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	<title>Comentários em: Os problemas com a matemática desapareceram? - actualizado II</title>
	<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/</link>
	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
	<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 18:13:16 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Carlos Albuquerque</title>
		<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16024</link>
		<dc:creator>Carlos Albuquerque</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 10:56:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16024</guid>
		<description>Situação curiosa: para falar do que teria corrido bem (melhores resultados) faz-se uma grande festa; quando alguém pergunta o real significado dos resultados, explica-se que são apenas para aferição interna.

Se o Ministério não está em condições de divulgar tudo o que está por detrás do resultado desta aferição então não deve usar os resultados para promover a sua política.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Situação curiosa: para falar do que teria corrido bem (melhores resultados) faz-se uma grande festa; quando alguém pergunta o real significado dos resultados, explica-se que são apenas para aferição interna.</p>
<p>Se o Ministério não está em condições de divulgar tudo o que está por detrás do resultado desta aferição então não deve usar os resultados para promover a sua política.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: tonibler</title>
		<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16023</link>
		<dc:creator>tonibler</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 23:56:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16023</guid>
		<description>Vocês sabem que as provas tiveram mesmo miúdos a fazê-las, certo? Que há miúdos, como um dos meus, em casa eufórico porque tirou A, sem saber sequer a diferença entre avaliação e aferição? Meus caros, esta vigarice já tem vítimas, não é apenas apanhar uma mulher numa mentira. Há centenas de milhar de vossos concidadãos, um deles em minha casa, que mal se sabem defender e que pensam que foram avaliados e que passaram com distinta nota.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês sabem que as provas tiveram mesmo miúdos a fazê-las, certo? Que há miúdos, como um dos meus, em casa eufórico porque tirou A, sem saber sequer a diferença entre avaliação e aferição? Meus caros, esta vigarice já tem vítimas, não é apenas apanhar uma mulher numa mentira. Há centenas de milhar de vossos concidadãos, um deles em minha casa, que mal se sabem defender e que pensam que foram avaliados e que passaram com distinta nota.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Jesus Caetano</title>
		<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16021</link>
		<dc:creator>João Jesus Caetano</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 18:12:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16021</guid>
		<description>Já te tinha dito que partilho de algum cepticismo sobre a variação, qualquer que seja a metodologia aplicada.  No entanto, sabemos muito pouco sobre o que de facto se passou em termos quantitativos.

Covém, no entanto, não nos deixarmos contaminar pelas doses de desinformação, de que o post do Blasfémias é um exemplo evidente.

Se estas fossem provas de avaliação, partilharia do espírito inquisitório.  Como não são, prefiro olhar para outros detalhes.  E um deles diz-me que ainda há muitas crianças a obter resultados não satisfatórios.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já te tinha dito que partilho de algum cepticismo sobre a variação, qualquer que seja a metodologia aplicada.  No entanto, sabemos muito pouco sobre o que de facto se passou em termos quantitativos.</p>
<p>Covém, no entanto, não nos deixarmos contaminar pelas doses de desinformação, de que o post do Blasfémias é um exemplo evidente.</p>
<p>Se estas fossem provas de avaliação, partilharia do espírito inquisitório.  Como não são, prefiro olhar para outros detalhes.  E um deles diz-me que ainda há muitas crianças a obter resultados não satisfatórios.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rui Cerdeira Branco</title>
		<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16020</link>
		<dc:creator>Rui Cerdeira Branco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 17:02:00 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16020</guid>
		<description>Eu sou fã da conjugação das perspectivas relativa e absoluta na análise deste tipo de resultados, seja para estudar a pobreza ou os resultados num exame/prova de aferição.
Assim acrescentaria à tua premissa um limiar qualquer, arbitrário mas fixo, permitido pela classificação atribuída a cada prova corrigida. Seria o tal limiar da “nega” caso esta prova fosse de avaliação.
Com a distribuição quantitativa em cada ano E com a contagem dos abaixo de limiar teríamos melhores condições para analisar o que se passa.
Admitir que o limiar seja definido pela perspectiva 2 parece-me muito pouco honesto, pois julgo que ninguém está à espera de tal “tecnologia” nos media e não vi referência alguma a essa hipótese.

Se os currículos não se alteraram, as provas devem ter a preocupação de aferir de igual modo (em termos de dificuldade e de programa) em todos os anos logo, a simples constatação/comparação da percentagem de frequência em cada patamar, seja o A, o B, o C ou o “não satisfaz” é relevante e particularmente significativa se registar elevadas variações como é o caso.
O estudo da distribuição dir-nos-ia adicionalmente se há mais alguma aberração em causa além da variação face aos limiares.
Enfim, em ambos os casos a variação dos 40% para os 40% no espaço de um ano é muito estranha.
E naturalmente concordo contigo, mesmo 20% ainda é muita gente com resultados fracos, mas a discussão em torno do sucesso, insucesso do sistema de ensino passo por termos info compreensível, independente, credível e comparável. Será o caso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou fã da conjugação das perspectivas relativa e absoluta na análise deste tipo de resultados, seja para estudar a pobreza ou os resultados num exame/prova de aferição.<br />
Assim acrescentaria à tua premissa um limiar qualquer, arbitrário mas fixo, permitido pela classificação atribuída a cada prova corrigida. Seria o tal limiar da “nega” caso esta prova fosse de avaliação.<br />
Com a distribuição quantitativa em cada ano E com a contagem dos abaixo de limiar teríamos melhores condições para analisar o que se passa.<br />
Admitir que o limiar seja definido pela perspectiva 2 parece-me muito pouco honesto, pois julgo que ninguém está à espera de tal “tecnologia” nos media e não vi referência alguma a essa hipótese.</p>
<p>Se os currículos não se alteraram, as provas devem ter a preocupação de aferir de igual modo (em termos de dificuldade e de programa) em todos os anos logo, a simples constatação/comparação da percentagem de frequência em cada patamar, seja o A, o B, o C ou o “não satisfaz” é relevante e particularmente significativa se registar elevadas variações como é o caso.<br />
O estudo da distribuição dir-nos-ia adicionalmente se há mais alguma aberração em causa além da variação face aos limiares.<br />
Enfim, em ambos os casos a variação dos 40% para os 40% no espaço de um ano é muito estranha.<br />
E naturalmente concordo contigo, mesmo 20% ainda é muita gente com resultados fracos, mas a discussão em torno do sucesso, insucesso do sistema de ensino passo por termos info compreensível, independente, credível e comparável. Será o caso?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João Jesus Caetano</title>
		<link>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16019</link>
		<dc:creator>João Jesus Caetano</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 16:49:15 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.net/2008/06/os-problemas-com-a-matematica-desapareceram/#comment-16019</guid>
		<description>Rui, sobre algumas das tuas perguntas na Adenda:

Não são negas. São resultados não satisfatórios.

A questão está em saber o que significa “Não Satisfaz”.

Há duas formas possíveis de o definir, a “Absoluta” (1) e a “Relativa” (2).

(1) “Não Satisfaz” é uma categoria que agrega todos os resultados inferiores a uma nota pré-definida.

(2) “Não Satisfaz” é uma categoria que agrega todos os resultados que se encontram estatisticamente afastados do comportamento global.

Como o ME o fez, não sei. Só um conhecimento da distribuição de notas quantitativas te permitiria esclarecer melhor o que se passou. Mas será isso relevante? Isto é um intrumento de calibração, de melhoramento, do sistema.

O importante é que ainda há muitos alunos “Não Satisfaz”. É isso que nos deveria preocupar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui, sobre algumas das tuas perguntas na Adenda:</p>
<p>Não são negas. São resultados não satisfatórios.</p>
<p>A questão está em saber o que significa “Não Satisfaz”.</p>
<p>Há duas formas possíveis de o definir, a “Absoluta” (1) e a “Relativa” (2).</p>
<p>(1) “Não Satisfaz” é uma categoria que agrega todos os resultados inferiores a uma nota pré-definida.</p>
<p>(2) “Não Satisfaz” é uma categoria que agrega todos os resultados que se encontram estatisticamente afastados do comportamento global.</p>
<p>Como o ME o fez, não sei. Só um conhecimento da distribuição de notas quantitativas te permitiria esclarecer melhor o que se passou. Mas será isso relevante? Isto é um intrumento de calibração, de melhoramento, do sistema.</p>
<p>O importante é que ainda há muitos alunos “Não Satisfaz”. É isso que nos deveria preocupar.</p>
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