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Saúde

Nódulo

Todos estamos cheios deles mas a palavra do título é para alguns especial; lida como uma ameaça que tanto pode ter sido vencida no passado, enfrentada no presente ou latente para um dia no futuro.
Mas além dos fisiológicos há-os de outra natureza ainda que muitos deles também se qualifiquem como “orgânicos”.
Não sei se o que o Valdir Cardoso encontrou nesta época de Natal no Hospital de Santo António no Porto é um nódulo ou se já é mais do que isso mas a denúncia, o alerta para que se faça o diagnóstico pode revelar-se muito útil. Nunca se sabe quando teremos de enfrentar também este outro problema.
Em legítima defesa recuso a banalização destes casos e a sua menorização grosseira por via da qualquer psicose rapidamente atribuida a quem vê o “inevitável” sofrimento de um ente querido. Infelizmente algum conhecimento de causa levam-me-a a acreditar na sinceridade do Valdir e a aqui vos convidar a ler o seu texto.

Um excerto do texto do Valdir no seu Crítica Lusa.

Alguns relatos de como não se deve tratar pacientes. Isto aconteceu no Hospital Sto. António, serviço de cirurgia 1.
Caso nr 1
Depois da operação óbviamente a minha mãe levou soro, até o intestino voltar a funcionar devidamente.
Um enfermeiro espeta a agulha do soro no braço da minha mãe, que entretanto se queixa de a agulha lhe estar a doer.
Resposta do enfermeiro: “Isso é fita !! Não dói nada !!”
Resultado: No dia seguinte, o soro estava a sair pela agulha e a escorregar pelo braço, além de um forte hematoma que a minha mãe tinha no braço. A minha mãe chama o médico, que por sua vez, chama o enfermeiro que fez esta asneira, dá-lhe um raspanete dos antigos, em frente de todos.

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Mais um recadinho recebido ontem em jeito de prenda de Natal:

Na ESEC Rádio on line é possível ouvir uma colectânea de Outono que a Janela Indiscreta pediu ao autor do programa de rádio �ntima Fracção. Em breve, na mesma página estará uma �ntima Fracção (http://intima.blogspot.com ), que fará 20 anos em 8 de Abril próximo, e enquanto não regressa a uma antena.

Um presente de Francisco Amaral, cuja entrada é por aqui:


Prima o botão da direita do rato para fazer o download

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TSF – A explicação

Viva!
Já por cá ando de novo (pela Internet e por Lisboa).
Para já digo-vos que estou sensibilizado pelas simpáticas mensagens que encontrei na caixa de correio.
Além dos votos de boas festas e de outras mensagens que ainda só li na diagonal deixo desde já na integra uma justificação recebida da TSF sobre a bizarra ocorrência que relatei neste outro texto (e comentei na página da TSF) no passado dia 23 de Dezembro.
Com as linhas que transcrevo tudo fica explicado. Só fica bem à TSF e a quem por lá trabalha. AH! E a malta que ouve/lê agradece!

Olá, boa tarde.

Obrigada pela sua chamada de atenção para a falha que cometemos, unicamente «tolerável» pela compreensão do que é escrever a uma velocidade estonteante para conseguir acompanhar o ritmo noticioso diário e manter o site actualizado.

Pedimos desculpa pela nossa falha involuntária e aproveitamos para informar que uma vez que o erro já está corrigido, não faz sentido mantermos o comentário que chama a atenção para o mesmo, pelo que este foi retirado.

Obrigada pela sua preferência e votos de um Feliz Natal.

Manuela Caldeira
TSF Online
Tudo o que passa na TSF, fica na rede: www.tsf.pt

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Lá vou eu enfrentar os Pontos Negros como este:


Via: EN2, ligação entre N2 e IP3 em Fail
Distrito: Viseu

Tipo de situação: raio de curvatura ou inclinação da via desajustados

Neste local a N2 tem perfil de autoestrada com uma longa recta a descer. O problema é que termina abruptamente numa curva à esquerda com um ângulo superior a 90 graus e raio apertado, o que constitui a receita ideal para a promoção do acidente.

Informação da ACA-M

Agora é que é:
BOAS FESTAS!

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Política

9 euros (acrescentado)

Correcção, parece que afinal são cerca de 11 dólares americanos. Entretanto o Governo já descobriu os países das novas carruagens da União Europeia:

Bagão Félix frisou que existem pelo menos oito países da União Europeia em que o SMN é inferior ao de Portugal, sublinhando ainda que cerca de quatro por cento dos trabalhadores portugueses recebem a remuneração mínima, sobretudo em sectores ligados à agricultura.

Teremos então menos de 4% de pobres? Ou os desempregados também contam?

Se sim, já somos capazes de chegar aos…digamos 8%, para dar algum desconto pois nem todos serão pobres? Mais uns quantos reformados, para aí metade dos cerca de 2 milhões e meio que temos… Já somam mais 10% o que nos levaria a 18% da população?…
Bem, bem Rui, deixa-te lá de contas desonestas em cima do joelho (consequências de andares a ler muitos blogues “liberais seguramente”) e vai mas é gozar o Natal enquanto podes!

(Nota: convém lerem os textos anteriores para perceberem este arrazoado)
Boas Festas!

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Da TSF

Consultei esta notícia da TSF:

FRANÇA
Khatami pede fim de proibição de usar lenço islâmico na escola
O presidente iraniano, Mohammad Khatami, pediu esta terça-feira ao governo francês para que anule «a sua decisão errada» de proibir o uso do lenço islâmico nas escolas.

e aparece-me como Notícia Relacionada esta:

LÃ?BIA
Khadafi apela à renúncia de armas de destruição maciça
O líder líbio Muhammar Khadafi encorajou, esta segunda-feira, a Coreia do Norte, Irão e Síria a seguirem o seu exemplo, renunciando às armas de destruição maciça.

Desculpe-me lá mas não percebo senhor jornalista. O que é que o véu tem a ver com as armas? Ou será que confundiram Khadafi com Khatami?? Mal por mal, esperemos que sim!

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Mimos

10 Euros

O Salário Mínimo Nacional vai ser aumentado em cerca de 12 dolares norte americanos. Atendendo a que alguns milhares de milhões de seres humanos no planeta têm menos de 1 dolar por dia para viver, até que não é um aumento nada mau… É tudo uma questão de desigualdade, digo, de relatividade.

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Ciência e Tecnologia

Pobreza: Respondendo na diagonal… (Acrescentado)

Qualquer medida de pobreza relativa deve ser calibrada por medidas de pobreza absoluta (cesta básica alimentar, por exemplo), indicadores de privação ou, à falta destes, por outras medidas clássicas (índice de gini, indicadores FGT, etc) ou ainda por fasquias da própria medida relativa em questão (50%, 70% da mediana por exemplo, permitindo um melhor conhecimento da distribuição do rendimento e da sua assimetria) e/ou ainda por uma medida de pobreza subjectiva (“O seu agregado familiar faz face às despesas e encargos familiares mensais: com muito, alguma ou pouca dificuldade; Pouca, alguma, muita facilidade?”; “Você considera-se pobre?”).

Dito isto, acrescento que uma análise da evolução temporal também não é nada desprezável, assim como dados relativos à PERSISTÊNCIA da pobreza avaliando a evolução intergeracional no seio de um mesmo agregado familiar (qual era a situação dos avós, dos pais e agora dos filhos?).

Infelizmente, muitos destes dados estão ainda em falta neste país ou “sabiamente” escondido e desprezados em algumas gavetas.
aqui disse que se anda a fazer algum esforço na divulgação pública de indicadores mais complexos (e mesmo na recolha de mais informação) mas o processo arrasta-se pelo menos desde a presidência portuguesa da UE em 2000… Já vamos em 2003 e o processo continua muito embrionário.

Haja ou não má fé, este facto acaba por ser conveniente para quem não quer enfrentar factos que permitem análises bem mais sérias do que a possível com os simplistas indicadores disponíveis no Eurostat (60% da mediana do rendimento do agregado por adulto equivalente e pouco mais).
Tudo isto é conveniente para que se possam dizer no escuro algumas baboseiras como as deixadas por alguns comentaristas e explícitas no discurso provocador deste post do Jaquinzinhos.

Se objectivamente os 60% da mediana não nos provam que há pobres ou, por outras, não nos provam qual a severidade, intensidade e persistência da pobreza, também não nos provam que qualquer crescimento económico é melhor para todos. Por outro lado, a desigualdade agravada e reconhecida, supostamente provocada pelo crescimento económico é em si tanto mais grave quanto melhor for percepcionada pelos indivíduos não sendo de todo uma questão negligenciável devido a potenciais consequências perturbadoras dos próprios relacionamentos sociais.

Há já alguns dados que permitem (ver INE) uma análise mais completa do pobreza, mas ainda assim faz sentido que exijamos informação estatística multidimensional que nos permita uma discussão mais avisada.

Algumas sugestões de leitura estatística sobre pobreza disponível no INE:

Exclusão Social e Pobreza(s) em Portugal: uma primeira abordagem aos dados do Painel dos Agregados Familiares da União Europeia (1994 1997)

Análise da pobreza e da desigualdade em Portugal através da Regressão de Quantis

Evolução da Pobreza e da Desigualdade em Portugal no período 1995 a 1997

Rendimento, Desigualdade e Pobreza

Demographic, social and economic aspects of older persons in Portugal

Mulheres e Homens em Portugal nos Anos 90

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Portugal

Ex-libris

Abrantes no Natal Via ânimo encontrei a fotografia de uma bela vista que trouxe na memória da minha última viagem pelo combóio descendente (Castelo Branco a Lisboa).

À falta de um Castelo de Almourol bem iluminado consolei-me com o bonito véu com que cobriram a torre de comunicações da Cidade de Abrantes.

No Natal toda a luz se perdoa.

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Lisboa

Esta Lisboa que eu amo!

1. Acordei ao som do chilrear de melros e pardais.

2. Quando subia a Alameda passei por um vendedor de pão que andava de porta em porta distribuindo as carcaças que transporta no cesto da bicicleta que tem pendurado no guiador.

3. Estou a trabalhar a 100 metros da Avenida da República e acabei de ouvir passar um amola-tesouras.

4. Falam-me de uma Lisboa escondida que ainda existe… Qual quê! Ela passa bem diante dos nossos olhos!

5. Infelizmente não dou mais uma hora até termos um belo smog no horizonte.

Você tem a certeza que não podia ter deixado o seu automóvel estacionado à porta de casa?