A guerra III
Ainda outra sugestão de leitura, desta feita fora da blogoesfera: "Israel e as vidas civis" por João Marques Almeida (Director do Instituto de Defesa Nacional) na página 3 do Diário Económico.
Ainda outra sugestão de leitura, desta feita fora da blogoesfera: "Israel e as vidas civis" por João Marques Almeida (Director do Instituto de Defesa Nacional) na página 3 do Diário Económico.
A propósito desta prosa do Paulo Pedroso, "Sem Líbano governável, Israel vive melhor?", algumas palavras:
A prática mostra que após cessar a ocupação Israelita do sul do Libano o Hezzbolah ganhou capacidade bélica. Pelo menos é que me parece ao saber dos ataques directo continuados a Israel mesmo perante uma resposta musculada de Israel. Não me recordo de este tipo de acção, sublinho o continuada, ser noticiada há vários anos. Provavelmente, terão melhorado as condições de apoio prestado pela Sìria e Irão. Ou seja, o Libano democrático não foi capaz de condicionar o Hezzbolah que me parece mais audaz do que nunca. Legitimou-se democraticamente conseguindo ver representantes seu eleitos no parlamento libanês, sem abdicar do seu programa para Israel - muito na linha do defendido pelo Irão.
Perante esta prática recente e até pelas razões ética aduzidas (fica "mal" a Israel invadir um estado democrático), se calhar Israel teria maior facilidade em controlar essa ameaça perante um estado falhado, entrando e saindo livremente do libano sempre que topasse um reforço do Hezbollah. No fundo, regressar um pouco ao passado do qual Israel se tentou livrar pela via pacífica.
Não sei se será exactamente assim, mas perante tanta "moral ocidental" que vê tamanha democracia no actual Libano, e perante a nova ameaça Iraniana e as suas afinidades com o Hezbollah, essa opção do caos poderá ser muito tentadora para Israel.
Uma eventual solução seria nós, a comunidade internacional, metermo-nos ao barulho assegurando no terreno que o hezbollah seria manietado de se estabelecer e lançar ataques a partir do sul do Libano, seja lançando rochets, bombas sujas ou raptando soldados Israelitas. Nesse cenário talvez Israel preferisse deixar o Libano entregue à sua frágil experiência democrática e aos cuidados da comunidade internacional. E, quem sabe, contribuir activamente para o sucesso do seu vizinho. Em suma, desconfio que Israel ficaria satisfeito se a ameaça desaparecesse. Mas alguém em Israel acredita na viabilidade, perenidade e eficácia dessa solução? O Paulo acredita?
É por isso que, enquanto pode, Israel segue à letra o início do Antigo Testamento. Não se pode dar sequer ao "luxo" do olho por olho, dente por dente.
Adenda: a ler "O adiamento do Estado Palestiniano" e "Diferenças Temporais" pelo Carlos Castro, no Tugir.
Estando de fora - e nós temos estado quase sempre de fora - há um bom pedaço de ingenuidade que permanece, que, só se deixarmos, perderemos, por camadas.
O que pode um ignorante, um ingénuo, sem sangrar, perante quem tem sempre outra ameaça e outro ódio escondido por detrás do seu olhar?
Lido no 4ª República (Pinho Cardão):
" Segundo o DN de ontem, a portaria 342/2006 (e não a 343/2006, como diz o jornal…) publicada no Diário da República de 10 de Abril declarou a cidade do Fundão uma reserva de caça, não escapando bairros habitacionais, o parque de campismo, o circuito de manutenção, a adega cooperativa e a zona industrial. E já lá estão as placas indicativas!…
Para o Presidente da Câmara, homem de boa vontade, a situação “parece ilegal …e coloca em causa a segurança das pessoas… (…)"
Assusta um bocadinho ler tamanha simplificação de um admirável cidadão. Era bom que tudo se pudesse resumir com propriedade em apenas duas linhas e meia. Mas não pode, e aquela frase do meio é até ofensiva, pelo menos para mim é.
Mal de nós.
O "Viseu, Senhora da Beira…" terá surgido em Dezembro de 2004 propondo-se:
"Do alto da Sé, á luz dos valores do herói lusitano, um olhar critico, independente e exigente sobre as terras e gentes da região de Viriato. Com as referências do passado, as preocupações do presente e a esperança no futuro, olha-se para esta encruzilhada de gentes e vontades beirãs nesta nova dimensão social da Grande Àrea Metropolitana de Viseu (GAMVIS)…"
Esclarecidas as intenções, sublinham-se as reticências com incremento diário, a cada novo post. Eu gostei.
Adenda: já me esquecia, há por lá a correr uma petição em prol do Combóio em Viseu. Talvez um dia a cidade do interior mais dinâmica na última década e meia volte a merecer um combóio moderno e concorrencial como já não tem, em bom rigor, há décadas. Reza assim:
"Viseu é a maior cidade da Europa continental que não é servida pelo caminho-de-ferro! Ligar Viseu à rede convencional e à Europa "deverá constituir um desígnio nacional nas políticas de obras públicas prioritárias nacionais, aproveitando-se o facto da região permanecer elegível para Fundos Europeus de Objectivo I, no próximo Quadro Comunitário de Apoio".
A linha do caminho-de-ferro representa para Viseu o investimento no futuro. Beneficiando a fixação de indústria, o desenvolvimento do comércio, o menor número de carros na estrada, um beneficio ambiental e social, uma ligação útil em Portugal e a mais fácil circulação de pessoas e bens com a Europa! O investimento é pequeno para os benefícios que acarreta. Vamos todos, sem excepção, lutar por esse direito. Viseu merece esta ligação!"
Adenda: os restantes textos que surgirão com este título serão arquivados na categoria Regional.
Acabei de ler esta notícia:
"O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros as novas leis orgânicas dos ministérios no âmbito do Programa de Reforma da Administração Central do Estado (PRACE). São eliminados 188 cargos de direcção superior."
A humilde sugestão que deixo aos jornalistas, nomeadamente a alguns que são nossos simpáticos v i z i n h o s s, era a de averiguarem quantos destes 188 cargos é que estão efectivamente ocupados hoje. Chamem-me desconfiado mas é que também eu começo a ficar farto de ter sempre o olhos irritados com tanta "poluição atmosférica". Sabendo-se a resposta, poderemos ler com toda a propriedade a relevância desta notícia. Sem sobrolhos levantados ou, em alternativa (dependendo da resposta), com alguma indignação.
Então até lá, anónimo Irreflexões. Foi um prazer.
Acabei de almoçar um belíssimo e suculento Bife da Vazia à Puaba.
Quem é o leitor mais perspicaz do Adufe? Em que consiste um Bife da Vazia à Puaba?
Aceitam-se respostas na caixa de comentários. Atrevam-se a descobrir…
Hoje sonhei que tinha apanhado o combóio na Estação do Oriente e que tinha ido de pouca-terra até Viseu.
Continuando a senda dos eventos culturais da raia, chegou ao e-mail a recomendação do João Melo, no artigo que se segue (do Diário XXI).
"Três centenas de tocadores de adufe vão actuar quarta-feira, 26, nas denominadas “Docas Secas”, em Castelo Branco. “A Toque de Adufe” é o título do espectáculo que reunirá no mesmo palco os executantes deste popular instrumento musical do concelho de Idanha-a-Nova.
Joaquim Morão, presidente da edilidade albicastrense, considera o mega-concerto um grande “acontecimento cultural”, que se relaciona com uma tradição da região, já que o adufe é tocado na maioria das terras beirãs. “Trazer a Castelo Branco, três centenas de adufeiras, entoando os seus cantares e tradições, será um espectáculo popular que ficará na memória dos albicastrenses”.
Por seu turno, o vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, acredita que o espectáculo musical “A Toque de Adufe” será presenciado por inúmeros adeptos deste instrumento, que certamente vão “encher o olho” com este grande acontecimento de raiz popular e cultural. Como recordou, Castelo Branco “também é uma terra com raízes adufeiras”.
Carlos Monteiro, maestro do concerto, anunciou que neste espectáculo estarão presentes todas as tradições populares do concelho de Idanha-a-Nova, como a apanha da azeitona, romaria da Senhora do Almurtão, canções de trabalho e de folgar, jogos tradicionais e representações musicais da Quaresma. No total, serão apresentadas 31 canções oferecidas pelos vários grupos de adufeiras existentes no município raiano e que vão ser entoadas pelos executantes em palco. (…)"
In Diário XXI
O que alguém está a fazer ao blogue de Pacheco Pereira é do piorzinho que se pode fazer a um blogger e a quem o lê. Resta-nos garantir que a brincadeira seja absolutamente inútil e, preferencialmente, punida.
Eu que já por lá não passava há bastante tempo fiquei com vontade de ler as prosas de JPP mais amiúde. É caso para dizer: o abrupto ainda há-de ser nosso outra vez.
À cerca do assunto veja-se a manchete no Portugal Diário.
Com muito prazer ajudo a divulgar esta iniciativa. Com muito prazer e com uma imensa pena de não poder dar lá um saltinho.
Caro Rui,
Por saber do espirito do Adufe, venho trazer ao conhecimento, com um pedido de divulgação se achar um projecto interessante, o programa do 1º Festival de Música Tradicional do Alto-Côa. De 27 a 30 de Julho no Sabugal.
Deixo desde já, o convite para partilhar connosco o magnifico ambiente do Sabugal nestes dias.
André Dias"Filho de peixe, sabe bailar"
http://rodobalho.blogspot.com
Quem por aqui passa há algum tempo saberá que o assunto referido no título é muito cá de casa (poupo-me a procurar os textos antigos existentes no adufe.pt). Assim sendo e tendo-me congratulado pela pequena revolução promovida pelo corrente Governo no sentido de oferecer (parte) a lei da República em suporte digital e gratuito, não posso deixar de promover, apoiar e parabenizar a iniciativa do Paulo Querido que vem ajudar a limpar as areia na engrenagem que continuam a chegar vindas da Imprensa Nacional Casa da Moeda. A não perder este "Diário da República - da Palavra à Acção", (e também a actualização sobre o tema) bem como a versão beta do motor de busca ao Diário da Republica que vai permitindo pesquisa universal e gratuita.
Houvesse quem tivesse vergonha na cara e sentido de profissionalismo (diria mesmo de Estado) e nada disto seria necessário, mas o problema das coutadas ainda é gritante na esfera pública. Aos poucos vai mudando, devagar, devagarinho, sempre pelo caminho mais difícil. Naturalmente, não se trata de um exclusivo da casa da moeda…