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Política

Os falsos profetas

Serenamente o Causa Liberal deu réplica a este meu texto com a seguinte nota que intitulou: o liberalismo não é uma teoria de gestão

Deixo aqui a sua nota (em itálico) e acrescento dois breves comentários meus no final:

O liberalismo não “despede” (nem contrata) ninguém.
Convém notar que o liberalismo não é uma teoria de gestão nem estabelece de que forma (“autoritária”, “mecaninicista” ou qualquer outra) devem ser geridas as empresas e restantes organizações. Essa é, aliás, uma das mais importantes características de uma ordem liberal (ou “espontânea”, seguindo a terminologia de Hayek), por contraposição ao planeamento centralizado. O liberalismo determina apenas que todas essas empresas e organizações devem estar sujeitas à mesmas regras, não sendo beneficiadas nem prejudicadas por intervenções governamentais, de modo a que, precisamente, os modelos que se revelem mais vantajosos para as partes envolvidas possam prevalecer.

1. Caro Causa Liberal (André Azevedo Alves) desde já lhe digo que lendo as suas palavras (e sublinho que me refiro exclusivamente a estas) não me provocam nenhum transtorno nas entranhas, por outras, não tenho este seu liberalismo como inquestionavelmente nefasto, digo-lhe até que estas suas palavras se enquadram naquela “inspiração liberal pura” que a palavras tantas referi no meu texto. Não sendo um liberal de todos os costados pois defendo algumas intervenções do Estados em áreas que desconfio ache que este não deveria meter o bedelho, reconheço que são mais os falsos profetas do liberalismo que critico (tenho em mente de alguns bloggers “liberaisâ€? que por aqui andam, assim como, uma certa direita que chega ao poder e de caminho consegue denegrir a democracia-cristã, o liberalismo, a social democracia e os mais simples princípios de boa fé…). À parte: para quando um partido liberal depurado por estas bandas? Faz cá muita falta, bem mais do que o nosso pobre Manuel Monteiro.

2. Uma vez que já me dediquei no decurso de afazeres profissionais a algum estudo mais aprofundado sobre a medição da pobreza ( o pretexto que nos trouxe aqui a estas palavras) tentarei nas próximas semanas discorrer um pouco sobre conceitos como pobreza relativa, absoluta, subjectiva, segundo as condições de vida, bem como, os (alguns) problemas envolvidos nessa árdua e muitas vezes armadilhada e/ou indesejada tarefa.
Bom ano!