Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Saúde’

SALMONELLA TYPHIMURIUM

Julho 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 2 Comments →

Tenho presente que no méxico é perigoso comer nas tendas de rua por causa da falta de higiene. Na segunda-feira comi bifinhos de peru à mexicaca. Mal sabia eu que era "à mexicana" em vários sentidos.

Em plena convalescença deixo-vos um video didático sobre uma das estirpes mais danadas de salmonella. Trata-se de uma animação produzida pela ETH Zurich.

Juntas Médicas: uma amostra de governação

Julho 10, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde 4 Comments →

Notícia do Público onde se fala de José Sócrates sem deitar abaixo: 

«(…) "Eu fiquei tão chocado como a opinião pública ficou com esses dois casos e penso que não se devem repetir", afirmou José Sócrates à margem da inauguração da mostra PorTI 2007 - Portugal Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica. Depois de ter conhecimento destes casos, o primeiro-ministro deu "orientações ao Ministério das Finanças" para que seja feita "uma auditoria a todas as juntas médicas da área da Caixa Geral de Aposentações para verificar se há ou não procedimentos que estão errados e que têm conduzido a esses resultados".
"Não é o Governo que decide sobre baixas, mas não gostei de ver estes casos e penso que merecem uma resposta politica", disse o chefe de Governo, adiantando que as auditorias pedidas irão analisar os processos dos dois professores.

Quanto às mudanças legislativas sobre a composição das juntas médicas, Sócrates explicou que passarão a ser formadas apenas por médicos e que a Caixa Geral de Aposentações, apesar de apoiar tecnicamente as juntas, "não participará em nenhuma das decisões". Actualmente, as juntas médicas são formadas por médicos e por um representante da Caixa Geral de Aposentações. (…)»

Um discurso bem diferente e fundamentalmente uma atitude de quem de direito face ao ouvido e ocorrido durante as últimas semanas. É algures por aqui o caminho da segunda maioria absoluta.

O seu cancro nos pulmões é de fumador passivo ou activo?

Junho 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde 6 Comments →

Retomando o tema, "Dos remendos à reflexão quanto à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde" sugiro hoje a minha opinião pessoal sobre a sugestão do Tiago Mendes. Ontem louvei a iniciativa e a sua transparência, adiantei até onde há pontos de concordância, hoje avanço para uma crítica à impraticabilidade técnica e à contradição teórica adjacente que me parece haver na própria proposta, além de acrescentar algumas considerações pessoais de foro mais político. Está tudo aqui junto com outros comentários interessantes.

Fica um aperitivo:

"(…) O argumento do consumidor-pagador fundado na lógica de que só os problemas de saúde que não advieram do estilo de vida do indivíduo é que devem ser pagos comunitariamente (mais as urgências, mais os cuidados com crianças e mais não sei o quê) parece-me completamente impossível de concretizar. Nem uma cirrose ou um cancro nos pulmões são inequivocamente atribuíveis às opções de vida de cada um logo, o argumento “porque é que eu hei-de comparticipar o tratamento de um tipo que fumada 5 maços por dia” por muito apelativo que surja aos ouvidos de algumas pessoas cai por terra porque, suponho, o Tiago esteja longe de defender que haja um polícia ao lado de cada um a catalogar o estilo de vida para apurar o grau de responsabilidade individual na doença… (…)"

Dos remendos à reflexão quanto à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde

Maio 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Saúde 1 Comment →

É sobre polítca e econmia ao mesmo tempo? Então o post será prioritariamente publicado no Economia & Finanças. Este é o novo lema cá de casa e para começo de conversa é já assim hoje.

"Aqui há dias zurzi noutras paragens, "Saúde: reformar às pinguinhas", contra o carácter avulso e desgarrado das medidas apresentadas pelo actual Ministro da Saúde relativamente ao seu ministério.

Advogava eu que não há reformas que resistam (em termos de suporte público) a uma lógica de atrito continuado medido, por exemplo, pelas sucessivas alterações ao tarifário e base de incidência das taxas moderadoras (que em alguns casos passaram inclusive a justificar umas aspas). O pretexto para estas críticas foi na altura a perspectiva de se terminar com a isenção de taxas moderadoras às crianças até ao 12 anos. Mais do que criticar cada medida concreta critiquei, e critico, a falta transparência política quanto à estratégia que supostamente enquadra as medidas que vão sendo implementadas e/ou testadas. Em política anunciar-se a defesa de um regime tendencialmente gratuito para depois ir progressivamente impondo pagamentos específicos e desenquadrados de uma política geral não deve ser admitido sem contestação.

Vem esta lenga-lenga política a propósito de um esforço com uma lógica oposta presente num artigo do economista Tiago Mendes (vizinho destas paragens e portanto um "perigoso" neo-liberal). Num singelo e necessariamente limitado artigo de jornal, Tiago Mendes começa pelo que deverá ser o essencial… (…)"

Continue a ler aqui. Porque questionar e ouvir opiniões e soluções diversas é preciso.

Comparativo entre os dois referendos: claro e inequívo

Fevereiro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal, Saúde, Sociedade 11 Comments →

Comparativo sumário entre o referendo 1998 e o de 2007:
  • Muito mais votos, tanto para o "Não" (aproximadamente mais 200 mil votos) como para o "Sim" (um acréscimo de cerca de 1 milhão de votos);
  • Menor abstenção (um acréscimo superior a 11 pontos percentuais);
  • O "Sim" subiu claramente em todos os distritos do País com excepção de Setúbal onde o acréscimo foi marginal - contudo em Setúbal o "Sim" obteve a maior votação por distrito.
  • Muito maior distância percentual entre o "Sim" e o "Não" - antes fora inferior a 3 pontos percentuais favorável ao "Não", agora foi de quase 19 pontos percentuais favorável ao "Sim".

Terão ido votar mais de 43% dos 8826300 eleitores inscritos. Quando a poeira assentar tinha piada voltarmos a colocar uma questão interessante (particularmente relevante para os referendos): qual é o percentagem máxima potencial de votantes para umas eleições? Detalhando:

  • Qual a estimativa para "fantasmas" nos cadernos eleitorais - eleitores já falecidos, registos duplicados devido a alterações de residência? Esse problema ainda é relevante?
  • Qual a estimativa para os eleitores que já perderam a faculdades mínimas que lhes permitem exercer o seu direito de voto?

Recordo que há várias doenças intelectualmente incapacitantes que inexoravelmente têm sofrido um incremento em termos absolutos e relativos (com reflexos nos cadernos eleitorais), perante uma população nacional em crescente envelhecimento. Já para não falar de limitações físicas que acabam por se traduzir em muitos casos na impossibilidade prática de exercer o direito de voto. Curiosidades minhas.

Tanta gente (act.)

Fevereiro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal, Saúde, Sociedade No Comments →

Já há muito tempo que não via tanta gente na rua… à porta da farmácia de serviço.

Será que chega aos 50%? 

Adenda (às 17h05m): afluência de 31,31% às 16horas. 

Perplexidade partilhada

Maio 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Saúde No Comments →

A ler "Cesariana" por Salvador Massano Cardoso na Quarta República.

Esqueçam a cegonha!

Março 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Saúde, Sociedade 5 Comments →

Caros pais, se têm filhotes na idade dos porquês, porque não contar logo a história toda, em bons bonecos (Where Babies Come From in Germany) ?

 

Wishful Thinking político

Fevereiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde 5 Comments →

Já há mais de um nao que ando para pegar neste assunto. Hoje tive pretexto. 

Um dos problemas mais evidentes (e confrangedores) de saúde pública que enfrenta o nosso país é a saúde oral. Por mais voltas que se dê ao problema, há alguns factos históricos que estão intimamente relacionados com o mau estado de saúde das nossas bocas.

Tratar dos dentes sempre foi um luxo, nunca foi reconhecido e assumido como uma necessidade básica de cuidados de saúde e, como tal, nunca existiu oferta no seio do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Hoje o assunto esteve em debate no Parlamento

Uma larga fatia de portugueses continua sem ter acesso a cuidados de saúde oral - são efectivamente caros. Na conjuntura actual, o partido do governo afirma que alargar o âmbito do SNS à saúde oral seria dar um passo largo no sentido da falência do Serviço. Talvez seja assim, será seguramente assim se assumirmos um valente ceteris paribus quanto ao resto do SNS e enquanto não reconfigurarmos as prioridades ao nível das competências globais do Estado - cada vez a gastar mais no SNS perante uma medecina em evolução e perante uma população em  envelhecimento, mas a não abandonar nada de relevante no resto das suas funções habituais.

Assumido o dilema, convém sublinhar bem sublinhado que este é um custo global que nos envergonha enquanto país e é uma situação que nos perseguirá.

Desculpem que vos diga, mas convém sublinhar que é também assim que se paga o que corre mal na administração pública portuguesa. Enquanto este tipo de questões não puder ser encarada e resolvida teremos fortes motivações para não concedermos um milímetro àqueles que continuam a tomar como seu aquilo que é de todos. Se acham que exagero basta que saiam das grandes cidades (nem seria preciso) e olhem para a boca (também não é preciso) dos portugueses, talvez até dos vosso familiares que vivem na Santa Terrinha.

O mercado teve liberdade total para operar, mas o ajustamento para grandes fatias da população revelou-se insuficiente. Seria interessante contabilizar, por exemplo, que custos directos e indirectos para o país e para o próprio SNS terão sido justificados pela ausência de oferta para os portugueses menos abonados financeiramente. Qual o custo em dias de trabalho perdidos, anti-bióticos, internamentos, etc, associados a problemas de saúde potenciados por uma boca podre.

A racionalização de recursos, a optimização de processos de produção, o combate ao desperdício, às injustiças e à corrupção, a redução do âmbito de acção do Estado em muitas matérias, não deve reflectir-se de forma cega em todas as áreas. Há situações nas quais ainda precisamos de mais Estado (e sempre de melhor Estado). E é apenas a diferença de acção e de objectivos que distinguirá as opções políticas do futuro próximo.

A forma como conseguir o sol (em parte) da eira e a chuva (em parte) do nabal é o desafio que temos pela frente.

(continua)

Gary Becker e a legalização da droga

Fevereiro 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Saúde 3 Comments →

Um incontornável tema (deveria sê-lo!) em discussão na Colômbia, a pretexto das eleições presidenciais locais: perante a constatação da derrota no combate à produção e ao tráfico e perante o incremento e poder promovido junto dos comerciantes ilegais, que tal considerar a legalização do negócio? O mote está renovado aqui na vizinhança, pelo Carlos Castro, no Tugir.

Epidural

Janeiro 31, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 4 Comments →

As coisas que um homem acaba a discutir quando está grávido… Fiquem-se com esta:

«As the World Health Organization comments, "epidural analgesia is one of the most striking examples of the medicalization of normal birth, transforming a physiological event into a medical procedure.

 Fonte: Aqui.

E aqui a epidural na blogoesfera portuguesa

O Beijo Propólis!

Janeiro 08, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Brasil, Saúde 2 Comments →

Vida asséptica? Não! Apenas um carnaval asséptico. Algum contra-senso?

Detesto apanhar com o fumo dos outros mas detesto mais outras coisas (act.)

Janeiro 03, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde 2 Comments →

Não, não me confundam. O conto não pretende ser moralista. Aliás uma das piores notícias de 2005 foi aquela da Organização Mundial de Saúde proibir os seus funcionários actuais e futuros de fumarem mesmo fora do horário de trabalho (e naturalmente fora do local de trabalho) sob pena de os despedirem com justa causa.

É demasiado fácil perder-se o sentido da proporcionalidade das coisas e é também demasiado fácil os fins justificarem meios inaceitáveis, pondo em causa outros fins que deveriam merecer melhor tratamento na escala de prioridades da vida em sociedade.

Adenda: Em Portugal parece que se apostará em algo equilibrado. Veremos

Seja civilizado! Sucesso garantido ao fim de nove meses!

Novembro 09, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

Paternidade pode tornar homens mais civilizados 

"(…) «Obviamente que há elementos sociais na paternidade. Mas somos espécies biológicas e não estamos tão distantes dos animais, apesar de gostarmos de pensar que estamos», disse.

«A natureza não quer que os níveis de testosterona sejam altos quando há um bebé. É uma época frustrante para homens, muito exaustiva. É a maneira da natureza tornar os homens mais civilizados, pelo menos durante algum tempo», acrescentou."

in Diário Digital 

O pesadelo H5N1

Outubro 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

Deveras preocupante e a merecer atenção: um texto a ler com toda a ponderação no Pura Economia.

Adicionalmente, recomenda-se a leitura do muito esclarecedor artigo da National Geographic de  Outubro.



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