Archive for the ‘Viagens’
Cabo Verde no New York Times
"MINDELO, Cape Verde — Virtually every aspect of global migration can be seen in this tiny West African nation, where the number of people who have left approaches the number who remain and almost everyone has a close relative in Europe or America. (…)"
London City Hall
Olhamos para o edifício da Câmara Municipal de Lisboa e vemos a rectidão das linhas, o carácter austero, o símbolo de poder.
Olhamos para a nova City Hall de Londres (via Wikipedia) e…
As imagens são muito traiçoeiras…
Frankfurt
Regresso a casa com as fotografias da ordem em carteira e mais qualquer coisa. Para já: férias! Depois se verá o que sobra do último passeio transfronteiriço, submetido ao crivo do tempo. Provavelmente muito pouco digno do blogue. Veremos.
Para já, um outro ponto alto de Frankfurt na praça da antiga ópera.
O mais alto é sempre uma questão de perspectiva. Fiquem bem!
“OTA: a maior construção do mundo sobre leito de cheia”
Retratos da Idanha - Monsanto visto de Penha Garcia
Imagens em Rectângulo
Uma das curiosidades deste novo template do Adufe é a imagem que surge no canto superior direito do blogue. Com alguma regularidade, reflectindo estados de espÃrito, memórias, viagens antigas ou recentes surgirá uma nova paisagem convidando a bulir mundo.
Sem prejuÃzo da palavra, o antigo Adufe andava não só palavroso como despido: concluo que preciso de mais cor. Espero que seja do seu agrado. Pode sempre tentar adivinhar o local retratado e testemunhar que relação tem com tal sÃtio. Estamos cá também para isso.
Uma História feliz
O Leonel Vicente (Memória Virtual, em novo endereço com domÃnio próprio) oferece-nos, para abrir o ano, uma nova experiência na blogoesfera: uma viagem pela Carreira da Ã?ndia bulindo mundo e bulindo pela história. Fica aqui, na Ãntegra, a apresentação. Excelente começo de 2007, sem dúvida!
"Carreira da Ã?ndia" foi a designação atribuÃda à ligação marÃtima entre Lisboa e os portos da Ã?ndia (Cochim e Goa), a qual – após a viagem precursora de Vasco da Gama em 1497/1498 – perdurou durante mais de três séculos (até à centúria de 1800), constituindo-se na maior e mais prolongada rota de navegação à vela.
A pretexto desta extraordinária rota veleira – exclusivo português durante cerca de 100 anos, até à primeira expedição neerlandesa de 1595 –, o blogue Carreira da Ã?ndia pretende "reviver" um pouco da História dos Descobrimentos, a par da recuperação de algumas páginas da chamada "Literatura de Viagens".
Procurando assegurar a regularidade requerida numa empreitada desta natureza, por aqui me proponho ir apresentando notas de enquadramento e sobre os antecedentes da grande epopeia marÃtima dos Descobrimentos, em paralelo com o desfilar dos protagonistas da História e da relação das viagens à Ã?ndia efectuadas até meados do século XVI (1547).
E, "dando a palavra aos heróis" dessa esplêndida aventura, excertos dos seus "Diários de Viagem" (Roteiros e Diários de Bordo), procurando beneficiar também da vertente diarÃstica facultada pelo formato de publicação "blogue":
- desde o "Roteiro da Ã?ndia" (ou " Roteiro da Viagem que em Descobrimento da Ã?ndia pelo Cabo da Boa Esperança fez D. Vasco da Gama em 1497"), diário de bordo da viagem inaugural, atribuÃdo a Ã?lvaro Velho (tripulante dessa comitiva), publicado em 1838;
- passando pela famosa "Carta a D. Manuel sobre o Descobrimento do Brasil", de Pêro Vaz de Caminha, relatando o "achamento" do Brasil, em 1500;
- ou pelo relato de uma das últimas viagens do século XVI, no centenário da expedição pioneira, numa narrativa do que alcançou o lugar de piloto-mor do Reino, Gaspar Ferreira Reimão ("Diário da navegação da Nau São Martinho, em viagem para a Ã?ndia, no ano de 1597 ").
Sem esquecer a referência a outros autores – também "testemunhas oculares", na generalidade –, e com espaço para, "abrindo horizontes", para além da estrita "Carreira da Ã?ndia", viajar até ao Médio e Extremo Oriente, Ã?frica Oriental e Ã?sia Central, nomeadamente com:
- Gomes Eanes de Zurara ("Crónica da Guiné ", de 1453);
- Duarte Pacheco Pereira (numa descrição factual da exploração da costa africana pelos navegadores portugueses, em " O Esmeraldo de Situ Orbis", alegadamente escrito entre 1505 e 1508);
- Gil Vicente, considerado o "pai do teatro" em Portugal, com o "Auto da Ã?ndia", de 1509;
- Frei Tomé Pires (sobre o Reino da Pérsia, em " Suma Oriental", um "tratado" de geografia, escrito entre 1511 e 1516);
- D. João de Castro ("O Roteiro do Mar Roxo ", ou "Roteiro que fez Dom Joam de Castro da Viagem que Fezeram os portugueses Desda India atee Soez", de 1540, incluindo diversas tábuas e esboços topográficos, ilustrando as descrições geográficas do texto);
- Padre Francisco Ã?lvares (As Terras do Preste João, na " Verdadeira Informação do Preste João das Ã?ndias", de 1540);
- João de Barros (considerado o primeiro grande historiador português, nas " Décadas da Ã?sia", publicadas em 1552, 1553 e 1563);
- António Tenreiro (relatando uma viagem da �ndia para Portugal, feita por terra em 1529, num texto escrito em 1560: " Itinerário");
- Frei Gaspar da Cruz (o "Império do Meio", no " Tratado das Cousas da China", cerca de 1570):
- LuÃs de Fróis (sobre o Japão, em " Contradições dos Costumes entre a Gente da Europa e a ProvÃncia Japão ", de 1585);
- Padre António de Andrade ("O Novo Descobrimento do Gram Cathayo, ou Reino do Tibet", de 1626);
- Fernão Mendes Pinto (escrevendo com base nas suas aventuras e desventuras no Oriente, de 1537 a 1558, em " A Peregrinação", o livro de viagens mais famoso da literatura portuguesa, publicado em 1614, mas escrito por volta de 1570);
- LuÃs de Camões e o poema épico por excelência, "Os LusÃadas".
Convido-o a acompanhar-me nestas deslumbrantes viagens!
Saddam e a pena de morte
Outra imagem que herdada também por 2006 e que promete predurar é a da forca ao serviço da justiça. Não acrescento nada ao que o Bruno já escreveu no Avatares. Está lá o essencial.
"(…) Numa tal lógica mortal de brincar aos deuses apenas proliferam carrascos, emulando-se num incessante jogo de cópia sem original."
Na Travessa de Santo António, Benquerença
A amoreira da minha infância, a mais espledorosa árvore de fruto que conheci, chegou ao jornal, infelizmentente. Pior destino que a árvore que morre queimada pelo fogo democrático é o daquela que merece o desprezo activo e personalizado do algoz. Eis uma notÃcia do Jornal de Fundão que o João Melo me fez chegar por e-mail.
"Destruição de velha amoreira pode acabar em tribunal
O ABATE de uma amoreira centenária, na Benquerença, Penamacor, na sequência de obras realizadas pela EDP, poderá transformar-se num caso de tribunal. O proprietário, dr. Pedro Lopes Dias, que já protestou junto da EDP e do Ministério do Ambiente, afirmou ao “Jornal do Fundão” que “é importante, até por questão de cultura ambiental, contestar este tipo de abuso de poder, para mais tratando-se de uma árvore legalmente protegida”. A população da freguesia também não escondeu a sua desaprovação quando viu o resultado dos trabalhos realizados por ordem da EDP: a amoreira arrancada e um poste colocado no muro, no local que é precisamente conhecido como Rua da Amoreira. “Tudo à minha revelia (arranque da amoreira, colocação do poste e invasão da propriedade por uma pesada máquina), pois também eu fui surpreendido quando vi o deplorável espectáculo”, diz o proprietário.A insensibilidade face ao património natural (aquela árvore constituÃa um património), em obras públicas ou afins, é uma lamentável prática. E, no entanto, se nos reportarmos à amoreira verificamos que a lei é taxativa: “É expressamente proibido o corte, arranque, transplantação ou destruição, por qualquer meio, de amoreiras”.
A Rua da Amoreira ficou sem a sua árvore simbólica. A amoreira resistiu décadas a tudo. Venceu intempéries, ultrapassou uma ou outra agressão pontual, conviveu com o progresso. Só não resistiu à insensibilidade. Bastava desviar uns metros… "
Adenda: Noutra zona do paÃs , as práticas são diferentes (veja-se esta notÃcia de hoje no DN).
Alerta da Finlândia
O Mouro que anda nas costas filandesas deixa-nos um alerta que é também uma sugestão de serão e promete dar-lhe sequência: "Nós e a Finlândia", mais logo na RTP 1.
Encarar a Turquia
" (…) No rescaldo da pressão da União Europeia, que tem ameaçado suspender as negociações de adesão, a Turquia terá decidido fazer um gesto simbólico de boa vontade e concordando abrir um porto e um aeroporto aos agentes económicos cipriotas-gregos. (…)"
Leovigildo, Recaredo, Sisebuto e Recesvinto * (revisto!)
É a cultura (monetária), seu bárbaro!
E que tal visitar o dealbar da Idade Média na penÃnsula Ibérica pela via monetária? É a proposta que nos faz desde ontem e até 26 de Janeiro o Banco de Portugal.
* Nomes de alguns dos reis visigodos com reinados mais duradouros.
Quando o paÃs cresceu
Quando ouvi falar pela primeria vez de Mário Cesariny (na TSF, recitando poesia sua, há não muitos anos) o paÃs cresceu, literalmente fiquei com a sensação de que se tinha acrescentado uma provÃncia ao pequeno Portugal que conhecia. Afinal também habitavam esta terra seres assim, tão esquisitos e desconcertantes, embaixadores da loucura latente e amordaçada.
Procurando com atenção acredito que encontrarei ainda terras desconhecidas nesta pátria, mas até lá é este o mapa que tenho.
É coisa pequena, pouco erudita isto que escrevo, mas para mim conta e estas palavras já bastam.




