Lugares frescos
Quinta da Regaleira (recebida por e-mail, fotografada pela gentil Cristina).
Quinta da Regaleira (recebida por e-mail, fotografada pela gentil Cristina).
O calor, as melgas, a chuva. A Trindade para este dia.
Como tive algumas dificuldades em encontrá-lo no site aqui fica a ligação: "Boletim Informativo com a Síntese da Execução Orçamental de Junho de 2006" da DGO.
Cachoeira!
Numa perspectiva racional, custa a perceber a reacção de Israel, ou melhor, os moldes desta à última provocação de que foi alvo. E até custa a perceber a um leigo, cá em Portugal, que seja desencadeada pelo governo do Kadima.
Por cá, especialistas afirmam que Israel caiu que nem um patinho no engodo montado pelo Hezbollah, Síria e Irão, reagindo da pior maneira possível e legitimando mais uma época de vitimização tão útil para a cativação de seguidores na região. Afinal, a reacção foi desproporcionada… Mas enquanto não especialista minimamente atento à história de Israel também não é fácil acatar esta tese que se funda sempre num pressuposto de ingenuidade do Estado Israelita. Estará Israel a perder qualidades na sua capacidade de gestão estratégica do conflito? Essa avaliação não se fará necessariamente no curto prazo, mas é a pergunta que se impõe aos nossos especialistas.
Tendo isto dito, porque raio me custa ainda mais passar pela destilaria que Joana Amaral Dias nos oferece hoje na última página do DN? A sua batalha parece ser uma questão de semântica, a de que chamemos terrorista ao Estado de Israel. Do alto da nossa condição de observadores não me custaria muito juntar-me à Joana e apontar o dedo. Objectivamente, aquela guerra há muito que é suja de parte a parte - ainda que esteja por identificar na história uma guerra que não tenha sido; enfim, detalhes. Parece ser uma questão de semântica dizia, mas fá-lo oferecendo de imediato duas castas de terroristas: a dos terroristas vítimas de colonialismo (conceito que estende ao estado Sírio e Iraniano, na qualidade de apoiantes dos mais fracos) e a dos terroristas impunes (o estado de Israel), resumindo a isto tudo o que nos deverá levar a definir a proximidade ou a distância entre as partes. Acho que é por isso que prefiro não beber da água-ardente da Joana. Passo!
Adenda: nos próximos textos retomarei as recomendações do anterior.
Adenda II: A ler, na mesma linha do que aqui escrevo (mas em melhor), o texto "Modos de Vida" de Luís Carmelo.
Adenda III: Bem como este "A Defesa não é legítima?" do Carlos Castro.
1. Blogar faz mal à saúde (pelo menos com este calor faz).
2. Se tem mesmo de ser, seja sintético e escreva obliquamente, por entre os raios ultra-violeta, à razão da sua latitude.
3. Palavras frescas, de preferência.
4. Termine com onomatopeias salpicantes.
Splash!
Cada um tem os seus; o que me dizem os meus clássicos modernos sobre… a felicidade:
A felicidade é como a gota de orvalho
numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
Excerto de "Felicidade" de Tom Jobim e Vinícius de Morais
Já tive aportunidade de ter alguns números da Adufe na mão. Graficamente, a revista é muito atraente. O Joaquim Baptista avisa-nos agora que saiu o número 9.
Se passar pelas terras de Idanha não perca a oportunidade de tactear a revista-boletim-cultural de um dos maiores concelhos do país. Entretanto, pode consultar a newsletter da Adufe em ficheiro pdf, disponível na página da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, aqui (ligação).
Hoje, lendo esta peça do Portugal Diário, "A OTA custa o dobro…", recordei mais uma vez algumas das perplexidades para as quais continuo sem resposta convincente por parte do actual governo. Em suma, Ota pode ser "uma fria" porque… É ler o artigo.
E a sugestão de leitura na imprensa nacional de hoje vai para as peças "Idanha-a-Nova pelo toque de um Adufe" e "Voltas perdidas num país de estradas incógnitas" publicada no suplemento "Boa Vida" de hoje no Diário de Notícias - ligação não disponível.
Texto de João Pedro Oliveira, fotografia de Rodrigo Cabrita.
Um tipo cinzento entrevistava outro tipo cinzento a ver se lhe haveria de dar emprego.
Numa última pergunta, quando tudo havia corrido o mais cinzento possível e não se adivinhava bom porto para as intenções do entrevistado, o entrevistador visivelmente enfadado atirou:
- Diz aqui [no currículo, na última linha] que gosta de ler. O que é que está a ler neste momento?
Surpresa! Os olhos brilharam, o entrevistador ajeitou-se melhor na cadeira e retomou a conversa com um "Ai sim, e então?". Nos minutos seguintes, sem que houvesse alteração no timbre monocórdico em que sempre decorrera a entrevista, falou-se cinzentamente do beijo. Contudo… Já não eram exactamente dois tipos cinzentos numa conversa enfadonha. O cinzentismo era agora esforçado em vez de mecânico.
Um dia depois o telefone tocou e o emprego foi oferecido. O sacana do entrevistado pediu mais dinheiro. Não estava escrito…
Em muito boa hora Neil Hannon se voltou a deixar inspirar pela musa da comédia. Aqui por casa está definitivamente encontrado o álbum deste Verão, o já aqui citado "Victory for The Comic Muse". Por escolher o single de eleição de entre as 11 faixas do álbum. I’ll be back to this subject…
Indicações Terapêuticas:
Particularmente recomendado para a depressão pós-mundial, para a depressão pré-volta-a-Portugal-em-bicicleta e ainda para os-desgraçados-que-só-irão-de-férias-lá-para-o-Outono-ou-quase.
Adenda: críticas ao álbum para todos os gostos aqui. No meio das críticas mais duras uma excelente sugestão: para quando um musical, Neil Hannon?
Compatriota!
Agora que já desceu o pano sobre mais um mundial de futebol vamos continuar a honrar a nossa pátria e a nossa bandeira. Julgo que a melhor forma de demonstrar o respeito pelo nosso símbolo mais amado será votar-lhe todo o carinho que merece. Assim, desafio-o a carinhosamente recolher a bandeira que colocou à janela para logo de seguida a pôr a lavar e, acto contínuo, enxugar. Verifique, sempre carinhosamente, se precisa de algum remendo, realizando-o se for caso disso e, de seguida, tendo presentes as instruções do material em que foi confeccionada, engome-a suavemente e guarde-a com todo o carinho numa gaveta nobre lá de casa. Não tardarão outras oportunidades para a exibir pública e orgulhosamente.
Desta vez, não faça como fez após o Euro, não deixe a sua bandeira, a nossa bandeira, a encardir-se e a esfarrapar-se sujeita aos elementos do tempo. Dê-lhe carinho, reserve-a para a sua função. Dignifique-a. Valorize o momento em que a desfraldará de novo.
Obrigado.