Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for Abril, 2005

A tese de mestrado

Abril 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal 5 Comments →

A preparação da dissertação tem sido um excelente incentivo para blogar. Para espairecer, após algumas horas de estudo ou de calculatória de partir pedra (ou simplesmente para fugir ao trabalho) visitava o blogue, passeava por aqui.
Terça-feira, para o bem ou para o mal, esse pretexto terminará.
Por várias vezes pensei em desligar o botão, mas nem hoje. Valha o que valer, um bocadinho da dita cuja foi também feita aqui - ao ponto de haver uma menção genérica na lista dos agradecimentos.
E agora se me dão licença, vou acabar de preparar o derradeiro passo.

Rock na Benquerença em 2005?

Abril 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música 20 Comments →

Fontes bem informadas asseguraram-nos que este ano vamos ter reedição do Festival de Rock na Benquerença. Esperemos que assim seja…
Os arranjos no Moinho continuam (caminhando a passos largos para ser uma praia fluvial de primeira água - haja chuva!) e beneficiarão também iniciativas como o Festival de Rock da Benquerença.
Por enquanto nem uma gota de água verte das comportas da barragem da meimoa e a chuva continua escassa para acordar da hibernação os peixes do rio. Ainda que as pistas de natação continuem a servir utilizadores imaginativos…moinho_boneco_2.jpg Fotografia tirada na Páscoa de 2005.
Também publicado no Penamacor.

Dá licença?

Abril 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens Comments Off

Ainda de Monsaraz. Sempre originais. Mais uma recolha do E. Paulino.
monsaraz-7.JPG

Corrupção?

Abril 16, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 2 Comments →

Executivos monocolores = maior corrupção diz Jerónimo de Sousa.
Também é igual a maior responsabilização, digo eu.
Quanto à afirmação de Jerónimo de Sousa fico com outra pergunta inspirada em algumas autarquias dos arredores da capital: até que ponto o risco de corrupção não é maior e mais difícil de controlar quando um mesmo vereador se mantêm décadas a fio no executivo camarário, ganhe ou perca as eleições?
Os partidos controlam assim tão eficazmente os seus autarcas? Eu tenho muitas dúvidas fundadas em exemplos bem notórios com projecção pública e judicial. Se esta mudança implicar uma maior lógica de equipa nos grupos (não só partidos) que se propuserem às autarquias, até pode ter as suas vantagens.
Quanto à pluralidade, com engenho e arte, pode até sair reforçada. Há um novo pretexto, uma outra nitidez de argumentos para quem quiser demonstrar que os políticos não são todos iguais.
A luta pela pluralidade deve fazer-se a outros níveis, junto da comunicação social e das interferências dos vários níveis do Estado junto desta, por exemplo.
Se bem percebi, a nova lei, converte uma obrigação eleitoral num direito do Presidente da Câmara (em nomear vereadores de outros partidos). Assim de repente, parece-me um avanço democrático. Um ganho de coerência de todo o sistema.

Com 10% de desconto (act.)

Abril 16, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Ainda propósito de “Longe de Manaus” de Francisco José Veigas (aproveito para deixar o meu exercício, de enfiada, em anexo a esta mensagem) não percebo a lógica dos editores.
O livro está à venda em pelo menos três lojas on-line portuguesas. Duas delas, a Bertrand e a Byblos-art vendem o livro por menos 10% que o editor, a Asa. Tal como acontece com a livraria da Fnac, por exemplo.
Não percebo, principalmente quanto às lojas on-line, não percebo. Será o desconto de 10% o “dumping” máximo permitido por lei? Não encontro o sentido à coisa pois o editor controla a distribuição, certo? Não há dumping nenhum! Mas, no limite, se todos procurássemos o melhor preço, todos os livros seriam vendidos por distribuidores que não o editor, certo? O editor nunca aproveitaria a mesma margem que os restantes vendedores, apenas a margem que cobra a estes quando lhes vende como grossista. Ou estarei a ver mal a coisa?
Alguém me explica esta microeconomia, o enquadramento deste mercado?
(more…)

“hear, all ye good people, hear what this brilliant and eloquent speaker has to say!”

Abril 16, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 3 Comments →

Memória Virtual.JPG Não é o Abrupto, nem um consórcio de Esquerda ou de Direita, não é sequer um blogue sobre um grupo de música, sexo ou futebol. É um dos raros blogues que me passou pela cabeça quando há dias pensei qual seria o melhor dos que conheço.

Um grande abraço de incentivo ao Leonel Vicente que viu o seu Memória Virtual chegar ao meio milhão de visitas.

Mil e uma pequenas histórias

Abril 16, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Hoje, na Ler Devagar, Bairro Alto, pelas 21:30, Luís Ene lança o seu livro: “Primeiro autor do weblog.com.pt a passar blogues para o formato livro”.

Quando eu era novo…

Abril 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos 7 Comments →

Devo estar a ficar velho. Cada vez acho mais piada às figuras que faço.

Quando ainda via os programas do Herman lembro-me de ter apanhado uma entrevista a Omar Shariff um grande actor (egípcio) que fica para a história do cinema pelo protagonismo em Doutor Jivago, entre outros.
Em poucos minutos abordou a carreira, os vícios, breves trechos da sua vida privada. Recordo-me dessa entrevista em particular pela espantosa capacidade que demonstrou em fazer humor, um humor com classe, de alto nível, daquele que dispensa asneiradas e que é absolutamente transversal, entendível por qualquer ser humano, independentemente de classe, credo e demais diferenças de cultura. Basta que se tenha vivido.

O seu humor era particularmente desarmante porque se ria de si próprio. O tipo que melhor conhece à face da terra.
Penso para comigo que chegar aos oitenta assim, não seria nada mau. Se pudesse ser mais cedo, melhor ainda.
Mas é difícil, demasiado difícil.

À lupa

Abril 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Escrever é divertidíssimo, não acreditam? Experimentem, vejam lá se arranjam pérolas como “(…) a textura nervosa do papel (…)“.

Para terminar: Verdadeiramente “Longe de Manaus”* III

Abril 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos 2 Comments →

(Continuação daqui)

5.
Deixemos o rapaz e a rapariga que já não nos interessam, agora falo eu.
O que é um livro bonito? Este é um livro bonito. Talvez saído de um Jardim de Inverno, igualmente cativante quanto raro. Uma sedução que se completa com a leitura, é certo, mas que avança de imediato patrocinada pelo caleidoscópio de tons de verde.
A imagem que ocupa metade da capa, a pedir adjectivos gastos mas justos, exibe uma floresta luxuriante que invade um resto de rio, navegado por um escaler motorizado rumo a uma viagem improvável, finisterra.
Esqueço o cheiro de livro novo e passo ao tacto, à textura nervosa do papel, mais suave sobre a imagem, mais áspera fora desta; ao relevo evidente das letras plastificadas que formam o título, à minúscula fotografia do autor que surge como um detalhe, no centro, mas à margem, bem à direita, quase a sair do livro.
Gostava de ter algo para escrever só para poder ter pretexto para que fizessem um livro assim.

6.
Qual é a vida de um livro quando chega às mãos de um leitor?
Este livro verde, prometida que está a volta ao mundo no texto da contra-capa, manteve-se subterrâneo nos seus primeiros instantes: da prateleira na cave da loja seguiu para as entranhas da cidade e foi desflorado na linha verde, entre o Rossio e o Intendente. Fez-se aos Anjos e conheceu o baptismo de noite em Arroios, nos Arroios.
Umas escassas gotas que escorreram do tecto da estação de metropolitano, já à saída, caíram-lhe na superfície plastificada escorrendo ao longo do fio de rio representado. Uma manga da camisa em rápida afago manteve-o imaculado…

7.
A frase “O romance da solidão portuguesa� acompanha o título. Um artigo tão definido! Temos autor determinado, sublinhado o risco do ridículo de peito aberto. Artigo definido e contudo… Começam as dúvidas do leitor, as interpretações. Prossigam as palavras!
As primeiras páginas. Quantos críticos literários ficaram por estas? Quantos somaram mais umas quantas próximo do final e se salvaram com o inestimável resumo da badana ou da contra-capa? Quantos leitores se decidem nas primeiras trinta, quarenta páginas? Quantos deixaram o livro na prateleira da loja por ser demasiado? Demasiado pequeno, demasiado grande, demasiado caro, demasiado feio?
Aproximo-me do papel de um auxiliar de investigação. “Relato factos, não critico livros� poderia dizer, Tenente Sem Sal.
Em quarenta e duas páginas, as primeiras páginas, encontramos a madrugada, uma das muitas noites que passou pelo Aviz, uma suave promessa erótica em �frica, uma breve antologia do Futebol Clube do Porto na suposta Invicta, um crime e o seu mistério, o início das singularidades de um investigador Jaime Ramos, de um adjunto Isaltino, um auxiliar antropológico sobre a vida privada contemporânea - na vertente materialista -, a promessa de viagens e uma Rosa.
O livro por aqui anda, bem verdinho, ainda, passeando por Lisboa, ao sol, à chuva e ao vento, ganhando raízes e folhas, digno da primavera, tomado ou não da solidão portuguesa.
O primeiro livro de 2005.

—————————–
* “Longe de Manaus” é o mais recente livro de Francisco José Viegas, editado pelas Edições Asa em Abril de 2005. Um livro que não tem quase nada a ver com o que aqui se escreve e escreverá nos próximos dias.
Uma entrevista ao autor (sobre este livro) pode ser lida aqui.

Verdadeiramente “Longe de Manaus” II* (act.)

Abril 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos, Letras e Livros Comments Off

(Continuação daqui)

3.
O breve balanço da ligeira frustração e o recuperar da cacofonia vocal foi feito à mesa de um restaurante no Largo do Carmo.
Esquecida num canto, uma televisão em repetição contínua de um vídeo-clip. O aparelho e música foram ganhando protagonismo ao longo do jantar. Da tortura irritante à ironia surrealista…
Jantaram e saíram escapando à sobremesa com a melodia a matraquear a cabeça.
O choque térmico oferecido pela noite plena que entretanto caíra ajudou à mudança de pensamentos. Em busca de algo que os redimisse, seguiram ligeiros em direcção ao centro comercial mais próximo.

4.
A actividade para-compulsiva de entrar várias vezes por semana no espaço literário da Loja dos Armazéns do Chiado andava adormecida há alguns meses.
O pretexto mental para descer ao piso respectivo fora outro, mais cinéfilo, e foi já no regresso que espreitaram o primeiro expositor de literatura, talvez o espaço mais apetecido do país para se mostrar um livro…
Na última fila, junto ao chão, uma capa familiar, já vista na net.
O rapaz flectiu as pernas e, enquanto pensava na promessa que havia feito de regressar à ginástica para defender aqueles joelhos, agarrou o que podia ser um pedaço de relva ou de alcatifa esverdeada, houvesse dioptrias insuficientes nuns óculos imaginários!

(Continua)

* “Longe de Manaus” é o mais recente livro de Francisco José Viegas, editado pelas Edições Asa em Abril de 2005. Um livro que não tem quase nada a ver com o que aqui se escreve e escreverá nos próximos dias.
Uma entrevista ao autor (sobre este livro) pode ser lida aqui.

Linhas de orientação futura - ainda o Sporting (atc.)

Abril 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto Comments Off

Depois da gloriosa noite de hoje será heresia, será blasfémias, será ingratidão?

Pequemos os dois:
“Há cerca de uma hora, em Alvalade
A vitória do Sporting mostra que as teorias da self organization são aplicáveis ao futebol: se é possível dispensar Deus, também não deve ser preciso continuar com Peseiro.”

In A-Metamorfose

Porquê? Perguntem ao Manuel Pedro Gomes ou ao Fernando Correia da TSF que sobre o jogo de hoje eles explicam.
Sobre todos os outros em que jogou o Paíto ou o Rochemback eu posso ajudar.
Adenda: a ler também o José Mário Silva.

Só eu sei porque fico em casa (act.)

Abril 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 7 Comments →

A paixão pelo futebol reacende-se, por vezes nasce, em noites como esta. Tudo perdido, os adversários directos e indirectos a buzinarem, a arrastarem-nos para as suas misérias e de repente enche-se o peito, ganham lustro as penas e saímos em festa que nem pavões.
Um grande abraço nesta noite para a equipa do Sporting de Marinho Peres, o penúltimo a levar o Sporting às meias finais de uma competição europeia.
E assim se escreve já a notícia de um próximo dia: a maior enchente em Alvale ainda está para vir.

Sporting 4 : Newclastle 1
Total da eliminatória:
Sporting 4 : Newcastle 2
O Sporting apurou-se para as Meias Finais da Taça UEFA e, dizem na TSF, na próxima temporada teremos três equipas portuguesas a disputarem directamente a liga dos campeões. Quem diria há três anos que esta indústria teria tal oportunidade?

Sporting stage dramatic comeback
Próximo adversário: Alkamaar.
Primeira-mão em Alvalade a 28 de Abril.

Verdadeiramente “Longe de Manaus”* I (act.)

Abril 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos, Letras e Livros 4 Comments →

Verdadeiramente “Longe de Manaus”* em sete pequenas parcelas

1.
A ideia de passar o início da noite ouvindo uns maduros a falar sobre uma revista de política com problemas de baptismo, orientada à direita, fora dele. Ela fez-lhe a vontade, aceitando a proposta de quebrar a rotina.
Desceram à Baixa para subirem ao Chiado encontrando-o mais apinhado do que estavam habituados. Com dificuldade enfrentaram a corrente dos que regressavam a casa. Espreitaram as montras num relance e apressaram-se pois era tarde: a sessão já havia começado.

2.
A rotina fora quebrada de facto mas uma hora a ouvir outros que, acima de tudo, davam a sensação de gostar de se ouvir falar, bastou. Salvou-se o espaço, uma primeira visita a um sítio com um nome antigo mas inspirado: “Jardim de Inverno�. Pela raridade em terras de Lisboa pode-se dizer que é um lugar bonito, ou melhor, cativante como acontece com muitas coisas raras.
Passando o tempo, esqueceu-se a beleza e ficou o desagrado. O fumo do público e dos entrevistadores-entrevistados acumulou-se continuamente e, também por isso, com picos nos olhos, já meio enjoados, zarparam.

(Continua)
* “Longe de Manaus” é o mais recente livro de Francisco José Viegas, editado pelas Edições Asa em Abril de 2005. Um livro que não tem quase nada a ver com o que aqui se escreve e escreverá nos próximos dias.
Uma entrevista ao autor (sobre este livro) pode ser lida aqui.

Monsaraz or Bust!

Abril 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens Comments Off

monsaraz-5.JPG
Fotografia E. Paulino



Estatísticas