Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Lisboa’

Parquímetro e engarrafamentos: as melhores portagens do mundo

Abril 08, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa 3 Comments →

Engarrafamento(…) Mas gostava de tocar ainda num ponto fundamental. Se é caro e desgastante usar o carro, por exemplo para quem vem de Sintra, e se o utente é racional, o que se pode fazer? A menos que se pense em aumentar a capacidade de resposta do comboio - que na hora de ponta tem já muito pouca folga para acomodar mais utilizadores - a solução passa por promover, ou a relocalização dos empregos para junto das aglomerados urbanos, e/ou promover a relocalização das pessoas para perto do seu local de trabalho. Não há volta a dar. Se não se for por aí podem vir milhares de esquemas de portagem, podem vir mais e novas estradas, podem gastar o que não temos a fazer mais e mais linhas de comboio, podem apregoar aos sete ventos a necessidade de proteger o ambiente que o resultado será o mesmo: as pessoas continuarão a ter de se deslocar de forma pouco eficiente e extremamente dispendiosa. E notem que as casas devolutas já existem hoje, não surgirão amanhã caso as pessoas regressem à cidade; apenas estarão em sítios diferentes.
E aqui, no centro de Lisboa (que não na periferia) os transportes públicos ainda se pautam por andar quase sempre às moscas, a Carris então… (…)”

in Economia & Finanças

Vende-se!

Fevereiro 19, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 3 Comments →

Praça do Município, Lisboa

Praça do Município, em Lisboa.

Tribunal de Contas recusou o empréstimo pedido pela CML, advogando que esta está em situação de desequilíbrio estrutural… financeiro, desequilíbrio financeiro estrutural. Isso.

O inimigo no terrível dia 18 de Fevereiro de 2008

Fevereiro 18, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Mimos 2 Comments →

Tempestade / Chuva e coriscosO inimigo insinuou-se com umas gotas no início do Domingo. Converteu-se depois numa chuva relaxante e intensa pouco dada a intimidades com grandes ventanias. Com o cair da noite o inimigo revelou então a sua carta de intenções. Aliou-se ao tenebroso trovão e massacrou com intensidade inesperada todos os pontos estratégicos da capital.
Em poucas horas a cidade e arredores ficaram de rastos:
- linha do norte cortada;
- autoestrada do norte cortada;
- autoestrada do oeste cortada;
- marginal de Cascais cortada;
- metade da cidade de Lisboa com abastecimento de gás limitado;
- vários concelhos limítrofes sem fornecimento de electricidade;
- parte da cidade sem abastecimento de água;
- circulação do metropolitano com limitações;
- circulação ferroviária com graves perturbações;
- andar de automóvel no seio da cidade é bom para a actividade dos reboques;
- no resto do país felizmente é quase só paisagem.

A todo o momento estamos à espera de ficar sem electricidade. A trovoada aproxima-se. O inimigo não continua implacável.

Metropolitano de Lisboa: Alameda => Saldanha => São Sebastião da Pedreira

Dezembro 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa No Comments →

É a ligação que se segue que aumentará em eficiênca toda a rede do metropolitano: a linha vermelha ligará a linha amarela à azul. O Marquês de Pombal ficará mais desafogado e o tempo de viagem de muita gente será encurtado. A Carris, se tudo correr bem, perderá mais uns quantos passageiros em benefício do metropolitano. Circular em Lisboa por transportes públicos acabará por ficar mais barato.
Infelizmente também esta obra acumula atrasos. Neste momento, segundo estimativa disponibilizada pelo metropolitano a inauguração prevê-se para… Parece que não encontro a estimativa.
Por falar em Carris, com a abertura de novas estações as carreiras redundantes com o Metro são extintas ou reduzidas. No caso concreto do eixo Terreiro do Paço - Marquês de Pombal duvido que o metropolitanoa consiga dar vazão às enchentes em hora de ponta, particularmente quando a linha de Sintra voltar a ter o seu término no Rossio. Será apenas uma questão do comodidade ou poderemos ter mesmo uma lotação absoluta da capacidade? Haja flexibilidade para ajustar as soluções às exigências.

Lisboa e arredores: um problema fora do alcance das capacidades camarárias (Act.)

Novembro 15, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa 3 Comments →

Eu sei que com tantos desmandos, desvarios, irresponsabilidades e incompetências ao longo dos últimos anos, a Câmara de Lisboa está perto da falência, contudo, permitam-me sublinhar uma parte dos efeitos nefastos da tentativa de saneamento por via fiscal.
Surge hoje a notícia que o a Câmara de Lisboa vai encostar todas as taxas e impostos que controla ao limite máximo permitido por lei (faltará saber o que se passará com a derrama se não estou em erro). O IMI mais alto possível, 0% de devolução de IRS que nalguns concelhos poderá chegar a 5%, enfim, o pior cenário possível em termos de carga fiscal.
E notem que o aumento da carga fiscal se faz não para garantir mais serviços públicos do que os tradicionalmente existentes mas para que uma parte dos que actualmente são prestados se possa manter e, eventualmente (um eventualmente muito sublinhado e dependente de reduções na despesa), permitir alguma folga para intervenções estruturais urgentes.
Em suma, tudo medidas que ajudarão a contribuir para que Lisboa seja cada vez menos interessante enquanto local de residência. É difícil comprar casa em Lisboa; é igualmente difícil manter uma casa em Lisboa. Dirão que a alternativa seria ainda pior, que pelo lado da despesa não há margem para fazer num ápice todo o esforço de equilíbrio financeiro. Com as soluções disponíveis no presente, isso é provavelmente verdade. Fica no entanto esta sensação de destino inevitável: o de um esvaziamento humano continuado da capital do País.

Quanto custa ao Estado cada português que trabalhando em Lisboa decide ir morar para um concelho da periferia? Quanto se pouparia se houvesse um retorno de população residente à capital? Em quanto se rentabilizariam os próprios serviços públicos e infra-estruturas se isso acontecesse? Uma forma de “reduzir a despesa” poderia passar por colocar os mesmos recursos já existentes na capital a servirem mais população, aliviando as câmaras limítrofes que estão em muitos casos literalmente “à nora” com o crescimento populacional que enfrentam.

Estas são perguntas que não interessam a um presidente da câmara enquanto tal e cujas respostas são essenciais se queremos estruturar de forma minimamente coerente o espaço e o investimento público com fito ao bem da comunidade.
Em suma, não me parece que seja com cada presidente da câmara a tratar isoladamente da pesada ou menos pesada herança que lhe calhou em sorte que se possa perspectivar uma vida melhor na área metropolitana de Lisboa. Nem será apenas com os tectos de endividamento impostos pelo governo central que tudo entrará nos eixos da melhor forma possível para as populações.
Responder a este desafio é incompatível com o próprio sistema político que temos. Não vos parece?
ADENDA: O Luís Novaes Tito também abordou de forma crítica esta pouco original medida camarária em “Continua o assalto [ I ]. E via Luís chego à notícia de que em Sintra o caminho é o oposto.

A Alameda mais pulguenta do país

Outubro 14, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa 2 Comments →

Em jeito de a cidade e as serras

Da cidade: 

Lisboa, Alameda Afonso Henriques, 14 de Outubro de 2007, 17h30.

A tarde terminava soalheira, as prometidas saraivadas vespertinas não haviam chegado à capital. Na Alameda mais cosmopolita do país os relvados estavam ocupados por aprendizes de criquet, corredores, jogadores de bola, juvenis com idade para brincar em escorregas e baloiços e, naturalmente, a mais perene das faunas: a tribo dos bate cartas na reforma e pré-reforma.

Descendentes de gente do sub continente indiano, netos de África, eslavos, portugueses à solta com sangue índio, portugas migrados e lisboetas de gema. A praça do Martim Moniz já pede meças em diversidade a Alameda com o nome do fundador. De um modo geral gosto imenso de viver onde vivo, ali bem no meio desta fotografia.

Vista da Fonte Luminosa a Alameda invoca o popular "São mais que as mães". E é bem verdade, naquele canto da cidade, ao fim de semana, é bem verdade. Mais que as mães mas menos que as pulgas que em autêntica nuvem testemunham em jeito de tributo aos cães da Guerra Junqueiro, do Bairro dos Actores, da Carlos Mardel, da Abade Faria, da Actor Vale, a falha civilizacional que por ali vai.

A relva é um dos ambientes naturais do insecto saltitão, mas em magotes, visiveis a olho nu, fugindo em todas as direcções a cada nova passada é visão nova e de patrocínio humano. 

Os passeantes nocturnos, com trela, são candidatos à suspeição. Urinam e dejectam onde pela manhã o caleidoscópio de malta recomeçara a vida. Precisamente no mesmo sítio onde o Anad tentará o seu primeiro strike, onde a Maria dará os primeiros passos, onde o Deivid roubará o primeiro beijo, onde o Alexei dará a primeira cambalhota, onde o Silva ganhará a última sueca.

Salva-se a Fonte Luminosa? Pejada de paralelos, com uma água castanha, coberta de uma espuma suspeita, decorada com restos de colchões que alguém atirara do parapeito?

Do campo:

Ainda sou do tempo em que o monte de estrume se acumulava junto da corte, em casa do meu avô materno, na Benquerença. Tudo o que era orgânico ou ia direito para as muelas das galinhas, para o bucho do porco ou para a autêntica central de processamento que era a estrumeira vizinha. O cheiro não era agradável e as colónias de mosquitos frequentemente exigiam uma reconfiguração e carregamento/descarregamento do monte. O ofício agrário tratava de dar despacho à fábrica e o campo dar-nos-ia em retorno bom milho, hortaliças, fruta e pão.

Na idade média a simbiose com a natureza era de facto incomparável. Bons tempos para a ecologia! Bom… é certo que houve a peste negra essa praga que se transmitia pela picada da pulga. Mas de então para cá muito se progrediu em termos de higiene. No campo, por exemplo, foi-se aprendendo aos poucos com o porco: quando livre, é animal que não come onde caga, não brinca onde caga, não se aproxima sequer onde lhe cheira ao dia de ontem. O esterco de porco é aliás uma boa arma dos agricultores contra os javalis esfomeados. Pincelar os extremos da horta ou milheiral com o dito esterco costuma bastar para que a prole de javalis passa ao largo. Hoje, as cortelhas e a estrumeiras à beira de casa são uma raridade, a agricultura ou desapareceu ou mudou e com ela os agricultores.

Os filhos da cidade levaram a higiene a casa dos país mais vetustos e, no entanto, é hoje mais fácil pisar bosta de cão em plena cidade do que a bosta de vaca ou de burro no empredrado da aldeia, autênticas raridas merecedoras de subsídio e às portas da intervenção museológica.

A síntese: 

Por falar em pulgas, sabem quando fui picado pelo primeira vez por uma pulga? Há uns anos depois de ter estado refastelado na relva do Parque Eduardo VII descansando de um feira do livro. Quanto à segunda e terceira, bem, Dom Afonso Henriques que me valha! Ou São Sinfrónio. O melhor mesmo é passar ao largo do tapete verde da Alameda e ir escrever uma prosa no Adufe. Feito.

ADENDA: Este até podia ser um blogue do Blog Action Day

Venha ver as tainhas albinas no Cais das Colunas

Agosto 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Mimos, Política No Comments →

Há gente para tudo e este que vos escreve já deu por si a contemplar, ora o Tejo, ora o cardume de tainhas que a poucos metros se deleitava em grande frenesim com os "nutrientes" que a cidade lhes mandava, devidamente canalizados.

Qual manada de gnus, qual bando de flamingos, as tainhas mordiscavam-se empurravam-se, afogavam-se para tentar engolir mais um fiapo do sempre surpreendente pitéu alfacinha. Impressionava a mole viva em todo o seu esplendor agitando as águas turvas do estuário. Até que… Pomba branca! Pomba branca! No meio da turba um reflexo? Outro bicho? Não, uma tainha albina destacava-se, esplendorosa, altiva, enorme, imperial.

Aconteceu isto há uns anos. Mais recentemente testemunhei espectáculo idêntico na zona da Expo. Bastaram-me então escassos segundos de contemplação para deslindar de novo no meio da maralha uma tainha albina! E outra, e mais outra!

Caro Vereador José Sá Fernandes, antes que no seu original afã económico junte às corvinas as pobres tainhas, sugiro-lhe uma alternativa: que tal um freak-show natural a pagantes para assistir a este emocionante espectáculo junto das várias saídas de esgoto da cidade? Poderíamos até cobrar um extra caso garantíssemos a presença das mutantes albinas no cardume do momento! Porquê ficarmos-nos por vencer o défice quando podemos alcançar o superavit?

Unir Lisboa à mesa, já! Afinal, pela boca morre o peixe.

Os dedos menos afiados para quem merece ser acarinhado

Agosto 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 1 Comment →

Não podia estar mais de acordo e a esse propósito recordo este meu artigo de 11 de Maio último sobre o trabalho de Francisco José Viegas na Casa Fernando Pessoa: "O melhor do mandato de Carmona Rodrigues".

Bilhete Único para Carris e Metro a partir de Setembro

Agosto 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política No Comments →

Citando a Secretária de Estado dos Transportes:

 "(…) já a partir de Outubro, entrará em fase experimental o Bilhete Único entre a CARRIS e o Metropolitano de Lisboa, que permitirá a utilização indistinta de unidades de viagem neste operadores, numa lógica de “porta-moedas electrónico” do Transporte Público, sistema que será alargado à Transtejo e à Soflusa até ao final do ano e, progressivamente, a todos os operadores de transporte público da Área Metropolitana de Lisboa. (…) "

Correndo o risco de estar a elogiar um político, aqui fica um "já não era sem tempo" seguido de um "espero que tenham consciência de que ainda falta fazer quase tudo". Para já, congratulo-me.

 

Saladinhas

Julho 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 1 Comment →

Mas de que é que o Luís estará a falar? É que não estou mesmo a ver.

Eleições em Lisboa 2007: Curiosidades estatísticas e outros considerandos

Julho 15, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 1 Comment →

 
Curiosidades Estatísticas:
 
  1. António Costa foi eleito presidente da Câmara alcançando menos 17115 votos que Manuel Maria Carrilho em 2005. Obteve 29,5% dos votos validamente expressos, quando Carrilho havia obtido 26,6%, ou seja, agora obteve mais 3 pontos percentuais.
  2. Nunca um presidente da câmara havia sido eleito com tão poucos votos e com tão pequena percentagem.
  3. A abstenção aumentou cerca de 15 pontos percentuais fixando-se em 63%.
  4. Hoje, António Costa e Helena Roseta, em conjunto, obtiveram mais 2891 votos do que Manuel Maria Carrilho em 2005.
  5. O novo presidente da Câmara, tem, em teoria, múltiplas hipóteses de formação de maiorias pontuais (ou em coligação).
  6. A maioria obtem-se com 9 vereadores. O PS ficou com 6. Camona Rodrigues e o PSD têm 3 cada. Helena Roseta e o PCP 2 cada. O Bloco de Esquerda com 1.
  7. Os restantes partidos, à quase inevitável perda de votos, aliaram quedas na percentagem de votos validamente expressos que angariaram. As excepções foram o PNR que praticamente duplicou a sua votação (obteve 1501 votos, representando 0,8%) - uma nota ao cuidado dos Gatos Fedorentos ou antes pelo contrário? - e o PCTP/MRPP que obteve mais 433 votos subindo dos 1% para os 1,6%.

Notas mais de cariz político: 

  • Se a recandidatura do antigo presidente Carmona Rodrigues se poderá enquadrar com exemplos do passado onde outros autarcas concorreram contra os seus antigos partidos, Helena Roseta introduziu com outra visibilidade e enfoque um aspecto mais raro: o da dissidência partidária "pura". O movimento liderado por Helena Roseta ficou atrás do PS, de Carmona Rodrigues e do PSD, obteve 20006 votos representando 10,2% aos quais corresponderam 2 vereadores. Em Penamacor, em 2001, o PS havia já conhecido um exemplo de dissidência que foi particularmente bem sucedido: o movimento de independentes ganhou a Câmara. O mesmo movimento que, grosso modo veio em 2005 a regressar ao PS e a repetir a vitória eleitoral.
  • Continhas à parte, campanha findada, o PS tem algo que nenhum outro partido ou movimento dispõe neste momento: as melhores condições para mostrar com actos que consegue gerir num ambiente de crise a capital do país. Uma oportunidade que em bom rigor não tinha há mais de 30 anos. Esses actos serão a melhor forma de "campanha" para a segunda volta destas eleições a disputar daqui a 2 anos. E este tempo será também o ideal para ir avançando com o que se pretende para o futuro. Vejamos se o PS resiste à tentação de se ocupar com o discurso e a prática corrente das matemáticas partidárias.
  • Vejamos também que tipo de contributo e que atitude os movimentos de cidadãos emprestarão ao governo da cidade.
  • Quanto ao PSD, não deverá estar em condições políticas (tal a sua fragilidade) para completar o seu "suicídio" impossibilitando a governação da cidade. Um aspecto a explorar com sageza por António Costa. Hoje, a maioria absoluta do PSD na Assembleia Municipal parece muito mas pequenina.
  • O eleitor de Lisboa (por acção e omissão) oferece ao país um cenário experimental nos antipodas da "Estabilidade = Maioria Absoluta" e apresenta-se "terrivelmente" adaptativo. A exigência face aos políticos é evidente e a novidade é um caminho possível.
  • Estes resultados por si não comprometem que se acredite que estas eleições foram úteis e que a Câmara Municipal esteja hoje em melhores condições de satisfazer os anseios dos seus habitantes.
  • A abstenção pode ter sido elevada mas não faltam motivos de interesse para acompanhar com atenção a Câmara Municipal de Lisboa nos próximos anos. Dizem que António costa é um "animal político". Tem pela sua frente um desafio político digno e exigente.

P.S.: Tem sempre piada reler o que se escreveu há dias, aqui e aqui.

Ainda um pouco cedo…

Julho 15, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política No Comments →

Além dos parabéns a António Costa e ao PS e da previsível abstenção, esta é daquelas eleições em que, a 7 freguesias do final do escrutínio, outras conclusões ainda seriam precoces.

O que está a dar em Lisboa (versão mono)

Junho 27, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Lisboa, Política No Comments →

Ateliers para crianças na Casa Fernando Pessoa.

As coisas que andam no ar.

Exames nacionais [Poesia pela voz de políticos].

Duas propostas entremeadas com um resumo para quem (como eu) tem andado com pouca paciência e ânimo para políticas (veja-se a excepção no artigo anterior). 

Ota versus Alcochete: criar uma oportunidade para reentar no jogo

Junho 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa, Política 14 Comments →

Finalmente um sinal de inteligência (ainda que extremamente serôdia)!

O processo político pró-Ota estava moribundo. A gestão política do caso (absolutamente desatrosa) ajudou imenso a que fosse inevitável arranjar uma forma de reentrar em jogo. Hoje perspectiva-se uma saída airosa. É certo que em bom rigor a Ota não morreu e convém que não se passe ao extremo da estupidez acreditando que tudo é melhor que a Ota. Não sejamos ingénuos…

Há campo para reintroduzir seriedade e autoridade política a quem cumpre decidir. Haverá aspectos positivos e negativos em ambas as soluções. Vejamos então se, daqui a seis meses, teremos finalmente uma possibilidade de esclarecimento mais consentânea com a dimensão do projecto em causa. Pessoalmente um dos maiores engulhos pró-Otá era e é a sua incapacidade de expansão caso o futuro o justifique. Num país onde não nos podemos dar ao luxo de fazer um novo aeroporto internacional em cada geração e acreditando que a aviação comercial com mais ou menos inovações tecnológicas terá futuro e continuará a precisar de uma plataforma territorial significativa, fazer um aeroporto entalado causa-me à partida uma repulsa quase inultrapassável.

Naturalmente para sermos sérios o próprio modelo de financiamento, a dimensão da infraestrutura e o destino da Portela deverão ser reavaliados face às exigências da nova alternativa em disputa. Esperemos que a coragem política aliada ao objectivo único de defesa do interesse nacional consiga resistir aos preconceitos pouco compreensíveis que têm minado esta empresa.

"O Governo vai mandar estudar uma localização alternativa à do aeroporto da OTA em Alcochete anunciou hoje Mário Lino, na assembleia da republica no âmbito de um colóquio promovido pela comissão parlamentar das obras pública e transporte e de comunicações.

O anúncio segue-se a um estudo elaborado pela CIP que já foi apresentado ao Governo e vai ser hoje apresentado ao presidente da republica.

Neste sentido, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, anunciou que tinha mandatado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para primeiro avaliar a efectiva viabilidade de uma localização na Zona do campo de tiro de Alcochete e em seguida fazer uma avaliação comparativa das localizações de Alcochete e da OTA.

O prazo máximo para estes estudos é de seis meses. Mário Lino compromete-se ainda a não tomar nenhuma decisão irreversível sobre o aeroporto da OTA enquanto não estiverem concluídos os estudos. (…)"

in Jornal de Negócios.

P.S.: Não dou 5 minutos para termos a Quercus aos pulos. E entretanto, António Costa ganha novo fôlego nesta matéria.

Renovar as marcas-partido

Maio 29, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 1 Comment →

O texto de hoje de Pedro Adão e Silva, "A Febre dos Independentes", tem partes muito cá de casa…

"(…) O que se espera do PSD e do PS nas eleições de Lisboa é, por isso, que renovem as suas respectivas “marcas partidárias”: cortando com o seu passado autárquico; colocando, sem eufemismos, o combate à corrupção e uma discussão séria sobre o financiamento partidário no topo da agenda; e enfrentando a espessa, ainda que nem sempre visível, coligação de interesses que, através do poder autárquico, numa rede tentacular a que poucos escapam, fragiliza a democracia portuguesa. As candidaturas de Carmona Rodrigues e Helena Roseta não resolvem nenhum destes problemas, mas, pelo menos, podem servir para pressionar os partidos a enfrentá-los."

Para já, olhando para Lisboa e para as poucas intervenções políticas havidas vai-me tudo sabendo a pouco. Saberei eu o que quero? Alguém saberá o que quer? Alguém terá ao menos passeado lá por fora e ficado com vontade de importar o que de melhor em gestão urbana por lá viu? Alguém acredita que Lisboa pode ser mais do que habitantes pendulares e residentes idosos? A conversa política vai enfadonha e a caminho das trevas… Irra!



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