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Política

Um partido oferece responsabilização permanente. Ou não?

Consta na imprensa que há fortes evidências de que Somague financiou ilegalmente o PSD e veio mais tarde a receber uma retribuição em espécie num concurso para uma obra pública. Como é da lei da temporalidade os responsáveis de então (ou boa parte deles) já não são os do presente.

Que tipo de responsabilização permanente oferece esse partido quando os responsáveis de agora recusam culpas do passado? Sendo legítimo que aligem responsabilidades, em que é que o partido se distingue de um qualquer independente em termos responsabilidade política? 

Um independente provavelmente ficaria manchado para sempre, já um partido tem embutido um mecanismo de regeneração que em larga medida controla. Mas isso não funciona precisamente contra o próprio na medida em que  consegue minimizar comportamentos que deveria ser indesculpáveis? O voto fica a saber a muito pouco se o próprio partido não tiver a iniciativa de usar o seu poder de auto-regulação para punir exemplarmente as más condutas. Essa sim seria uma garantia adicional não negligenciável de um partido face a um independente.

Mas isto sou eu a pensar com a ponta dos dedos. Que vos parece caro leitor? 

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Ciência e Tecnologia Economia Política Saúde

A Quercus e os transgénicos

Não sendo propriamente uma organização que coloque num pedestal – são já vários os (naturais) avanços e recuos na sua história em relação a "certezas absolutas" que foram desmistificadas -, parece-me do melhor que temos em termos de promoção da discussão e da defesa da necessidade de olharmos para a natureza como um palco sobre o qual devemos agir com precaução e responsabilidade.

Por isso e porque deixam algumas questões ao Governo que também gostaria de ver esclarecidas fica a referência para a posição da Quercus quanto aos transgénicos em Portugal

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Ciência e Tecnologia Política

Sobre os transgénicos, aprender!

Via A Destreza das Dúvidas cheguei a três textos de um professor de Biologia Molecular que estou a ler com interesse (particularmente o III):

P.S.: Não dispensa a leitura dos comentários.

 

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Mimos Política

Barrancos revisitado?

Ela: Ainda não percebi o que se passou em Silves com a GNR.

Ele: Ora! Silves é no Alentejo, não é?

Ela: Ó homem, Silves fica no Algarve!

Ele: É quase a mesma coisa. A GNR abaixo do Tejo sofre de um famoso síndrome, um antiquíssimo.

Ela: O que é que aí vem agora…

Ele: A GNR sofre do síndrome barranquenho. Lembras-te de Barrancos e dos touros de morte, certo? Pronto, está tudo explicado. Em Silves tivemos mais do mesmo. A militância pro-ecologista tem uma longa tradição quase universal de desrespeitar a propriedade alheia para sublinhar pontos de vista. Há que preservar a tradição, como em Barrancos.

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Blogologia

Blogs versus Media (Portugal e Brasil) – actualizado

Sobre o assunto aqui ontem abordado em "Um problema de etiqueta ou uma “conspiração” dos media?" o PubAddict oferece uma visão alternativa complementando com o que se está a passar entre o Jornal Estado de São Paulo e os bloggers brasileitos. A ler:"Blogosfera Brasileira em Chamas". Eis um exemplo da campanha de publicidade do Estadão:

estadao2

 Adenda: E o blogger vacapinta lá do outro lado do Atlântico leva a conversa "Up Mexico way". Espreitem os comentários em "Brazilian Blogger Bash".

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Uncategorized

Procurar a Verdade, manipular de verdade

Recordou-me a minha analfabeta filhota há poucos dias: querer saber, procurar a Verdade é algo inato no ser humano. A fadada-malfada curiosidade!

Como um leve tabefe recordou-me também, de pronto, que manipular o outro a seu contento é outra actividade não menos inata, nem menos relevante, nem sequer menos estimulante.

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Blogologia Economia

Um problema de etiqueta ou uma "conspiração" dos media?

A ler "Sócrates, a Wikipedia, os Jornais e aquela coisa… o blog" no Marketing de Busca.

Há anos que os media lusos se recusam a linkar as suas fontes na blogoesfera. No Marketing de Busca faz-se um estudo de caso com uma notícia recente e perante a evidência sugere-se uma reacção dos blogues:

"(…) Daí que eu formule uma modesta proposta: vamos, nós bloggers, pagar-lhes na mesma moeda: ao citar os meios de comunicação online vamos inutilizar os links que lhes oferecemos. Como? Através desta simples tag nos links:
rel="nollow"
Exemplo:
< a xhref="http://site.pt" rel="nofollow" target="_blank" >Noticia< /a>
(para efeitos de publicação foram colocados espaços depois e antes dos sinais de menor e maior, respectivamente.)

O nofollow, que é utilizado na maioria dos comentários dos blogs, inutiliza os links nos motores de busca. Os motores de busca contam links como votos editoriais susceptíveis de influenciar o posicionamento das páginas nos resultados, excepto se o link incluir a tag nofollow. Dessa forma, ao ligar uma notícia num jornal, estamos a dar crédito ao autor, a fornecer valor aos visitantes e a negar ao site o nosso voto editorial para os motores de busca."

Por aqui, e particularmente no Economia & Finanças, tenho sido generoso com os links para a imprensa. Ainda que haja já quem me pague para pôr links nos blogues como podem verificar nos "Artigos Patrocinados" que aqui surgiram. Ora se os media não são capazes de reciprocidade porque é que não devo reagir como sugere o António? Será uma questão de amor-próprio. Provavelmente agirei de forma diferenciada com os diversos media de acordo com a política de referenciação de fontes de cada um, mas vou pensar seriamente na sugestão do António.

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Lisboa Mimos Política

Venha ver as tainhas albinas no Cais das Colunas

Há gente para tudo e este que vos escreve já deu por si a contemplar, ora o Tejo, ora o cardume de tainhas que a poucos metros se deleitava em grande frenesim com os "nutrientes" que a cidade lhes mandava, devidamente canalizados.

Qual manada de gnus, qual bando de flamingos, as tainhas mordiscavam-se empurravam-se, afogavam-se para tentar engolir mais um fiapo do sempre surpreendente pitéu alfacinha. Impressionava a mole viva em todo o seu esplendor agitando as águas turvas do estuário. Até que… Pomba branca! Pomba branca! No meio da turba um reflexo? Outro bicho? Não, uma tainha albina destacava-se, esplendorosa, altiva, enorme, imperial.

Aconteceu isto há uns anos. Mais recentemente testemunhei espectáculo idêntico na zona da Expo. Bastaram-me então escassos segundos de contemplação para deslindar de novo no meio da maralha uma tainha albina! E outra, e mais outra!

Caro Vereador José Sá Fernandes, antes que no seu original afã económico junte às corvinas as pobres tainhas, sugiro-lhe uma alternativa: que tal um freak-show natural a pagantes para assistir a este emocionante espectáculo junto das várias saídas de esgoto da cidade? Poderíamos até cobrar um extra caso garantíssemos a presença das mutantes albinas no cardume do momento! Porquê ficarmos-nos por vencer o défice quando podemos alcançar o superavit?

Unir Lisboa à mesa, já! Afinal, pela boca morre o peixe.

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Política

Eco quê?

What the frack has happened here? (Via A Origem das Espécies)

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INE Política

As estatísticas só dão para tudo se deixarmos

"A taxa de desemprego subiu ou desceu no 2º trimestre de 2007?" Esta é um pergunta que abordo a propósito de mais uma guerra de palavras a propósito de um indicador estatístico: desta feita entre Marques Mendes (líder do PSD) e Pedro Marques (Secretário de Estado).