"Começa a ser incompreensível o tempo (fora de tempo) que a implementação do PRACE já comporta. Estamos a entrar no fora de prazo que os próprios diplomas estabelecem. A maioria dos Ministérios ainda não apresentaram as linhas gerais das orgânicas para os seus serviços e entretanto já estão ultrapassados os 90 dias que tinham sido determinados nas macros. As que já foram aprovadas em Conselho de Ministros de Dezembro continuam por publicar. O desatino começa a ser insustentável e o desânimo, a desmotivação e a incerteza tomam conta das conversas de todos os dias, em todos os corredores da Administração Pública.
A indefinição é já um paradoxo e o mal estar e boataria tomam conta do Sector Estado onde a falta de expectativas impede a tomada de decisões de futuro, aumentando a sensação de que o gerir do dia-a-dia é cada vez mais uma prática inviabilizadora das medidas de progresso que já deveriam estar no terreno.
Tanta ineficácia e inoperância faz adivinhar que haverá custos futuros no cumprimento das metas delineadas num processo que parecia louvável no seu início e que actualmente deixa antever o manobrar das pressões e mafias instaladas há décadas na Administração Pública. Estes processos, conduzidos desta forma tão pouco eficiente são mais um forte abanão na descredibilizada política e mais um rude golpe na esperança de um dia se conseguir ver o fim deste túnel medíocre em que cada vez mais nos sentimos enclausurados.(…)"
Fevereiro 14, 2007By: Rui Cerdeira Branco Category: Media3 Comments →
Consultando a versão em PDF do jornal Público (gratuita enquanto durar a campanha publicitária) verifico que um dos meus jornalistas favoritos de economia mudou de patrão: Sérgio Aníbal deixou o Diário de Notícias para escrever para o Público. Insuficiente para (voltar) a comprar o Público, perigosamente desmobilizador para continuar a comprar o DN… Por falar em DN, algum dia acordará para a Internet?
Um excerto (notem que há duas modestas propostas neste post, a clássica de Swift, e esta outra que se segue):
"Em Lisboa, a moda de cobrir integralmente os veículos de transportes públicos com publicidade, incluindo as janelas, começou pelos eléctricos da Carris, depois passou aos autocarros e aos comboios suburbanos. É verdade que se pode sempre optar por ir de táxi ou de carro, ou mesmo a pé. E também é verdade que o objectivo dos tansportes públicos é transportar pessoas, e não pô-las a ver a paisagem.
As janelas serão até, talvez, um luxo desnecessário. E, como se sabe, os transportes públicos são altamente deficitários e financiados pelo estado. Assim, privar-se de ver a rua durante alguns minutos, viajando em veículos sem janelas, poderá ser uma maneira de os esbanjadores de dinheiro público que os utilizam darem mais uma pequena contribuição, libertando o maior espaço possível para publicidade, tanto dentro como fora do veículo. (…)"
Vira e mexe e muda-se a imagem do canto superior direito do blogue. Alguém adivinha em que cidade foi tirada esta fotografia num abrasador dia de um verão passado?
Summary: Magnitude ML 6.1 Region AZORES-CAPE ST. VINCENT RIDGE Gorringe Date time 2007-02-12 at 10:35:27.0 UTC Location 35.97 N ; 10.25 W Depth 67 km Distances 309 km SW Setúbal ( local time 10:35 2007-02-12) 188 km SW Lagos (local time 10:35 2007-02-12) fonte: European-Mediterranean Seismological Centre.
O Instituto de Meteorologia informa que no dia 12 / 02 / 2007 pelas 10:36 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 5,8 (escala de Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 160 km a SW de Cabo S.Vicente.
Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, foi sentido com intensidade máxima V (escala de Mercalli modificada) na região do Barlavento Algarvio e não causou estragos nas construções de média qualidade. Foi ainda sentido no Alentejo e na Região de Lisboa com a intensidade IV.
Infelizmente não me foi possível redirecionar automaticamente a morada pelo que terão de efectuá-lo manualmente. Durante algum tempo manterei activo o feed antigo.
Esta alteração insere-se num conunto de outras não tão evidentes e sem consequências para os leitores que têm por objectivo centralizar a gestão das subscrições num único serviço que me parece ser mais prático e mais vantajoso. Obrigado e desculpem o incómodo.
Muito mais votos, tanto para o "Não" (aproximadamente mais 200 mil votos) como para o "Sim" (um acréscimo de cerca de 1 milhão de votos);
Menor abstenção (um acréscimo superior a 11 pontos percentuais);
O "Sim" subiu claramente em todos os distritos do País com excepção de Setúbal onde o acréscimo foi marginal - contudo em Setúbal o "Sim" obteve a maior votação por distrito.
Muito maior distância percentual entre o "Sim" e o "Não" - antes fora inferior a 3 pontos percentuais favorável ao "Não", agora foi de quase 19 pontos percentuais favorável ao "Sim".
Terão ido votar mais de 43% dos 8826300 eleitores inscritos. Quando a poeira assentar tinha piada voltarmos a colocar uma questão interessante (particularmente relevante para os referendos): qual é o percentagem máxima potencial de votantes para umas eleições? Detalhando:
Qual a estimativa para "fantasmas" nos cadernos eleitorais - eleitores já falecidos, registos duplicados devido a alterações de residência? Esse problema ainda é relevante?
Qual a estimativa para os eleitores que já perderam a faculdades mínimas que lhes permitem exercer o seu direito de voto?
Recordo que há várias doenças intelectualmente incapacitantes que inexoravelmente têm sofrido um incremento em termos absolutos e relativos (com reflexos nos cadernos eleitorais), perante uma população nacional em crescente envelhecimento. Já para não falar de limitações físicas que acabam por se traduzir em muitos casos na impossibilidade prática de exercer o direito de voto. Curiosidades minhas.
Bela festa. Seis golos no período regulamentar, todos para o Sporting e mais dois (com um sofrido) no prolongamento disputado um pouco mais a norte… ali para as bandas da Póvoa de Varzim. Mas esqueçamos a desgraça alheia.
O Estádio Alfredo da Silva esteve lotado com "caramelos" do Pinhal Novo - informaram-me que é esta a alcunha carinhosa dessa admirável gente - e com muita lagartagem barreirense e não só. 20 mil ou mais, por junto.
Felizmente esteve tudo no sítio, à moda antiga, aquela que fez do futebol o que ainda é hoje. Assim se garantiu uma tarde de bola bem passada com muitas estreias absolutas em festas deste género entre os adeptos nas bancadas. Nem a chuva miudinha que baptizou o início do jogo foi evento que fizesse estragos; nada melhor do que uns golitos para aquecer, em boa companhia!