Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Portugal’

Uma Cerdeira é uma Cerejeira

Maio 08, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia, Portugal, Saúde 1 Comment →

E porque as ditas são muito cá de casa,
E porque a Estrela e a Gardunha são para mim desejadas linhas do horizonte,
E porque o João me deu uma dica,
aqui fica:


“Os Caminheiros da Gardunha e o Teatro Clube de Alpedrinha, integrado na Festa da Cereja – 08, organizam no dia 18 de Maio de 2008 a caminhada “NA ROTA DO CARDEAL DE ALPEDRINHA”.”

E elas já andam por aí. Para já em torno do 5€ o quilo mas com promessa de doces prazeres um pouco mais em conta a cada dia que passa. Com cumprimentos do Fundão.

Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes

Fevereiro 19, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal No Comments →

Aqui: Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes.

A ironia de precisar de uma ambulância

Janeiro 26, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Portugal, Saúde, Video 2 Comments →

Conheça um pouco do seu país. Depois avalie o mal que pode fazer a ignorância e a tentação de importar o que há lá fora sem pensar meia duzia de segundos.
Calem-se os dramaturgos. Portugal em três actos (via A Origem das Espécies):
Primeiro acto:



Segundo acto:


O terceiro acto está simbolizado aqui.
Para a Sic, chapeau!
Do epílogo saberemos quando o destino nos bater à porta.

Uma ponte para a outra margem

Janeiro 13, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal 2 Comments →

Uma ponte ferro-rodoviária entre Chelas e o Barreiro é um custo desnecessário causado pelo facto de irmos ter um Aeroporto na Margem Sul?!
Só quem não vê o país que temos e não conhece minimamente a área metropolitana de Lisboa é que pode vir com estas contas. Para mim, essa ponte é tão ou mais urgente quanto o Aeroporto. Será possível que com esta ponte Lisboa e Setúbal fiquem a menos de 30 minutos de distância? Será que com esta ponte virá a nascer uma nova linha ferroviária suburbana que servirá de alternativa real ao automóvel e ao navio para quem vive a montante do Seixal? Será que o TGV não ia atravesar o Tejo nalgum ponto? Será que com essa ponte para chegar ao Barreiro/Moita (que fica a menos de 10 km do centro de Lisboa em linha recta) deixará de ser necessário fazer a circunvalação a metade da margem sul percorrendo de 30 a 50 quilómetros dependendo da ponte escolhida?
Lisboa não tem pontes a mais. Menos tempo de viagem é menos poluição, é maior eficiência e consequentemente mais riqueza e mais conforto. O aeroporto é apenas mais um contributo para justificar as vantagens de uma ponte que é há muito indispensável e desejável. Uma ponte que deveria ter sido uma prioridade face à Vasco da Gama, digo eu. E para fechar, boa poesia portuguesa.

“O Português” entra para a lista de espécies em vias de extinção

Janeiro 11, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Portugal, Saúde, Sociedade 1 Comment →

BebéComo habitualmente o Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães divulga no início do ano o número de testes do pezinho realizados no ano anterior aproximando com um rigor de quase 100% o número oficial de nascimento que o INE estima e divulga no inicio de 2º trimestre. Segundo dados deste ano terão nascido em 2007 menos 3000 bebés que em 2006, fixando o número em cerca de 102 000 crianças, o número mais baixo de sempre sendo que a queda parece estar a acelerar e não a abrandar.
Parece que isto não vai lá por decreto, nem com encerramentos generalizados de escolas, nem com encerramentos generalizados de serviços públicos no país semi-despovoado, nem com os 2% de crescimento do PIB ao ano, nem com abonos pré-natais visíveis à lupa.
Sermos menos é um problema no sentido em que é uma mudança para o desconhecido. E leva a perguntas peregrinas como:
- Quem é que vai comprar essas casa todas que estão à venda?
- Se interior está largamente abandonado por falta de gente, vamos também ter matagais a florescer nos subúrbios e centros mais mal planeados?
- E quem é que vai mudar-me a fralda quando eu chegar aos 80 anos?
- Para quando a eutanásia?

Definição de custo de oportunidade (actualizado)

Setembro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal 2 Comments →

"Durante décadas, os agricultores da Cova de Beira reclamaram o regadio. Quando o regadio foi, e bem, uma realidade, os agricultores da Cova da Beira estavam na terceira idade e os filhos destes tinham migrado para as cidades, deixando os campos sem gente e sem ambição. (…)"

Jorge Seguro Sanches a propósito das medidas recentes de benefício fiscal a pequenas e médias empresas sedeadas no interior do país.

O problema do custo de oportunidade, do atraso de décadas do regadio (já concluído) e do emparcelamento (ainda empastelado em uma parte da Cova da Beira por culpa do Estado e de "velhos senhores" das terras) está no efeito de histerese (abuso da expressão um pouco admito): hoje, 2007, eu,  filho de filhos de agricultores, ainda plenamente activo, como me convencerei a migrar "de regresso" ou sequer a investir por lá?

Os presentes incentivos trarão outros?

Não é retórica, é pergunta genuína que me vou fazendo por estes dias. 

As bizarras políticas agrícolas comunitárias, os jogos de cintura em torno dos subsídios sempre erráticos, o desinvestimento infraestrutural (e não falo das estradas) que se vem acumulando em prol da eficiência fiscal, a fragilidade das organizações de agricultores existentes, a quase ausência de vantagens comparativas face a qualquer outro comum mortal (o conhecimento agrícola e local (do terreno) perdeu-se ou está em vias disso) constituem um histórico de peso que dificilmente se combate.

O que vejo na Benquerença, particularmente, é o mercado a funcionar de um forma inusitada (mas que vem nos manuais): um especulador compra terras a esmo a quem está incapaz de lhe retirar sustento ou sequer de lhe reconhecer o real valor económico. Aos poucos, à sua maneira vai emparcelando serras e vale, substituindo-se ao Estado. Enriquecerá (enriqueceu) mas, talvez, quem sabe, venha no futuro a ser parte da solução. Ainda que a "massa crítica" de empresários produtivos provavelmente venha do país vizinho.

Agradecem-se os benefícios fiscais mas a angústia não desaparecerá assim. E em jeito de recomendação para o governo, mais que para o deputado, o sublinhado de que há ainda muito para cumprir, que este seja um bom tónico e não  um alívio de consciência. 

Uma coisa é certa, por pouco que se faça, muito se notará, principalmente nos mais pobres e despovoados concelhos do país. E esta sina é também um incentivo que me leva a continuar a recusar a retórica quando pergunto: e tu,  filho de filhos de agricultores, ainda plenamente activo, como te convencerás a migrar "de regresso" ou sequer a investir por lá?

Adenda: a ler (e deixando uma boa pergunta no final) o artigo de Helena Garrido "Benefícios fiscais no interior"

Sobre Eduardo Prado Coelho:

Agosto 27, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Portugal No Comments →

"EPC" no Still Kissin' (João Morgado Fernandes)

"Quando apareceu…" no A Natureza do Mal (Luís Januário + comentários)

"Eduardo Prado Coelho, 1944-2007" no A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)

LAT - Living Apart Together em Portugal?

Agosto 13, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Portugal, Sociedade 4 Comments →

Foi há cerca de seis anos que ouvi a expressão pela primeira vez num congresso sobre demografia. Orava uma representante holandesa. Uma breve pesquisa na Internet deu para confirmar que o conceito caminha para a institucionalização e que vai fazendo escola pelo mundo ocidental.

O que é exactamente LAT?  Sugiro uma mini-reportagem levezinha da ABC News de Maio de 2006 para se perceber o conceito.

"Laurie Winter and Marvin Frank have a great family life, and they have been a couple for almost nine years.

They go to barbecues, out for fancy dinners, and sailing with Winter's kids. One thing they don't do is live together.

"I have my stuff. He has his stuff," Winter said. "We can maintain our independence."

Like Woody Allen and Mia Farrow — who once famously lived across Central Park from one another — marriage and living under one roof are just not the way Winter and Frank define their partnership.

Last year, a survey-based British study conducted by the Family Demography Unit at the Department of Social Policy at Oxford University estimated that 1 million couples in Great Britain were currently in similar relationships.

The National Marriage Project at Rutgers University found that these relationships, called "living apart together" or L.A.T. relationships, were on the rise in the United States as well.

"I like being in relationships, but I wasn't in any rush to get married," said Winter, who is divorced and has two daughters, Jennifer, 20, and Allison, 14.

 

Independent Lives

Winter said her relationship with Frank worked for her because she valued her independence. She also said that she believed their relationship was revitalized when they got back together after a few nights apart.

"It's like a first date every time," she said.

At the same time, Frank and Winter have the stability of a long-term relationship.

"Our relationship is all the same things as a married couple would have, but without being married," Frank said.

The couple met on a blind date. For Winter, the question of marriage came up quickly.

"He had never been married, and he said, 'I don't ever really want to be married,' and I said, 'Well, you know, that's fine with me, because I don't plan to, either,'" she said.

Frank also wanted to keep his bachelor's pad and not live full time in the suburbs.

"I didn't want to give up my city lifestyle," said Frank, a private investor."

Haverá muitos Living Apart Together nesta nesga de terra debroada pelo oceano?

Teu, Miguel Torga (actualizado)

Agosto 12, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Política, Portugal, Sociedade 1 Comment →

Prefácio à segunda edição de Novos Contos da Montanha (1944). 

S. Martinho de Anta, Setembro de 1945.

Querido leitor:

Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste livro. Vim ver a sepultura do Alma Grande e percorrer a via sacra da Mariana. Encontrei tudo como deixei o ano passado, quando da primeira edição destas aventuras.. Apenas vi mais fome, mais ignorância e mais desespero. Corre por estes montes um vento desolador de miséria que não deixa florir as urzes nem pastar os rebanhos.
O social juntou-se ao natural, e a lei anda de mãos dadas com o suão a acabar de secar os olhos e as fontes. Crestados e encarquilhados, os rostos dos velhos parecem pergaminhos milenários onde uma pena cruel traçou fundas e trágicas legendas. Na cara lisa dos novos pouca mais esperança há. Ora eu sou escritos, como sabes. Poeta, prosador, é na letra redonda que têm descanso as minhas angústias. Mas nem tudo se imprime. Ao lado do soneto ou do romance que a máquina estampa, fica na alma do artista a sua condição de homem gregário. E foi por isso que fiz aqui uma promessa que te transmito:
Que estava certo de que tu, habitante dos nateiros da planície, terias em breve compreensão e amor pela sorte áspera destes teus irmãos. Que um dia virias ao encontro da aridez e da tristeza contidas nas suas fragas, não como leitor do pitoresco ou do estranho, mas como sensível criatura tocada pela magia da arte e chamada pelos imperativos da vida.
Prometi isso porque me senti humilhado com tanto surro e com tanta lazeira, e envergonhado de representar o ingrato papel de cronista de um mundo que nem me pode ler. Tomei o compromisso em teu nome, o que quer dizer em nome da própria consciência colectiva. Na tua ideia, o que escrevo, como por exemplo estas histórias, é para te regalar, e se possível comover. Mas quero que saibas que ousei partir desse regalo e dessa comoção para te responsabilizar na salvação da casa que, por arder, te deslumbra os sentidos.

Teu

Miguel Torga

Mais Miguel Torga no Adufe aqui

Quantos somos?

Agosto 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE, Portugal No Comments →

" (…) O acréscimo populacional foi de 29 503 indivíduos relativamente a 2005, o que reflecte uma taxa de variação de 0,28%, valor inferior ao do ano anterior (0,38%), traduzindo um novo abrandamento no crescimento da população. Para este acréscimo populacional contribuiu um saldo natural de 3 403, que se traduz numa taxa de crescimento natural de 0,03% (0,02% em 2005), e, um saldo migratório de 26 100 indivíduos, representando uma taxa de crescimento migratório de 0,25% (0,36% em 2005). (…)

A taxa de mortalidade infantil (óbitos de crianças com menos de 1 ano de idade por 1 000 nados vivos) atingiu 3,3‰ em 2006. Trata-se do valor mais baixo registado em Portugal. Em consequência também desta redução, a esperança de vida à nascença atingiu 78,5 anos, face aos 78,2 em 2005. (…)

in INE, Estimativas da População Residente de 2006(destaque). 

O texto integral com detalhe até ao concelho encontra-se aqui (Análise e metodologias) e aqui: (quadros estatísticos - xls e CSV). 

Serviço Público: hino português, versão portuguesa

Julho 26, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal No Comments →

É verdade que há… deixa cá ver… isso, há 4 anos e três dias (aqui "Um selo singular (act.)") se publicou no Adufe informação útil sobre o assunto, mas nunca será de mais reforçar o antidoto para gaffes bizaras. Segue a estrofe que interessa:

"A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"

O Trebilhadouro e todos os trebilhistas estão em festa!

Julho 19, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Portugal, Viagens No Comments →

Mais que não fosse por ter um daqueles nomes que faz cócegas, é inevitável aceitar o desafio que recebi por e-mail e dar notícia do festival a realizar nos dias 28, 29 e 30 de Julho na Aldeia do Trebilhadouro no distrito de Aveiro, concelho de Vale de Cambra.

(Já aprendi um pouco de geografia hoje).

Pobreza: onde nem sempre dois mais dois são igual a quatro

Maio 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal No Comments →

A ler: "Os dogmas da esquerda: a intitucionalização da pobreza" no Jumento.

Allgarve: uma ideia que não perde o carácter estapafúrdio

Maio 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal No Comments →

Não deixa de ser irónico que o Google vá sugerindo teimosamente publicidade ao Allgarve, no Adufe.

Coisas de robot. Uma prova de isenção cá da casa (faz de conta).

“A localização do Aeroporto é indiferente, é preciso é que se faça” (act.)

Março 27, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal No Comments →

Sobre esta nova corrente de pensamento recomendo a leitura do que escreveu o Carlos Castro no Tugir. É claro que esta "corrente de pensamento" se calhar explica a decisão do governo e permite "compreender" como é que algumas das questões chave são deixadas em lume brando - mormente a até ao momento incontestada (?) impossibilidade de ampliação do aeroporto a médio prazo. Fica aqui um eco quase integral (com a devida vénia) mas que não dispensa a visualização do post do Carlos (vão por mim…):

"(…) O local é indiferente? Como se projecta um país não atendendo às potencialidades? Ou será que estamos isolados na península?
Pelo pouco que vi ontem do programa da RTP, foi possível perceber que a aposta deve ser na cidade aeroportuária (termo que deve começar a ser usado com frequência nos próximos tempos), condição que a Ota não reúne.
Se contarmos com um aeroporto que também possa servir as gentes da Extremadura (espanhola - meio milhão de pessoas), melhor para o nosso país. E, o TGV para Madrid pode, afinal, não nos deixar numa posição tão periférica, como nos deixa o actual traçado, se conjugarmos o TGV com a localização do novo aeroporto na Ota.
A opção é clara: ou um aeroporto com dimensão internacional, e a nossa posição geográfica é ideal no contexto europeu/transatlântico em relação a Madrid, ou passamos a ser uma extensão de Barajas. Se não queremos a segunda, a Ota deve ser rejeitada.
(…)
"



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