Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Sociedade’

Não te fies no Figo, regressa à Figueira

Fevereiro 27, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: SCP, Sociedade 1 Comment →

Isabel Figueira Sporting(O admirável mundo do Futebol III/III)

O Bruno Sena Martins ignora o grande programa verdejante que está em marcha.

O pragmatismo dos que não têm margem para errar faz-se também poupando na conversão dos convertidos para investir nas almas disponíveis, promovendo o encontro pela alegria que é a melhor porta para se entrar no reino do Leão.

Mas basta de palavras, o Bruno fez a prova escrita e apresentou a contra-prova fotográfica. Os resultados não coincidem.

Em quê acreditar? Na imagem ou nas mil palavras?

O meu (carro) é muito maior que o teu!

Fevereiro 26, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Portugal, Sociedade No Comments →

Estatística a quanto obrigas… (via Tugir).

Adenda: devo confessar que numa leitura mais atenta este estudo me parece… coxo. Além de determinar quanto mede e definir os extremos apelidando-os automaticamente de problemáticos em grande e em pequeno faria sentido complementar o estudo com um similar para o sexo feminino. Coisa que não sei se já alguém tentou neste planeta… Diz-se no estudo que cerca de um milhão de portugas estão claramente abaixo da norma podendo por isso invocar assistência clínica. Será? Ora isso pode ser muito grave, mas pode até revelar-se perfeito! Tudo depende do ajustamento com as respectivas parceiras, ou estarei a ver mal os números e a morfologia da coisa? Nas mulheres não há diferenças? Isto mantendo a coisa na pura mecânica…

Where is the virtue in “Little Children”?

Fevereiro 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Cinema, Sociedade 4 Comments →

It seems that you have the lesson very well studied Claudia (see note on the movie "Little Children" in Claudia's post)…

You say, if I understood correctly, that the ending is frustrating because it fails to present:

1) the characters breaking up with the status quo,

2) the characters pursuing their passion,

3) any edification derived from the mantra "know yourself first".

It seems to me that you have found your way to answer the eternal question on how to pursue happiness, otherwise probably you should be so… assertive in the critic - não negue à partida uma ciência que desconhece :-)

I think that this movie stresses that it really depends of the individuals (the characters are obviously little children when it comes to manage their feelings) but not only of themselves. And I’m not only thinking of relationships as an alternative (as you mentioned). For instance, chance plays a very important role - probably a role proportional to the childness of the adult characters… Chance is an ever present element in the plot that really gives a dim to absolve the movie from most moralistic accusation. Yes, the voice of a narrator could mislead us to think we were being lectured but for me it worked out to be a playful director deceiving the audience… Was there a moralistic approach? Showing the characters as little children as definitively some moral standard in the background, but what was it? Did you feel that the writer/director with that end was telling us how to behave? Something like "Be responsible, don’t destroy your marriage?"

Well, I didn't felt that… At most, maybe something more generalist like a saying: its hard to grow up and it's something that doesn't automatically end when you stop being a teenager! Returning to chance, it is presented with sufficient power in the plot to leave the notion that even the ending could be totally different, if just a single coincidence was removed from the plot…

In this movie, with those characters, they found out (separately) and rather lately ("Little Children"!) that not to break up with their status quo was the best solution for their problems. Did they stop pursuing happiness by doing that?

Any way… Maybe the book treats the theme a little bit more thoroughly and bluntly

Felizmente as brasas do borralho também queimam

Fevereiro 16, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Cinema, Sociedade 1 Comment →

Little ChildrenSeremos verdadeiramente livres quando o desfecho do filme está condenado a ser catalogado de paz retrógrada, caro João Paulo Sousa? Passo a tentar explicar.

O João teria razão se ficasse evidente que a decisão das personagens em abandonarem o idílico e ultra-banalizado sonho de fugir dos compromissos para procurar o 'amor numa cabana' tivesse resultado dos retrógrados (eu diria antes míopes) valores que lhes eram impostos pela sociedade.

O que vi foi outro móbil que invalida esse ferrete. O que quero dizer é que não querer (continuar a) viver um grande amor pode resultar de se querer viver outro (evidentemente não carnal, em ambos os casos, para ambas as personagens), não tendo essa solução de resultar de um processo de anulamento do indivíduo. Ora este desfecho, além de pouco popular entre os meios mais liberais (de que eu julgo fazer parte), merece amiúde ser rapidamente colocado junto das histórias passadas em que o "mesmo fim" resultava de inverosímeis papagaiadas, propagandeando a moral e bons costumes caros ao censor de serviço. Não foi isso que senti ao ver este filme. Aliás, a incerteza, cujos resultados podem ser duvidosos, como o João Paulo Sousa bem sublinha, foi a constante do enredo (que confesso me agradou).

Sublinho: há naturalmente vários caminhos que levam ao mesmo desfecho e o desfecho deste filme - ficou-me "no palato" - poderia facilmente ser outro, daí talvez não lhe encontrar um cunho moralista que me incomodasse. Paz retrógada? Apetece-me dizer que já vai sendo tempo de ser encarada como uma qualquer outra opção de vida, tão legítima para uma sociedade progressista quanto qualquer outra, desde que tomada em liberdade, sem estigmas de maior.

Nota: Little Children (Pecados Íntimos) é o filme em questão. 

Faça-se o dia mundial dos encalhados

Fevereiro 14, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos, Sociedade No Comments →

Para namorar ninguém devia precisar de pretexto. Já para arranjar namoro as ajudas costumam ser bem vindas… Feliz dia dos encalhados!

Zonas livre de publicidade (’pub-free’)

Fevereiro 13, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política, Publicidade, Sociedade 1 Comment →

Eis uma "modesta proposta" absolutamente imperdível que nos é oferecida n'O Céu sobre Lisboa.

Um excerto (notem que há duas modestas propostas neste post, a clássica de Swift, e esta outra que se segue):

"Em Lisboa, a moda de cobrir integralmente os veículos de transportes públicos com publicidade, incluindo as janelas, começou pelos eléctricos da Carris, depois passou aos autocarros e aos comboios suburbanos. É verdade que se pode sempre optar por ir de táxi ou de carro, ou mesmo a pé. E também é verdade que o objectivo dos tansportes públicos é transportar pessoas, e não pô-las a ver a paisagem.

As janelas serão até, talvez, um luxo desnecessário. E, como se sabe, os transportes públicos são altamente deficitários e financiados pelo estado. Assim, privar-se de ver a rua durante alguns minutos, viajando em veículos sem janelas, poderá ser uma maneira de os esbanjadores de dinheiro público que os utilizam darem mais uma pequena contribuição, libertando o maior espaço possível para publicidade, tanto dentro como fora do veículo. (…)"

Vale a pena ler tudinho

Comparativo entre os dois referendos: claro e inequívo

Fevereiro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal, Saúde, Sociedade 11 Comments →

Comparativo sumário entre o referendo 1998 e o de 2007:
  • Muito mais votos, tanto para o "Não" (aproximadamente mais 200 mil votos) como para o "Sim" (um acréscimo de cerca de 1 milhão de votos);
  • Menor abstenção (um acréscimo superior a 11 pontos percentuais);
  • O "Sim" subiu claramente em todos os distritos do País com excepção de Setúbal onde o acréscimo foi marginal - contudo em Setúbal o "Sim" obteve a maior votação por distrito.
  • Muito maior distância percentual entre o "Sim" e o "Não" - antes fora inferior a 3 pontos percentuais favorável ao "Não", agora foi de quase 19 pontos percentuais favorável ao "Sim".

Terão ido votar mais de 43% dos 8826300 eleitores inscritos. Quando a poeira assentar tinha piada voltarmos a colocar uma questão interessante (particularmente relevante para os referendos): qual é o percentagem máxima potencial de votantes para umas eleições? Detalhando:

  • Qual a estimativa para "fantasmas" nos cadernos eleitorais - eleitores já falecidos, registos duplicados devido a alterações de residência? Esse problema ainda é relevante?
  • Qual a estimativa para os eleitores que já perderam a faculdades mínimas que lhes permitem exercer o seu direito de voto?

Recordo que há várias doenças intelectualmente incapacitantes que inexoravelmente têm sofrido um incremento em termos absolutos e relativos (com reflexos nos cadernos eleitorais), perante uma população nacional em crescente envelhecimento. Já para não falar de limitações físicas que acabam por se traduzir em muitos casos na impossibilidade prática de exercer o direito de voto. Curiosidades minhas.

Tanta gente (act.)

Fevereiro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal, Saúde, Sociedade No Comments →

Já há muito tempo que não via tanta gente na rua… à porta da farmácia de serviço.

Será que chega aos 50%? 

Adenda (às 17h05m): afluência de 31,31% às 16horas. 

O menor dos males

Fevereiro 09, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Política, Sociedade No Comments →

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

Com e sem mas, definitivamente sim, em forma de voto, no próximo Domingo.

Não deixe que o iPod o passe a ferro em definitivo

Fevereiro 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia, Sociedade No Comments →

" (…) New York State Sen. Carl Kruger says three pedestrians in his Brooklyn district have been killed since September upon stepping into traffic while distracted by an electronic device. In one case bystanders screamed "watch out" to no avail.(…)"

Segundo esta notícia da Reuters, "New York may ban iPods while crossing street", (a que cheguei via Slashdot), as autoridades do Estado de Nova Iorque estão a considerar seriamente a implementação de multas a qualquer peão que for apanhado a atravessar a rua fazendo uso do iPod ou de qualquer outro aparelho que assambarque o uso dos sentidos vitais à circulação na estrada. 

E porque é que o enquadramento desta notícia me é algo familiar? 

“Blood Diamond” - um ano depois

Fevereiro 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Cinema, Sociedade No Comments →

The way to stop conflict diamonds isn't the Kimberley Process. It's to stop the conflict," Skran Says

'Blood Diamond' worried jewelers in Appleton Post-Crescent 

 

Se a memória não me falha, desde Good Night and Good Luck que não ia ao cinema. Não sendo impossível encontrar filmes mais distintos - afinal há algo de biográfico ou de histórico e de militante, de "causas", também neste "Blood Diamond" - o que é certo é que representam duas formas muito distintas de contar histórias.

O primeiro sobre uma maldade mais relativizável, intelectual, o segundo sobre um mal absoluto, físico, ambos no mesmo mundo ainda assim.

Falta qualquer coisa a este "Blood Simple"? Sim, sem dúvida, mas a sensação que fica é a de que poderia ser excelente, sendo assim "apenas" um bom filme de se ir ver.

Clichês a mais? Pois é, compreendendo-se a crítica quanto a alguns diálogos, compreendendo-se a imensidão de dilemas históricos e morais que se cruzam e que pela superficialidade com que são necessariamente abordados pouco mais se resumem que a breves marcas, pequenas sementes a deixar na mente do espectador (na melhor das hipóteses), o facto é que a história que temos tido e vamos tendo em e com África não tem passado disso mesmo, da repetição sucessiva de velhos e abomináveis clichês que se acumulam numa cada vez mais volumosa e intrincada história. Dá para duvidar se o tempo em África alguma vez deixou de ser circular, sem e com raças misturadas. 

Excelente ou apenas bom, a história que se conta afasta-a da banalização recorrente a que tem sido votada - "algures entre o desporto e a meteorologia na CNN". Uma história que é também das nossas vidas, ainda que chegue no conforto da poltrona numa sala escura… Agora também no brilho fascinante de um qualquer diamante. Diamons are not forever…

E amanhã camaradas?

Fevereiro 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Justiça, Media, Sociedade 6 Comments →

Pronto amigos, quando quiserem saber o que pensa o povo é falar com a Fernanda Câncio. Brincamos ao "parece-me que".

Até pode ser verdade que o caso concreto possa vir a permitir afirmar: o amor é mais espesso que o sangue. Mas é também legítimo duvidar, ter cautelas, não embandeirar. É legítimo considerar que todo o enquadramento factual conhecido pode caracterizar outras situações bem menos confortáveis a uma luta de causas. 

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Caso Esmeralda: há dois anos e meio que deveria ter tido rumo diferente

Janeiro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Justiça, Sociedade 3 Comments →

Com um atraso de dois anos o Tribunal Constitucional diz que volta tudo à estaca zero. Isto é que está muito mal na Justiça portuguesa - não critico a decisão (pelo menos para já) mas a demora. Quanto ao resto, mantenho naturalmente tudo o que já aqui escrevi. Fica o essencial da notícia de há minutos:

"(…) No acórdão, os juízes consideram "inconstitucional" a decisão do Tribunal da Relação, datada de 2004, que recusa a pretensão dos pais adoptantes em discutirem o poder paternal. Com esta decisão, o casal adoptante vai poder contestar a sentença do poder paternal, datada de 13 de Julho de 2004, junto do Tribunal da Relação, que anteriormente considerou que o casal não era "parte legítima" para discutir essa decisão. (…)"

in Público.

Saturação pelo Sim; Saturação pelo Não

Janeiro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Sociedade 1 Comment →

"A duas semanas da realização do referendo sobre a despenalização da IVG, confesso-me cansado da troca de acusações, dos juízos de valor e das muitas certezas apresentadas pelas duas campanhas. Imagino que não seja o único a ter atingido este estado de saturação. Parece haver um excesso de propaganda de parte a parte, sendo a blogosfera um bom exemplo disso. (…)"

in Tempo dos Assassinos.

Concordando com o Miguel, só espero que não venha a ganhar o partido do silêncio. Seria mau de mais.

“Como comentar algo que é apenas virtual?”

Janeiro 24, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Justiça, Sociedade 9 Comments →

O Henrique Silveira (Crítico Musical) oferece-nos uma resposta ao repto que aqui lhe deixei (caso esmeralda + Luís Carmelo, que ele também abordou num mesmo post) e oferece-nos ainda mais qualquer coisa. Não vou promover a dialética porque julgo que o meio não é o mais adequado atendendo particularmente aos conceitos de relativismo, percepção da realidade, ilusões virtuosas, anarquismo (?) - whatever - e, claro, ao negativismo de Shopenhauer. Talvez numa almoçarada, cafezada ou coisa que o valha, que disponibilizam sempre maiores probabilidades de entendimento (ah a diferença que faz ter os sentidos alerta para tentar compreender o outro quando discutimos algo tão brumoso).
Naturalmente poderia cingir-me à parte do texto em que o Henrique se aproxima do concreto do momento (ver excerto mais abaixo) mas os seus pressupostos desarmam todos os meus argumentos da mesma forma que os meus desarmariam os dele (porque são manifestamente antagónicos dificultando o início de um diálogo entendível). Eu começaria por dizer que os pressupostos do Henrique o enleiam em inultrapassáveis contradições… Como comprender que use um conceito de "virtual" no seio do mundo diluído que propõe? Desconfio que ele poderia dizer algo parecido sobre a valorização que não deixo de atribuir e de defender relativamente ao uso da lei. Uma coisa é dizer que a lei existe (também) para se desrespeitar, outra é imputar-lhe todos os males do mundo porque o mundo, o Homem, seu feitor, é mau por natureza. Daí ser necessário partir pedra, a tal tarefa que, por agora, não me parece viável levar a bom porto por aqui. Deixo-vos o corolário do que o Henrique escreveu para permitir vislumbrar a dimensão da divergência.

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