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Nítidas Melhorias

No terceiro trimestre registaram-se nítidas melhorias tanto no indicador de clima como no indicador de actividade económica, tendo qualquer um deles apresentado uma trajectória ascendente ao longo desse trimestre. O indicador de clima, já disponível para Outubro, continua a revelar a mesma tendência. Sendo clara a recuperação no conjunto de indicadores, deve notar-se, contudo, que apenas na indústria transformadora há evidência de ter ocorrido uma evolução positiva da actividade. Apesar da procura externa ter continuado a mostrar-se deprimida, sem retomar o dinamismo evidenciado nos primeiros meses do ano, a informação disponível aponta para um crescimento apreciável das exportações. Por seu turno, a procura interna apresentou uma quebra menos intensa do que no trimestre precedente. in SÃ?NTESE DE CONJUNTURA – Terceiro trimestre de 2003 (INE)

4 replies on “Nítidas Melhorias”

Parece um relatório da ministra das Finanças.
Quem ler isto parece de outro país.
Esqueceu-se de:
PIB inferior a -1%
Desemprego a subir (mais de 20% relativamente a 2002)
Défice real de 4,6% (?) emm 2002
Défice real de 5% em 2003
Défice real de 6% em 2004
Dívida pública sempre crescente em cada ano

Só não entendo é como a taxa de desemprego continua a aumentar!!!
Ele há coisas.

há que diferenciar indicadores avançados dos indicadores que traduzem dados reais …
Se olharmos para as várias curvas dos indicadores, verificamos:
– as curvas dos indicadores avançados (clima e conjuntura) são semelhantes às do PIB
– a curva do desemprego será tendencialmente semelhante, embora sofra as influências (reage só às negativas) dos indicadores avançados
– no entanto estas curvas não se sobrepõem porque estão temporalmente desfasadas
– A curva dos indicadores avançados antecipa os movimentos da curva do produto
– Ao invés a curva do desemprego é temporalmente desfasada, postecipando os movimentos do produto
– O nível do desfasamento face ao produto é tanto maior quanto maior fôr a rigidez do mercado de trabalho (leva mais tempo a ajustar, em especial quando é a criar empregos, além de que sendo mais sensível a influências negativas, mais rapidamente as incorpora)
Conclusão, há sinais animadores para o futuro, mesmo que os indicadores presentemente estejam negativos, no entanto, dada a elevada rigidez do mercado de trabalho, a criação líquida de empregos ainda está muito distante, mesmo que a inversão na curva do produto não o esteja …

B_cool três coisas:
– os indicadores do INE não são avançados, são coincidentes. No indicador de clima o período de referência das séries é o mês n-1 (Outubro neste caso) e no indicador de actividade em regra são do mês anterior a esse ou mesmo mais antigas. Há variáveis consideradas nos indicadores (no de Clima por exemplo) que pedem ao inquirido um esforço de projecção para o futuro (Prespectivas de procura nos próximos 3 meses por exemplo) mas mesmo assim poderemos estar (e parece que estamos) perante variáveis coincidentes pois historicamente não têm antecipado os ciclos.
– como podes ler no texto mais recente “Auxíliar interpretativo” os indicodes têm uma forte limitação por não incluirem informação relativa aos serviços (não tenho a certeza absoluta quanto ao indicador de actividade económica) e os serviços estão ainda numa fase mais atrasada do ciclo, ainda não sairam do movimento descendente;
– Pelo que acabei de dizer e ainda que os teus motivos para o desfasamento que geralmente se regista no emprego nas fases de recuperação não é linear que a demora se deva apenas ou principalmente à rigidez do mercado de trabalho, neste momento há ainda efeito directo da evolução negativa do sector dos serviços que não está presente nas curvas dos indicadores que usas como termo de comparação.

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