Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Política’

Banco Corrido

Maio 08, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política No Comments →

Paulo Pedroso tem um novo blogue (ainda que mantenha a colaboração com o ressuscitado Canhoto). Chama-se Banco Corrido.
Permitam-me destacar dois textos de Paulo Pedrosos sobre matéria distintas que julgo merecerem a leitura. Um sobre o triunvirato Russo e a questão do acesso à energia no relacionamento entre a Rússia e o resto da Europa: a torneira é uma arma. O outro sobre alguns indicadores de uma globalização/integração europeia feita à medida tomando como exemplo as disparidade de circulação de pessoas entre Portugal e a Roménia.

Os videos que se seguem são da exclusiva responsabilidade dos intervenientes

Maio 06, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos, Política No Comments →

Isto só lá vai com um Buraka em cada esquina.



Os contemporâneos, numa televisão perto de si.

De regresso à política e ao blogue

Maio 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política 3 Comments →

É impossível inventar por mão humana melhor perfume do que aquele que nos oferece a natureza de modo directo por estes dias de primavera em terras temperadas.
Adiante. Chego a casa e determinado a regressar à política de forma mais activa, nomeadamente via Adufe.
PSDE começo pelo PSD, agora que mal ou bem volta a valer a pena considerar este partido no espectro político nacional. Pelo menos temporariamente.
Pedro Passos Coelho é o nome que me merece mais atenção no momento e (mesmo que eventualmente derrotado no curto prazo), também no futuro.
Retenho em particular a sua entrevista ao Correio da Manhã (a que cheguei via A Origem das Espécies).
Acho muito interessante a perspectiva quanto à necessidade de afastamento do Estado das empresas onde ainda detem todo ou parte do poder, quanto ao resto… louvo os laivos de clarificação que nesta altura do campeonato são necessariamente um bem. Mas dizer que com a continuação do combate ao défice se vai “Correndo o risco de daqui a dois anos não haver défice mas também não haver empresas, nem economia, nem emprego (…)” deixa-nos em boa parte conversados quanto ao calibre em termos de responsabilidade do projecto político que defende.

Terminar com todo o tipo de incompatibilidades no exercício de cargos públicos; permitir a livre escolha dos alunos pelas escolas e ao mesmo tempo das escolas pelos alunos (!); privilegiar as parceiras publico-privados de forma indiferenciada abrangendo (quase?) todas as áreas de intervenção social do Estado; misturar o fim do trabalho para toda a vida com a questão dos recibos verdes ou mesmo acreditar que “Nós temos uma regulamentação demasiado rígida ao nível laboral” e que esse é um problema de topo para a empresas nacionais são apenas mais algumas dicas importantes para clarificar o que significaria o projecto de Pedro Passos Coelho à frente do PSD.
Ficam algumas dicas suficientemente vagas para suscitar alguma curiosidade quanto à sua operacionalização, mas no compoto geral parece-me que o nosso pequeno mundo é um pouco mais complexo e previsível ao ponto de permitir antecipar desde já que vagueiam por ali imensos disparates condenados conscientemente ao fracasso. Em todo o caso, perante a bruma que se prevê ser a defesa do “velho” PSD é, como disse, saudável ver que existe este PSD, um PSD que pelas suas semelhanças mais simbólicas com parte do programa do actual governo (sem descurar as semelhanças ao nível das omissões) diz também muito da uma certa orfandade de algumas preocupações e de algumas fatias importantes do eleitorado português.

Chegam-me notícias de Lisboa

Maio 01, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Ainda na raia de Portugal, num daqueles concelhos que acredita já só viver da comissão liquidatária que o Estado (português e europeu) aos poucos vai desmantelando, chegam-me notícias de Lisboa. O MEP vai para a rua em busca das assinaturas dos cidadãos eleitores que faltam para cumprir com os mínimos legais exigidos para a formação de um novo partido (7500). Em paralelo, decorrerão as acções de apresentação local que há alguns meses têm vindo a ser realizadas por todo o país, bem como, continuam os animados e frutuosos trabalhos internos de elaboração do programa político que apresentaremos ao País.
MEP - AssinaturasAssim, se ao longo de Maio um desconhecido lhe pedir para assinar de modo a patrocinar junto do Tribunal Constitucional a legalização de um novo partido pense duas vezes, olhe bem para cara de quem lhe pede esse gesto e se no final ao menos concordar que é possível fazer-se melhor politicamente por este País, assine dando um voto de confiança a outra prata da casa. Quem pode assinar? Quase todos os portugueses, mesmo os militantes de outros partidos, basta estar recenseado.


“O MEP vai iniciar uma série de acções de rua para recolha de assinaturas. Tendo como objectivo a antecipação do prazo de entrega das assinaturas para o final do mês de Maio, o grupo MEP, sempre com a Esperança que o caracteriza, pretende levar em frente esta meta ambiciosa.
Desde já está convidado não só a contribuir com a sua assinatura mas também a ajudar no processo de recolha, para isso terá apenas que entrar em contacto connosco através do mail secretariado[arroba]mep.pt
Para já o MEP vai estar no Chiado e Rossio já nos dias 1, 3 e 4 de Maio e no Paredão da linha de Cascais dia 11 de Maio.
Contamos muito consigo na construção da política da esperança!”

Martinho Lutero Rei

Abril 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política, Sociedade No Comments →

N’Melhor é Possível (MEP, confundir com MEP - Movimento Esperança Portugal) deixam-nos a indicação de uma efemérido que me passaria despercebida. Faz hoje 40 anos que foi assassinado Martin Luther King. Sendo reconhecido por tantos pelo sound bite “I have a dream” vale a pena (re)acordar com estes trechos de profecia: I’ve been to the mountaintop I e II.

‘Bora lá descer o IVA 250 milhões de Euros este ano!

Abril 03, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política No Comments →

‘Bora lá descer o IVA 250 milhões de Euros este ano!
Isso vai ajudar directamente as famílias pois pagarão os produtos mais baratos, ajudará as empresas porque tornam os seus produtos mais atraentes (por exemplo para quem nos visita) e contribuirá para devolver imposto aos que sofreram com os aumentos anteriores do IVA.
Mas será que não é possível fazer melhor com esse dinheiro?

Precisão 2Por um lado, há a percepção (acho que há mesmo estudos) que indicam que uma mexida num imposto indirecto como o IVA (um imposto que não incide directamente sobre o rendimento mas sobre o uso que dele se faz) tem um reflexo mais forte sobre o preço final dos produtos quanto a taxa do imposto sobe do que quando ela desce. Ou seja, é a tal história de que quase todos os vendedores aumentam o preço final quando o IVA sobe, mas muitos ficam com parte da descida não descendo o preço final quando a taxa de imposto é reduzida.

Por outro lado, as empresas interessadas efectivamente em ter produtos mais baratos, queixam-se de que a descida é tão insignificante (menor do que qualquer uma das últimas duas subida do IVA) que não esperam conseguir reverter a competitividade fiscal que perderam.
Note-se ainda que não desceu o IVA todo, mas só aquele que subiu, ou seja, só desceu a taxa sobre produtos que o legislador fiscal não considera essenciais pois esses ou tem isenção ou tem taxa reduzida de 5%. Assim sendo, são aquelas famílias que têm uma estrutura de despesa (e um rendimento) que lhes permite comprar significativamente mais do que apenas os essenciais que notarão (potencialmente) a descida do imposto.
Há ainda a questão de que afinal o défice não está definitivamente resolvido pelo que é ainda necessário manter a pressão sobre as receitas e sobre a despesa. Daí que ao mesmo tempo que se anunciava a descida do IVA se estava a garantir uma aproximação das regalias dos funcionários públicos aos do regime geral em termos de política de baixas médicas, uma aproximação que objectivamente deverá reduzir os encargos do Estado. Em quantos milhões?*

Olhando para isto e recordando a angústia do Primeiro Ministro quando assumia que era de toda a justiça social reforçar o complemento solidário para o idoso mas que só podia ir até ali pois não havia capacidade orçamental, dá que pensar se a equidade social não aumentaria muito mais se com os mesmos 250 milhões de Euros passassem a ter mais 30 a 60 mil desses idosos com um fim de vida mais condigno com os padrões mínimos de humanidade que queremos para qualquer ser humano e particularmente para os nossos compatriotas.

* Não estou a criticar esta medida apenas a deixar um sublinhado para um outro artigo que se seguirá sobre este tema.

Recomendação de compra

Abril 03, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política No Comments →

Eu se fosse a si, que gosta de comprar acções, consideraria a compra de acções da Mota-Engil numa perspectiva de médio-longo prazo. Cá por coisas.

Às 10:30 do dia 3 de Abril a Mota-Engil seguia a subir 2,4%, sendo o título com a maior valorização
no momento de entre os do PSI 20. É apenas uma curiosidade.

Mas vamos à vaca fria: a ida de Jorge Coelho para Mota-Engil é criticável? Em si não, pelo menos enquanto não nos dispusermos a pagar a todos os que sejam/tenham sido ministros o respectivo vencimento vitalício para que não exerçam qualquer actividade profissional na área onde foram governantes. Pessoalmente, não acho interessante esta hipótese de subsidiar de forma vitalícia todos os que exerçam cargos políticos relevantes ao ponto de os incompatibilizar com uma vida normal só porque foram governantes/representantes.
O que será sempre criticável é que na adjudicação de obras, o peso político do nome do CEO de um dos concorrentes seja um critério de favorecimento. É aí que devemos ser exigentes, eu diria mesmo implacáveis. Como fazer isso? Garantindo que o parlamento tenho meios e representantes que sejam motivados pelo estrito respeito pela coisa pública. E exigindo ao Estado a máxima transparência na divulgação de toda a informação relativa ao processo de tomada de decisão, nesta e em todas as outras matérias. Uma área onde temos um imenso caminho pela frente.

Vasculhandos nas Ostras

Abril 02, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política, Sociedade 5 Comments →

OstraEstimado leitor,
Poderá agora encontrar-me “Vasculhando nas Ostras” num outro blogue perto de si. Passo assim a escrever com a regularidade possível no blogue do MEP (Movimento Esperança Portugal). Sobre o quê?
Sobre as ostras, naturalmente.

Amanha, 21 horas, no auditório do Pavilhão dos Descobrimentos

Abril 01, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política No Comments →

MEP - 2 de Abril de 2008, 21 horas, AuditórioAmanha, 21 horas, no auditório do Pavilhão dos Descobrimentos em Lisboa, o MEP fará uma apresentação pública seguida de debate com a plateia.
Se tem curiosidade em conhecer um pouco melhor este movimento que pretende oferecer, entre outros, uma forma diferente de viver e agir em termos políticos, está desde já convidado a dar um salto até ao Pavilhão dos Descobrimentos, ouvir e dizer de sua justiça.
Será também uma oportunidade de dizer de viva voz o que acha do MEP. E aqui pisco o olho à blogoesfera que reagiu tão vigorosamente aquando do anúncio publico do aparecimento do MEP. Aproveitem o debate.

O MEP está presentemente a recolher assinaturas para formalizar o pedido de atribuição de estatuto de partido político ao tribunal constitucional. São necessárias um mínimo de 7500 assinaturas de eleitores portugueses. Se quiser contribuir para diversificar as opções políticas pode fazê-lo enviando a sua assinatura (formulário disponível aqui). Note que a assinatura não implica qualquer tipo de compromisso político com o MEP.
Os dirigentes do movimento têm realizado apresentações e continuarão a fazê-lo um pouco por todo o país, apresentando o MEP, procurando dinamizar e reforçar os núcleos locais, recolhendo assinaturas e procurando donativos.
Note que nesta fase, o MEP não conta com qualquer tipo de financiamento público. Todas as despesas correm por conta de donativos individuais e subscrições dos membros.

Depois da Lisboa a seguinte sessão será em Leiria:
Dia 5 Abril, 21h.
HOTEL EUROSOL LEIRIA - RUA D. JOSÉ ALVES CORREIA DA SILVA.

Nos bastidores prossegue o trabalho de construção e detalhe da alternativa política que o MEP pretende apresentar durante o corrente ano e sufragar nas próximas eleições.

Aderi ao MEP (Movimento Esperança Portugal)

Março 24, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 1 Comment →

MEP- Movimento Esperança PortugalO papel está assinado, o compromisso assumido e a vontade no sítio certo.
Sem prejuízo de no futuro entrar em maiores detalhese considerações, mais do que as minhas palavras deixo aqui as de Maria de Assis Swinnerton (que ainda não tive o praze de conhecer pessoalmente). Palavras do texto “Passo a passo” que testemunham o que se está a fazer e o que se fará no MEP por forma a se apresentar um contributo político válido e útil para a comunidade. Reproduzo o texto que pode ser lido no blogue do movimento, o Melhor é possível.
Aproveito ainda para sublinhar que para se constituir como partido político, o Movimento Esperança Portugal precisa de recolher 7.500 assinaturas que deverão ser entregues no Tribunal Constitucional. Poderá contribuir com a sua subscrição para um sistema democrático mais rico, ajudando a alargar o âmbito de escolha dos eleitores portugueses. Note que a sua assinatura não implica qualquer tipo de vínculo ou compromisso com o MEP.
Poderá assinar de imediato seguindo estas indicações. Mais informação sobre o MEP poderá ser encontrado na página do Movimento. Obrigado.

Passo a passo

As primeiras reuniões dos grupos dos trabalho são passos importantes. Para organizar ideias, para nos sintonizarmos, para medirmos o tanto que não sabemos, para nos contagiarmos com o entusiasmo desta oportunidade de aprender e para ensaiarmos a melhor forma de levar por diante a nossa tarefa matricial. Acho que ficou claro para todos nós que precisamos da ajuda de especialistas para identificar os textos de referência incontornáveis para as 12 áreas a cruzar com os nossos pilares. O volume da informação relevante transborda em muito a nossa capacidade de assimilação dentro do tempo de que dispomos, pelo que é fundamental distribuir leituras a partir do essencial.

Acho que foi particularmente importante a tomada de consciência da permeabilidade que sempre existe entre objectivos, estratégias e acções consoante o lugar - do micro ao macro - em que nos posicionamos. A importância desta constatação prende-se com a necessidade de salvaguardar a coerência e a consistência das políticas a desenvolver. Parece existir algures um paradoxo recorrente na acção governativa portuguesa. Por um lado, quando analisamos os programas dos sucessivos governos, identificamos alguma consistência numa série de objectivos que permanecem prioritários, independentemente do partido no poder. Mas esta consistência ao nível macro corresponde à identificação dos problemas e à sua permanência… É no plano intermédio, ou seja, ao nível da acção dos organismos do Estado, que a mudança impera, traduzindo-se num eterno recomeço que compromete a resolução dos problemas. Não me parece possível ultrapassar este impasse sem responsabilizar estes organismos pelo conhecimento e avaliação do terreno, dar-lhes voz na análise dos problemas e utilizá-los como intermediários/mediadores no diálogo entre governantes e cidadãos. Uma espécie de pontes de acesso a outras pontes… Muitas vezes quem assume a governação não faz a menor ideia de como se faz o que é preciso fazer. E provavelmente não devia sequer preocupar-se com isso. Devia aproveitar esse recuo, a chamada cabeça fria, para estabelecer prioridades e tomar decisões. E creio que este é o grande desafio que se nos apresenta: saber identificar o que é mais urgente, evitando enunciados generalistas, mas sem caír em especificidades que correspondam a outros patamares de acção e decisão. Fazê-lo seria violar a afirmação da subsidiariedade, ou seja, de uma governação que se organiza de baixo para cima, co-responsabilizando Estado e sociedade civil na construção do bem comum. Daí também a importância de ouvirmos especialistas com anterior experiência governativa, de preferência em instâncias intermédias, pedindo-lhes que partilhem connosco essa experiência: as dificuldades e oportunidades que encontraram, os impactos positivos e negativos dos erros que cometeram e das acções que conseguiram desenvolver, as batalhas inglórias e as bem sucedidas…..

E assim avançaremos, passo a passo….

Maria de Assis Swinnerton “

De entrevista em entrevista

Março 10, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 3 Comments →

Rui Marques, fundador e rosto público do recentemente criado Movimento Esperança Portugal tem-se multiplicado em entrevistas aos principais órgãos de comunicação social. A hostilidade imediata que tal movimento gerou por estas ondas teve como paralelo as ditas entrevistas que primaram pela correcção mas também pela acutilância por parte dos jornalistas. Longe de serem entrevistas fáceis parecem-me, contudo, um excelente cartão de visita do MEP.
Destaco particularmente esta concedida a Maria Flor Pedroso à Antena 1.

O que é isso da reinvenção da chamada sociedade civil?

Março 06, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 3 Comments →

Agora que já “todos” enterramos o novíssimo Movimento Esperança Portugal (MEP) (eis aqui mais um prego zangado (?), ainda que algo ambíguo, postado ontem pelo Francisco José Viegas no Correio da Manha) começa a surgir mais qualquer coisa da pena dos seus fundadores, além do manifesto. Como é natural em quem me conhece as fraquezas irei acompanhar com atenção redobrada o dito movimento. Para já retenho dois parágrafos assinados por Inês Rodrigues no texto “Uma leitura do tempo” no blogue do movimento:

“(…) As politicas modernas são dominadas por duas entidades: o indivíduo abstracto, cujo palco é o mercado e o estado providência, representado pelos governos. Direita e esquerda alinham respectivamente nestes dois pólos, mas ambas falharam. A predominância do mercado mostrou premiar os vencedores mas esqueceu os que perdem, criando bolsas de exclusão social que ameaçam a sua sustentabilidade. Por seu lado, os modelos assentes no estado minaram o tecido social com relações de dependência, que anestesiam as causas dos problemas, sabotando assim a sua resolução a prazo.

No âmbito da ciência política, existe uma nova corrente que defende a recuperação de um terceiro pilar que não exclua os outros dois, mas de alguma forma os tempere e equilibre. O chamado pilar social. Os seus representantes defendem a reinvenção da chamada sociedade civil, que desde o revolucionário século dezanove se foi progressivamente asfixiando, em matizes diferentes conforme a latitude, até quase desaparecer. (…)”

E esta breve frase de Rita Simões de Almeida em “Três razões para ter aderido ao MEP“:

“(…) Não gosto de estar sempre a dizer mal, embora saiba que as coisas estão realmente mal. Mas a ideia de constatar as enormes injustiças, ver as desgraças, sentir esta desesperança no ar e não fazer nada, não é para mim. Critico mas quero agir. Não quero ficar sentada. Quero poder dizer às minhas filhas que tentei, fiz o melhor que sabia. (…)”

Movimento Esperança Portugal: próximo do Guiness

Março 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política 4 Comments →

Em cerca de cinco anos de blogoesfera acho que nunca vi tanta gente tão politicamente distinta comungando de uma ideia política com fervor: o tiro aos patos do recém criado MEP.

Noto apenas que o MEP teve até ao momento um único acto público, aquele em que anunciou a sua constituição, os seus objectivos genéricos e a sua conduta igualmente em termos generalistas.
Símbolo do Movimento Esperança PortugalPraticamente só falta termos José Pacheco Pereira a comentar pejorativamente para completar o ramalhete dos históricos.
É obra. Um marco histórico incontornável na nossa pequena história da blogoesfera política lusitana.

Tenho um amigo que está sem partido, que não quer votar outra vez no PS, nem no PSD, e que se recusa a votar nas extremas que só lhe oferecem o voto de protesto.
Por outro lado, não admite abster-se nem faz ideia de emigrar… O que é que lhe faz falta?


Adenda:
Via technorati cheguei à Farmácia Central, blogue onde escreve um membro do MEP.

Tão pequeninos e já a levar porrada

Março 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 9 Comments →

A aparecimento do Movimento Esperança Portugal está a provocar reacções curiosas e interessantes em alguns blogues. Da crítica destrutiva à repetição da pergunta que mais parece de retórica: como se faz política ao centro do centro?
Esta é uma pergunta que me deixa alguma perplexidade em relação a alguns dos opinadores centristas que a criticam: o que está errado é estar ao centro ou será a forma de viver e exercer a política e os compromissos assumidos? Ou será que essa forma revoltante que vai singrando é uma inevitabilidade do tal centro em que tantos se revêem? Eu não acredito nessa fatalidade por isso ofereço-me a oportunidade se não cuspir em todas as direcções, particularmente evitando acertar à nascença em quem merece ainda o benefício da dúvida.
As premissas com que percebo as análises feitas parecem-me todas muito coladas à mesma bitola num algo surpreendente unanimismo profundamente negativo. Perante as primeiras impressões, mantenho a pergunta de sã curiosidade sobre este MEP ou sobre aquele MLS, haverá golpe de asa para vencer o furacão?
Em suma, sem surpresa, tão pequeninos e já a levar imensa porrada.

Eis as reacções que apanhei nas ondas:

De um militante da “ala esquerda” do PS, o meu amigo Luís Tito Novaes:

Esperança?

Quando todos se queixam de ser pouco perceptível a fronteira que separa o PS do PSD, eis que aparece alguém para fazer um Partido entre eles.

Interessante inutilidade, MEP!”


José Medeiros Ferreira
, estimado vizinho, militante do PS:

O primeiro dos novos partidos
A situação política do país está tão tensa,e sem qualquer alternativa à vista, que a tentação de criar novos movimentos é grande, mesmo que não haja dinamismo social que os sustente.Rui Marques que descobriu o caminho marítimo para Timor lançou o movimento Esperança Portugal,algumas semanas depois de se ter demitido de Alto Comissário para as Migrações.Não creio que possa ir longe mas anuncia o desejo de muitos.”

Miguel Silva, ex-assassino luso-espanhol:

Entre o PS e o PSD

Entre o PS e o PSD, como tem sido muito notório, o que existe menos é espaço para o que quer que seja, de tal forma as extremidades de cada um se tocam. Um novo partido pode e deve reclamar qualquer espaço político, apesar dos analistas que equacionam o espectro partidário como se se tratasse de feirantes a competir por balcões no mercado da vila. O problema do Movimento Esperança Portugal, para além do nome escolhido, é que é impossível implantar-se nessa zona sem fazer uma crítica feroz ao que tem sido o centrão socialista/social-democrata. De alguma forma, não me parece que seja essa a estratégia pela qual os seus futuros dirigentes vão optar.”

João Villalobos, cortando a eito:

Post à João Gonçalves

Lido no Público online: «O ‘Movimento Esperança Portugal’ [MEP] é um movimento humanista que quer estar ao centro do centro político, entre o PS e o PSD, para que a partir daí seja possível construir pontes e sublinhar mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa”, adiantou Rui Marques, em declarações à Lusa». De Rui Marques, recordo que tinha algo a ver com um navio que partiu para Timor e uma revista chamada Fórum Estudante. Não sei mais.

Mas sei que aquilo que nos prende, a uma mediocridade que dura quase desde que me recordo, é precisamente «o centro do centro». E que a precisarmos de alguma coisa é de algo, chame-se «movimento» ou Maria Joaquina, que nos separe. Que motive, de uma vez por todas, aqueles que não partilham do bloco central de interesses, o qual não só já construiu «pontes» que cheguem como ainda esportolou as respectivas portagens.

Nos últimos dias, parece que só encontro pessoas que querem criar partidos e outras pessoas que conhecem pessoas que querem criar partidos. Ou movimentos. Entretanto, dentro dos partidos que já existem criam-se alas e grupelhos e tendências. A todos, o raio que os parta. Respeitosamente. “

João Távora:

A quimera
Ainda a respeito da inaudita iniciativa de Rui Marques, o MEP: é extraordinária a atracção que o centro, qual abismo, exerce na politica. É como o mito do pote de ouro escondido na extremidade do arco-íris. Por diminuto que seja o espaço de demarcação, haverá sempre mais um ponto que estabeleça o centro entre dois elementos… Só que às tantas, o problema deixa de ser de mera geometria, e torna-se ambiental: a sua atmosfera, degradada pelos interesses instalados, está poluída e o ar rarefeito. A vida e a esperança aí já não medram.”


Paulo Gorjão
, Politólogo,

Marques 2009: o nosso Obama é branco

Rui Marques explicou que o Movimento Esperança Portugal é um projecto que «quer transmitir esperança [Hope] (…) uma proposta concreta para que Portugal possa dar uma resposta [Action] a esta crise. O tempo tem que ser de esperança, esperança que torna real a capacidade de transformar [Change] a realidade (…)».
.
Mais politicamente correcto não poderia ser. Posicionando-se ao centro do centro político. Tendo como objectivo construir pontes. Pretendendo sublinhar mais aquilo que une do que separa. No meio disto só não percebo como é que se faz política, pura e dura. Como é que se tomam decisões? Como é que se fazem opções, no meio de tanta ponte e de tanta união?
De facto, começamos bem. “


Senhor Dom João Miranda
:

Entaladinho

Novo partido político em Portugal O Movimento Esperança Portugal descreve-se como abrangendo um espaço da social-democracia entre o PS e PSD

Via Insurgente

PS - Tenho uma ideia para um novo partido político. Um partido que se posicione exactamente ao centro do Movimento Esperança Portugal.”

Migas Insurgente:

Era mesmo o que a malta precisava agora

Movimento Esperança Portugal: Novo partido nasce em Portugal

«O Movimento Esperança Portugal descreve-se como abrangendo um espaço da social-democracia entre o PS e PSD»

O que malta precisava mesmo era mais um partido social-democrata. Faz lembrar os anúncios de detergente de roupa. O que será que este partido “social-democrata” tem para ser melhor que os outros? Powerball? Ingrediente X? Glutões? E será recomendado por 73 marcas de máquina? Fixe.”

João Luís Pinto:

“Espargata cruzada

O Movimento Esperança Portugal descreve-se como abrangendo um espaço da social-democracia entre o PS e PSD

Complementando o que disse o Migas aqui abaixo, será portanto (presume-se) uma coisa à direita do Sócrates e à esquerda do Meneses.

Consta também que entre cada 50 assinaturas para a formalização do partido vão sortear um cartão jovem e um prato de couscous.”

Ricardo Pinheiro Alves:

Mais um partido para o “centrão”
Rui Marques, ex-alto comissário para a imigração anunciou a criação de um novo partido que se vai colocar ideologicamente entre PS e PSD. Dado que estes partidos se caracterizam especialmente pelo oportunismo “ideologico” que lhes permite ganhar eleições não é dificil adivinhar que estamos perante mais uma “aberração” criada ao “centro”. Os seus promotores podem achar que possuem qualquer tipo de superioridade moral baseada numa suposta perspectiva humanista que acharão ser exclusiva das suas pessoas. Mas cedo ou tarde, quando se defrontarem com a realidade dos votos, perceberão que não trazem nada de novo á sociedade portuguesa. È apenas mais do mesmo.”

Daniel Oliveira:

A contradição nos termos

Rui Marques (ex-alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural) quer criar um partido, no “centro do centro” (já lá está um engarrafamento), para «sublinhar mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa». Alguém explique a esta boa alma que em democracia os partidos políticos servem para sublinhar aquilo que nos separa. Por isso é que são vários. Já tivemos a União Nacional, com o mesmo projecto do nosso altíssimo comissário. Não correu muito bem.

Fernando Martins, Pela positiva:

MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

SEGUNDO apurou a SIC, vai surgir um novo partido político em Portugal. Rui Marques, antigo alto-comissário para a Imigração e Minorias éticas, é um dos dinamizadores.
O novo partido vai chamar-se Movimento Esperança Portugal. Para já, o núcleo fundador é composto por cerca de meia centena de personalidades independentes, entre as quais Rui Marques, que foi o dinamizador da viagem do “Lusitânia Expresso” a Timor-Leste durante a ocupação Indonésia.
O Movimento Esperança Portugal apresenta-se como abrangendo um espaço entre o PS e PSD.
Com o descontentamento que há, pelo que vejo, em relação aos partidos que se impuseram com a nossa democracia, pós-25 de Abril, posso admitir que esta nova força política venha a ter algum sucesso. Sobretudo se o povo português, em especial o desiludido, ainda tiver coragem para se virar para ideias novas, assentes na eventual coerência de vida dos dirigentes do Movimento Esperança Portugal. “

Manuel Rodrigues:

Movimento Esperança Portugal

Depois do MMS - Movimento Mérito e Sociedade, mais um novo Partido.
O novo partido vai chamar-se Movimento Esperança Portugal. Para já, o núcleo fundador é composto por perto de meia centena de personalidades independentes, entre as quais Rui Marques, que recorde-se foi o dinamizador da viagem do Lusitânia Expresso a Timor-Lerste durante a ocupação Indonésia.

O Movimento Esperança Portugal descreve-se como abrangendo um espaço da social-democracia entre o PS e PSD – e, neste momento, ainda não há mais pormenores.

Rui Marques foi nomeado alto-comissário para a Imigração e Minorias pelo Governo de Durão Barroso.

O novo partido, que vai começar a fase da recolha das 7.500 assinaturas, pretende participar já nas próximas eleições legislativas.”

Luís Lavoura:

Sebastianismo ou salazarismo

Vai nascer em Portugal um novo partido político chamado Movimento Esperança Portugal (MEP).

O dito partido pretende situar-se no centro do espetro político, ter ideologia social-democrata, construir pontes entre o PSD e o PS e, tal como o seu nome indica, dar esperança ao país.

Tudo isto cheira a sebastianismo ou talvez, pior, a salazarismo. O novo partido parece - apesar de se afirmar social-democrata - ter pouca consistência ideológica. De facto, partidos social-democratas já este país tem dois, e bem grandes, pelo que dificilmente precisará de mais um. Então, qual a necessidade deste novo partido? Dar “esperança” a Portugal? Isso parece um objetivo sebastianista, como se de repente um novo partido, qual Cristo Redentor, nos pudesse salvar.

É bom lembrar que Salazar foi descrito, aquando da sua subida ao poder, como um “homem providencial”, também ele um salvador da Pátria, à qual viria dar um novo alento e esperança.

Dom Sebatião não se cansa de sair do nevoeiro para nos salvar a todos. Não tem ideologia nem ideias claras, mas salva-nos porque é o nosso Rei.

Nota: o novo partido, que tem “Portugal” no nome, pretende entrar na liça política começando por concorrer às eleições europeias, em Junho de 2009. Será certamente muito interessante, ter no Parlamento Europeu um partido cujo objetivo último é Portugal. O que é que um partido que pretende dar esperança a Portugal terá a oferecer à Europa? Esperança, também?”

Bruno:

M de muleta

É muito cedo para condenar ao fracasso o embrionário Movimento Esperança Portugal, de Rui Marques, que nos próximos meses pretende reunir as 7500 assinaturas necessárias para se transformar num partido político. É cedo porque ainda não lhe conhecemos as ideias nem as pessoas. Nem a postura.

Mas, convenhamos, os primeiros sinais não são muito prometedores. O MEP pretende situar-se ao extremo-centro e, diz Rui Marques, “fazer pontes”. Talvez queiram ser a muleta para coligações com PS ou PSD; o MEP seria assim um parceiro adaptável à esquerda e à direita, com posições elásticas na hora de negociar com um ou com outro. Pragmatismo sem grandes pruridos de origem programática – deve ser o ar do tempo…

À primeira vista, dir-se-ia haver espaço para um partido assim, uma vez que existe um imenso eleitorado flutuante em Portugal (aliás, onde é que não existe?). Tal seria o mercado-alvo para o MEP, juntamente com os descontentes (essa categoria supernova que Alegre, aparentemente, julga encabeçar). Mas não será certamente sem programa – o que se chama um programa político – que se disputa aquela massa gigantesca e particularmente exigente de eleitores.”

Joana Lopes:

MEP

Rui Marques, principal fundador deste novo partido, diz agora, na SIC N, que o mesmo pretende situar-se entre o PS e o PSD.

ENTRE? Nem se for uma tangente! Eles já se intersectam.”

JRV no Activismo de Sofá:

Sobre o misterioso MEP – Movimento Esperança Portugal

Rui Marques, antigo Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas anunciou a intenção de formar um novo partido, situado estrategicamente ao centro, entre o PS e o PSD. E pouco mais adiantou…

O timing parece bom. Com um Executivo socialista a acusar algum desgaste e com a dificuldade do PSD em conseguir sequer parecer uma alternativa, as lufadas de ar fresco poderão ser bem recebidas pelo eleitorado. Mas muitos mistérios permanecem, pelo menos para já. Quanto aos protagonistas, Rui Marques parece ser o único rosto visível.

No que à linha política diz respeito, esta apresenta-se ainda bastante nebulosa Em declarações à SIC, Rui Marques afirma que o partido pretende situar-se ao centro, procurando unir os portugueses em torno de questões essenciais, em vez de os dividir (referindo-se ao PS e PSD).

No entanto, alguns estudos recentes (ver André Freire, 2007, Esquerda e Direita na Política Europeia, ICS) têm comprovado que uma das características do sistema partidário português é precisamente o forte pendor centrista dos dois principais partidos políticos. Pouco os distingue em termos de projecto político e a estruturação política do eleitorado em seu torno demonstra isso mesmo. Neste contexto, o argumento cimeiro do futuro novo partido não faz muito sentido. Mas a ver vamos…

PS: Já agora, é estranho que um movimento que pretende ser um partido não possua, desde já, um website.”

Compadre Alentejano:

Novo partido político: MEP

Objectivo é concorrer já às eleições europeias do próximo ano
Rui Marques anuncia intenção de criar novo partido entre PS e PSD
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O antigo alto-comissário para a Imigração Rui Marques anunciou hoje que pretende criar um novo partido, denominado “Movimento Esperança Portugal”, situado ideologicamente ao centro e que deverá concorrer às europeias de 2009.
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“O ‘Movimento Esperança Portugal’ [MEP] é um movimento humanista que quer estar ao centro do centro político, entre o PS e o PSD, para que a partir daí seja possível construir pontes e sublinhar mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa”, adiantou Rui Marques, em declarações à Lusa.
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O responsável explicou que o MEP é um projecto “de gente comum” que decidiu dar um passo em frente e que “quer transmitir esperança, no sentido de que a política é uma responsabilidade de todos nós e não só de alguns”.
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“O movimento surge como uma proposta concreta para que Portugal possa dar uma resposta a esta crise. O tempo tem que ser de esperança, esperança que torna real a capacidade de transformar a realidade e que nos motiva a fazer melhor, porque melhor é possível”, afirmou.
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O antigo alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural não quis revelar o nome de mais nenhum promotor do novo partido, mas prevê que as 7500 assinaturas necessárias para a sua constituição estejam concluídas até ao Verão.
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“Existe um manifesto que funciona como uma carta constitucional com os princípios essenciais deste projecto e contamos até o Verão ter reunidas essas assinaturas para poder, junto do Tribunal Constitucional, apresentar essa proposta e ver reconhecido a existência deste novo movimento político”, explicou Rui Marques.
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O responsável salientou que o calendário eleitoral para 2009 “ainda não é claro” mas que “tudo aponta para que as primeiras eleições sejam as europeias em Junho de próximo ano”. “Essa será a nossa primeira fronteira, o primeiro momento que iremos a votos”, explicou.(Público)
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Nota do Papa Açordas: Não tenho grande esperança neste “Movimento Esperança Portugal”, mas tudo o que seja para evitar maioria absoluta do partido de Sócrates, é bem vindo. Oxalá que apanhe alguns descontentes do PS…”

Paulo Pinto Mascarenhas:

Lusitânia MEP

Desconfio que tal como aconteceu com o Lusitânia Express, também o novo partido de Rui Marques - o Movimento Esperança Portugal - nunca chegará a bom porto.”

António Luís Vicente:

Movimento Esperança Portugal
Publicado em Portugal by António Luís Vicente em Março 4th, 2008

O nome do novo partido - Movimento Esperança Portugal - não é completamente mau. Só não gosto de três das palavras escolhidas.

“Movimento” cheira a manada, a irracionalidade, a protesto - é negativo; ”Esperança” é lamechas e paternalista - é demasiado positivo; usar “Portugal” é entrar em algum facilitismo, pois é demasiado óbvio. ”Movimento” e “Esperança” combinados dão um ar algo messiânico à coisa.

Por outro lado, foi pena terem fugido da palavra “partido”, certamente para cavalgar a onda anti-sistema e anti-partidos que por aí anda (penso que o Bloco de Esquerda foi o primeiro a fugir do termo em tempos recentes). Por outro lado o nome é demasiado parecido com o “Movimento de Intervenção e Cidadania” de Manuel Alegre.

Acresce que a sigla - MEP - tem pouca força foneticamente.

Dito isto, não é completamente mau.”

Spot da Migu:

Movimento Esperança Portugal

“Movimento Esperança Portugal” poderia ser o nome de uma telenovela, o nome de um livro sobre maternidade, uma associação caridosa ou um livro para crianças.

Mas não é nada disto. É sim o nome do futuro novo partido que Rui Marques, Alto-Comissário para a Imigração e Minorias durante o governo de Durão Barroso, está a tentar constituir com mais umas quantas pessoas.O novo futuro partido pretende começar a fase da recolha das 7.500 assinaturas e prevê ter tudo concluído até ao Verão para participar já nas próximas eleições legislativas de 2009. Como se percebe, começam já em grande! É como tudo em Portugal, grandes projectos mas depois concretizá-los é há outra conversa…

Segundo o seu criador o MEP “não nasce com uma atitude anti-sistema, para dizer que os políticos são corruptos e que está tudo errado. A nossa atitude é oferecer aos portugueses uma possibilidade para que, através de uma política de esperança, possam encontrar uma razão para se empenharem na construção de um futuro melhor.

São profundas estas declarações. Nota-se uma certa nostalgia por parte de Rui Marques, pensando no seu belo Portugal entregue aos bichos. Mas agora pergunto, é este senhor que vai mudar o futuro de Portugal? É a sua equipa que vai salvar Portugal deste estado de sítio?

Mas há mais…”O Movimento surge como uma proposta concreta para que Portugal possa dar uma resposta a esta crise. O tempo tem que ser de esperança, esperança que torna real a capacidade de transformar a realidade e que nos motiva a fazer melhor, porque melhor é possível”

Melhor é possível. Magnificas palavras. É obvio que melhor é possível senão eu nem me dava ao trabalho de acordar todos os dias de manhã para ir trabalhar, eu e todo o cidadão nacional. Que melhor é possível já todos sabemos agora como alcançar esse melhor é que eu gostava que alguém me dissesse e tendo já 25 anos de existência ainda não houve uma pessoa que me dissesse concretamente como alcançá-lo.

Mas continuando no MEP, os temas em torno da “justiça e coesão social, o combate à pobreza, a redução da exclusão social, a construção de igualdade de oportunidades para todos e o combate contra todas as formas de discriminação, reconhecer o importante papel da família na sociedade, a importância de construir pontes e a capacidade de avançarmos através do diálogo e consenso, acabando com a visão de uns contra os outros, a afirmação do desenvolvimento humano sustentável, da democracia mais próxima dos cidadãos, a solidariedade intergeracional e, finalmente, a visão de um mundo interdependente e solidário”, serão as prioridades deste futuro novo partido.

Calma lá, de repente pensei que estava a ouvir o Obama a fazer campanha política nos EUA. Lá porque uma grande maioria da população portuguesa se está literalmente a borrifar para o que se passa no outro lado do oceano, não quer dizer que não haja uma pequena minoria atenta às notícias internacionais. Eu fico doente quando certos indivíduos tentam ludibriar a população só porque acham que a grande maioria não percebe nem vê nada do que se passa no mundo.

Estou curiosa para ver a campanha política deste partido…”


RFF em intimidade:

Mais um partido…

O voluntarioso Rui Marques, eternamente lembrado por liderar um grupo de jovens que quiseram unir Portugal a Timor-Leste, em 1992, no Lusitânia Expresso, vai criar o MEP - Movimento Esperança Portugal. No fundo mais um partido político, que não vai ser “anti-sistema”, que não vai nascer para “dizer que a política é corrupta”, que está “tudo mal” o que os políticos não prestam. Não entendo! Rui Marques quer construir e não destruir. Sim e…? Tudo o que este país está necessitado é de alguém que lidere um projecto credível, que rompa com a podridão instalada nas velhas sedes partidárias, que denuncie, que apresente propostas concretas, objectivos, que fale das mazelas do povo, da caristia de vida e que lance na lama o status quo instalado.
Mais um movimento para gravitar à volta dos restantes é uma perda de tempo. Uma vez mais, Rui Marques não conseguirá atracar em porto seguro, tal como em 1992.”

Marta num astro que flameja:

Num mundo perfeito

O ex-alto-comissário para a Imigração, Rui Marques, está a preparar-se para criar um novo Partido – um tal de Movimento Esperança Portugal. Diz ele que se trata de um movimento humanista “que quer estar ao centro do centro político, entre o PS e o PSD, para que a partir daí seja possível construir pontes e sublinhar mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa”. E eu quero ser uma rena do Pai Natal, carregada de presentes para distribuir diariamente pelas crianças do planeta e muitos cestos de comida para todas as pessoas que passam fome no mundo. Se não der para ser rena, posso ser miss ou, em última análise, adjunta do Luís Filipe Menezes para assuntos de qualquer espécie. “


Filipe Tourais:

Uma descoberta genial

Afinal, o PS e o PSD não ocupam o mesmo espaço no espectro político nacional. Há uma faixa, até agora desconhecida e inexplorada, num ponto equidistante dos dois. A personalidade que o descobriu foi Rui Marques, um ex-comissário para a Imigração, que se propõe agora plantar nesse ponto G, geometricamente situado no centro do centro, um novo Movimento Esperança Portugal. Gostei da ideia. Se no meio está a virtude, imagine-se no meio do meio. E gostei do nome: Movimento, sinal de dinamismo, Esperança, que tanta falta faz ao país, e Portugal, a pátria propriamente dita. É bonito.

Código de barras: Movimentos espontâneos de cidadania “

João Villalobos II

A chucha de Pandora

No Origem das Espécies surge um comentador, o Rui NS, que recomenda: «O MEP tem um site: http://www.mep.pt . Vale a pena conhecer primeiro para comentar depois». Segui o conselho e fui conhecer. Agora comento (outra vez): A imagem de marca é a de uma simpática miúda com chucha, passeando despreocupadamente num sítio onde parece que vai ser atropelada a qualquer momento por uma viatura - como dizem os nossos agentes da ordem - em alta velocidade.

Inclui, também, um vídeo onde Rui Marques aparece vestido com uma sóbria gravata fora de moda e, ainda, uma citação de Martin Luther King. Tanto bastou para que ficasse esclarecido; Rui Marques quer ser o nosso Obama. Com ele, os nossos filhos e filhas poderão andar livremente em lugares como o túnel do Rossio sem qualquer temor. Graças a Rui Marques e mais quem seja que o apoie, há «uma Política de Esperança» para Portugal. O quer que isso seja não importa; sabemos que será a última coisa a fenecer.

O meu avô chamava a certas figuras - e admito que fosse pouco original - «os chuchalistas». Referia-se não apenas a certos senhores do PS, mas a todos os que habitavam no centro do centro da nossa tuga periferia. Foi dele que me lembrei. Onde quer que esteja, imagino que olhe para isto tudo e não veja esperança em lugar algum. Só uma caixa de Pandora que ninguém sabe como voltar a encerrar. ”

IPhil

“Movimento Esperança Portugal
Rui MarquesSerá que estamos mais perto do que nunca da chamada 3ª Via, tão defendida pelo ex-Primeiro Ministro Tony Blair?

Pelo menos, o hype está criado e já gerou uma onda na blogoesfera…

Parece que há a expectativa para se perceber qual serão os argumentos deste senhor, para se insurgir contra o surgimento deste movimento.

Pessoalmente, ficarei na expectativa, uma vez que os recentes movimentos independentes de cidadãos fizeram soar os alarmes nos partidos, uma vez que as mais recentes eleições provaram que há espaço para esse tipo de movimentos. No entanto, senhores políticos, da minha parte, podem ter o voto em branco, garantido.”

Novos partidos: eppur si muove

Março 04, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Os movimentos de cidadãos estão claramente em crescendo de número e de exposição mediática com alguns a apresentarem-se muito significativamente ao eleitorado do centro. Para quem como eu anda por estas águas em regime de orfandade crescente e não se revê na oferta partidária existente, estes são tempos de orelhas atentas e de potencial aposta numa passagem das palavras aos actos.
Entre os movimentos de cidadãos com intenção de originarem partidos políticos orientados para aquilo que se costuma designar de centro político, destaco o mais antigo Movimento Liberal Social com forte implantação na net e neste meio (blogues) e o novíssimo Movimento Esperança Portugal (MEP).
Ambos se colocam no olho do furacão. O primeiro oferece na net extensa informação política, identificando-se com um movimento pan-europeu liberal (no sentido mais livre do termo) com preocupações sociais. O segundo tem para já na forte identificação humanista a principal característica fundadora.
Recentemente participei numa reunião do MLS na qual encontrei pessoas de espírito jovem e empenhado com vontade de quebrar com inevitabilidades ditadas e com um forte pendor liberal, conscientes também da incontornável função reguladora do Estado. Em relação ao MEP sei ainda pouco, mas garante-me quem a opinião tenho por habito considerar que o empenho e ambição de oferecer ao país outra mentalidade e outra forma de encarar a política e serviço à comunidade são o móbil fundamental de um projecto que pretende quebrar de outra forma com a curta tradição partidária: começar em força com um porjecto que se vem estruturando há já algum tempo e catalizando quem procurar alternativas fora do bipartidarismo dominante e das soluções extremas remanescentes.
Disputar o centro, é obviamente entrar directamente para o olho do furacão do poder e essa é precisamente, por mais paradoxal que pareça, uma terra de ninguém, ou melhor dizendo, de uma espécie de partido único.
Com tudo o que por aqui tenho dito e escrito ao longo destes anos, o mínimo que posso fazer é estar atento ao que se vai passando. O máximo que poderei fazer o futuro dirá.



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