Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Economia’

Money, Cash, dinheirinho

Maio 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia No Comments →

A ler: "Conteúdos pagos: ponto da situação na antecâmara da geração-C (Cash)" pelo Paulo Querido no "Mas certamente que sim".

 

Os novos empresários e as suas empresas

Maio 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Factores de Sucesso das Iniciativas Empresariais

(relatório completo de 17 páginas)

Leitura recomendada a quem tem curiosidade sobre como nasce, porque nasce, de que vive e como subsiste uma empresa lusa no início do século XXI. Dá para ter umas luzes sobre quem se arrisca, como arrisca e em quê arrisca. A análise resulta de um inquérito do INE e foi feita pelo próprio instituto. O destaque à comunicação social foi divulgado a meio da tarde.

Um excerto:

  • " (…) A maioria dos empresários encontra em razões exógenas à empresa os principais obstáculos para a venda dos seus produtos/serviços: concorrência demasiado agressiva (75,4%) e fraca procura para os seus produtos/serviços (23,3%).
  •  Quanto aos obstáculos endógenos à empresa, é atribuída grande importância àsdificuldades em estabelecer o preço dos produtos/serviços e à ausência de conhecimento de marketing, em 22,5% e 10,2% dos casos, respectivamente.
  • A perspectiva de ganhar mais dinheiro (47,5%) e o desejo de novos desafios (44,6%),foram as razões mais relevantes que estiveram na base da fundação da maioria dasempresas. O desejo de ser o próprio patrão constitui a terceira motivação, em 32,7% dos casos.
  • As fontes de financiamento a que recorreram foram fundamentalmente os fundos próprios e poupanças, preferidos por 87,2% dos empresários, logo seguidos dos empréstimos à banca que agregaram 26,1% das preferências. O recurso à participação de capital de risco apenas foi opção em 0,2% dos casos.
  • O mercado local/regional constitui o destino dos produtos/serviços vendidos por 60,6% das empresas, 45,8% produzem para o mercado nacional e 9,9% vendem para a União Europeia.
  • Apenas 1,8% exportam para mercados situados fora da União Europeia.
  • A família e os amigos foram a principal fonte de aconselhamento dos novos empresários (46,8%), assim como os contactos profissionais (43,1%).
  • Apenas uma minoria recorreu a consultores profissionais (14,4%). Os Centros de emprego foram a última das fontes de aconselhamento, a que recorreram apenas 2,2% dos empresários.
  • O comércio constituiu o sector de actividade preferido pelo maior número de empresários (31,7%), seguido das actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas (17,6%) e da construção (17,5%).
  •  A grande maioria dos empresários fundadores das jovens empresas são homens (85,5%); a maioria dos empresários tem mais de 40 anos (55,7%).
  • Cerca de metade dos empresários tem apenas o ensino básico (51,2%) e osdetentores do ensino básico e secundário representam mais de 2/3 do total dosempresários. Com o ensino médio ou superior encontram-se apenas 15,7% do total. (…)"

Saúde: reformar às pinguinhas

Maio 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 7 Comments →

Quem sou eu para ensinar a missa ao padre. Não liguem ao que aqui vou escrever porque é sobre política e eu sou um mero eleitor… Mas que coisa é esta de andar a reformar a saúde, aumentar a equidade e tal, às pinguinhas

Quase todos os meses há uma novidadezinha, uma taxa moderadora aqui, um encerramento ali, agora mais o fim de uma isenção (e é só uma potencialidade que incidirá sobre as crianças ricas logo, havemos de andar mais um ror de tempo em bolandas com isto) e mais o fim dos benefícios fiscais relativos a seguros de saúde e de vida. Amanhã quem sabe o que virá aí.

Notem que não estou sequer a dar opinião sobre as medidas concretas (avanço apenas que já aqui sugeri a limitação generalizada de todos os benefícios fiscais em matéria de IRS por substituição via implementação de medidas directas de apoio).

O que me parece confrangedor é, por um lado, esta imagem de navegação à vista avançando com medidas que podiam (deviam) ter sido lançadas, discutidas e implementadas por junto há muito tempo (que sentido faz mexer sucessivamente no âmbito das taxas moderadoras?) e, por outro lado, ficar no subconsciente a perspectiva de uma lenta mas inexorável implementação do pagamento integral dos cuidados de saúde.

Se não são estes os objectivos do actual governo (dar uma imagem de reformismo às apalpadelas e de sacanice política - porque não sufragada - ao incutir uma tendência de restrição ao acesso ao Serviço Nacional de Saúde) parece-me que se está a conseguir alcança-los com distinção.

Há reformas que têm de ser feitas por impulso, com momentos bem definidos de ruptura e com o posterior ajustamento e garantia de estabilização futura. Cultivar um atrito e desgaste progressivo, patrocinado por medidas avulsas em base regular é meio caminho andando para perder o favor do mais empedernido defensor de um qualquer programa político. É quase sempre preferível mentalizar-se um país para um choque do que mentalizá-lo para uma tortura chinesa. Assim não senhor ministro.

Leituras cá de casa

Maio 22, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Últimos destaques do Economia & Finanças:

 

Leituras alternativas

Maio 17, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia 1 Comment →

Bem sei que sou suspeito, afinal sou fundador, editor, coordenador e dinamizador do dito cujo. Mas cá vai mais um pedaço de imodéstia: o Economia & Finanças está melhor do que nunca.

A última aquisição em termos de colaboração foi o António Dias, responsável pelo "Marketing de Busca" e pelo "Há Mouro na Costa" e conhecido destas andanças já há uns anitos, que vai trazendo uma perspectiva acutilante de algumas questões económico-financeiras que se interligam com a indústria do software, hardware e com o ciber-espaço em geral. 

Eis os últimos artigos publicados:

Crédito à habitação: um cheirinho a Antigo Regime

Maio 17, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

" (…) Ter filhos poderá passar rapidamente a ser uma fiança indispensável para se conseguir contrair um empréstimo. Filhos como garantia bancária, ah pois! (…)"

In "E aos 80 anos acabei de pagar a casa" no Economia e Finanças.

 

Pobreza: onde nem sempre dois mais dois são igual a quatro

Maio 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal No Comments →

A ler: "Os dogmas da esquerda: a intitucionalização da pobreza" no Jumento.

Comprar cadeiras auto para crianças: um mini estudo caso

Maio 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 2 Comments →

" (…) Sou pai há coisa de um ano e chegou a altura de comprar uma nova cadeira para levar a criança em viagens de automóvel. Fiz a pesquisa de mercado, confrontei amigos com experiência recentes na aquisição deste tipo de produtos e defini que produto queria comprar: uma cadeira para automóvel da marca Romer com isofix, mais concretamente, o modelo Romer Duo Plus com Isofix.

Entre lojas físicas e lojas virtuais, em Portugal, encontrei um preço mínimo de 357,5€. Admito que seja possível encontrar alguma loja que pratique preços ligeiramente mais em conta, mas apenas ligeiramente.

Entretanto, deram-me uma dica inusitada: espreitar o centro comercial do e-Bay alemão. E por aí, em lojas alojadas nos servidores do E-bay encontrei o mesmo produto a um preço de venda ao público de 239€ mais portes de envio. (…)"

 Mais detalhes no Economia & Finanças.

O cluster dos Estádios

Maio 15, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Economia 1 Comment →

Michael Porter não terá antecipado este cluster mas por cá parece haver determinação em pôr a expertise a render. Depois da África do Sul (que ainda promete mais notícias do género) eis que prosseguem as jogadas de antecipação rumo, quem sabe, ao Maracanã.

"(…) Portugal vai realizar um "road-show" nas principais cidades brasileiras candidatas à organização do mundial de futebol em de 2014. O evento terá lugar no segundo semestre deste ano e visa apresentar o capital de conhecimento português na construção e gestão de estádios de futebol. (…)"

In Jornal de Negócios.

Portugal e o Mundial de Futebol de 2010 na Ã?frica do Sul

Maio 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Economia 1 Comment →

Quem andou atento às notícias económico-desportivas terá ouvido falar da possibilidade de nos oferecermos para organizar (ou sermos convidados a) o próximo mundial de futebol na eventualidade de uns problemitas organizativos que têm ocorrido no país escolhido (a África do Sul) se agravarem.

Estaremos perante uma forma de pressão ainda velada que em boa verdade poucos considerarão como mais do que uma mera piada (pelo menos neste momento).

Ainda pesquisando os arquivos e dei com uma outra piada sobre o Mundial e a herança do nosso Euro 2004 que aqui deixei há quase um ano. Recordando:

"Vendem-se!

"Estádios de Futebol com provas dadas em grande competição internacional, como novos, a preços de ocasião.

Encontram-se em exposição em Loulé, Aveiro e Leiria. São conjuntos integralmente desmontáveis. Garantimos a instalação em qualquer local do planeta onde haja amantes do futebol. Temos serviço especial de entrega na África do Sul."

Será que ninguém pega nesta ideia? É que eles são mesmo desmontáveis, senão integralmente, quase."

Infelizmente ninguém pegou (ainda) nesta peregrina ideia mas hoje chegou à estampa da edição on-line do Diário Económico uma outra bem simpática que, além de abordar os problemas de organização do Mundial, discorre sobre a herança do Euro 2004 em jeito de lança em África. Fica um excerto:

Empresa portuguesa constrói estádio para o Mundial 2010

Construtora do Tâmega vai fazer estádio em Durban para o Mundial na África do Sul.

Mónica Silvares

A Construtora do Tâmega, uma das empresas responsáveis pela construção do Túnel do Marquês, é uma das empresas portuguesas que já garantiu a presença no Mundial de futebol de 2010 na África do Sul. Através da parceria que têm com a sul africana Stefanutti & Bressan, a empresa foi subcontratada para a construção do estádio de Durban e está a tentar agora repetir a proeza na Cidade do Cabo.

(…)  A Construtora do Tâmega está actualmente a abrir um escritório em Durban, mas mantém o máximo clima de secretismo sobre os seus projectos, sendo por isso impossível saber o valor do investimento em causa. O que se pode saber é que o estádio de Durban é um projecto avaliado em 2,5 mil milhões de rands, ou seja, cerca de 264 milhões de euros e terá a capacidade para 60 mil espectadores.

Mas as oportunidades de negócio para as empresas portuguesas vão muito além dos estádios, cuja construção até já foi adjudicada. Jonathan Naidoo garante que a província de Kwazulu Natal está a fazer “um forte lobby para acolher o ‘hub’ de comunicações para o campeonato na cidade de Durban”. Para além disso, a província vai construir um novo aeroporto (projecto avaliado em 316,78 milhões de euros) e expandir o porto de Durban (cerca de 528 milhões de euros). (…)"

E esta hem?

O Público errou… outra vez.

Abril 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, INE No Comments →

Desta feita trata-se de uma calinada grosseira que faz título. Confunde-se o número de agregados familiares com a população: "Metade dos portugueses não têm rendimento suficiente para pagar imposto" … Naturalmente o que se passa é que nos pouco mais de 3,5 milhões de agregados que há no país, tanto "pesa" um agregado composto por um idoso viúvo quanto uma famílias composta por um casal com dois filhos. Ora se tivermos 10 agregados dos quais 6 forem compostos por idosos a viver sozinhos, com baixas pensões, e 4 forem compostos por, digamos, um casal com dois filhos, teremos 60% dos agregados que não pagam IRS mas também teremos que, em termos populacionais, representam apenas cerca de 27% do total.

O que se passa com o título referido é que é contrariado por uma realidade parecida com a do exemplo prático aqui dado logo, a menos que algo me esteja a escapar (e que não é referido na notícia), temos mais um disparate. (Mais detalhes aqui).

O INE tem informação estatística disponível para consulta sobre a estrutura populacional portuguesa, é só pesquisar um bocadinho… 

De novo a missão do BCE…

Abril 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Um tema abordado no Economia & Finanças à luz dos últimos desenvolvimentos (troca de galhardetes) entre poder político e Banco Central Europeu. Fica a sugestão: "É mais barato ir de férias para os Estados Unidos"

Os CTT responderam a 24.114 reclamações em 2006

Abril 18, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Sociedade 8 Comments →

"Em média, os CTT demoraram 26,5 dias a responder às reclamações."

No título da mesma notícia escreve-se "CTT receberam mais de 24 mil reclamações no ano passado".

(more…)

Procura de boas notícias do lado dos preços

Abril 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

A taxa de inflação em Portugal é inferior à registada em Espanha (2,9% contra 3,2%). Se a memória não me falha o fenómeno é muito recente. Aliás, Portugal deixou também para trás a Grécia abandonando o fundo desta tabela estrita que consiste em hierarquizar as taxas de inflação dos 13 países que integram a zona Euro.

Não é caso para grandes festejos mas é menos um motivo de apreensão imediata. A economia a acelerar o crescimento (segundo os últimos números, muito ligeiramente) e ao mesmo tempo a reduzir o ritmo de subida dos preços. Coisa boa e rara (no sentido português do termo).

Pelo lado dos preços, o risco de perdermos competitividade face ao nosso principal parceiro económico está agora mais distante. As vantagens de reforçar a poupança são também mais evidentes. Enfim, venham mais meses com as mesmas notícias!

Se as taxas de variação homólogas dos últimos meses se mantiveram no resto do ano, a inflação média anual poderá fechar relativamente próximo da previsão do governo (que recordo foi de 2,1%). Se… Para já, o comportamento dos preços sem combustíveis está a conseguir acomodar os incrementos provocados pelos ditos cujos (que estão outra vez em alta, recorde-se)…

Uma das notícias do dia é…

Abril 12, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

"(…) Com algum desfasamento face aos nossos parceiros, o reforço do incremento do ritmo de crescimento da exportações (face ao ano anterior e quando comparado com a importações) permite acalentar que talvez a economia nacional ainda venha a ser capaz de aproveitar um pouco mais do actual bom momento económico internacional do que vinha fazendo ao longo dos últimos meses. Os primeiros indícios de 2007 são mais animadores. (…)"

in "Balança Comercial Portuguesa reforça sinais positivos no início de 2007", no Economia & Finanças. 



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