Dedicar parte do dia 25 de Abril numa acção de campanha de apresentação do mais novo partido da democracia portuguesa afigura-se-me como uma das mais nobres formas de celebrar e garantir Abril. Não porque sim mas porque é preciso.
Acabei de testar o Eu Profiler um observatório que, com base na resposta a 30 perguntas, nos desafia a descobrir o posicionamento de cada um no panorama político das Eleições Europeias e Legislativas de 2009. Tanto quando pude verificar todos os partidos portugueses estão representados, o que significa que todos remeteram para os serviços do observatório as respectivas respostas de referência.
Tenho dúvidas sobre a forma como as ponderações dos temas (para a qual o “eleitor” contribui) se reflectem nos resultados pelo que mais que não fosse por isso sobra sempre alguma margem de incerteza e de erro neste tipo de iniciativas. Respondidas as perguntas “descobri” que o partido de que estou mais próximo é um tal de Movimento Esperança Portugal
Estou ligeiramente mais à esquerda que o MEP no eixo socio-económico e ao mesmo nível quanto ao eixo pró-integração.
Eis o grau de semelhança face aos três partidos de que estou mais próximo:
ADENDA: Mas há por ali algo estranho ou de difícil interpretação. Ponderei com mais rigor as minhas respostas, removi a ponderação quanto à probabilidade de voto, mantive a ponderação quanto ao peso das questões, refiz o teste e deu-me em termos de proximidade:
1º MEP com 74,2% ( que subiria para 85,0% se não tivesse ponderado as respostas);
2º PH com 70,8%
3º PS com 59,2%
4º BE 49,1%
Contudo, no botão “Analise o partido que lhe é mais próximo” surge-me o PS. Como interpretar esta discrepância?
(Para já) Como se fossem anónimos, eis alguns apontamentos da inauguração, ontem, da sede nacional do MEP.
(Em breve tentarei colocar aqui as palavras dos autores das instalações que se apresentaram na sede do MEP e os respectivos nomes)
A sede encheu para a grande abertura. Encheu-se de gente, de arte, de animação e de vontade de fazer política e de servir o país.
É vossa: Travessa das Pedras Negras nº 1, R/C.
P.S.: Sabe qual é uma das boas formas de evitar que um partido caia nas mãos dos “interesses”, é ajudar a forma-lo, é cada um contribuir com um pouco para que seja de todos e não “deles”. Hoje comprei uma cadeira com rodas para equipar a sede do MEP. Se quiser ajudar é passar por aqui, ainda deixámos umas peças por comprar a pensar especialmente em si
Da mensagem de ano novo do MEP, destaco estas palavras:
“(…) Os tempos de crise têm também vantagens. Uma das maiores é ajudar-nos a repensar a sensatez das opções anteriormente tomadas. Ao rever as raízes desta crise vemos que a ausência de princípios e de respeito pela sustentabilidade geraram uma situação muito grave. As ficções dos mercados financeiros que se esvaíram em nada, o império do “já” e a cultura do instantâneo, o sobre-endividamento das famílias ou o desgaste dos recursos naturais, devem fazer-nos pensar. Com a política da esperança, afirmamos que a melhor forma de defender os nossos interesses é respeitando princípios. Só teremos o futuro que formos capazes de construir. Há que lançar mãos à obra de dar sustentabilidade ao nosso amanhã.”
Se quiser conhecer melhor o MEP ou participar mais activamente, passe por aqui e invista uns instantes da sua curiosidade.
Hoje, dia em que o MEP apresentou a lista às eleições europeias, as primeiras em que participará, estas são algumas das palavras incontornáveis para quem assumiu a responsabilidade de representar o MEP e, acto continuo, propor-se para representar os portugueses num dos órgãos políticos que constituem o nosso aparelho democrático: ansiedade, determinação, responsabilidade, humildade e ânimo.
Com o indispensável sentido de dever que mobilizou gente comum a formar um partido, assim se darão os próximos passos. Estes na inspiradora companhia de Laurinda Alves, a cabeça de Lista do MEP às Europeias. Com a nossa determinação e empenho e com o contributo de todos os que, da forma que acharem mais razoável, nos vierem a apoiar, tentaremos dar corpo à vontade: oferecer uma melhor alternativa política ao país pois melhor é possível e indispensável.
Declarada a independência e aclamado novo rei (D. João IV) ali para as bandas da praça dos Restauradores (da independência), em Lisboa, faz hoje 368 anos, seguir-se-iam 28 anos de batalhas intermitentes com Espanha, até que, em 1668 (13 de Fevereiro), após uma sucessão de batalhas vitoriosas nos anos anteriores, se encerrava a questão com o Reino de Espanha a renunciar à coroa portuguesa.
Isto de acabar uma parceria de tal modo que os intervenientes ainda ficam mais amigos do que eram no início, não é nada comum na blogo-esfera. Devemos ser aves raras amigos Colaço. “Pior” que isso! Ainda ameaçamos de quando em vez ir assomar ao postigo do outro, do lado de dentro da porta.
Já faltava a Ânimo para se prepararem os licore… perdão os 30 anos de festa.
Vamo-nos lendo por aqui e ali. Até já.
* Pela Benquerença acamaram-se bolotas no Cabeço do Rodeio. Que sombra dará a árvore quando a minha filha tiver o dobro da minha idade?
E se de repente o desafio fosse mesmo este, saltar para cima da uma cadeira, ver as coisas de outra perspectiva e, claro, pôr todo o mundo a mexer patrocinado pelo melhor que há em cada um.
Tinha piada mas o que está a dar é mesmo imitar os três estarolas do boneco ali de cima. E contudo, nada se resolverá com lamurias, nem lamentando as crises que vêm de fora, nem chorando aquilo que poderemos perder. Esse será apenas mais um passo para que tudo esteja perdido. Ao invés, que tal começar a acreditar que há um rumo por onde caminhar até chegarmos a bom porto?
Notem que as epopeias não são feitas pelos poetas, o que eles cantam teve protagonistas reais que sonharam e foram à luta. Foi assim ontem, como quer que seja amanhã?
Só se Rui Marques tivesse mentido e dito perentoriamente que “aconteça o que acontecesse nunca admitiria ajudar a sustentar um governo em 2009″ é que tal título não surgiria na notícia (“MEP diz-se disponível para integrar governo“).
O líder do MEP, fuzilado éne vezes pela pergunta Marcelista* em que os jornalistas queriam saber se admitiria coligar-se com alguém para formar governo, recusou ser empurrado para a irresponsabilidade fácil que nasceria de um “Claro que não admito”.
Mais cristalino do que Rui Marques foi no congresso quanto a este tema é humanamente impossível. Um raro caso em que admito que “Melhor não é possível”. Eu sei, eu vi, eu estive lá. E o caro vizinho também pode ir ainda ao congresso e constatar por si. Ora espreite lá, são só três minutos e meio:
Citando Rui Marques:
““Concorreremos a essas eleições, com o nosso programa eleitoral e os nossos candidatos, em todos os círculos eleitorais. E, mais uma vez, que fique claro: o MEP não ambiciona ser “muleta” de ninguém, não anda à procura de “boleias”, nem procura um “lugar ao sol” do poder. A nossa ambição, para a legislatura que se segue, é estar no Parlamento, com um Grupo Parlamentar autónomo, e mostrar que, fora do Governo, também se pode dar um contributo construtivo para o futuro do País.
Na oposição iremos ser construção.
Dessa forma, consolidaremos a nossa capacidade de intervenção política e preparar-nos-emos para outras responsabilidades no futuro, nomeadamente, a responsabilidade de governar. ““
É claro que vai ser complicado o MEP chegar às pessoas e ainda mais difícil será fazê-lo com níveis de ruído que permitam um mínimo de fidelidade ao que o MEP representa em termos de alternativa política. Estamos bem cientes de que não contamos com um único cêntimo do dinheiro dos contribuintes para financiarmos o partido e as campanhas eleitorais que se avizinham. Sabemos muito bem que mesmo assim respeitaremos a lei que não nos diferencia nos deveres, só nos direitos, mas tudo isto (e muito, imensamente mais do que isto) é parte do problema da nossa democracia e é como tal motivação que nos leva a sair do cadeirão e arregaçar as mangas.
Cá estamos para começar uma longa maratona acreditando convictamente que melhor é necessário, que melhor é urgente e que melhor é possível. É cada vez evidente que não será difícil fazer melhor. Por falar nisso, vai um comentário ao reconhecimento do Kosovo?
* “O MEP é excelente para o PS pois vai ser a muleta do PS” vaticinou Marcelo Rebelo de Sousa ainda o MEP não tinha nascido.
A verdadeira história das imagens que se seguem, “recolhidas”, ontem, à noite, é a seguinte: o autor (pedimos desculpa mas, até ao momento, não foi possível detectar o nome do artista ) embevecido com a epopeia marítima dos portugueses decidiu recauchutar as quinhentistas naus de D.Manuel I. Vai daí, na senda de Diogo de Boitaca , João de Castilho, Diogo de Torralva e Jerónimo de Ruão, toca a aplicar meias solas ou, como se pode ver, na intervenção final que sugerimos, solas inteiras*.
* Uma combinação harmoniosa do trabalho patente na Torre de Belém com este dos Jerónimos!