Quando visitámos a Senhora da Hora [MEP] deparámos com a campanha eleitoral autárquica do PS. Um pouco depois, já no passeio marítimo, perto da Rotunda da Anémona, ainda em Matosinhos, demos com Narciso Miranda, também em Campanha eleitoral para as autárquicas.
Simpaticamente dirigiu-se a Laurinda Alves desejando-lhe felicidades, apostando no sucesso dos movimentos de cidadãos e desejando-lhe que fosse eleita.
O repórter estava lá e tirou o boneco. Esta foi um dos primeiros instantâneos de campanha inesperados que seguramente se repetirão nos próximos 13 dias. O corpinho está moído mas o contacto humano é, de facto, inestimável para quem quer fazer política. É mesmo preciso passar por ele para perceber o seu valor. Vai bem além do beijinho ou aperto de mão de circunstância. E não se faz só de sorrisos e de ouvidos moucos quando o discurso não interessa ou é ofensivo. Muitas vezes, quase sempre, passa precisamente por querer ouvir quem está literalmente desesperado e revoltado com a democracia.
A saudade de Salazar, a quantidade de vezes que ouvi a gente do povo a recusar material de campanha invocando que não sabe ler e o excesso de zelo dos seguranças da Metro do Porto a impedir a distribuição de material de campanha nos cais, foram alguns dos traços mais marcantes dos primeiros dias. Outros passaram pelo voluntarismo com que alguns se nos dirigiram a dar apoio oferecendo mobilização. Tudo isto é importante tudo isto merece reflexão e, acima de tudo, acção positiva.
Há imensas peripécias numa campanha que nunca chegam a ser notícia e, provavelmente nem o mereceriam. Há outras que ocorrem ainda antes da campanha se iniciar, nos seus preparativos, que justificam pelo menos um sinal, um dar nota. Refiro-me a uma espécie de praxe que alguns governos civis e câmaras municipais dedicam aos partidos novatos como o MEP.
Passo a explicar: amanhã às 12 horas o MEP inicia uma volta a Portugal que terminará no próximo dia 5 de Junho. Serão mais de 3500 km de estrada percorridos num autocarro com um impressionante cartaz do MEP e da Laurinda Alves como pdem ver na maquete acima. Ora no decurso da campanha pretendemos estacionar em cerca de 60 locais diferentes um pouco por todo o país, tipicamente por períodos de uma hora, uma hora e meia. Para o efeito comunicamos antecipadamente com as autoridades. Algumas resolveram pôr à prova os nossos conhecimentos da lei da República, recusando o estacionamento de curta duração em praças e ruas onde frequentemente se realizam manifestações populares, espectáculos, enfim, se vive a vida e a nossa democracia. Em regra, a demonstração de conhecimento da lei e uma ameaça de queixa à Comissão Nacional de Eleições produzem milagres mas fica o registo desta praxe que, como tantas outras que se realizam neste país, são inteiramente dispensáveis. (mais…)
Dos Urais às Montanhas Rochosas, Vasco Granja levou-me a uma imensa diversidade cultural por via da animação. Lembra aqueles professores que muitos num primeiro momento estranhavam. O certo é que havia uma riqueza intrínseca na diversidade cultural que apresentava. A parte que me faltava para perceber a ecologia (eu mocinho que me apaixonava mais pela silhueta das serras que pelos corrimões das escadarias nos pequenos arranha-céus portugueses) julgo ter vindo de algumas das peças de animação que apresentava.
Partiu hoje aos 83 anos, talvez assobiando a pantera cor-de-rosa com um urso de plasticina checoeslovaco ao ombro.
Estivemos recentemente em Beja, mas neste fim-de-semana em que Beja teve os seus 15 minutos anuais de fama com a Ovibeja, fomos para paragens menos óbvias com resultados motivadores.
A Ovibeja e a Feira do Queijo da Soalheira
Passou um fim-de-semana prolongado em que todos os candidatos às eleições para o Parlamento Europeu rumaram à Ovibeja, ao encontro dos agricultores.
Todos? Nem por isso. A campanha do MEP levou Laurinda Alves a visitar Portalegre e Castelo Branco, visitas que terminaram, quase por coincidência, na Feira do Queijo da Soalheira, no Fundão, sob o tema da Agricultura. Foi aí que encontrámos Maria Palmira Gonçalves, presidente da Associação Regional de Agricultores Biológicos da Beira Interior, uma senhora que sabe quase tudo sobre agricultura e a quem muitos, na Europa, têm agradecido a ajuda.
É caso para dizer que no dia em que todos procuraram a agricultura, a agricultura procurou Laurinda Alves. Mais uma ironia desta campanha às europeias…
Dedicar parte do dia 25 de Abril numa acção de campanha de apresentação do mais novo partido da democracia portuguesa afigura-se-me como uma das mais nobres formas de celebrar e garantir Abril. Não porque sim mas porque é preciso.
Acabei de testar o Eu Profiler um observatório que, com base na resposta a 30 perguntas, nos desafia a descobrir o posicionamento de cada um no panorama político das Eleições Europeias e Legislativas de 2009. Tanto quando pude verificar todos os partidos portugueses estão representados, o que significa que todos remeteram para os serviços do observatório as respectivas respostas de referência.
Tenho dúvidas sobre a forma como as ponderações dos temas (para a qual o “eleitor” contribui) se reflectem nos resultados pelo que mais que não fosse por isso sobra sempre alguma margem de incerteza e de erro neste tipo de iniciativas. Respondidas as perguntas “descobri” que o partido de que estou mais próximo é um tal de Movimento Esperança Portugal
Estou ligeiramente mais à esquerda que o MEP no eixo socio-económico e ao mesmo nível quanto ao eixo pró-integração.
Eis o grau de semelhança face aos três partidos de que estou mais próximo:
ADENDA: Mas há por ali algo estranho ou de difícil interpretação. Ponderei com mais rigor as minhas respostas, removi a ponderação quanto à probabilidade de voto, mantive a ponderação quanto ao peso das questões, refiz o teste e deu-me em termos de proximidade:
1º MEP com 74,2% ( que subiria para 85,0% se não tivesse ponderado as respostas);
2º PH com 70,8%
3º PS com 59,2%
4º BE 49,1%
Contudo, no botão “Analise o partido que lhe é mais próximo” surge-me o PS. Como interpretar esta discrepância?
(Para já) Como se fossem anónimos, eis alguns apontamentos da inauguração, ontem, da sede nacional do MEP.
(Em breve tentarei colocar aqui as palavras dos autores das instalações que se apresentaram na sede do MEP e os respectivos nomes)
A sede encheu para a grande abertura. Encheu-se de gente, de arte, de animação e de vontade de fazer política e de servir o país.
É vossa: Travessa das Pedras Negras nº 1, R/C.
P.S.: Sabe qual é uma das boas formas de evitar que um partido caia nas mãos dos “interesses”, é ajudar a forma-lo, é cada um contribuir com um pouco para que seja de todos e não “deles”. Hoje comprei uma cadeira com rodas para equipar a sede do MEP. Se quiser ajudar é passar por aqui, ainda deixámos umas peças por comprar a pensar especialmente em si
Da mensagem de ano novo do MEP, destaco estas palavras:
“(…) Os tempos de crise têm também vantagens. Uma das maiores é ajudar-nos a repensar a sensatez das opções anteriormente tomadas. Ao rever as raízes desta crise vemos que a ausência de princípios e de respeito pela sustentabilidade geraram uma situação muito grave. As ficções dos mercados financeiros que se esvaíram em nada, o império do “já” e a cultura do instantâneo, o sobre-endividamento das famílias ou o desgaste dos recursos naturais, devem fazer-nos pensar. Com a política da esperança, afirmamos que a melhor forma de defender os nossos interesses é respeitando princípios. Só teremos o futuro que formos capazes de construir. Há que lançar mãos à obra de dar sustentabilidade ao nosso amanhã.”
Se quiser conhecer melhor o MEP ou participar mais activamente, passe por aqui e invista uns instantes da sua curiosidade.
Hoje, dia em que o MEP apresentou a lista às eleições europeias, as primeiras em que participará, estas são algumas das palavras incontornáveis para quem assumiu a responsabilidade de representar o MEP e, acto continuo, propor-se para representar os portugueses num dos órgãos políticos que constituem o nosso aparelho democrático: ansiedade, determinação, responsabilidade, humildade e ânimo.
Com o indispensável sentido de dever que mobilizou gente comum a formar um partido, assim se darão os próximos passos. Estes na inspiradora companhia de Laurinda Alves, a cabeça de Lista do MEP às Europeias. Com a nossa determinação e empenho e com o contributo de todos os que, da forma que acharem mais razoável, nos vierem a apoiar, tentaremos dar corpo à vontade: oferecer uma melhor alternativa política ao país pois melhor é possível e indispensável.
Declarada a independência e aclamado novo rei (D. João IV) ali para as bandas da praça dos Restauradores (da independência), em Lisboa, faz hoje 368 anos, seguir-se-iam 28 anos de batalhas intermitentes com Espanha, até que, em 1668 (13 de Fevereiro), após uma sucessão de batalhas vitoriosas nos anos anteriores, se encerrava a questão com o Reino de Espanha a renunciar à coroa portuguesa.
Isto de acabar uma parceria de tal modo que os intervenientes ainda ficam mais amigos do que eram no início, não é nada comum na blogo-esfera. Devemos ser aves raras amigos Colaço. “Pior” que isso! Ainda ameaçamos de quando em vez ir assomar ao postigo do outro, do lado de dentro da porta.
Já faltava a Ânimo para se prepararem os licore… perdão os 30 anos de festa.
Vamo-nos lendo por aqui e ali. Até já.
* Pela Benquerença acamaram-se bolotas no Cabeço do Rodeio. Que sombra dará a árvore quando a minha filha tiver o dobro da minha idade?
E se de repente o desafio fosse mesmo este, saltar para cima da uma cadeira, ver as coisas de outra perspectiva e, claro, pôr todo o mundo a mexer patrocinado pelo melhor que há em cada um.
Tinha piada mas o que está a dar é mesmo imitar os três estarolas do boneco ali de cima. E contudo, nada se resolverá com lamurias, nem lamentando as crises que vêm de fora, nem chorando aquilo que poderemos perder. Esse será apenas mais um passo para que tudo esteja perdido. Ao invés, que tal começar a acreditar que há um rumo por onde caminhar até chegarmos a bom porto?
Notem que as epopeias não são feitas pelos poetas, o que eles cantam teve protagonistas reais que sonharam e foram à luta. Foi assim ontem, como quer que seja amanhã?