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Renovar as marcas-partido

O texto de hoje de Pedro Adão e Silva, "A Febre dos Independentes", tem partes muito cá de casa…

"(…) O que se espera do PSD e do PS nas eleições de Lisboa é, por isso, que renovem as suas respectivas “marcas partidárias”: cortando com o seu passado autárquico; colocando, sem eufemismos, o combate à corrupção e uma discussão séria sobre o financiamento partidário no topo da agenda; e enfrentando a espessa, ainda que nem sempre visível, coligação de interesses que, através do poder autárquico, numa rede tentacular a que poucos escapam, fragiliza a democracia portuguesa. As candidaturas de Carmona Rodrigues e Helena Roseta não resolvem nenhum destes problemas, mas, pelo menos, podem servir para pressionar os partidos a enfrentá-los."

Para já, olhando para Lisboa e para as poucas intervenções políticas havidas vai-me tudo sabendo a pouco. Saberei eu o que quero? Alguém saberá o que quer? Alguém terá ao menos passeado lá por fora e ficado com vontade de importar o que de melhor em gestão urbana por lá viu? Alguém acredita que Lisboa pode ser mais do que habitantes pendulares e residentes idosos? A conversa política vai enfadonha e a caminho das trevas… Irra!

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O sexo, a idade e a justiça

Ainda do A Origem das Espécies (que anda muito em cima das notícias que interessam nas últimas semanas) o Francisco pega, no artigo "Justiça", no caso do Supremo Tribunal de Justiça que reduziu uma pena por abuso sexual de uma menor de 13 anos.

Como ponto prévio diga-se que já li coisas tão dispares como esta no Público (que me parece equilibrada): "Supremo Tribunal reduz pena de homem condenado por abuso sexual de menores " ou como esta, muito provavelmente disparatada, no Portugal Diário: "Quando a pedofilia é menos grave". Notem que nesta última se parte sem demoras para a pedofilia que, por mais que alguns jornalistas queiram ignorar, é o nome de uma patologia muito bem identificada que não dá para pôr com propriedade nos títulos de todas as notícias envolvendo menores.

Com as injecções de informação que apanhei quando da situação Casa Pia, fiquei convencido que quem pratica sexo com uma/um menor de 13 anos não é necessariamente um pedófilo. E há uma diferença imensa entre as duas coisas. Tal como há diferenças imensas entre crianças com a mesma idade aos 13 anos…

Não estou com isto a concordar ou discordar do Supremo mas consigo imaginar uma situação onde se justifica este tipo de argumentação que levou a uma redução de pena (cumprir 5 anos de prisão não é o mesmo que uma absolvição). Não me parece equilibrado uma sociedade, por exemplo, punir da mesma forma um pedófilo que abusa repetidamente crianças de 5, 6 ou 7 anos (ou mesmo de 13), de outra pessoa que engatou numa discoteca uma rapariga de 13 anos que quase parecia ter 18 – sim, há raparigas de 13 anos que já vão à discoteca. Repito, estou a dar um exemplo, não conheço o caso concreto.

Dito isto, é óbvio que também pode acontecer que um acto sexual com uma (um) menor de 13 anos seja de facto um abuso sexual sem qualquer atenuante, seja de facto um acto de pedofilia e que mereça de facto uma punição exemplar. Consigo imaginar um pai de uma criança de 13 anos ficar imediatamente chocado com esta redução de pena, mas consigo também admitir que essa não deva ser a reacção adequada para todas as situações.

O que estou a querer dizer é que o juiz deve analisar o caso concreto e deve ter alguma margem para tratar de forma diferente situações diferentes, sendo que, em todo o caso, recai sobre o adulto o ónus de garantir que pratica sexo com maiores de 13 anos que tenham dado o seu expresso consentimento, correndo o risco, se não o fizer, de ser justamente acusado de abuso sexual de menores.

Como nota de rodapé sublinho que vivemos num país em que a idade de início da vida sexual tem diminuído significativamente nas últimas décadas; um país que tem das mais altas taxas de gravidez entre adolescentes da Europa.

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Da construção de notícias, "mas sem malícia"…

Já ouviram dizer que os Gato Fedorento plagiaram não sei o quê?

Então leiam esta resposta de Ricardo Araújo Pereira (RAP) ao DN (jornal que levou o assunto para fora da blogoesfera). Leiam particularmente se forem políticos profissionais ou candidatos a tal. Há notícias a que só se pode responder assim. Infelizmente, este caminho é geralmente estrada proibida entre a nossa classe política. Pior para eles que ficam cada vez mais reféns da mediocridade, particularmente da mediocridade de alguns jornalistas. 

"(…) DN: Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?

RAP: Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor. (…)"

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E a senhora Ministra fica-se?

Via A Origem das Espécies, em "A corporação", chego a esta notícia do DN com o alto patrocínio do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação:

«Valeu tudo: tratar um sujeito como predicado, usar um "ç" em vez de dois "s", inventar palavras. O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação deu ordens para que nas primeiras partes das provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º e 6.º anos, os erros de construção gráfica, grafia ou de uso de convenções gráficas não fossem considerados. E valeu tudo menos saber escrever em português. Isso não deu pontos.»

E depois os economistas é que vivem na lua com os seus modelos instrumentais de experimentação científica "ceteris paribus".

A avaliação parcelar de conhecimentos assume assim uma nova dimensão. Se admitirmos que sabes escrever (mesmo que não saibas), como é que é a tua capacidade de interpretação? Se admitirmos que sabes nadar (mesmo que não saibas) quanto tempo levas a percorrer 25 metros numa piscina olímpica?

Velhos tempos aqueles em que os professores de história, geografia, química (do ensino público suburbano) ser atreviam a penalizar os alunos que manifestamente não sabiam escrever correctamente em Português. Hoje até os professores de português estão limitados a uma área estanque num pedaço de exame.

Afinal as provas de aferição serviram para mais qualquer coisa: para chamar a atenção para esta mentalidade abstrusa que se mantêm de pedra e cal no nosso ministério da educação. E a senhora Ministra, fica-se? Sabe, a cumplicidade é crime… 

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De referência…

A ler: "Meia Hora em 5 minutos" pelo Pedro F no ContraFactos & Argumentos. Um excerto:

" (…) A questão é – ao contrário do que o Rui diz e eu concordo -, a questão é que a definição de jornal de referência está a ser alterada (para pior, quanto a mim), o que permite vir a ter um diário gratuito de referência. Claro!
Mas um jornal de referência não se lê em meia hora. Um jornal de referência faz-nos pensar e dá informação para pensarmos nos dias seguintes. Recomendo a leitura do artigo de hoje no Expresso por Miguel Sousa Tavares ou do link sobre palermices escritas no britânico The Independent colocado recentemente no Blasfémias.
Se calhar, do que andamos a falar é da morte dos jornais de referência. Que os gratuitos se possam afirmar como de referência, veremos porque, mais uma concordância, "isto tudo é um execício de abstracção dado que não faço ideia daquilo que aí vem na prática". (…)"

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Final da Taça 2006/2007 em dois bonecos

A entrega da taçaJamor: Sporting no relvado com a taça…
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Já cá canta – Sporting Clube de Portugal conquista 14ª Taça de Portugal…

… e eu estive lá Laughing

Segue a festa e que para o ano haja mais, de preferência o outro caneco (que venha de lá riba cá para baixo).

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Que seja uma tarde bem passada no Jamor

Nunca vi tantos jogos da taça ao vivo, do Sporting, num ano. Ainda está na memória a festa com o Pinhanovense no Barreiro, e a vitória frente à Académica em Alvalade. Nunca fui ao Jamor… E se daqui a uns minutos eu me apanhasse com dois bilhetes para final da Taça?

Obrigado pelos votos Carlos, respondo com um clássico: que ganhe o melhor e que esse seja o Sporting! 

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Um diário gratuito pode ser de referência?

A pretexto da novidade de ontem (um novo jornal gratuito, chamado Meia Hora, que se auto-impõe a fasquia de vir a concorrer no nicho dos jornais de referência) o Pedro F. pergunta-me se um diário gratuito pode ser de referência.

A minha resposta curta: sim, é só querer.

A minha resposta longa:

Espero bem que sim pois, tendencialmente, tem-se caminhado para uma produção de jornais em que o preço de capa se apresenta apenas como uma fracção (decrescente, julgo eu) mesmo entre os ditos jornais de referência nacionais e internacionas.

Na prática duvido que seja desta. Com tão poucos profissionais na equipa (15) será difícil mas também é bem verdade que há por aí redacções onde a quantidade tem pouco a ver com a qualidade da produção. Aliás, tenho para mim que hoje não temos um jornal que mereça o título de jornal de referência; o nivelamento tem-se feito por baixo. Veja-se o exemplo do que pode sair num editorial do Diário de Notícias como aqui testemunhei hoje, ou a contaminação "alienígena" por corpos que deveriam ser estranhos a uma peça jornalística que vão pautando as notícias do Público, particularmente as relativas a política.  

Uma coisa é certa, no actual contexto, é fácil marcar a diferença pela positiva, a concorrênca é paupérima e um back to basics pontuado com menos perguiça e uma boa dose de trabalho de equipa, coragem e astúcia podem produzir um bom jornal. Consigo conceber que o seja possível fazer o melhor jornal diário nacional que se lê em meia hora com uma equipa pequena. E se ignorarmos os artigos de opinião (que não sabemos que espaço terão no novel Meia Hora) e nos cingirmos aos cadernos principais dos diários, todos os jornais se lêem em cerca de meia hora. Se teremos um jornal de referência, já a conversa é outra. E naturalmente isto tudo é um execício de abstracção dado que não faço ideia daquilo que aí vem na prática.

Outra forma de fazer a pergunta: o New York Times ou o El Pais teriam de fechar as portas se amanhã passassem a gratuitos? Teriam de abdicar do que são como jornais?

Vejo essencialmente problemas operacionais solúveis com alguma imaginação - como continuar a distribuir em banca e a chegar ao público alvo fisicamente, em papel, por exemplo.

Concluindo: não é o preço ser igual ou diferente de zero que determinará a resposta positiva ou negativa à tua pergunta. O preço que pagarei é a publicidade que terei de engolir e, marginalmente, uma potencialmente menor independência editorial. Se o jornal for bom, farei algum esforço de chegar até ele. Aguardemos.

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