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Poesia e Música

Venho de colher um cravo, minha boquinha de riso

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira. Este é o lema de um verdadeiro beirão, cidadão do mundo. spoti.fi/1p8Cytn

Venho de colher um cravo #BeiraBaixa #Adufe ♫ Portugal: Macelada – Two elderly women with adufe accompaniment spoti.fi/1smPVfq

Minha boquinha de riso… #Adufe #BeiraBaixa ♫ Srª do Almortão – Ao Vivo – Zé Perdigão, Adufeiras da Idanha-a-Nova spoti.fi/1rX1Ja3

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Economia Política

Alguém que explique a Seguro a definição de carga fiscal

“Se a carga fiscal aumentar enquanto for primeiro-ministro demito-me”

ouvido ontem a António José Seguro (por memória)

 

Se Seguro não aumentar impostos mas o país entrar em recessão demite-se? Faz birra porque a economia não está a colaborar e outro que governe? Abandona o cargo quando mais preciso será ter rumo, sangue frio e estabilidade política? É que nesse caso – em recessão – a carga fiscal pode aumentar.

Será que conhece a definição de carga fiscal?

Vai a correr baixar impostos para cumprir a promessa de não subir a carga fiscal caso o PIB esteja a patinar mais depressa do que a recolha de impostos? Se sim de que despesa prescinde? E basta que a carga fiscal suba “um dia” durante o mandato para se demitir? Creio que é possível obter a carga fiscal oficial via INE com dois anos de desfasamento mas é possível estimar com mais frequência. Pode-se demitir logo ao final da primeira execução orçamental? Ou esta é daquelas promessas que como é dífícil de operacionalizar em tempo útil é só mais um chavão populista para competir com o Marinho e Pinto?

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Partido Socialista Pessoal

O que fazer no dia 29 de setembro?

O que fazer no dia 29 de setembro?
Hoje acho que o atual SG do PS dará um péssimo PM. No dia 29 de setembro de 2014 não vou ter uma opinião diferente. Convenci-me disso durante estes últimos cerca de dois anos, não é propriamente algo que mude num estalar de dedos ou numa noite eleitoral. Se a convição não fosse tão forte, talvez o dia seguinte me fosse mais simples mas no caso, pessoalmente, há pouco a fazer.
Se a maioria dos militantes e simpatizantes do PS escolher aquele que acho será um péssimo PM para o país para concorrer às legislativas pelo meu partido tenho duas opções. Aceitar democraticamente a escolha e respeitar os estatutos do PS ou não aceitar e ir à minha vida. Em todo o caso garanto que manterei os níveis de hipocrisia em valores compatíveis com o meu amor próprio, de que esta breve prosa é aliás uma pública promessa. É simples. Qual é o drama?
Até lá há uma campanha pelo melhor para o país e para o PS em que faço questão de me envolver. Tenham uma boa semana!

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Política

A ténue diferença entre ser-se político e ser-se populista

A má imprensa tem sido um argumento apologético recorrente para resultados menos bons em eleições. Não negando que terá um papel não desprezível, não me convence como razão fundamental. Veja-se este post do João Nogueira Santos no Facebook:João Nogueira Santos no Facebook:

MPT e LIVRE vão ter 9,4% dos votos. Dois partidos sem meios, que ninguém conhecia, mas com candidatos com alguma notoriedade e com percurso reconhecido na vida pública.

Este resultado demonstra que afinal é possível a sociedade civil entrar no sistema para o mudar por dentro. Mas para tal é preciso que os seus membros mais reconhecidos e prestigiados, deixem-se de conversa e venham a jogo nas eleições, em atuais ou novos partidos. Obrigado Marinho Pinho e Rui Tavares pelo vosso exemplo e esforço.

É caso para dizer: Se eles conseguem, o que estará a correr mal? Será que o problema está sempre no outro? Marinho construi a imagem ao longo de anos, Rui Tavares também. Dos dois prefiro o exemplo do segundo, outros preferirão o do primeiro, mas o que é certo é que se fizeram políticos. Todos sabem o que pensa Marinho e Pinto, muitos sabem o que pensa o Rui Tavares.

Começar com uma folha em branco numa direção partidária de um partido com a dimensão do PS ou do PSD, com pouca densidade política reconhecida pelos eleitores nos anos que a antecederam (nota: camaradas de partido, não são eleitores comuns, o que releva é o que “sai para fora”) foi e está a ser parte do problema. A má imprensa não explica tudo. E isto tanto serve para os incumbentes no PS como para os que estejam a pensar ficar pela calada à espera da próxima oportunidade “segura”. A política ficou mais complexa, a aversão ao risco não é uma opção, atualizem-se!

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MEP Partido Socialista Política

Democracia

E agora um abraço a todos os que fizeram (e dignamente desfizeram) o MEP e que há 5 anos estavam reunidos com sentido de dever cumprido à espera dos resultados. Foi uma grande aprendizagem, uma experiência inesquecível e um testemunho inspirador a que tive a sorte e prazer de assistir e partilhar. O MEP não singrou como alternativa mas, pelo menos no meu caso, face ao meu ponto de entrada, revelou-me que há motivos de esperança onde não os vislumbrava. A esperança e crença no vizinho do lado, caro eleitor, não diminuiu, aumentou. Há muito boa gente alheada da política disponível, interessada e capaz. Deu-me uma perspetiva muito mais positiva do que podemos fazer em política. Muito do que vi por lá faz uma imensa falta nos grandes partidos, a energia, a audácia de mudar internamente, de tentar novos mecanismos de comunicação e de participação e de construir e reconstruir o próprio programa político e os vários programas de governo. À medida que vou conhecendo melhor o meu partido “natural”, o PS, mais convencido estou disso mesmo. Melhor é possível e vai ter de se fazer. No meio de um imenso pessimismo quanto ao cenário político “externo” e perante um cenário de grande afastamento face uma parte crescente do eleitorado, não consigo esconder esta nota de esperança e vontade de ação. Contribuir com maior exigência, mais energia e entrega na participação cívica dentro de um partido nunca pode ser um empecilho. Será sempre o fundamental da força vital de qualquer democracia. Afinal que raio de outro caminho é que quem se fica a resmungar e a reclamar prezando a sua querida abstenção imagina como solução?
Um abraço especial ao Rui Marques, à Francisca Assis Teixeira, ao Joaquim Pedro Cardoso Costa, à Margarida Gonçalves Neto, à Laurinda Alves, ao Rui Nunes da Silva , ao Miguel Alves, ao Jorge Sousa, ao Jorge Santos ao Carlos Albuquerque, à Joana Morais E Castro, ao Rui Castro Martins, à Margarida Olazabal Cabral, ao Luis Cabral ao Tiago Neto ao Pedro Fidalgo Marques e a tantos outros.

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Política

Europa: Que nos lixem os mercados?

Ninguém consegue explicar com os argumentos habituais  com que nos convidam a definir a política económica e social pelo andamento nos mercados da dívida pública, porque é que bons alunos, maus alunos e alunos assim-assim estão a conseguir colocar dívida a preços cada vez mais baixos e, em vários casos, em mínimos absolutos desde que se criou o Euro. Se calhar era bom repensarmos a forma como definimos culpas, medimos rigor económico e definimos ou recusamo-nos a definir uma política fiscal comum.
É que o indicador mercados por estes dias (e em muitos outros dos últimos anos) simplesmente não tem leitura nem consistência para ser fulcro de qualquer projeto político e económico. Se há paradoxo evidente, que haja ilações claras.
Na Europa temos de nos entender e procurar um núcleo de interesse comum. E nos últimos dias a História tem-nos avivado alguns que traziamos esquecidos. Enquanto simplificarmos análises confiando em mercados, em fantasmas com quase 100 anos, em meias histórias sobre a crise recente e em preconceitos moralistas disfarçados de economicidade (com toque levemente xenófobo) mas sem fundamento factual, não nos safamos.

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Política

Um desempregado como grão de areia no saco virtuoso de Vitor Bento

Os sacos de pesos com que Cristiano Ronaldo treinava para ser o melhor do mundo e de que Vitor Bento fala como uma virtude a acarinhar para construir algo melhor, transposto para o país são o quê?
Compara-se o sacrífício imposto com enormidades, brutalidades e colossalidades a centenas de milhares de portugueses com sacos de areia para treinar o músculo, sem uma palavra para o absurdo e ineficácia prática do excesso, e no final afirma-se que quem anda inquieto à procura de um caminho debatido e refletido por todos precisa de estudar. Pois precisa, precisamos sempre, E de que precisará Vitor Bento?

A leviandade e ligeireza com que nos esquecemos do que se está a passar no país e com o que se pode razoavelmente progetar para o futuro assusta-me e mobiliza-me.

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Política

Se até o Hollande já aceita austeridade…

Com o que a Alemanha quer ou está disposta a querer hoje: sem união bancária digna desse nome; sem banco central com os poderes clássicos completos; sem qualquer mecanismo de reação multilateral credível a crises típicas ou atípicas; sem qualquer vislumbre de um regresso a uma Europa das Nações (onde a Alemanha voltar a ser um entre 28) e com a progressiva conversão numa Europa de demonstrações financeiras, onde a política do cidadão se resume à fronteira local; com simpatia crescente por derivas pouco amigáveis para com a livre circulação de pessoas, etc, etc , a União Monetária e Europeia resistem quanto tempo (“mesmo” com todos a seguir o novo Hollande)?

Eu não faço ideia, mas desconfio que não dura muitos anos tempo. É que se a solução única se prova que não gera um futuro desejável ou um equilíbrio sustentável no espaço da União, é legítimo e expectável que muitos resolvam genuinamente procurar soluções em outros protagonistas além dos que, ou defendem a solução única, ou a encaram como uma fatalidade no exato momento em que assumem o poder, sem acrescentar qualquer agenda consciente desta ameaça.

Mas se calhar sou eu que estou a ver mal. Se até o Hollande agora é pela austeridade, é porque a austeridade em toda a linha é o caminho único. Oremos.

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Política

Apelos ao voto útil, já?

Entretanto, conhecido há poucas horas o cabeça de lista do PS às Europeias(recordo “Opinião: Francisco Assis – o extremista cirúrgico “), já começaram os apelos ao voto útil. Mesmo sem que alguém consiga honestamente ter uma ideia clara de qual será a posição do PS na complicada encruzilhada europeia em que estamos.

Estou convencido que a receita habitual do PS foi posta em causa, a Europa que sempre quisemos está hoje para lá do atingível, e a deriva presente é tudo menos reconfortante. O que fazer e o que se defender neste cenário?
Bem sei que há esquerda predominam não soluções o que simplifica o apelo ao voto útil, mas mesmo assim, um pouco de amor próprio e respeito pelo eleitorado recomendaria a que os apelos lancinantes ao voto útil surgissem apoiados por um mínimo de compromisso. Desconfio que seriam tremendamente mais eficazes, não?

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