Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Media’

Deus e as partículas dos homens

Setembro 20, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

 ”É natural que também os crentes sejam arrastados pelo entusiasmo da investigação e se esforcem por fazer avançar o conhecimento da realidade a nível científico. No caso cristão, trata-se mesmo de uma exigência da fé. De facto, no Evangelho segundo São João, está escrito que “no princípio havia o Logos (Razão, Palavra); o Logos estava em Deus e o Logos era Deus. Por Ele é que tudo começou a existir”. Isto significa que, se o mundo foi criado pelo Logos, o mundo é racional e deve ser investigado racionalmente pelos seres humanos.”

(…) 

“Quanto ao Génesis, primeiro livro da Bíblia, que agora seria definitivamente arrumado, é preciso dizer que se trata de um livro religioso e não de ciência: utiliza linguagem mítico-simbólica para falar de Deus criador. Os crentes há muito deveriam saber isso. Quem quiser lê-lo à letra habita ainda o universo do ridículo.”

Dois pedacinhos de Anselmo Borges, querido amigo, padre e filósofo, na sua habitual crónica dos sábados no DN.

Diria mais, ele e Frei Bento Domingues ( amanhã, no Público) os dois grandes evangelistas do Sec XXI.

Voltarei ao tema.

antónio colaço

Sibertin.Tanto para dar

Setembro 19, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Obrigado, professor Antoine Sibertin-Blanc, por mais uma noite de encanto.

Testemunhas privilegiadas do diálogo de um Gregoriano de excelência entre o Coro Solemnis, dirigido por João Crisóstomo, e os sons do Órgão da Sé Patriarcal, para a execução da Messe des Paroisses de François Couperin, só resta dizer mesmo, como apetecia recuar no tempo até às tardes da templária cidade de Tomar e do seu então Conservatório Regional de Música. Que me dizes, caro Carlos Moisés, tu que, apesar de tudo, seguiste, os melodiosos trilhos da Música?

Hoje, às 21.30, há mais.Na Sé, outra vez.

É o XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa.

Refrescar S.Bento

Setembro 18, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Bem aos pés dos deputados, melhor, de olhos postos neles, uma espécie de fala das tantas gotas de um orvalho outonal, como que a quererem dizer “refrescar o quotidiano dos portugueses é preciso“.

Logo, hoje, que as leis laborais sobem a plenário.

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Abrantes: esqueçam “isto” quanto antes!

Setembro 17, 2008 By: António Colaço Category: Media 1 Comment →

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Acabo de tropeçar num artigo do Arqº António Castelbranco, publicado no semanário Primeira Linha(11. Set.08) insurgindo-se contra o que parece não passar do projecto para o futuro Museu Ibérico, em Abrantes: ” um paralelipípedo com a altura de um prédio de 10 andares ” o qual, segundo o autor do artigo, exige “que os abrantinos não podem ficar alienados, anestesiados e que a sua opinião conta”!

Recorro ao seu esboço e desço a terreiro convocando para a praça pública aquele que foi o lead que criei para a primeira campanha que elegeu o actual presidente da Câmara: Por favor, esqueçam “isto” QUANTO ANTES!!!

Sendo que a previsível localização do referido e inquestionável Museu aponta para a encosta do Convento de S.Domingos, uma tão fabulosa quanto panorâmica  encosta descendo suavemente para o Tejo da “fresca Abrantes” de Camões, quem se atreve a permitir este atentado ao “skyline” da cidade?

Senhor arquitecto - que de todo desconheço - autor do projecto, ponha lá os seus talentos ao serviço de um equipamento que nos faça sentir bem a todos, quer quando estivermos dentro do Museu - já viu, um Museu em degraus, dialogando com o rio, ele mesmo ibérico, quer quando estivermos a olhar Abrantes, de longe, e não ficarmos confrontado com o enorme pedregulho, qualquer coisa  arremessada de uma distante Meca.

antónio colaço

Em busca da “Partícula”…Parlamentar

Setembro 17, 2008 By: António Colaço Category: Media 2 Comments →

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Mais parece o Grande Túnel do Acelerador de Partículas, comentou alguém. A verdade é que estamos em pleno “regresso às aulas” parlamentares e os deputados vêem-se aflitos para conseguir chegar à Sala do Senado que agora substitui o histórico Plenário em obras ( quem quiser ver o andamento das obras num fabuloso acompanhamento vídeo, hora a hora, passe por aqui: www.parlamento.pt ).

Este é o Túnel construído para possibilitar a entrada e saída dos materiais da obra em curso e que foi pedagogicamente aproveitado para divulgar belíssimas fotografias das obras iniciais de construção da Sala do Plenário e Passos Perdidos.

Assim como assim, todos esperamos que com as novas condições de trabalho, lá mais para o fim do ano, novas “partículas” legislativas tomem conta dos nossos dias.

antónio colaço

São Bento da Porta Aberta

Setembro 16, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Este é o céu que me cabe em sortes. Para trás fica a pachorrice dos dias. Amanhã, pela manhã, o verdadeiro regresso às aulas da Casa Mãe da Democracia. 

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Por estas horas vai agitada a azáfama  dos eleitos do povo. Caderninhos e mochilas novas com livros encadernados, mas sem o antigo aroma das folhas de nogueira da minha infância…

De que aromas se fará a nova Sessão Legislativa?

Que o  a, e, i, o, u da nossa ainda jovem democracia seja,  cada vez mais, escrito com palavras tão antigas como actuais: j-u-s-t-i-ç-a, i-g-u-a-l-d-a-d-e, s-o-l-i-d-a-r-i-e-d-a-d-e…. 

antónio colaço

Pensar o País….

Setembro 15, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Mais do que pensar o País, talvez seja chegada a hora de nos questionarmos todos, os “pensantes” que ali estão na Academia das Ciências, incluídos, como é que o País pensa.

 Como é que os  cidaddãos portugueses utilizam a sua mente, ferramenta decisiva, sim, mas cuja utilização eficaz só poderá alcançar resultados palpáveis e consubstanciados em dias mais Plenos  se tiver a comandá-la uma outra Realidade.

É de uma Iluminação Outra, para vermos mais claro e mais loooonge, que se trata.

É por isso que estes debates não passarão de pescadinhas de rabo na boca. Os mesmos problemas para uma persistente e condicionada forma de pensar.

Voltaremos ao assunto.

antonio colaço

Partilhar

Setembro 15, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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É impossível fugir à convocação da memória - apenas recorro a ela para as coisas que preenchem e dão sentido ao Presente - tão longe e tão perto o gesto do Rui me convoca para as longínquas tardes em que os meninos pobres da altoalentejana vila de Gavião, como que por um gesto de magia, acediam ao superpovoado quarto dos brinquedos do “latifundiário menino Zé”, quarto só possível nos seus sonhos, e ali se deliciavam no intenso e frenético manuseio dos reluzentes  automóveis de todas as marcas e feitios vindos dos distantes “Armazéns do Chiado”, para não falar das … bicicletas! Ah! A tão desejada bicicleta.

O Rui (tudo, menos latifundiário do que quer que seja!!!) ao disponibilizar este seu qwerteniano quarto de brinquedos - sim, eu sei que a ânimo no instante de um clic poderia regressar - dá mostras de como os dias poderiam voltar  a ser diferentes  se todos nos disponibilizássemos para as muitas partilhas de que a vida se faz: partilhar a Amizade, o Saber, numa palavra, a Polis.

Graças aos Monges Beneditinos ( e na linha do que diz o meu amigo Frei Bento Domingues, no Público, deste domingo, “Não podemos mais ficar tranquilamente dentro das igrejas, sacristias e salões paroquiais, de braços cruzados, à espera que as pessoas venham ter connosco.Somos nós que devemos ir ao encontro das pessoas“) ergo, então, o néctar deste licoroso Singeverga que assinala, de uma vez por todas, a tomada de posse, por inteiro, das “chaves” de edição deste “Adufe” acrescentado, assim, deste “ânimo“!

Obrigado, Rui.

antónio colaço

Iluminação de raiz

Setembro 15, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Quero ser como tu, árvore.Que o Sol e a Água tomem conta das minhas raízes.Uma segunda-feira plena de Iluminação.

antónio colaço

Organizemo-nos.

Setembro 13, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

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Noite de Sexta. Sé Patriarcal. Uma aragem, diria mesmo, um vento irritante envolve-nos enquanto esperamos, ansiosos, a abertura das vetustas Portas da Sé para mais um Festival Internacional de Órgão.

João Vaz e António Duarte, mais o Coral Lisboa Cantat, sob direcção de Jorge Alves, interpretarão, ou melhor, maravilhar-nos-ão, mas ainda não o sabemos, interpretando Charles Perry, Edward Elgar e Charles Stanford.

(De que vento será feito o que sopra e se converte nos melodiosos sons que os tubos do órgão da Sé em breve farão ecoar pelo seu gótico espaço?).

Ah se toda a Organização se desenvolvesse à luz  destas melodiosas “escalas”!

Para nós, há mais na Quinta, 18 Setembro,às 21.30.Também na Sé.Para rever o meu querido professor( de Canto Coral, Tomar, anos 80!) Antoine Sibertin-Blanc.

Voltaremos, Rui.

antonio colaço

Está cá alguém?

Setembro 12, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

Pé ante pé, para que ninguém dê por mim, entro. Não me parece que esteja por aqui alguém.

-Quem procura?

-Ah, perdão, não me pareceu que estivesse alguém e como o Dr. Rui me deixou as chaves…

-Faz favor, entre e esteja à vontade. Sei muito bem quem o senhor é.Sente-se. Sinta-se como em sua casa.Ali é a secretária do senhor doutor. Está a ver, as suas belíssimas fotografias sobre ” As Férias”…coitadinho, adormeceu a editá-las.Anda exausto com as suas novas funções.Foi, então, por isso, que eu própria lhe sugeri, “por que não lhe dá a cana e o ensina a pescar?! “Não me apresentei, ainda, sou Diamantina, uma velha ama do menino Rui e que ele foi desencantar lá à Benquerença.

antónio colaço

Dina… Marca

Setembro 10, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media No Comments →


Uma casa Portuguesa

Julho 26, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media 2 Comments →

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É uma casa portuguesa, com certeza! Uma tremenda sensação, para quem por ali passa, que, a cada momento, um simples sopro de vento e eis, como num baralho de cartas, que a casa “se passa” !

Palafita, ou de avieiros sem rio, ei-la, erguida na íngreme colina da Rua Dª Maria Pia. Sim, sem dó nem piedade, a engenharia faz destes milagres.

Vai uma pequena reflexão sobre os alicerces de qualquer construção ou, perceber, com atempada clareza em que movediças areias se fundamenta a nossa mais recente convicção?

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Limiar de pobreza recomendado pela Assembleia da República

Julho 23, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE, Media, Política, Portugal No Comments →

Foi hoje publicada uma resolução da Assembleia da República onde esta recomenda (sob patrocínio dos deputados socialistas Ricardo Rodrigues e Ana Catarina) a definição de um limiar de pobreza e a avaliação das políticas públicas destinadas à sua erradicação.
Vale a pena reter aqui o conteúdo da resolução:

“A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, na sequência da Resolução da Assembleia da República n.º 10/2008, de 19 de Março, sobre o «Acompanhamento da situação de pobreza em Portugal», declarar solenemente que a pobreza conduz à violação dos direitos humanos e recomendar ao Governo o seguinte:
1 — A definição de um limiar de pobreza em função do nível de rendimento nacional e das condições de vida padrão na nossa sociedade.
2 — A avaliação regular das políticas públicas de erradicação da pobreza.
3 — Que o limiar de pobreza estabelecido sirva de referência obrigatória à definição e à avaliação das políticas públicas de erradicação da pobreza.”

Espero sinceramente que seja desta que as instituições a quem se destina esta recomendação (parece-me assentar que nem uma luva ao INE) aumentem o empenho nesta matéria fazendo esquecer omissões e tibiezas do passado. Sublinho que o INE já promoveu no passado o trabalho exploratório e de investigação nesta matéria, no período em que um dos vogais da direcção do Instituto (Dra. Lídia Barreiros) tinha particular sensibilidade e experiência técnica na matéria.
Se me permitem uma achega de quem passou pela frustração de ver o trabalho reconhecido e valorizado pela academia e por pares internacionais mas não ser acarinhado “em casa”, espero que tentem evitar a simplificação excessiva de arranjar um único limiar e exclusivamente monetário (esse até já existe há vários anos), um caminho redutor que as organizações internacionais que habitualmente compilam esta informação têm feito um esforço por complementar.
Houve trabalho sério e competente feito por técnicos do Estado noutros departamentos, nomeadamente na Segurança Social. Não sei até que ponto a oportunidade de recuperar esse trabalho e essas competências não deixou já de estar ao alcance dessas instituições (ah, a saudável mobilidade do mercado de trabalho!), mas na pior das hipóteses, que se comece de novo, com outras pessoas e que se leve o trabalho até ao fim criando um conjunto alargado, multidimensional e contínuo de indicadores.
Muito claramente, a constatação feita pela Assembleia da República e reflectida na referida recomendação deveria fazer pensar muita gente e de certa forma avaliza as constatações que muito discretamente aqui fui fazendo ao longo dos últimos cinco anos.

Pobreza monetária, Pobreza absoluta (cabaz de produtos), Pobreza segundo as condições de vida, Indicadores de persisitência da pobreza, Pobreza antes e depois de transferências sociais, tudo isto foi ou é ou pode ser analizado, falta-lhe o labor e análise contínua, inacessível a monografias desgarradas (por muito competentíssimas que sejam), e falta-lhe talvez o selo de qualidade e de independência política que poucas instituições podem e devem conferir à informação que produzem.
As consequências desta recomendação são sem dúvida um assunto que deveremos acompanhar com atenção.

Alguns artigos sobre o tema aqui publicados nos últimos 5 anos:
Quem ganha menos que 60% do rendimento mediano em Portugal?
19% de pobres em termos monetários

Pobreza Absoluta versus Pobreza Relativa

A Pobreza subjectiva
Mini tratado sobre o que deveriam ser banalidades
Post 3500 da história do Adufe: Pobreza
Limiar de pobreza (actualização I)
Dados OFICIAIS sobre a pobreza
O INE tem uma relação neurótica com a pobreza? (act.)
Eu pobre? Eu até vou à bola! (act.)
A pobreza nas estatísticas oficiais
Pobreza: Respondendo na diagonal… (Acrescentado)

Praia do Meco

Julho 16, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Publicidade No Comments →

Praia do Meco
Como é que eu não pensei nisto?! É o que sempre dizemos quando tropeçamos no produto da criatividade dos nossos publicitários. Arrisco-me a adiantar: é dos mais belos hinos em louvor e exaltação da criatividade que mora na alma dos nossos criativos! É, de facto, um anúncio com alma!

Mas tem guardado, na mais íntima fracção (olá, Francisco!!!) da nudez da sua simplicidade, um segredo: a maior parte dos nossos problemas, ou melhor, todos os nossos problemas trazem dentro de si, qual Kinder surpresa de nós, a sua própria solução.

É só preciso um pouco mais de atenção. É por isso que este anúncio, mais do que qualquer apelo para uma rápida deslocação para a nudez de uma qualquer Meco, o que me pede é que beba mesmo à originalidade que se reclama para a resolução de muitos dos problemas do nosso quotidiano.

As soluções estão ao nosso alcance, não duvidemos. A super bock vai, seguramente, refrescar-nos o ânimo.

( Declaração de interesses: o escriba gosta da referida cerveja mas muito mais da criatividade da empresa que faz com que ela “ce veja”, perdão, se veja.)

António Colaço



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