Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Sociedade’

Lá em casa quem manda é quem veste calças

Março 30, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade No Comments →

Uma das mais ricas e estimulantes prosas que li no Público em muitos anos: “Mãe há só duas“. Altamente recomendável.

O uso generalizado de calças pela mulher ocorreu muito tempo depois de Sigmund Freud nos ter deixado :-)

Para uma imensa minoria (actualizado em 8 de Janeiro de 2010)

Fevereiro 17, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música, Sociedade, Video No Comments →

“Judy Garland morreu a 22 de Junho de 1969. O dia do seu funeral — 27 de Junho — marcou o início dos motins de Stonewall, assim chamados por terem começado no Stonewall Inn, um bar de Nova Iorque maioritariamente frequentado por homossexuais e lésbicas. Motivo? A chantagem exercida por polícias corruptos, muitos deles homossexuais enrustidos, contra esses homens e mulheres. Os motins duraram três dias consecutivos, tendo marcado a fundação simbólica e de facto da cultura gay. (…)”

Uma vez que o vídeo foi removido, segue uma alternativa:

Leia mais em Da Literatura.

On poverty and life around the world

Fevereiro 12, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Educação, Mimos, Sociedade, Video No Comments →

Absolutamente imperdível a actualização de Junho de 2007 da espantosa apresentação de Hans Rosling sobre “New insights on poverty and life around the world“. Não há nada melhor para derrubar velhos paradigmas de categorização do mundo.
Parece-me adequado celebrar com os 18 minutos da apresentação a memória da Charles Darwin, hoje no seu ducentésimo aniversário.

Uma imensa tristeza com uma nota de paz

Janeiro 19, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Sociedade No Comments →

“Ela caiu há dez dias, em casa, escorregou-se nela e bateu com a cabeça no chão e desmaiou, susto grande. Acordou no hospital e, da queda propriamente dita, nada resultou de nefasto: cabeça limpa.
Tinha era o que tinha, conhecia-a há vinte meses e, já por esse tempo, tinha o que tinha, chegou-me à minha vida numa rampa inclinada da vida dela, ladeira descida com travões a fundo mas sem ABS.
Equiparam-na de pijama bonito, na enfermaria. Ela mais amarela e mais inchada, por dentro dela e do pijama, do que há quinze dias.
“Vais-te…”.
Foi-se.
Hoje morreu. Ia dizer “morreu-me”, mas já não. Aprendo tarde, mas ainda aprendo.
Ela morreu, sim.
E morreu-lhes a eles, ao homem e aos três filhos, que lhe abraçaram o corpo e lhe beijaram a face como se as lágrimas do fim fossem loção que oleasse despedidas.
A mim, não. A mim não me morreu.
Limita-te, besugo, para já, a acompanhar as rampas inclinadas dos outros. Aprende: tu só acompanhas.”

Continue a ler aqui.

Remax LGBT

Julho 22, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Sociedade No Comments →

Business as usual. Eis um exemplo em como o mercado substitui com vantagem o Estado: “Comprar casa é agora mais fácil para gays“.

O que é isso de tentar ser melhor?

Julho 15, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal, Sociedade 2 Comments →

Este singelo parágrafo de um texto de Rui Marques hoje impresso no Público, chama a atenção para uma falha no sistema meritocrático, particularmente se ele for seguido de forma quase binária ou, por outras, simplista.
O texto no seu todo remete-nos para a questão fundamental daquilo que nos deve mobilizar. Tentar ser melhor é um desígnio universal e eficaz tanto em momentos de estabilidade quanto em momentos de crise e de dúvida. Fica a sugestão do dinamizador do MEP quase em vésperas da sua oficialização como novo partido político português. Fica a pergunta: o que é isso de tentar ser melhor?

” (…) É simples: Ser Melhor deveria ser a obsessão nacional.

Note-se que este objectivo é universal. Ao contrário do discurso da “excelência” que por natureza é elitista – nem todos podemos ser excelentes – e desresponsabiliza a maioria, a ambição de “Ser Melhor” não deixa ninguém de fora. Responsabiliza-nos a todos. Dirige-se a cada um de nós, enquanto profissional e enquanto cidadão. Mas também constitui um desafio às nossas instituições, públicas e privadas. Exige empresas melhores. Desafia para um Estado melhor. (…)”

É nestes momentos que espero estar do lado errado da verdade absoluta.

Julho 14, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião, Sociedade No Comments →

Conheci brevemente o Padre António Sobral, pároco na cidade do Barreiro durante mais de trinta anos. Conseguiu ser respeitado e admirado numa terra predominantemente anti-clerical, o que se atendermos ao período histórico em questão é de si sinal de singularidade humana.
Do contacto que tive julgo ter percebido parte do porquê. A forma como abruptamente se rebelava contra a superficialidade e a beatice, o empenho que dedicava aos que mais necessitavam preterindo o paternalismo, o elitismo e o seu estrito interesse pessoal, o modo franco e genuíno com que interpelava crentes e não crentes, ficam-me na memória, junto de exemplos grandes de homens mais mediáticos que em bom rigor não conheci melhor.

Não sendo propriamente um repositório de fé na acepção cristã do termo (e agora falo de mim), o contacto com o Padre Sobral permitiu-me reforçar que há tanto de profundamente errado num proselitismo forçado quanto num ateísmo militante. Permitiu-me também reforçar a ideia de que há imensas igrejas dentro da ICAR. Algumas delas empenhadas e particularmente capazes de serem parte da solução para muitos dos problemas que todos em conjunto enfrentamos.

Singularidades admiráveis no exemplo de vida que alguns de nós conseguem construir tornam apenas mais evidente quão disparatado é cairmos em generalizações simplistas. E alerta-nos também para um paradoxo aparente. Sendo certo que as generalizações, irmãs de um mundo a preto e branco são meio caminho para a incompreensão, é também certo que há de facto uma batalha ética e moral em que todos, crentes, não crente e anti-crentes estamos todos envolvidos.

Não acredito que haja vida além desta que conhecemos, terrena, mas em dias como este espero estar do lado errado da verdade absoluta.
Obrigado, António Augusto Sobral.

“Faleceu durante a madrugada de hoje, aos 77 anos, Padre António Augusto Sobral, responsável pela Igreja de Santa Maria durante mais de 30 anos no Barreiro, tendo também sido director do Jornal do Barreiro durante 21 anos.

O corpo estará na Igreja de Santa Maria no dia 16, próxima quarta-feira, a partir das 18h30, onde serão celebradas as exéquias fúnebres, sendo transladado na quinta-feira, às 8h30, para o cemitério de Elvas onde será cremado.

António Augusto Sobral foi director do Jornal do Barreiro desde 29 de Maio de 1975 até 21 de Março de 1997. Natural de Viseu mas há mais de 30 anos no Barreiro, esteve ligado ao Corpo Nacional de Escutas, à Caritas Paroquial e foi o principal fundador do Centro Paroquial Padre Abílio Mendes. Em 2002 foi distinguido como Profissional do Ano pelo Rotary Clube do Barreiro e em 2004 com a Medalha de Mérito Municipal de Ouro.”

in Jornal do Barreiro, 14 de Julho de 2008

Casamentos entre pessoas do mesmo sexo: um livro debate

Julho 09, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Política, Sociedade No Comments →

Via Derivados do Girassol chego a esta proposta de ocupação de tempos livres para logo à noite na Fnac do Chiado (às 19h30m):

A questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo transformou-se num tópico importante da discussão política em todo o mundo, de que são exemplos mais recentes a decisão do Supremo Tribunal da Califórnia de Maio/2008, ou a lei norueguesa de Junho/2008. Em Portugal, aguarda-se pela decisão do Tribunal Constitucional sobre este tema e estão pendentes na Assembleia da República projectos de lei sobre a matéria. O presente livro aborda de uma forma séria e plural a questão, numa perspectiva filosófica, política e jurídica. Os autores, dois prestigiados juristas, têm posições opostas, mas isso não lhes retira a capacidade de dialogar: trata-se de um debate vivo, mas leal, de uma forma que é rara em Portugal, entre posições políticas fortemente contrastadas.

Uma cidade que fede está condenada a arder

Julho 07, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política, Portugal, Sociedade 1 Comment →

Na passada sexta-feira estive para aqui postar um pequeno texto mal cheiroso. Ou melhor, um texto onde relataria o cheiro pestilento, agoniante com que qualquer um pode ser bafejado se se atrever a subir ou descer a Avenida da Liberdade. Em alguns pontos, qual marca territorial de São Devoluto, os vãos de entrada e velhos sagões de prédios abandonados são espaços polivalentes para as actividades de micção e outras obras, bem como, em alguns casos, ponto regular de pernoita e outros caldinhos.
O texto ficou por escrever enquanto o cheiro não me saísse das narinas e enquanto eu não percebesse (eu percebo!) porque me choca tanto este perfume comparado com o de um monte de estrume feito, criado e enobrecido algures no espaço rural deste país que conheço desde que tenho lembrança.
Entretanto, de volta à Avenida, um desses pontos ganhou ontem outro odor, purificando-se pelas chamas.
Na sexta-feira via a triste cidade que não consegue ter lavada sequer a Avenida de mais nobre nome que alberga. Hoje, depois de mais um fogo, o pivete, a degradação e a miséria, surgem mais próximos de outra ruína a que reagimos ainda de forma menos que anestesiada.
Regresso ao mundo semi-extinto da aldeia para me lembrar de outra cena, agora a sul. Uma cena feita de humildade, vaidade e asseio, traduzida em braços firmes, trinchas e pinceis e um bom balde de cal que acabaria por se encontrar vazio, espelhado na parede.
Podiam(os) ser um pouco mais alentejanos, os cães de Lisboa e seus donos, para começar.
Depois tratariamos do Santo, nosso verdadeiro padroeiro, Santo António que me perdoe.

Subsídio à maternidade partilhado por quem recorre à IVGravidez

Julho 03, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde, Sociedade 2 Comments →

É no mínimo bizarra a mensagem política que está implícita num subsídio de maternidade destinado a quem tenha decidido recorrer à Interrupção Voluntária de Gravidez. E se é certo que a leitura detalhada do decreto-lei me permitiu atenuar o choque inicial (o subsídio nesses casos é apenas uma fracção) parece-me que se perdeu uma excelente oportunidade de usar do pudor e de alguma reserva. Era e é possível recorrer a outros instrumentos ao dispôr da mulher debilitada na sua saúde, sem estabelecer preto no branco a relação directa que está na recente lei: o aborto dá direito a subsídio de maternidade.
Dá para perceber a indignação adicional gerada por esta lei, particularmente entre quem se opôs à despanalização da IGV (que não foi o meu caso), mas também entre pelo menos alguns dos que defenderam e defendem a IGV. A fronteira entre isto um subsídio directo e promotor do aborto esbate-se. Era um caminho que se dispensava inteiramente.
Por isso concordo largamente com a opinião pública hoje apresentada pelo MEP.

As más influências de Manuel Pinho

Maio 13, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde, Sociedade 2 Comments →

Segundo o Público, (algum dia acabaria por voltar a linkar este jornal), Manuel Pinho deu o mote… e o Primeiro-Ministro foi atrás.
Mas ele é crescidinho. Será que não conhece as pastilhas de nicotina para estas emergências?
Pouco porreiro, pá. Muito pouco digno de quem é suposto ser primus inter pares.
“Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas”.

Martinho Lutero Rei

Abril 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política, Sociedade No Comments →

N’Melhor é Possível (MEP, confundir com MEP – Movimento Esperança Portugal) deixam-nos a indicação de uma efemérido que me passaria despercebida. Faz hoje 40 anos que foi assassinado Martin Luther King. Sendo reconhecido por tantos pelo sound bite “I have a dream” vale a pena (re)acordar com estes trechos de profecia: I’ve been to the mountaintop I e II.

Vasculhandos nas Ostras

Abril 02, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política, Sociedade 5 Comments →

OstraEstimado leitor,
Poderá agora encontrar-me “Vasculhando nas Ostras” num outro blogue perto de si. Passo assim a escrever com a regularidade possível no blogue do MEP (Movimento Esperança Portugal). Sobre o quê?
Sobre as ostras, naturalmente.

Sexy Steiner

Fevereiro 15, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ecologia e Natureza, Letras e Livros, Mimos, Poesia e Música, Saúde, Sociedade, Teatro, Viagens No Comments →

“Compared to Professor Steiner, the autobiography of the busty glamour-model Jordan is a beacon of restraint,” said Craig Brown in the Daily Telegraph.

De queixo caído… (Thanx Claudia).
Ah, já me esquecia o livro chama-se Lust in Translation. Já leu Francisco?

E quem vai traduzir “Lust in Translation” para português?

454 anos da Cidade de São 148Km Paulo

Janeiro 24, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Brasil, Sociedade No Comments →

Da última vez que vi uma notícia sobre o trânsito em São Paulo – há largos meses – o número recorde aproximava-se muito dos 100. Hoje actualizo essa estatística via Folha de São Paulo:

“(…) O motorista que trafega pelas ruas e avenidas de São Paulo na tarde desta quinta-feira, véspera de aniversário dos 454 anos da capital, enfrenta 148 km de congestinamento, o equivalente a 18,1% dos 820 km monitorados às 17h49. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não foram registrados acidentes no horário da medição, e o alto índice é reflexo do excesso de veículos que já deixam a cidade. A companhia estima que cerca de 1,3 milhão de veículos devem deixar a cidade. A frota de São Paulo é de cerca de 6 milhões de veículos. (…)”



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