Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
Random Image

As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for May, 2004


Do Estado

De louvar a iniciativa de Luis Nazaré (neste artigo de opinião) admitindo um cenário de base zero para opinar sobre a remuneração de cargos políticos e a transumância público/privado.
Se surgisse um interlocutor válido do outro lado e se a estrutura do PS se dispusesse a debater o assunto sem demagogias todos ganharíamos. Mas o mais provável é a opinião ficar, na melhor das hipóteses, para memória futura. Além do mais, para já, é demasiado difícil (e a meu ver compreensível) aceitar cenários de base zero quando toda a dialéctica da coligação assentou e ainda assenta no discurso do sacrifício dos servidores do Estado.
Nesse sentido é entristecedor verificar a ausência de uma palavra no artigo de Luis Nazaré quanto aos da “não elite”. Pensam-se os “Dirigentes da nação”, a “classe dirigente”… Na minha opinião exige-se uma solução conjunta, uma lógica de serviço público, ainda que ao nível de topo o vínculo a essa definição possa ser precário se optarmos pela via menos limitativa.
O que o actual governo tem dinamizado aponta para uma maior dependência política da estrutura do aparelho do Estado (via nomeações) eventualmente mitigada ou potenciada (dá para tudo, se quisermos) através da aposta na progressão por mérito. Contudo pouco se percebe relativamente ao quanto se está disposto a pagar pela qualidade dos funcionários.
Percebe-se apenas que se remunerou marginalmente durante dois anos “os menos favorecidos”, os que ganham menos de 1000 euros, mas nada se diz quanto àquilo que se admitirá ser o desfasamento admissível entre o funcionalismo público e idênticas competências no privado. Um desfasamento que eventualmente colmatado com alguma garantia endógena ao serviço público que sobreviva à harmonização em curso com o regime privado, garanta, ainda assim, técnicos de qualidade que constituam o Estado.

O topo é importante, sem dúvida, e o debate proposto por Luis Nazaré anda há muito adiado, emperrado pelas demagogias e pelo receio dos políticos, mas não faz qualquer sentido anteceder aquele outro que é agora também urgente e que determinará o tipo de Estado e que qualidade do Estado exigimos. Vamos aplicar as requisições a todos as necessidades de contratação, a todos os níveis hierárquicos para garantirmo qualidade no Estado?
Na conjuntura actual e perante o discurso político dos governantes temos dois anos de reserva mental (que ainda não terminaram) em que pactuámos (e pactuamos) com a estupidez de dispensar cegamente quem servia e serve a administração pública com um vínculo a termo – um péssimo precedente para a confiança de futuros servidores públicos – e temos simultaneamente precisão cirúrgica (após primeiras más experiências) a contratar excelentes dirigentes (acredito porque me o dizem) para funções de chefia, remunerados aos melhores preços de mercado.
Não tenho ideia formada quanto a qual será o melhor sistema de enquadramento da carreira profissional no privado com a carreira política mas sei que o situação actual se aproxima do pior cenário imaginável. Pior mesmo só se os excelentes dirigentes se revelassem, novamente, péssimas escolhas.

A anti-jardinização

Não está só nem em sentido figurado? (Ver esta entrada) Claro que está! E essa é a sua medalha. Por isso não é um “Fernando Seara” e muito menos um “Durão Barroso”.
Por estes dias ninguém está contra o FC Porto e, por enquanto, o senhor ainda é o arquétipo do anti-portista. Nesse sentido ganhou pontos ontem, ao não estar com Durão Barroso.
Não endeuso Rui Rio que, como ontem escrevi, também se deixou ir na onda da imbecilidade reinante tardando em desligar “o piloto automático” em alguns conflitos, mas reconheço, sem ironias, que o assunto é sério.
Merece que os eleitores o avaliem como autarca portuense como deram provas de ter feito com os seus antecessores.

A lembrança da sua solidão, tendo presente o adiamento de uma visita oficial de estado ao México e a euforia desmedida transmitida por um primeiro ministro alterado perante a pacatez de dois dragões de ouro com quem partilhava a bancada, é a melhor homenagem que se lhe pode prestar neste meio.
Talvez o provérbio do “Quem ri por último…” ainda não tenha chegado ao fim.
Pelo caminho julgo que o balanço vai sendo positivo para o país. Os portistas e seus dirigentes pelaram-se por ganhar tudo o que podiam e o senhor presidente sabe muito bem que terá de cumprir um excelente mandato para continuar a merecer a confiança do eleitorado, apesar do atrito.

E agora para algo completamente diferente…

Revista de Imprensa – INE 3
Luisa Bessa
Perde o Norte

Poucas Matérias gera mais consenso do que a necessidade de melhorar o sistema estatístico nacional.
Também são reconhecidas as dificuldades do INE, que quase chegaram ao caricato dos “salários em atrasoâ€?. Mas assumir que o redimensionamento dos quadros deve ser feito encerrando as quatro delegações regionais, um processo que de uma assentada permitirá reduzir 280 dos actuais 800 postos de trabalho, só pode ser classificado como solução de facilidade.
É ignorar a contribuição que as direcções desconcentradas deram ao desenvolvimento de produtos estatísticos apropriados às necessidades das regiões onde se inserem. (…)

in Jornal de Negócios (só disponível em papel)
Read More

Revista de Imprensa – INE 2

Instituto Nacional de Estatística
José Mata fala em ‘risco de desmembramento’
Elisabete Miranda

O Governo considerou a extinção do INE e esta é uma hipótese que ainda não estará totalmente afastada.
Esta conclusão pode retirar-se da intervenção de José Mata, presidente do INE, na cerimónia que assinalou o 69º aniversário da instituição.
Disse José Mata que «o risco de o INE perder áreas muito importantes e da sua produção e de, mais cedo ou mais tarde, ser desmembrado, é um risco real», e que «este cenário esteve em cima da mesa» e não está «completa e definitivamente afastado».
As declarações do presidente do INE vêm lançar mais uma nuvem sobre o que será o futuro da instituição, embora fontes internas relativizem a afirmação, interpretando-a como uma ameaça que tenta prevenir grandes movimentos de contestação às futuras directivas. Esta convicção funda-se, por um lado, na necessidade de se continuar a assegurar os compromissos com o Eurostar e, por outro, pelo facto de as mudanças a implementar já se encontrarem definidas.(…)

in Diário Económico
Read More

Revista de Imprensa – INE

INE
Auditoria da IGAP contraria Roland Berger
António Freitas de Sousa

Uma auditoria da Inspecção-Geral da Administração Pública (IGAP) concluída em Maio de 2003 sugere à administração do INE que aprofunde a regionalização dos seus serviços, através da «transferência de competências dos serviços centrais para as direcções regionais».

Uma medida de sentido oposto à que é sugerida pela Roland Berger – que propõe o encerramento destes serviços e que, tudo indica, será aceite pelo Governo.

Entretanto, na cerimónia que assinalou os 69 anos da instituição, José Mata acabou por lançar mais dúvidas internas, ao falar no risco de desmembramento do INE, um cenário que foi considerado e que ainda não está afastado.
in Diário Económico

Amigos, isto é muito sério

O homem exagerou um bocadinho e tal mas confesso que senti alguma empatia com a sua coragem em se impôr em meio hostil. Num ponto ou outro deixou-se contagiar com uma certa imbecilidade reinante mas a dificuldade da tarefa era desculpabilizante.
Hoje, sabemos até que há quem se esforce, ao mais alto nível, para amenizar os ressentimentos, defendendo que se deixem os baigões serem baigões e por aí adiante, em jeito “perdoa-lhe”. Mas, no entretanto, nesta longa noite, nesta noite de euforia portista, há uma alma portuense que merece respeito e consideração. Junto-me assim singela e prolixamente ao sempre atento Terras do Nunca numa sentida lembrança.

Solidão:
Rui Rio

Muito oportunamente…

Muito oportunamente a 2: (canal de televisão português) escolheu para a hora Discovery de hoje um documentário sobre glaciares, ursos polares e leões marinhos.
O ecrã cobre-se de azul e branco.
A mais original e serena das homenagens!

PORTOOOOOOOOOOOOOO!!!

Bibó PORTO, carago!
Muónica

Quero outra língua!

Discutia há pouco no meu local de trabalho qual seria a terceira língua mais oportuna para investimento de um jovem economista que se adivinha a ter que procurar novo emprego, em breve.
Percorrido o Português e o Inglês o que escolher?
Espanhol?
Russo?
Alemão?
Ã?rabe?
Mandarim?
O objectivo não será necessariamente a internacionalização… “Apenas” adquirir uma vantagem competitiva. Haverá uma melhor opção clara a 26 de maio de 2004? Alguma sugestão informada?
Alguma sugestão informada?

Common sense?

O Paulo recusa-se a pôr o estudo num pedestal, e faz bem mas…É útil ou não passa de ruído? Pelo que li e atendendo ao que os próprios comandantes no campo têm dito, parece-me mesmo muito bem informado e, acima de tudo, oportuno.