Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Religião’

Actualização de “uma vela no Rossio” II

Abril 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Portugal, Religião Comments Off

A propósito de "Uma vela no Rossio" as opiniões sucedem-se, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo.

- a discussão prosseguiu animada durante a noite, nas caixas de comentários dos posts acima referidos; destaco particularmente o que se escreveu no Mashamba -
- Prossegue neste post -

Uma vela no Rossio (act.)

Abril 09, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Religião 5 Comments →

"Porquê (não) as velas no 19 de Abril?" é uma proposta de discussão do Lutz a propósito da sugestão que o Nuno Guerreiro nos faz no sentido de recordarmos a progrom de Lisboa  que ocorreu em 19 de Abril de 1506. Pela minha parte tentarei participar na iniciativa e sinceramente acho que não preciso de nenhum programa político que a suporte para me justificar, nem conto ter grandes cautelas quanto a "interpretações abusivas", nem sequer preciso saber se o Nuno Guerreiro tem algum manifesto preparado.

O simples facto de ter ignorado durante quase duas décadas um dos mais hediondos factos da história de Lisboa e o choque e incredulidade com que o ouvi pela primeira vez, são motivo suficiente para tentar diminuir esse nível de ignorância que ainda prolifera.

A nossa identidade constroi-se da nossa história e de toda a sua complexidade. Revelamos quem somos também pela forma como queremos ou não queremos encarar o passado. Contextualizar ou não esses factos à luz de diferenças no quadro dos valores, da moral ou da política é já um luxo (como acaba por ser esta oportuna proposta do Lutz) a que só poderemos aceder se nos atrevermos a admitir que algo do que fomos ainda se reflecte no nosso espelho do hoje. O que é incontronável é que o que somos hoje, mesmo na forma de olhar para o passado, condicionará o nosso futuro.

Deixou outra pregunta mais prosaica: de que se falará mais no dia 19 de Abril de 2006? Eu aposto na inauguração do Casino de Lisboa e vocês? 

Adenda: as opiniões sucedem-se, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo. 

53 Livros

Abril 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Religião 1 Comment →

Este ano a ambição é maior do que nunca. Hei-de ultrapassar os 50 livros lidos!

Estou a ler agora uma colectânea muito interessante que fala de tudo um pouco, inclusive da gravidez.

"Javé Deus disse então à mulher: «Vou fazer-te sofrer muito na tua gravidez: entre dores, darás à luz os teus filhos; a paixão vai arrastar-te para o marido, e ele de dominará»". 

Gn,3,16 (Livro do Génesis, capítulo 3º, 16º versículo)

Eis um dos muitos castigos sentenciados por Deus, como penitência pelo pecado original. 

Nota técnica retirada da Bíblia Pastoral, Edições Paulistas, Lisboa, 1993:

"Pentateuco: Pentateuco é uma palavra derivada do grego e significa «cinco livros». Esta palavra é usada para indicar os cinco primeiros livros da Biblia, isto é: Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio. Os judeus dão a esta parte da Bíblia o nome de Torá, que significa Lei. (…)"

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O post que faltava

Fevereiro 14, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Religião Comments Off

"Respeitemos os outros" do João Caetano Dias. Veja lá, não se deixe surpreender por maus pensamentos enquanto ler a prosa em jeito de cartoon.

Cartoon em letras: “Ontem”

Fevereiro 12, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião 1 Comment →

Ela: Vou à missa, queres vir?

Ele: Mas hoje é Sábado, hoje é o dia dos Judeus!

Ela: E daí? Não te esqueças que ainda sou Pereira de apelido. 

A razão de PPereira e a barbaridade de Vitalino

Fevereiro 10, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Política, Religião 1 Comment →

Como seria bom que José Pacheco Pereira estivesse errado. Mas não está.

Há dias fiz aqui eco de uma pergunta do Paulo Gorjão onde se constatava o silêncio dos parlamentares portugueses. Hoje Vitalino Canas (PS) falou pondo os cartunistas ao nível dos fundamentalistas que ameaçam, perseguem e destroem. É por estas e por outras (a do MNE ontem, por exemplo) que os partidos falham, rotundamente, descredibilizam-se.

É caso para perguntar (só com uma pitadinha de exagero) se algum dia, em algum canto do país, alguém com acesso ao grande público, membro do PS, terá discutido, conversado, pensado sobre as questões levantadas directa e indirectamente pelas caricaturas, sua transformação em exemplo odioso e posteriores reacções. Tirando as excepções que pontuam na blogoesfera, gostava de ouvir alguém do PS, que tenha, no mínimo, assento no Parlamento, refutar abertamente as declarações de hoje do seu colega Vitalino Canas. O odioso cobre-os a todos ou só a alguns? É que isto da disciplina partidária tem este outro efeito secundário.

Os extremistas clamam vitória (act.)

Fevereiro 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política, Religião 3 Comments →

Provavelmente, e para nosso mal colectivo, as reacções à questão dos cartoons levarão a uma maior cautela nos critérios editoriais por parte de jornais ocidentais nos próximos tempos. Digo para nosso mal porque isso atestará a incapacidade de falarmos de igual para igual no sentido em que falamos com pessoas e povos com outras crenças que não a muçulmana (onde os extremista têm peso visível e notório).

No curto prazo, admito que esse reforço na auto-censura seja positivo porque retirará argumentos aos extremistas, contudo, volto a sublinhar, não conseguiremos sentir-nos entre iguais e de certa forma, os extremistas terão tido a sua vitória pois os muçulmanos, todos os muçulmanos, correm o risco de passar a ser vistos como fazendo parte daquele povo com quem não se pode brincar, que não se pode criticar, que não se pode satirizar. De certa forma acho esta imagem mais nefasta do que a má publicidade terrorista, algo que julgo mais fácil de imputar a um tenebroso e limitado grupo.

Em suma, um povo percebido como inferior, atrasado e perigoso e este é só o pior dos cenários que poderíamos desejar.

Os limites

Fevereiro 06, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Religião 12 Comments →

Isto agora já não tem nada a ver com o Islão e com os Islamitas, apenas com os limites que nos queremos auto-impôr, no Ocidente. 

A máxima "O limite para a liberdade de expressão é a colisão com as crenças religiosas de outrém." coloca-nos alguns problemas.

Obras que ofenderam alguns crentes nos últimos anos, bem aqui no nosso jardim:

  • O Evangelho Segundo Jesus Cristo (que, ficcionando a vida de Cristo, entre outras coisas, - e se a memória não me trai - o coloca a ter um caso com uma famosa prostituta - Maria Madalena).
  • O cartune do Expresso onde o Papa João Paulo II é representado com um preservativo no nariz ridicularizando assim a praxis que a Igreja Católica recomenda aos seus fieis.
  • Os cartunes dos movimentos pro-aborcionistas que ridicularizaram os beatos católicos por seguirem à letra as directrizes da sua Igreja na lógica pró-vida imputando-lhes responsabilidades na morte de mães e nascituros que sem condições recorriam a "clinicas" aborcionistas.

Devemos proibir/banir/castigar os respectivos autores? 

Independentemente do que possa pensar das situações concretas não tenho nenhuma dúvida quanto à resposta a dar a esta questão. Obviamente que não! Felizmente temos tribunais para derimir calúnias e ofensas.

Ou será que na "nossa" religião podemos bater à vontade porque os "nossos" religiosos são pacíficos e já estão habituados e na religião dos "outros" temos de ter cautelas especiais porque eles, coitadinhos, ainda estão na adolescência do entendimento reagindo com a violência que têm à mão, como meninos mimados às primeiras críticas do mundo adulto? Afinal qual destas duas atitudes é que é paternalista e afirma superioridade?

Só mais uma nota, neste mundo globalizado a geografia é cada vez menos relevante logo, mais crítica é esta discussão. Sim, o multiculturalismo está aí, por muito complexo que possa parecer temos que traçar as nossas regras de coabitação.

Eu prefiro tentar tratar muçulmanos e não muçulmanos da mesma forma e você?

P.S.: Na blogoesfera destaco ainda a capacidade de síntese (a triologia de questões abordadas) e a opinião d’O Franco Atirador. Plenamente de acordo. 

Adenda: Boa a pergunta do Paulo Gorjão: "Alguém sabe o que pensam os deputados à Assembleia da República sobre a polémica à volta da liberdade de expressão?"

Eu sou Dinamarquês

Fevereiro 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Religião, Sociedade 2 Comments →

Na sequência dos posts anteriores, e que tal passear pel’A Origem das Espécies neste dia 5 de fevereiro de 2006?

Adenda: outra sugestão "A Manipulação" pelo carlos Castro no Tugir

Um perigoso tipo de cegueira

Fevereiro 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Religião, Sociedade 1 Comment →

É triste, muito triste mas é também é uma velha estafada e historicamente trágica reacção, própria de quem pouco aprendeu com as lições do passado. Em jeito de brincadeira, se a guerra rebentar fujo dos Ana Sá Lopianos deste mundo e dou cobertura ao João Pedro Henriquenhos! Se a guerra começar? Ah pois, ela nunca parou… E infelizmente a resposta aos cartoons dinamarqueses não se fez na mesma moeda, por exemplo, com outros cartoons… É incomodo? Era bom que nada deste fervor e reacção estivesse a acontecer? Pois era, mas isso não quer necessariamente dizer que alguém fez algo que justificasse o que estamos a ver, e muito menos neste grau.

O problema está todo aqui, nas perguntas e respostas, na sucessão de posts do Glória Fácil (2, 3 e 4 de Fevereiro). O disparate vai ao ponto de (sem silogismos!) o João Pedro Henriques ser agora um pró-nazi em potência por ter escrito isto.

A coisa é séria, muito séria e não irá embora. A atrapalhar está o tipo de matemática de uma certa esquerda (adjectivo apagado) que tenta apenas extremar as coisas encostando à direita, perdão, à extrema direita (adjectivo apagado) quem quer ter direito a discordar do outro, a rir-se dele como consegue rir-se de si próprio. Se a liberdade de expressão andar na boca da extrema-direita deverei mudar a minha semântica para não ser confundido? Antes pelo contrário, devo defendê-la, defini-la, usá-la, denunciando esses outros falsos profetas…

Segundo percebo, as embaixadas incendiadas, as bandeiras queimadas, as ameaças de vingança proferidas por extremistas (?) um pouco por todo o mundo islâmico, depois da instigação vinda das mesquitas na passada sexta-feira estão justificadas porque um grupo de extrema-direita cavalgou a onda na Dinamarca.

Eu não tenho duvidas pessoais de que não sou extremista, intolerante ou anti-semita. Não tenho  complexos, não preciso de me demarcar dos extremos e condicionar o meu pensar pelo que eles dizem. Tenho-me é como uma pessoa próxima de alguns bons velhos ideiais de esquerda e fico sim complexado quando outros que frequentemente passeiam pelas mesma ideias me apanham à traição com enormidades (adjectivo apagado).

Tenho a minha liberdade para criticar, julgar (sim julgar) e defender o mundo em que quero continuar a viver. Tenho e uso a minha autoridade de cidadão para estabelecer em que ponto o respeito pelo outro colide com as regras do meu mundo, e neste caso concreto o que me assusta é a chatagem, a resposta à ofensa - que, convenhamos, foi mais desenterrada do que proclamada como tal pelos autores - pela violência. O que me assusta é a cobardia dos meus pares em denunciar o disparate que toda esta exacerbação é (aos nosso olhos).

Eu nem sequer não deixo que me ofenda quem quer; era bom que entre os muçulmanos esta lógica vingasse, mas até lá, este cartoon ou este, ou este fazem parte da minha liberdade, da minha cultura e da minha forma de estar no mundo. Só assim, com a coragem de me definir poderei controlar, por exemplo, quem quer cavalgar a onda vendendo entre os meus pares, a selvajaria que em tantos lugares hoje grassa entre os muçulmanos. 

Mais do que nunca, nesta altura é importante distinguir o essencial e ser firme na sua defesa. O JPH simplesmente arrasou a argumentação da Ana Sá Lopes, bastou um pouco de memória,  talvez mesmo, de bom senso, daquele que vai além dos fumos e dos urros do dia ou da cartilha do mundo bicolor. O futuro dar-lhe-á razão, espero que não lha dê tarde de mais para evitarmos males maiores entre nós.

Saindo da mesquita

Fevereiro 03, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião 6 Comments →

Um cartoonista Dinamarquês ofendeu boa parte da comunidade islâmica mundial porque, no seu jornal lido na Dinamarca e suponho que escrito em Dinamarquês onde seguramente tem uma ínfima minoria de leitores muçulmanos, representou os muçulmanos (simbolizados pelo profeta Maomé) como a raiz do terrorismo no mundo e de só terem a violência na cabeça - parece que lhe imputaram injustamente cartoons "mais" ofensivos, o que não sendo facto irrelevante, não interessa muito para a questão de fundo.

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A questão do dia e o Amor

Fevereiro 02, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião, Sociedade 5 Comments →

Ainda sem ter tido oportunidade de passear pela blogoesfera, retomo os posts anteriores e referindo ainda JPP: se bem percebi (até pelo que li hoje no DN) JPP é contra o casamento civil, ponto final. Acha que o Estado não tem nada que regular pela lei a forma como as pessoas contratualizam ou podem contratualizar as suas relações. Deveria existir liberdade total, nomeadamente para se lavrarem contratos privados (suponho que enquadrados pelos direitos liberdades e garantias previstos na constituição). Ou seja, com isto JPP coloca-se num outro nível do debate que me parece legítimo ainda que polémico e a ter implícito um trabalho revolucionário em termos prático-legais.

Por outro lado, havendo e estando em vigor o casamento civil, não usa a sua opinião para se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, pelo menos foi o que eu lhe percebi: lança talvez um desafio de maior ambição a essa comunidade convidando-a a trilhar caminhos mais originais. É certo que, pelo caminho menoriza - e esta é a minha principal crítica ao que lhe li - menoriza, dizia, todo um conjunto de características com consequências práticas no quotidiano que apenas estão disponíveis se se puder recorrer à figura do casamento. Mas atendendo à  não oposição que perfilha, a questão na prática acaba por ser pouco relevante.

Quanto ao comentário social de conservadorismo presente neste texto de JPP, aborda-se já outra questão. Prefiro ver a opinião de JPP como um contributo, talvez antes do tempo, para uma outra etapa pela qual haveremos de passar no futuro: submeter ao mesmo tipo de críticas, homossexuais e heterossexuais, sem pudores inspirados pelo complexo homofóbico dos defensores ou praticantes da norma vigente.

Eu também acho bizarro ver um conjunto de pessoas a lutarem pelo direito à diferença, pelo reconhecimento de alternativas à norma, por vezes durante uma vida inteira, para depois mimetizarem em absoluto os ritos vigentes sem usarem do mínimo de originalidade na celebração da conquista daquilo porque lutaram. Se sou inteiramente sensivel àqueles que batalham pela igualdade de direitos face aos restantes casais em matérias como a assistência à família, etc, já me parece que alguém anda a confundir objectivos e talvez mesmo a esperar demais de tão pouco: uma mera alteração legal.

Duas mulheres vestidas de noiva casando-se não será um acto "mais papista que o papa"? Tanta batalha para quererem vestir a pele do "inimigo", ou seja do conservadorísmo que até aqui as tem impedido de serem iguais? Esta é a minha crítica, aquela é a opção delas/deles. Apenas e só isso. Nem eu as condiciono com a minha opinião, nem eles/elas me impõem uma reescrita dos meus padrões e consequentemente da minha crítica.

Ora também os heterossexuais têm sido alvo de críticas, por exemplo de hipocrisia, quando celebram casamentos pela igreja quando não são praticantes ou quando o fausto se sobrepõe às profissões de fé e à relevância dos sacramentos religiosos ou quando se demonstra que uma das partes afinal não casou por amor, ou quando reproduzem na cerimónia acoplada ao casamento civíl todos os ritos do casamento tradicional, incluindo alguns cuja simbologia está intimamente associada ao casamento cristão (recordo-me por exemplo da troca de alianças).

O ruído no ar é muito e prefiro não avançar mais com argumentos que tenho na ponta da língua (salvo interpelação directa), até porque não quero correr o risco de ser confundido com outros opinadores que apenas aparentemente percorrem este meu caminho.

Afinal, como escreve hoje o João Morgado Fernandes em Editorial no Diário de Notícias:

"Entre uma medida revolucionária, mas que reflete os desejos da maioria dos cidadãos, e o disparate com ares de modernidade vai por vezes uma simples alínea na lei".

O fundamental para mim resume-se a:

  • Defender o levantamento imediato da restrição do casamento entre pessoas de sexo diferente;
  • Pensar em alterar no seu conjunto o enquadramento legal das formas de união/contratualização entre as pessoas estabelecidas pelo código civil.

Muito sinceramente custa-me que o Estado criminalize a poligamia (poupem-me as piadas). Quando o Estado deveria tentar garantir alguns direitos específicos e possibilidades de resolução de conflitos direitos/garantias individuais (patrimoniais no que se refere às heranças ou pessoais no se refere à responsabilidade face a crianças entre outros, o que é já de si uma discussão complexa e que terminará sempre por ter algum fundamento nos costumes e tradições dominantes de cada sociedade) tem infelizmente uma acção que me parece hoje bem mais limitadora e impositiva na forma de organização entre as pessoas. Talvez o casamento seja uma solução simples, mas manifestamente vai perdendo qualidades enquanto única opção legal para permitir algumas garantias.

Essa discussão sendo bem menos específica e bem menos popular e folclórica que a particular relativa ao casamento de homossexuais parece-me bem mais abrangente e "rentável": permitir-nos-ia resolver um conjunto de questões que acabaremos por ir abordando quando confrontados com as falhas impostas pela ausência de princípios gerais liberais e amigos (por acção e omissão) de outras formas de discriminação.

Lá chegaremos… 
Entretanto, o Amor passa ao lado desta questão tecnico-legal, certo? No meu caso passou até além de supostas restrições religiosas. Que assim seja.
 
P.S.: recomenda-se a leitura dos comentários que JPP têm publicado no Abrupto
P.P.S.: Para alguns esclarecimentos adicionais sobre o casamento civil e suas características convém passar pelo site da Direcção Geral dos Registos e Notariado.

Sem assobiar para o ar

Fevereiro 01, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Religião, Sociedade 9 Comments →

Sobre o assunto "casamento de homossexuais" hoje colocado na agenda, convém não perder a prosa de José Pacheco Pereira. Resisto a citá-lo pois para ser justo teria de aqui colocar o texto na íntegra. Convido assim os leitores (mesmo os alérgicos) a seguirem a ligação e convido-os ainda a reflectirem um pouco antes de atirarem umas pedras…

 

Fatwa

Fevereiro 01, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião 2 Comments →

A história dos cartoons na Dinamarca e da fatwa que se lhe seguiu podia ter inspirado o post da uma da manhã, pois podia…

A reacção na blogoesfera já alimenta um negócio, desde o boné " I read mohammed comics ” a este crachá… 

Pensamento da uma da manhã

Janeiro 31, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Religião 7 Comments →

Às vezes pergunto-me se estaremos preparados para viver sem religião, pouco depois percebo que não estamos preparados para viver com ela.



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