Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for the ‘Sociedade’

Singularidades de uma rapariga loura

Abril 29, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 7 Comments →

Eu violei a moça?! Então ela andava para ali toda descascada, com as mamocas a querer saltar para fora. Estava era a pedi-las!

Este é um clássico de alguns violadores segundo vamos vendo em filmes e quejandos.
Atendendo a esta notícia da Reuters - Norwegian Court Convicts First Woman for Rape (via Briteiros) a versão seguinte passou a ser plausível na Noruega:

Estávamos numa festa, eu tinha bebido um pouco, ele também. Aliás estava deitado num sofá de pernas abertas, a fingir que dormia e eu simplesmente lhe abri a braguilha e fiz o que ele estava a pedir.

Em tempos tinha ouvido dizer que nas terras geladas é mais frequente eles apanharem delas no lar doce lar do que por cá, agora atingem a originalidade da violação ter como perpetrador a mulher e a vítima um homem. Nove mesinhos de cadeia e 5 mil euros de indemnização para o abusado.

Freud explica quase tudo (act.)

Julho 18, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Pessoal, Política, Sociedade 6 Comments →

O Mário acerca da explosão de comentários no The Old Man nos posts da novela porno-erótica: “nada como o sexo para choverem comentários” e acrescentou “A vontade de participação só se verifica nos assuntos em que todos acham que fica bem mandar uma boca sem perigo de lhes chamarem a atenção. De resto dão uma vista de olhos e passam à frente.”

Apesar de achar que na blogoesfera - mais do que fora dela - vai sendo possível de quando em vez ter uma surpresa positiva nessa área ocorreu-me uma outra “questão” pessoal que acho relacionada com esta matéria.
Lá fora - no resto do mundo real - devemos inibir-nos ainda mais do que aqui.

[Ah! Que falta nos faz aqui o Socioblogue para uma conversa mais informada e artilhada! ]

É extremamente difícil numa vidinha regular, normalzinha, rotineira, conseguir meter uma bucha sobre algo não estritamente fútil ou consensual com um mínimo de profundidade, de inquietação. Partilhar uma inquietação é extramente complicado… Vão-me salvando alguns poucos amigos e o blogue. Mesmo assim - e é aqui que quero chegar - no meu cinzentismo de pacato cidadão deparo frequentemente com a estupefacção alheia - não é menos do que isso - quando resolvo confrontar alguns desses companheiros de vidinha. Mesmo quando recorro à tentativa de conciliação pouco artística e muito básica em jeito “vamos lá rir-nos de nós próprios” reparo frequentemente em suspeitas de desequilíbrio mental dirigidas à minha pessoa, ou então avisos de que estou pisando perigosos riscos ao me comprometer com um pensamento! Heranças da ditadura? Prenuncio dos tempos vindouros? Sinal destes tempos? Por que caminho anda a liberdade? Que uso damos aos neurónios e aos minutos que temos nesta terrinha? Enfim, pergunta estafadas… E sempre pertinentes.

Deixem-me recentrar a questão de novo: o blogue.
Senti há dias um prazer que não suspeitava andar por aqui à espreita quando um conhecido-candidato-a-amigo descobriu o Adufe. À medida que ia vasculhando os arquivos o tipo gaguejava, perdia o discurso… Por minha culpa e dele colara-me a uma certa imagem e modo de ver e encarrar a vidinha que nunca por nunca o levaria a imaginar-me nestes propósitos interactivos e muito menos nesta actividade para-secreta de alimentar um blogue há mais de um ano, quase todos os dias… E ainda para mais discutindo uma espécie de política a maioria das vezes!

Este meu conhecido-candidato-a-amigo provavelmente deixou de se olhar ao espelho quando me vê. E devia ser disso que eu andava/ando a tentar fugir. Talvez dai o prazer… Percebi-lhe na face a perfeita estupefacção e uma interrogação “Mas o tipo até parece uma pessoa normal!” Se num primeiro momento tentei minimizar-lhe a angústia… a conversa terminou comigo a ser muito mauzinho. Só me faltou esticar o indicador e brandi-lo contra os males do mundo. Teria ele fugido a sete pés?

Ainda ando a tirar lições destes encontros imediatos comigo mesmo que a espaços vou experimentando, mas ninguém me tira o gozo. A busca continua!

Democracia

Março 26, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 1 Comment →

O Sérgio enviou-me um artigo do Público de hoje. Imperdível. Fica um excerto:

As autoridades de Benton County impuseram uma moratória a todos os tipos de casamento, homo e heterossexuais, até que o estado do Oregon tome uma decisão definitiva sobre a legalidade do matrimónio homossexual. “Pode parecer esquisito, mas temos de tratar toda a gente da mesma maneira”, declarou à Reuters Linda Modrell, autarca local.

O caso é sério mas quem é que me tira o sorriso dos lábios? Para grandes males… há o remédio à americana. É tomar nota. Nunca se sabe quando precisaremos de conselhos emprestados nesta matéria.

Há quem goste de Wagner

Março 24, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música, Sociedade 2 Comments →

A propósito da pergunta ali debaixo (Quão importante é saber se o nosso Fernando Pessoa alguma vez na vida got laid?)a Cláudia teve a paciência de passar para escrito o que já lhe tinha ouvido… em melhor. Fica a pérola para eventual discussão:

«O António Lobo Antunes disse uma vez (ou eu é que só ouvi uma vez) que não podia admirar o Fernando Pessoa por ter morrido virgem.

Compreendo que para um psiquiatra provavelmente de formação Freudiana isto seja algo inadmissível, uma falta de realização do ser humano. Ou…então sublimou o desejo para a poesia e fez ele muito bem :-)

Octavio Paz (El desconocido de sí mismo, em Cuadrivio) constatou que na obra poética de Fernando Pessoa a ausência da mulher é constante:
“Faltam nele os prazeres tremendos. Falta a paixão, aquele amor que é o desejo de um ser único.” Tanto Alberto Caeiro como Ricardo Reis falam como eunucos, como se estivessem encobrindo, na maior parte da obra, a “sexualidade branca” de Fernando Pessoa, que, segundo consenso geral, morreu virgem. As cenas eróticas do Fausto contêm as confissões mais ardentes que Fernando Pessoa jamais fez sobre sua impotência. A incapacidade de praticar o “contato carnal das almas” impedia-o de realizar o seu sonho de amor (”Seria doce amar, cingir a mim,/ Um corpo de mulher, mas fixo e grave / E feito em tudo transcendentalmente, / O pensamento impede-me…”)

Eu tenho curiosidade sobre a vida dos escritores que gosto. Se sei alguma coisa da vida de um escritor que me desagrada antes de ler um livro, fica logo tudo estragado…(Hemingway e as touradas *suspiro*)…

Já o Pessoa, parecia ter uma vida desinteressante. Pelo menos no aspecto exterior, interiormente tinha aquela gente toda a largar poemas cada um para seu lado.

Quando vejo algum homem de bigode, feio, a beber um copito e a rabiscar em papéis penso: o Pessoa devia ser assim. Sempre no seu copito de aguardente, com um ar atadito, com ar de empregado de escritório. E depois saía de lá um poeta, ligações obscuras a maçonarias e a rosa-cruzes e cartas ao Crowley.

De qualquer maneira, apesar de eu gostar de saber não me parece importante saber os pormenores sórdidos da vida de alguém para poder apreciar o seu trabalho.

Mas é difícil. E se o Hitler tivesse pintado alguma coisa de jeito em vez daquelas aguarelas da treta? Era uma chatice.“»

Adopção e Identidade de Género

Março 14, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 2 Comments →

Ó Nuno lembrando-me disto que escreveste:

(…) a minha resposta sobre se a adopção por casais homossexuais é boa ou má é que muito simplesmente não sei, acho que não existe histórico suficiente para se poder dizer que um casal homossexual adoptar crianças influencia a sua orientação moral e sexual futura, apenas sei que é contra-natura, no sentido de que não é a solução normal.
Ser contra-natura não implica obrigatoriamente ser pior que a solução natural.
Tal como eu não sei, duvido muito que seja possível, actualmente, a comunidade científica dar qualquer tipo de resposta, concordante ou discordante, que possa ser aceite pela solidez dos argumentos apresentados.
Penso que é uma dúvida com que teremos que viver nas próximas 2 ou 3 décadas, até que haja dados suficientes que permitam fazer uma avaliação clara.
(…)

Sugiro-te este artigo do Público que descobri via Klepsydra. Parece que há mesmo já muito trabalho científico feito que nos pode ajudar a dissipar os maiores receios. Publico de seguida um pequeno excerto:

(…)o relatório técnico da American Academy of Pediatrics, publicado na Pediatrics (Fevereiro de 2002), subordinada ao tema “Coparent or Second-Parent Adoption by Same-Sex Parents”, vai no mesmo sentido, ou seja que não há diferenças evidentes entre crianças que cresceram com um ou dois pais homossexuais das cuidadas por pais heterossexuais, seja do ponto de vista emocional, cognitivo, social ou da identidade de género. O que parece afectar o desenvolvimento infantil é a natureza das relações e das interacções familiares, o que é, obviamente uma questão outra. Talvez por isso, a mesma American Academy of Pediatrics, num outro texto, também de 2002, aceita não só a possibilidade de adopção por casais homossexuais, como recomenda aos pediatras que se familiarizem com a literatura publicada sobre o problema.
(…)

Artigo do Prof. Carlos Amaral Dias (Professor Catedrático, psiquiatra e psicanalista).

O poder socializador de um infantário (act.)

Fevereiro 24, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 2 Comments →

Ouvindo a voz da experiência resta-me uma mínima esperança.
Ficarei feliz se de mim disserem: perdeu, rendeu-se mesmo, mas foi valoroso no campo de batalha.

Já agora, ainda acrescento. Os meus país nunca me perguntaram se gostava de “ir” ao carnaval. Fiquei até a saber que os da minha moça também não. Descobri ainda que ambos (eu e ela) e os outros ambos, os respectivos pais, teriam dispensado alguns martírios festivaleiros. Mas é assim a vida…
Pelo sim, pelo não, tentarei um dia, se a tal chegar, despistar essa hipótese: será que os putos (aqueles muito concretos que terei à minha guarda) vibram mesmo com paradas, desfiles e carapuças?

Para que conste tenho uma vaga ideia de me terem disfarçado de Zorro… Roubar aos ricos maus (e só a esses) para dar aos pobres bons (e só a esses)tudo com grande estilo… e (valorização mais tardia) ficando com a moça!
Nunca mais fui o mesmo. Amén!

[Pode ser terrível o Carnaval; “Até que a festa pagã passe”]

Sintonias

Janeiro 31, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Cinema, Portugal, Sociedade 5 Comments →

São vários os blogues (os seus autores) em sintonia. Falo de sintonias difusas, não organizadas e, particularmente, penso em sintonias raras vezes sublinhadas por não girarem em torno da política, de alguma causa ou de algum choque.

Lost in Translation (um filme) de que já aqui falei, traz-nos uma dessas sintonias que ameaça atingir o ponto de popularidade que levará a ser “bem” gostar do filme. Esta é uma consequência caricata, mas há muito inscritas nos genes, que atinge todos os fenómenos de sedução que assumam um determinado patamar de popularidade.
(more…)

Imigração e Xenofobia

Dezembro 16, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade Comments Off

O NunoP lançou a questão para a “mesa”. Deixei por lá um contributo apressado na caixa de comentários. É um tema que vale sempre a pena pensar com calma, mas hoje não deu para mais.

Só palavras de um leigo, será que se entendem? (act.)

Dezembro 16, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 2 Comments →

A sociedade ocidental…
Parece que há por aí quem veja estas palavras como um cristal, ou melhor, como um diamante há muito lapidado que temos de preservar sem beliscão, a todo o custo. Um dogma que herdámos e sem o qual desapareceremos. Talvez assim seja (não é pois não?) mas a forma como encaramos esta empresa parece-me demasiado perigosa em algumas das suas modalidades.

A sociedade ocidental…
Há um activo histórico inegável. Há uma estrutura em que me defini, em que me fiz culto de acordo com os costumes.
A análise crítica do caminho que foi percorrido para que eu recebesse esse legado diz-me CLARAMENTE que é pela forma como lido hoje com o outro, pela forma como resolvo um problema, que tenho poder para sustentar (e eventualmente renovar) o meu sistema de valores. Pelo mesmo processo, através de uma determinada prática, posso com igual facilidade questionar, renovar e/ou destruir esse mesmo legado. A legitimação é fundamental para enquadrar as práticas e fortalecer os valores.
Detalhando:
(more…)

A Igreja

Dezembro 05, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 7 Comments →

Há muitas igrejas dentro da Igreja Católica Apostólica Romana. A que eu conheço ou conheci há uns meses ali para as bandas do Barreiro não soa tão violentamente determinista e impositiva como a que Teixeira Lopes terá encontrado no Congresso da Católica (ver texto anterior).
Encontrei discussões abertas, encontrei a defesa dos valores do amor, do diálogo entre um casal e uma tentativa de gerar reflexão propondo pela experiência de outros a antecipação de problemas comuns e futuros mais que prováveis no relacionamente conjugal entre duas pessoas. A Igreja oferecia “aulas” de preparação pré matrimonial onde não assisti a nada que se parecesse com uma cassete ou lavagem cerebral.
Perante os vários casos de diversos aspirantes a futuros casais, encontrei receptividade para quem já partilhava há muito uma vida a dois fora do sagrado matrimónio, não encontrei nada que se pareça com uma crítica violenta a quem usa o preservativo. O assunto não foi sequer abordado por iniciativa da igreja.
Não nos ensinaram métodos naturais ou coisa que o valha. A aposta foi valorizar a responsabilização dos potenciais futuros pais. Encontrei até entendimento para a possibilidade de um matrimónio entre uma crente e um não crente, uma possibilidade que após as conversas tidas em nada pareceu ferir os desígnios divinos estabelecidos pela Igreja. Se esta igreja for um exemplo do que esperam futuros filhos meus num eventual catequismo, não me choca nada que venham a frequentar uma catequese… Conhecer os princípios do cristianismo. Se.
Sublinho que nas reuniões de que falo não se falou no aborto.
Aquela igreja, com aquele padre e com aqueles praticantesdeixou-me mais esperançado, mais satisfeito com a possibilidade de esclarecimento que não lhe adivinhava. É pena que não seja mais assim a Igreja, mas é bom que ainda seja também assim.
Vou fazendo figas para que a batalha que há muito se trava no seu interior (como no seio de muitas outras religiões) lhe permita reforçar esta igreja que antes de atirar, de impor a tudo e todos os seus dogmas (alguns perfeita e compreensivelmente inamovíveis até ao fim dos tempos) procure entender e ser entendida.

A linguagem corporal do amor

Dezembro 05, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 4 Comments →

Principais conclusões do congresso “A linguagem corporal do amor numa visão integrada do homem”, realizado na Universidade Católica, no mês passado:
- é indispensável combater o sexo sem amor, o amor sem filhos e os filhos sem sexo;
- o sexo serve apenas para a procriação;
- combater qualquer lei que legalize o aborto e a fertilização artificial;
- reforçar o combate contra os contraceptivos;

“Compilação de excertos de uma intervenção do deputado do BE, Teixeira Lopes, na Assembleia da República”
in Público, 5 de Dezembro de 2003.

Sérgio

Crescei e multiplicai-vos

Dezembro 02, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade Comments Off

Tiranos de palmo e meio

O Bisturi põe o dedo na ruga demográfica e, com maior ou menor polidez acerta várias vezes em cheio numa série de textos onde aborda um dos mais importantes e até agora pouco mobilizadores assuntos do mundo civilizado na sua vertente pró-natalista. Antecipo muitas reacções superficiais mas pela minha parte defendo um papel mais activo do Estado na discriminação positiva de quem se propõe ter filhos. Se começassemos por não discriminar negativamente já não seria mau… Seria interessante conhecer, por exemplo, o que se tem feito na França nesta matéria, ao longo das últimas décadas.

Para já destaco numa perspectiva mais sociológica este texto do Bisturi que a dada altura conclui:

“…O risco das crianças não ouvirem “nãoâ€? é se tornarem adultos fúteis, egoístas, desorientados e estéreis nas relações com outrem. Elas necessitam tanto de autoridade como de amor. A imposição de limites, com muito afecto enleado e espaço para a criatividade própria da infância, prepara as crianças para a realidade e todos os desafios que terão de enfrentar ao longo da sua vida…”

34-c

Novembro 17, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade Comments Off

Reafirmando o amor pela vida mas num registo diferente, a antropometria apresenta-se em grande na blogoesfera!

Imigração

Novembro 09, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Portugal, Sociedade Comments Off

O Paulo Gorjão propõe-se pensar um pouco sobre a Política de Imigração Portuguesa. Não tenho comentários a fazer (por enquanto?), recomendo apenas a leitura dos seus textos.

Um pequeno excerto:
(…) Veja-se o caso recente de regularizacao extraordinaria de cidadaos brasileiros ilegais em Portugal, a qual foi ditada pelo desejo de nao criar motivos de conflito na relacao diplomatica luso-brasileira. O mesmo se passou ao longo dos anos com os cidadaos das ex-colonias africanas portuguesas.
A questao, no fundo, acaba por ser muito simples. Queremos ter uma relacao privilegiada com os paises de lingua oficial portuguesa? (…)

Feira das Mercês

Outubro 18, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia, Portugal, Sociedade 1 Comment →

Começou por estes dias a Feira das Mercês que se realiza entre as freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro, perto da Tapada das Mercês.
É uma feira antiga, tipicamente saloia que se realiza numa quinta que pertenceu em tempos ao Marquês de Pombal (foi o que me venderam) e que integra também uma festa religiosa. É frequente haver exibições da cultura saloia através de danças folclóricas e artesanato.
Vende-se por lá todo o tipo de quinquilharia, de roupas e o tradicional trio algodão doce, farturas e pipocas.
Há carrinho de choque, carroceis, montanhas russas… E deve haver também muita lama com esta chuva toda. Mas tem para compensar boas botas à venda do melhor fabrico nacional e internacional assim como as mais diversas variedades de guarda-chuvas chineses. Raros e teimosos ainda encontra um belo exemplar do robusto guarda-chuva português.
E depois para aquecer há a água pé, o vinho novo e uns tremoços.
O ex-libris (digo eu) é a gastronomia e são os frutos e legumes secos.
Na gastronomia destaca-se o saboroso Leitão de Negrais e as famosas febras de porco à moda das Mercês disponíveis nas inúmeras tasquinhas da feira.
Quanto aos secos, a feira costuma ter uma boa selecção dos primeiros frutos da época: figos, noz, castanhas bem como de feijões, grão… Regatear e confrontar vendedores é a palavra de ordem.
Mais popular é difícil. A 16 quilómetros de Lisboa até ao final de Outubro.

Destaque do Dia do Adufe: a entrada Manifesto.



Estatísticas