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"OTA: a maior construção do mundo sobre leito de cheia"

Foi com o título ali de cima que Rui Rodrigues me fez chegar ao e-mail uma apresentação preparada pela Alambi (associação ambiental do concelho de Alenquer) baseada em fotografia tiradas em Novembro de 2006. Recomendo a visualização da apresentação mas particularmente recomendo que atentem na imagem que aqui reproduzo e que lá encontrei. Acreditando no esboço da Alambi, é ali que se vai fazer o Aeroporto. Ora digam lá se só por esta imagem não é razoável ter muitas dúvidas…
OTA não sabe nadar

11 replies on “"OTA: a maior construção do mundo sobre leito de cheia"”

Talvez João. Costuma ser assim quando quem tem a informação não a dissimina de forma adequada ou quando todos ralham e ninguém tem razão. A tese de que a malta não consegue ver a luz não cola comigo, pelo menos durante tanto tempo para debater como este caso já teve.
Eu já devia estar mais que convencido dos bons argumentos do governo e não estou. E o governo não se pode dar ao luxo de fazer parte da turba que não tem razão nesta matéria.

Rui, toda a informação relevante (e mais alguma que não o é) está disponível online. Nunca houve um investimento público tão escrutinado em Portugal, e ainda bem. Agora, não faz sentido alimentar esta arruaça que alguns procuram levantar em torno da Ota argumentando que não há informação. Tal como o Rui e muitos outros bloggers, eu pedi em finais de 2005 que fossem disponiblizados ao público todos os estudos existentes, o que aconteceu. Quem continua a queixar-se de falta de informação ou não se deu ao trabalho de ler e analisar, ou está de má fé.

Não se esqueçam que Sócrates é engenheiro. Pode bem estar na forja a primeira pista flutuante do mundo. Aliás, no futuro, com a subida do nível do mar, é de prever que o hidro-avião substitua os aviões de hoje. Caso não seja construida a OTA perdemos a oportunidade de ter um mega aeroporto preparado para os novos desafios.

Há um bom par de anos, quando se estudava a localização da nova(velha) ponte sobre o Tejo, todos os estudos apontavam a ligação Chelas/Barreiro como a mais premente. Um ministro que construiu a CRIL enquanto pode sacar terrenos publicos a Monsanto, mas depois deixou a batata quente para quem viesse resolver, decidiu que a ligação ao Montijo é que era. Na altura, até achei a decisão acertada, porque tinha o “filing” que se se fizesse a de Chelas, a actual Vasco da Gama, tarde se faria, enquanto ao contrário, como se está a provar, lá terá que se construir a nova ponte.

Ora, de repente, a OTA salta para os jornais de uma forma tão violenta, que algo me dizia qyue este processo me cheirava a esturro. Até o Marques Mendes que possivelmente poucas vezes irá utilizar esta estrutura, porque mais dia menos dia a inevitabilidade da vida acontece, e da forma tão intensa, mesmo não apresentando qualquer alternativa, mais me intrigou.Aliás esta agenda e o SOL….

Mas depois , helas, o nosso tal ministro, afinal já presidente da Lusoponte, a tal que já foi paga em 8 anos, mas que vamos pagar por mais 20 ou 30 anos, afinal tem-se andado a mexer e a mexer tão bem, que até o nosso arquitecto já declara o projecto morto, mesmo sabendo que haverá sempre ajustamentos ao tráfego aéreo na mudança de aeroporto.

Vamos esperar pelos próximos capítulos, mas como vulgar popular deste país, fui ler o relatório sobre a Portela e não consigo perceber como é que um ministro, hoje presidente da Camara de Lisboa, leu o mesmo relatório, e mesmo não entrando em linha de conta com os constrangimentos de ter que haver duas entidades a processar o movimento aéreo em Lisboa, defende que era razoável a Portela, com Alverca.

Ora,

Queria chamar a atenção para o facto de que aquela imagem está correcta.

Se for aqui:
http://adufe.net/2007/03/ota-a-maior-construcao-do-mundo-sobre-leito-de-cheia/

e vir os estudos da Parsons, verá que aquela imagem corresponde com muitíssima precisão à implantação do desenho da consultora Parsons.

Veja a p. 217 do Vol. 1 da Parsons

Plano Director de Referência de Desenvolvimento
Conceptual do Aeroporto (Parte 1) (pdf 4629K),

a p. 243 do 2 Vol., e muito em especial, as 247 e 251 deste mesmo 2 Vol.

Meça as figuras que lá estão (pistas, distância a marcos no terreno, etc)

Depois abra o Google Earth e verifique a sobreposição.
E verá, creio, que a imagem que comentou estará razoavelmente correcta.

Infelizmente aquela é a realidade da Ota num Inverno chuvoso.

Alguns dizem que só 6% são terrenos pantanosos.
Eu não acredito, pura e simplesmente.

Já agora, se quiser visitar o meu blogue sobre a questão do Novo Aeroporto:

http://bravosdopelotao.blogspot.com/

Grato pela sua atenção, envio-lhe os meus melhores cumprimentos,
Gabriel Órfão Gonçalves

Ah!, e se alguém me disser qual é o estudo que escolheu a Ota, eu agradecia.
Por favor, não sejam papagaios de repetição: se os estudos estão disponíveis, leiam-nos de uma ponta à outra.
De uma ponta à outra, que foi para isso que aprendemos a ler.

O que há é estudos que põem a Ota em último lugar. Veja no meu blogue ou peça-me o estudo da ANA de 1994 para
gabriel.orafo.goncalves@clix.pt

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