Diz o “Primeiro-Ministro” de Portugal: “O que é que a Constituição fez pelos 900 mil desempregados?”

Reproduzo texto que também publiquei no 365 Forte:

“O senhor Pedro Passos Coelho tem todo o direito de detestar a atual Constituição da República Portuguesa, tem todo o direito de mentir invocando decisões do Tribunal Constitucional que nunca existiram se lhe apetecer, tem até o direito de imputar todos os males do país, incluindo os que qualquer cidadão decente atribuiria à sua governação, ao Tribunal Constitucional e à atual Constituição invocando um nexo de causalidade entre os 900 mil desempregados e a lei fundamental do país.

O que o senhor Pedro Passos Coelho não pode é exercer funções de Primeiro-Ministro após ter exercídio todos os direitos anteriores. São incompatíveis com o juramento que fez quando foi empossado e com o mandato democrático que recebeu de todos os que o elegeram. 
E o senhor Presidente da República devia estar plenamente ciente de que o regular funcionamento da instituições é uma miragem quando um governo faz gala em desrespeitar a Constituição e enxovalha-la publicamente como foi feito há instantes. Se não pelas normas ilegais que insiste em aprovar, pela responsabilização política inaceitável que, sendo atribuíveis ao poder executivo e legislativo maioritário que suporta o governo, imputa aos juízes que cumprem estrimamente a função para a qual foram nomeados e à lei fundamental em que se centra o nosso regime democrático. 
Ficar quedo e mudo perante tudo isto, não é uma opção para quem se dá ao respeito, seja qual for a côr partidária de quem assiste a este vergonhoso momento da nossa democracia.

A frase que inspira o título é do atual PM e é esta “Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados no país de que lhes value a constituição até hoje?

2 thoughts on “Diz o “Primeiro-Ministro” de Portugal: “O que é que a Constituição fez pelos 900 mil desempregados?”

  1. Silva

    D. Manuel Clemente apelou à fé nos Jardins do Casino Estoril.
    A triade saloia do Casino Estoril despede em massa trabalhadores e depois pede clemencia. Um negocio da CHINA

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  2. Silva

    Gente que destrói a vida de muitos, armados em mafiosos.

    A TRÍADE SALOIA DO CASINO ESTORIL

    3 Anos à espera de justiça, que está a levar as pessoas a ficarem cheios de dividas, sem casa etc.……. Tudo isto por deixarem um processo na gaveta e os trabalhadores é que pagam tanto social como moral por esta injustiça.
    Se a empresa Casino Estoril, quando fez o despedimento colectivo tivesse razão, porque iria os trabalhadores processar a empresa, visto por outro lado, se a empresa tem tanta razão o porquê desta demora.

    A lei para os casinos devia ser assim: quando um casino despedisse trabalhadores alegando que obteve reduções nos lucros, esse casino era encerrado.
    Seria a única forma de se acabar com os despedimentos prepotentes, oportunistas e vergonhosos. O casino Estoril anunciou o despedimento de 113 funcionários. E teve a desfaçatez de justificar o despedimento colectivo com a substituição de efectivos por outsourcings, e por diminuição verificada em um ano, repito, apenas em um ano, ou seja, de 2008 para 2009, nos seus lucros avultados. E há quantos anos o Casino Estoril tem lucros? Há que lembrar esses exploradores do dinheiro, do vício e da desgraça alheia que a sua indústria é a única que recebe antecipadamente os pagamentos. O jogador paga antes de obter o serviço. As fábricas e outras empresas chegam a estar três, seis e doze meses à espera do pagamento e se o credor nunca pagar, naturalmente que irá à falência. Nos casinos o caso é bem diferente “queres serviço? paga antes!”.
    A infâmia da exploração reinante nos casinos deveria começar a ser posta na ordem. Já é tempo de os políticos corruptos e os cartéis do tráfico de influências, que receberam fortunas para licenciarem a abertura de casinos darem lugar a pessoas sérias. É por estas, e outras pequenas coisas, que o país está nos últimos lugares da União Europeia

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