utópico.
Com que então debates mediatizados? E os outros partidos? Nós, neste momento, nem uma informação capaz temos e estou a referir-me a jornais também.
Já tenho uns aninhos (tinha 25 anos no 25 de Abril..). Corri à frente da polícia na faculdade e sei bem o que foi a repressão e a censura. Nessa altura liamos nas entrelinhas e percebiamos o que os jornalistas nos estavam a querer dizer ( o República tinha códigos que indicava se o artigo tinha sido muito cortada e até se tinha sido alterado o sentido). De modo algum pretendo insinuar que naquele tempo é que era bom. Mas uma coisa é verdade hoje: quando abro um jornal não sei a cor política da pessoa que o escreveu e não faço a mínima ideia do que ele(a) me está a crer vender. Limito-me aos artigos de opinião daqueles que conheço.

(cont.)
Fiquei a saber, nos últimos dias, pelo JPP como nos chegavam determinado tipo de notícias e de alguns que as transmitiam, nem queria acreditar no que estava a ver.
A esquerda não tem, sequer, um jornal. Dum modo geral não há referências. Falta-nos sobretudo isso.
A tv é o que se sabe. A pública é porta voz do governo, às privadas não se pode pedir o que elas não querem dar.
Que liberdade é a nossa? Escolhemos o menos mau…
De qualquer forma quero louvar as suas boas intenções. No fundo o que pretende é promover a transparêencia. Estou solidária consigo.

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