Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Saúde’

Criminalidade organizada melhora índices de confiança

Fevereiro 12, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

O recente desmantelamento de uma organização criminosa a operar na área da saúde (farmácias, hospitais, clínicas…) de qual, aos poucos, temos vindo a perceber a dimensão (já se fala em milhões de euros e em medicamentos deturpados) contribui para percebermos que imaginarmo-nos como um país de chicos espertos é claramente um understatement. Um disparate quase tão grande como o tradicional “brandos costumes”. A criminalidade evolui para níveis de desenvolvimento e sofisticação que nos estão a aproximar do pior que há no mundo. E quem o diz são as forças da ordem…
Haja matéria cinzenta na PJ e um pouco mais de respeito e meios para que possam desempenhar o seu trabalho. Estas mega-operações, particularmente quando envolvem áreas tradicionalmente incólumes, geram inegavelmente maior confiança por parte dos bons cidadãos. Ficamos todos com a sensação de que vale a pena combater chicos espertos e os criminosos.
A lei da selva perde sempre mais alguns adeptos. No fundo é uma espécie de reverso da medalha do efeito multiplicador do medo produzido pela notícia de um crime violento no conchinchina. Mas desta vez, pela abrangência e complexidade da operação desmantelada, qualquer suspeita de trabalho policial ficcionado parece-me afastada. A PJ, bem como, todas as organizações do Estado que denunciaram e contribuíram activamente para a investigação estão de parabéns.

Apelo

Janeiro 26, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

ACAM-AJUDA4.jpg

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Janeiro 12, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

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Comprimidos favoritos

Janeiro 05, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Saúde 2 Comments →

A propósito d’Os comprimidos ali de baixo, os meus “comprimidos” favoritos são:

1. Ouvir Música.
2. Uma conversa com um amigo.
3. Mais música.
4. Um copito de três a acompanhar uma boa refeição (Prosac? Prosit! - Mas também pode ser um sumo de fruta não fermentado)
5. Um chocolate.
6. Uma musiquita.
7. Um belo filme.
8. Assistir a um espetáculo ao vivo (do futebol ao teatro).
9. Ouvir Música.
10. Cozinhar.
11. Fazer barulho escrevendo no adufe.
12. Música!!!!
13. Ler um livro.
14. Andar de bicicleta.
15. Não ter medo de chorar.
16. Ouvir MÚSICA!
17. Não ter medo de rir.

Estes são apenas alguns “princípios activos” cujas combinações e dosagens variadas me permitem ir gerindo uma bela farmácia.

Os comprimidos

Janeiro 05, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 8 Comments →

O que é que nos faz tomar comprimidos? Quando digo comprimidos, refiro-me especificamente àqueles comprimidos que brincam com os neurónios, que tentam pô-los a conversar entre si, naquele que julgamos ser o “tom� certo que vai bem com a nossa pele. Comprimidos humorísticos, digamos.
Não fujo deles como o diabo da cruz, mas para lá caminho. Não lhes acho graça, pronto. E pior, sou tentado a combatê-los, a apresentar-me como um naturista ao dispor exemplificando alternativas razoáveis e eficazes.
Mas a que propósito é isto para aqui chamado agora? Por um pequeno nada que li nesta esfera, mas que podia ter ouvido na minha família.
Bem sei que pode ser uma ironia ligeira com intenções paliativas mas o textozinho da Bomba Inteligente onde retrata o choque de um amigo perante a primeira evidência da inexorabilidade de uma primeira perda e, particularmente, o remate do seu texto (a saber: “Mas nada de dramas: um comprimido de Cipralex de manhã e meio Triticum meia hora antes de deitar para os dias serem curtos, meu querido”), voltaram a pôr-me a pensar na nossa voragem por anti-depressivos, ansiolíticos, calmante e afins (já não falo nas drogas ilegais).

O que mais me espanta, choca e move a exteriorizar a opinião é a banalização com que tanta gente trata o dito comprimido. Por vezes sou testemunha de conversas mirabolantes nos mais improváveis locais (no transporte público; quando espero para pagar o jornal; quando estou a pôr gasolina…). Conversas que julgava acessíveis apenas a iniciados em farmácia. Pessoas de todas as raças, credos e condições trocam comprimidos e experiências como eu trocava cromos para completar a minha caderneta do “Era uma vez o espaçoâ€?. Não me alegra esta democracia de “negócios” às claras onde a dimensão da moca (ou mocada) do dito comprimido é a moeda de troca. Fragmentos como os que seguem são a paga do benemérito fornecedor, geralmente um esforçado amigo: “Não me deu a fome o dia todo“; “É melhor do que passar três horas a pedalar no ginásio, dormi que nem um anjinho“; “Depois de tomar fiquei com uma energia fenomenal!”; “É que parece que nem me lembrei do acidente o dia todo, tudo me parecia mais distante…” ou ainda “Já nem me lembro do nome dele! Vamos ao Blues ou ao Lux?â€?

O que é que tu tens a ver com a vida das pessoas ó Rui Manuel? Nada… Mas que diabo… eu vivo com elas, estou rodeado por elas, posso ao menos tentar inquietá-las com a minha inquietação. Assusta-me, numa perspectiva mais filosófica, e entristece-me, numa perspectiva mais concreta, a falta de consciencialização de tanta gente que adere ao “clube dos comprimidos humorísticos”. O atira-para-trás-das-constas-tudo-o-que-é-doloroso-o-quanto-antes não seria inteiramente desprezível se não escondesse tantas vezes a necessidade de uma acção, de uma prova de humanidade, de uma demonstração de garra e de determinação. Há sempre os malditos efeitos secundários. Mais quen ão seja o de nos impedir de crescer.
Vamo-nos deixando morrer anestesiados, estupidificados, perdendo a maravilha do conhecimento vivendo permanentemente no limiar da “percepção alternativa�. Enfim - uso demasiadas vezes esta palavra -, resisto qual selvagem inadaptado a este abominável mundo novo feito de fugas e mais fugas. Pequenas atitudes de pequenos indivíduos que são cada vez mais o problema, um problema cada vez maior do que todos aqueles de que fugiram inicialmente.

Para desanuviar: cá para mim é bastante provável que seja gente apanhada dos carretos pelo uso abusivo de inúmeras “drogas humorísticas� que depois tem brilhantes ideias como estas de que nos falou Maria do Carmo Vieira no de hoje (artigo em anexo).

Uma nota final para o Terras do Nunca me dar uma ajuda; vai em inglês e tudo que é para dar mais estilo: I don’t dig drugs. Am I right or am I left?

Paz e amor meus irmãos!

Bilbiografia recomendada: CORREIA, Clara Pinto (2002), “A Arma dos Juízes”, Relógio D’Ã?gua.
(more…)

Nódulo

Dezembro 27, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 1 Comment →

Todos estamos cheios deles mas a palavra do título é para alguns especial; lida como uma ameaça que tanto pode ter sido vencida no passado, enfrentada no presente ou latente para um dia no futuro.
Mas além dos fisiológicos há-os de outra natureza ainda que muitos deles também se qualifiquem como “orgânicos”.
Não sei se o que o Valdir Cardoso encontrou nesta época de Natal no Hospital de Santo António no Porto é um nódulo ou se já é mais do que isso mas a denúncia, o alerta para que se faça o diagnóstico pode revelar-se muito útil. Nunca se sabe quando teremos de enfrentar também este outro problema.
Em legítima defesa recuso a banalização destes casos e a sua menorização grosseira por via da qualquer psicose rapidamente atribuida a quem vê o “inevitável” sofrimento de um ente querido. Infelizmente algum conhecimento de causa levam-me-a a acreditar na sinceridade do Valdir e a aqui vos convidar a ler o seu texto.

Um excerto do texto do Valdir no seu Crítica Lusa.

Alguns relatos de como não se deve tratar pacientes. Isto aconteceu no Hospital Sto. António, serviço de cirurgia 1.
Caso nr 1
Depois da operação óbviamente a minha mãe levou soro, até o intestino voltar a funcionar devidamente.
Um enfermeiro espeta a agulha do soro no braço da minha mãe, que entretanto se queixa de a agulha lhe estar a doer.
Resposta do enfermeiro: “Isso é fita !! Não dói nada !!”
Resultado: No dia seguinte, o soro estava a sair pela agulha e a escorregar pelo braço, além de um forte hematoma que a minha mãe tinha no braço. A minha mãe chama o médico, que por sua vez, chama o enfermeiro que fez esta asneira, dá-lhe um raspanete dos antigos, em frente de todos.

A indignação e os mal feitores (act.)

Dezembro 18, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

No início contaram-me que o governo não tinha boys de qualidade para assessorar alguns ministérios… Rimo-nos.
De seguida, contaram-me que havia boys para nomear para a gestão dos hospitais mas poucos entre eles tinham competência e experiência de gestão. Alguns, aparentemente, tinham currículos que não justificavam, pelo elevado risco presente, o cargo de gestão de algumas mercearias de bom nome. Vimos os exemplos, ouvimos as histórias (muito poucas chegaram aos jornais) e não encontrámos motivos para risota…
Depois, contaram-me que os novos hospitais privados andavam (e andam) a pagar exorbitâncias para cativar alguns profissionais competentes. Muito mais do que pagam a um funcionário público, talvez esse mesmo funcionário que entretanto se desvinculou ou mudou de área de residência…
Por fim, começaram a chegar a público as “más vontades” quanto à prestação de cuidados terapeuticos e realização de exames a pacientes mais “complicadosâ€?, mais dispendiosos, ou não prioritários nas novas linhas de gestão. Estes prontamente eram despachados para casa ou, na melhor das hipóteses, para os hospitais centrais ainda públicos engordando os seus défices, exacerbando assim a prova provada da sua ineficiência…

Tudo isto era previsível, tudo isto foi previsto. Havendo inteligência no topo, inverto o ónus constitucional: até prova em contrário, o governo está a agir de má fé. Usa o terrorismo para destruir o serviço nacional de saúde naquilo que ele tem de mais nobre e valioso.
Digam-me que estes exemplos não são verídicos, provem-me que tudo isto é mentira, que não há uma relação directa entre a mudança realizada e os casos que se avolumam. Ou então assumam que isto é uma opção política, que estes são os seus custos colaterais, que não temos dinheiro para manter o sistema de saúde e que temos de lhe fechar as portas. Se me disserem isto far-lhes-ei então outras perguntas. Falaremos do Banco Atlántico e dos aumentos de capital da CGD, falaremos dos submarinos, falaremos da “contenção” orçamental na Madeira, falaremos da aquisição de material de transporte em alguns ministérios, falaremos da dimensão da intervenção militar no exterior, falaremos das medidas preventivas de ataque a doenças infecto-contagiosas, falaremos da cruzinha nas receitas dos médicos, falaremos da ausência de regulação da relação banco-cliente, falaremos de perdões fiscais, falaremos de benefícios fiscais, falaremos das farmácias sociais, falaremos até do choque fiscal no IRC. Falaremos?

“Aborto: PP recusa alteração à lei”

Dezembro 16, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 2 Comments →

A notícia é do Portugal DiárioAs palavras citadas são de Luis Nobre Guedes:

«Dentro de um período que se estende no mínimo a esta legislatura não há nenhuma razão para questionarmos aquilo que soberanamente foi decidido pelos portugueses (…)Tenho a certeza absoluta que o PSD vai respeitar o acordo político que fez com o CDS-PP (…) neste, como noutros julgamentos, a posição do partido é que o poder político não deve condicionar as decisões judiciais. (…) A posição do CDS-PP em 1998 ao apelar ao »não« [no referendo pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 12 semanas] foi uma posição de tolerância e humanismo. Somos contra o flagelo social que é o aborto, um flagelo que não termina com a liberalização total. Se fosse hoje a posição do CDS-PP seria exactamente a mesma».

Polícias, Juízes, Estabelecimentos prisionais… Amigos, depois da hipocrisia patente aquando da votação do referendo onde quase ninguém se atrevia a considerar legítimo e desejável a detenção das mulheres que abortam, o PSD (através deste acordo e das palavras do outro subscritor) clarifica a sua posição. Encontrámos assim uma obsessão mais valiosa que a do défice. Não se olhe a meios para punir os assassinos que veêm em cada mulher que aborte. Houve alguns momentos de esperança de alguma razoabilidade nas últimas horas. Voltámos ao mesmo. Ou talvez não… Talvez da próxima vez seja mais fácil aos portugueses perceberem o que está em jogo nesta melindrosa questão.

imagens mentirosas :

Dezembro 15, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 4 Comments →

Subscrevo o alerta do João da Metamorfose e faço aqui a sua transcrição:

 Se a imagem desaparecer provavelmente o público mudou de posição tendo optado por retilá-la esta fotografia tem vindo a ser utilizada pelo público online, para ilustrar notícias relativas à discussão em torno da despenalização da interrupção voluntária da gravidez (ivg) até às 12 semanas.
acontece - como é perfeitamente visível - que a mulher fotografada está grávida de muito mais do que 12 semanas, pelo que a utilização neste contexto é profundamente abusiva. e não só é abusiva, como retrata muito bem a degenerescência a que tão importante questão está sujeita.
a ivg tem vindo a ser abordada por responsáveis políticos, jornalistas e figuras públicas com alguma intensidade e frequência. no entanto, a desinformação é generalizada, a politização extremada e a inacção confrangedora, o que ilustra bem a inconsequência da maior parte das discussões de fundo da sociedade portuguesa.
mostramos mulheres grávidas de mais de 20 semanas, quando nos referimos a gravidezes até às 12 semanas; damos atenção às palavras de um bispo, mas relativizamos a opinião de médicos e cientistas; escrevemos páginas e páginas de opinião, mas são muito poucos os que estão minimamente informados sobre as múltiplas dimensões do problema.
mostrar fotografias como a que o público mostra não é só irresponsável. é, também, um desrespeito imenso por todas as mulheres do mundo.

nr - no sábado passado, enviei um email ao josé manuel fernandes e ao josé vitor malheiros a chamar a atenção para o facto de a fotografia aparecer a ilustrar uma notícia do público online. hoje de manhã, recebi um e-mail de resposta, onde se afirma que a questão iria ser discutida em reunião de redacção e que também eles achavam que a fotografia era infeliz. o facto de a mesma aparecer esta tarde a ilustrar uma nova notícia, leva-me a concluir que ou a questão não foi discutida em reunião da redacção, ou não tendo ainda acontecido tal reunião, não foram activados os mecanismos que estou certo o jornal público tem ao seu dispôr para repôr a verdade dos factos em tempo útil. só pelo facto de se ter sido publicada uma segunda vez, é que me senti na obrigação de escrever este post.

Auxiliar de Memória

Novembro 28, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 1 Comment →

Queremos Paz!

Novembro 17, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

ACA-M Uma homenagem a quem se mexe neste País, a quem faz pela vida.
A outra homenagem:

Em segundos
Se há anjos na terra, a minha avó foi um. Respirava bondade. Espalhava serenidade. Não sabia não sorrir. Mal escrevia e no entanto a sua sabedoria era milenar. Em sentimentos, em conselhos, em vida. A sua pequenez física escondia a luz incandescente de alguém maior. Era uma Senhora. A nossa Senhora. Católica de alma e coração, ia todos os dias à missa. Nessa noite, quando voltava, dirigiu-se como sempre à passadeira. Atravessou. Não chegou a casa.

A morte é um acontecimento demais estúpido. Adiantá-la não é preciso.

As distracções repetem-se. A vida não.

de Leite de Creme
Publicado no blogue Homenagem a 17 de Novembro de 2003

O meu nome do meio

Novembro 04, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 3 Comments →

Comi um arrozinho de polvo que estava uma delícia e acompanhei com um sumo de laranja… Agora estou a comer bolachas gordurosas com pepitas de chocolate. São servidos?

Saudades de ser Saudável

Novembro 04, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde 1 Comment →

1º O Fumo
Muito se tem escrito sobre tabaco no blogoesfera e sinceramente por agora posso dizer que para esse peditório já dei, mas trago para aqui o apontamento que li no Resistência Islâmica onde se informa que é muito frequente o consumo de cigarros disparar entre os muçulmanos fumadores no mês do Ramadão. Determinismo religioso associado ao consumo de tabaco é uma perspectiva que confesso me passava ao lado. Haverá algo do género entre os cristão ou judeus em alguma época do ano? Haverá alguma Voz do Deserto, ou algum Aviz com dados estatísticos? Podem ser estatísticas pessoais :)

2º O Ginásio
Ainda da breve volta pela blogoesfera e ainda sobre “saúde” destaco um dos últimos textos de um dos nossos médicos de serviço. O Bisturi discorre sobre os hábitos alimentares clarificando, reforçando, repetindo mais uma vez a causa e efeito entre o que se come e como se vive. Deixa no ar a ideia que tudo seria diferente lá no seu ofício se a mesma determinação com que muitos de nós aderimos a um ginásio se aplicásse à qualidade da nossa dieta. O nosso nome do meio é Contradição o que é que se há-de fazer? Para quem queira saber mesmo o que fazer o Bisturi oferece algumas sugestões que reproduzo:

Fico triste por surgirem tantas doenças evitáveis em pessoas novas, com tanto para dar e de tal maneira importantes para os outros, apenas por não seguirem algumas regras simples:

- iniciar o dia com um pequeno almoço de pão e leite ou derivados, nos primeiros trinta minutos após se levantar;
- a meio da manhã e da tarde, comer ao menos uma peça de fruta;
- comer com prazer, sem cronometrar a refeição;
- beber ao menos 1,5 litro de água por dia (um lapso comum e grave);
- consumir muitos vegetais e frutos frescos;
- preferir o azeite (rico em gordura insaturada) para temperar os alimentos;
- consumir muito esporadicamente doces, charcutaria, óleos e comidas gordurosas saturadas (maioneses, molhos);
- proscrever o excesso de sal;
- realizar exercício físico moderado: basta até passear a pé com um amigo…

Eutanásia

Outubro 29, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

A propósito deste apelo:

Assassinar alguém deve ser sempre crime.
Condenar alguém à morte é sempre um crime.
Dito isto acrescento mais estas palavras.
Garantindo que a Eutanásia não é um assassinato mas um suicídio assistido só posso defender que se aceite essa prática.
O meu último reduto de liberdade hoje é o de poder decidir quando bem entendo por fim à minha existência. Acho que todos devemos ter esse direito.

A propósito da Malária

Outubro 24, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Saúde Comments Off

A propósito da malária e do exemplo prático dado por Bill Clinton/Fundação Bill Clinton e aqui sublinhado pelo Terras do Nunca aproveito para deixar um grande abraço (e um beijinho) à Susana Campinas (pode ser que um dia algum motor de busca te traga a este blog). E saúdo-a por ter participado na equipa suportada pela Fundação Gulbenkian que tem conseguido alguns avanços assinaláveis na investigação dessa doença.

A Susana tem 28 anos, andou comigo na primária, não temos mantido grande contacto, vou sabendo dela indirectamente, mas sei que está por estes dias em reclusão total preparando a tese de doutoramento que irá defender nos próximos dias numa universidade do norte da Suécia.
O maior receio dela e de muitos outros investigadores é o futuro. O futuro profissional, a velha questão de não haver investimento na investigação científica. Mesmo com provas dadas, mesmo com um currículo brilhante não há nenhuma certeza de poder continuar a assegurar o seu sustento fisiológico e intelectual em Portugal.
O destino da Susana será muito provavelmente a Inglaterra, ou os Estados Unidos, outro que não o seu país.

Pode ser que um dia o trabalho dela e de muito outros investigadores nos venha a ser muito útil. Se-lo-á para as regiões onde a doença persiste e poderá sê-lo também por aqui. Falo de cor mas lembro-me de cenários de evolução climatérica que apontam para a possibilidade do regresso da malária à Península Ibérica. Assim subam as temperaturas médias, os níveis de humidade e o mosquito reaparecerá com a sua terrível carga.

Curiosidade: sabiam que há no concelho de Coruche portugueses com fortes resistências genéticas à infecção pela malária? Foram séculos de selecção natural, a conviver com a doença. Quando é que a malária foi erradicada de Portugal?



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