Dicionário prático de uma criança de 3 anos: Linguar
Linguar – ato ou efeito de aplicar a língua contra uma superfície, lamber (de preferência gelados), potencial verbo.
Hoje é o 1º dia de escola da menina mais velha cá de casa
Linguar – ato ou efeito de aplicar a língua contra uma superfície, lamber (de preferência gelados), potencial verbo.
Hoje é o 1º dia de escola da menina mais velha cá de casa
Esta semana vou ser vacinado. Entro como sempre no jogo das probabilidades e procurarei evitar a gripe… sazonal. Sobre a outra falta-me importância mas vou procurando informar-me por aí.
Magoer – acto ou efeito de produzir mágoa dolorosa; magoar; doer; “Está-me a magoer”.
Findou ontem o 1º ciclo político do MEP, uma sucessão de sprints para um partido com um ano e meio que voou alto mas não o suficiente nem para alcançar o impensável, nem tão-pouco para descambar num precipício digno de Ícaro.
Segue-se a metamorfose de sprinter em corredor de fundo, com uma marca já bem firmada em alguns meio fulcrais para facilitar a caminhada futura, mas com muito mais sítios e gente onde chegar e desafiar à renúncia da sempre natural desconfiança inicial. Uma caminhada que se fará muito pela proximidade que a internet permite entre quem procura e quem quer participar, mas também junto e com as pessoas comuns que não deixámos de ser.
O MEP será fiel à ideia de se ter constituído como um movimento cívico que vai a votos. Encerrado este primeiro ciclo de votações, prosseguiremos com inovação e empenho participando civicamente na construção deste país, com especial atenção para a vida política nacional. A nível pessoal esta experiência intensa foi riquíssima. Multipliquei por várias vezes o meu circulo de amigos, aprendi qualquer coisa e fiquei um pouco mais conhecedor deste país e suas gentes – o próprio incluído.
O MEP 2.0 surgirá dentro de momentos. O Adufe esse retomará uma toada menos panfletária, mas onde a política, como sempre ocupará uma parte importante. Até já.

O MEP não conseguiu nas primeiras eleições que concorreu eleger o seu primeiro deputado. Daqui a uns anos saberemos como será nas segundas. Apresento-vos um breve balanço e o compromisso de que teremos um MEP 2.0 fiel àquilo que já é sem renegar à sua imensa capacidade de ser um projecto eternamente inacabado em permanente construção. Esta é a hora de recomeçar, a porta está aberta…
Um abraço especial ao Rui Castro Martins do MEP Porto que enviou a citação que uso como título.
Agosto, mês de campanha. As festas locais estavam nos preparativos finais. O camião com material festivo ficou estrategicamente ocultado pela revista de campanha. Foi um regreso a Lamego depois da campanha às Europeias. Deu para encontrar eleitores que se auto-denunciaram, especialmente jovens que mostraram o seu agrado por irmos concorrer às legislativas também pelo círculo de Viseu. Como faremos nos restantes 21 círculos aliás. Algumas centenas de revistas, e alguns milhares de flyers ficaram bem entregues por lá ![]()

Vila Real, Lamego, Castro Daire, Viseu, Covilhã, Penamacor (e Benquerença) e Castelo Branco. Última paragem em Lisboa para debelar uma bela faringite. Foi este o roteiro de férias intercalado para alguma distribuição de material de campanha.
Amanhã de regresso ao trabalho, na semana seguinte entro em estágio para a loucura de mais uma campanha eleitoral.
Para que serve mesmo um pequeno grupo parlamentar na Assembleia da República? A resposta é muito simples:
Aqui e no Twitter darei conta das principais peripécias da campanha eleitoral do Movimento Esperança Portugal que testemunharei em primeira mão, na qualidade de candidato.
Sempre acreditei que iria cobrir um campanha como blogger, nunca imaginei que seria nesta condição.
Até já.
Há demasiados meses que não regressava à Benquerença. Serviu a Páscoa de pretexto e serviu muito bem. Ir para fora cá dentro não é tão fácil quanto arranjar uma ligação à net e… desligá-la.
Quando me perguntam qual a minha música favorita ou o livro ou o filme, geralmente fico mudo. Só quando os volto a encontrar é que eles me deixam sem a mínima dúvida. Sou um mau amante… Das mais belas músicas e letras de sempre. The passengers (AKA U2 + Brian Eno) e Johnny Cash. The wonderer. Outra vez no Adufe.
Foi preciso aderir ao MEP para me acusarem de andar sempre com a foice e o martelo às costas. Quem se mete com o grande capita leva?!
Pessoalmente, gosto mais da enxada e do seu uso naquela parte do regadio tradicional em que se acertam canais, desviam mini-aluviões para o sítio certo do milheiral. Disso e do ladino, o pardal.
(Para já) Como se fossem anónimos, eis alguns apontamentos da inauguração, ontem, da sede nacional do MEP.







P.S.: Sabe qual é uma das boas formas de evitar que um partido caia nas mãos dos “interesses”, é ajudar a forma-lo, é cada um contribuir com um pouco para que seja de todos e não “deles”. Hoje comprei uma cadeira com rodas para equipar a sede do MEP. Se quiser ajudar é passar por aqui, ainda deixámos umas peças por comprar a pensar especialmente em si
Compota de abelha = mel
Hoje calhou-me a mim ajudar a complicar a vida no regresso a casa a quem teve de fazer o início da A5 rumo a Cascais, ao final da tarde.
Em bom rigor, apanhei uma pranchada valente na traseira do bólide depois de um ameaço de choque em cadeia para quem procurava visitar as ruínas dos cabos Ávila.
Imaginem o que de pior podia acontecer (danos físicos à parte). Pois não aconteceu. O culpado reconheceu o erro, a seguradora é a mesma, o serviço da dita funcionou às mil maravilhas, a brigada apareceu apenas para constatar que sabíamos preencher a declaração amigável e que não estávamos a empatar (demasiado) o trânsito. Enfim, no fim acabámos a rir – não me diga que também é de Mem Martins?! – com o tipo da Brisa a pôr os pinos na estrada e a dizer que vinha fazer umas estatísticas. Quem dera ou INE, quem dera ao INE!
Termino o dia regressando a Lisboa num reboque manhoso onde após ter puxado pela conversa (a si o negócio correm sempre bem, não há crise hem?) fico a saber que hoje já nem um clássico como o Sporting-Porto dão trabalho (acidentes) que se vejam para animar uma noite na indústria dos reboques.
Descendo o Eixo Norte-Sul o condutor indigna-se com a rádio que anuncia trânsito congestionado rumo à 25 de Abril:
- Isto lá é trânsito! Olhe por si, tudo a andar bem!
Indignação que repetiria mais adiante em plena 5 de Outubro rematando, com um: o que nos vale é o dia 22 quando o pessoal começa a receber.
Tentando condoer-me com este negócio baseado na desgraça alheia tento amenizar: ao menos este mês o pessoal recebe a dobrar…
Sou de pronto fuzilado: Recebe? Acha que sim? Já o receberam a crédito, isso sim.
E pronto, estranho taxi este que me reboca junto com a carroça amolgada até ao mar da relatividade.
Se tivermos sorte, os vivos de que gostamos, sendo quantos bastem, morrem muito espaçadamente e mais ou menos pela ordem natural.
Aos poucos, vamos tendo oportunidade de sofrer, em doses suportáveis e vamos podendo enfrentar os nossos fantasmas.
Ter um filho, que será para os mais desprevenidos a aparente antitese destas melancolias, pode ser uma lembrança bem mais quotidiana da nossa finitude.
Vem depois a vantagem que também nos estará inscrita em algum lado: está também ali um bocadinho de mim, como estava já naquela calva que herdei do meu avô ou naquela experimentação do paraíso numa qualquer quelha ladeada por flores de sabugueiro.
Pensando por estes trilhos, de vez em quando, vem uma trégua de paz, uma torrente de humildade em que, perante a percepção da partilha imemorável, o nosso umbigo desaparece, armado aos paradoxos.
Segue-se então o travesseiro e esse fiel amigo tão depressa nos leva ao fofo algodão do equilíbrio quanto nos abre de novo ao suor frio do relógio, às vezes sob pretexto de um telefonema aziago a meio da noite, outras sob o pretexto de um choro carente e assustado pelo pesadelo que vem do quarto de um nosso filho. Solidários, voltamos aos fantasmas e voltamos a procurar o trilho.
Será assim com os heathens e também com muitos outros.
Resta-nos um beijo e um abraço, coisas singelas a que voltamos por menos singelos que nos tenhamos. Pelo menos de quando em vez e particularmente nestas horas, amiga.