Sobre o Partido Nulo, o agendamento mediático e o jogo do galo
Imperdível, a ler: O interesse editorial pelo jogo do galo
Imperdível, a ler: O interesse editorial pelo jogo do galo
Há exactamente um ano o Tribunal Constitucional reconhecia formalmente o Movimento Esperança Portugal como 16º partido da III República. Hoje, celebramos a data com a apresentação pública do programa eleitoral para as Eleições Legislativas e apresentaremos também a lista de candidatos pelo círculo de Lisboa. Convocámos amigos, simpatizantes, jornalistas e faremos a transmissão via web TV do evento. A quem interesse: a partir das 17h15m em http://mep.pt
E a prova rumo às eleições de 27 de Setembro começa!
P.S.: O MEP apresentará candidatos a todos os círculos eleitorais.
A RTP assumiu hoje que vai ouvir duas vezes cada um dos lideres dos 5 grupos com assento no Parlamento até à campanha e em jeito de campanha, em entrevista.
Para a RTP os partidos levam os votos no bolso de eleição em eleição. Igualdade de tratamento entre partidos? Nem na TV pública. Este não é um parâmetro de medida da saúda da nossa democracia?
Assine a petição Igualdade de Oportunidades para os Partidos Políticos.
No mesmo dia em que ficámos a saber que fulano de tal não conseguiu a desejada coligação com sicrano e beltrano (há um não sei quê de contratações de pré-época nestas notícias políticas), o MEP avançou com mais um fascículo do seu programa eleitoral, o segundo de quatro para ser mais preciso.
Se uma nova agenda social foi a sua primeira prioridade, hoje anuncia um conjunto de medidas vocacionados para a família.
Para quem se questionava sobre qual era a matriz ideológica do MEP e não se satisfazia com os princípios fundadores anunciados, talvez a tarefa vá ficando mais clara.
Contudo, recomendo ilações definitivas apenas no final da colecção de fascículos, lá para 23 de Julho, data do primeiro aniversário deste movimento que quer com algum indisfarçavel atrevimento, ajudar a construir Portugal.
* Mais detalhes sobre a proposta relativa ao IRS per capita corrigido e muitas outras no local de costume
Poderemos dar-nos ao luxo de comprar esta guerra que se repete e vai-se agravando e subindo de tom a cada nova legislatura? Estaremos a velar pelo melhor que podemos ter para nós, deixando-nos sequestrar por pretextos mais próprios de uma clubite do que de uma reflexão política? Vote útil, pois então, mas não finja que não é consigo ou que não lhe diz nada. Havendo inteligência e imaginação, cada um encontrará o seu caminho, de acordo com as suas convicções e, de preferência, seguindo as regras da boa eudcação. Pela minha parte, como é sabido, estou de corpo e alma com um novo movimento político que quero ajudar a que tenha representação parlamentar. Rui Marques, presidente do MEP e mais que provável cabeça de lista por Lisboa nas próximas legislativas, não exagerou quando escreveu há pouco.
In Eleições 2009.
As hostes do PS acusaram Manuela Ferreira Leite de ter feito um péssimo negócio para o Estado ao ter vendido em desespero (para cumprir com os limites do défice público acordados com Bruxelas)a infra-estrutura da rede fixa à PT. Manuela Ferreira Leite afirmou que o contrato entre o governo e a PT já tinha sido negociado pelo anterior governo, tendo-o encontrado na sua secretária quando assumiu funções, prontinho para ser assinado. Manuela Ferreira Leite, chegou, viu e assinou. Diz agora, para surpresa geral, que a decisão política era do governo anterior, revelando o tal negócio que estava já pré-acordado. Em bom rigor, nada a obrigava a assinar, podia simplesmente ter feito aquilo que agora ameaça fazer em barda e com critério ainda desconhecido se chegar ao governo: rasgar, rasgar, rasgar. Mas o que se extrai de tudo isto?
O PS estudou e negociou o contrato, não o concretizou porque caiu o governo, entrou o PSD e acabou o que o PS tinha iniciado, naturalmente, porque concordou com a proposta que estava em cima da mesa. Nunca poderemos ter a certeza absoluta se o PS, caso não tivesse caído o governo, teria subscrito tal contrato, contudo, parece altamente provável que o tivesse feito.
Apesar de todo o folclore que por aí anda, PS e PSD, quando sentados na cadeira do poder, não teriam divergido nesta política. Algo que em bom rigor surpreende pouco quem acompanha com alguma atenção os compromissos e as práticas destes dois partidos.
Perde a política da verdade, perdem os media que nem sempre parecem chegar ao segundo parágrafo que aqui escrevi e ganharão todos aqueles que fizerem questão de tornar útil o seu voto no dia 27 de Setembro. Mesmo, mesmo útil, quero eu dizer.
Também publicado aqui.
A ler: “O mundo a seus pés” por Pedro Santos Guerreiro
” (…) Abram alas para a inteligência: não há voto mais útil que o voto inteligente e livre. A eternização do “voto no mal menor” e do “voto contra” não podem, a prazo, garantir nada de muito construtivo, condenam-nos exactamente a isto: a viver num mal menor e num mundo do contra. E que tal votar por um bem maior e a favor? Já me calo antes que me chamem utópico ou algo pior.”
In Eleições 2009.
Uma deslocação à Polónia esta semana serviu também para pôr leitura em dia, nomeadamente o livro “Esperança em Movimento” – Uma auto-biografia sobre a intervenção pública tida ao longo mais de 20 anos por Rui Marques. Longíssimo do auto-elogio, este livro interpela-nos, de forma por vezes, acutilante pelo exemplo do passado e pelo desafio para o futuro, agora corporizado através do mais novo partido português: o MEP.
O Lusitânia Expresso, a revista Cais, a construção de um centro de formação para jovens em Timor e múltiplos projectos desenvolvidos no âmbito do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas são algumas das histórias abordadas.
Com tanta gente a zurzir nas sondagens, particularmente na da Católica coordenada pelo Pedro Magalhães, quase me esquecia de deixar aqui uma nota positiva, da mesmíssima sondagem. A última sondagem do CESOP antes das eleições europeias previu que o MEP teria entre 1,3% e 2,7% dos votos. Teve 1,5%, dentro do intervalo, portanto. Se as coisas não correram tão bem em relação ao CDS, não deixa de se justificar que neste particular, o de prever a 6ª força política (sem histórico, sublinhe-se) a precisão bateu aos pontos a concorrência. Acertou ainda na 7ª força política prevendo 1% para o PCTP-MRPP que acabou, de facto, com 1,2%.
O problema das sondagens não é o “valem o que valem”, o problema é fazermo-nos de esquecidos quanto àquilo que são e que podem conseguir dizer. Não se esqueçam que a palavra “Erro” faz parte do coração de toda a teoria estatística que as suporta. Como dizia o sábio: só não o receia quem está disposto a corrigi-lo.
Também publicado no Eleições 2009.
Nunca se pode agradar a todos, bem sei. Sempre terá havido descontentes pelo mundo com as políticas do dia. Mas se me faltavam provas de uma evidência para a qual me tinha alertado, elas vieram em dose múltipla nestas últimas duas semanas em que andei em campanha eleitoral por quase todo o país. Hoje é impossível estar na política sem ter sobre nós uma nuvem de presunção de culpa.
Tentar chegar ao diálogo na rua com as pessoas levando propaganda política na actual conjuntura económica e política é muitas vezes correr para o pior insulto, para o mais visceral rancor e, porque não dizê-lo, ódio. Enchi a barriga de tachista, chupista, ladrão, explorador, desocupado, malandro e bem pior. Nas oportunidades em que consegui ir além de preservação da integridade física e em que o interlocutor se dispôs a ouvir, percebi que nada daquilo era dirigido ao partido que representava (inteiramente desconhecido pela maioria). A reacção era contra “os políticos”. Perdoavam-me por ser novo (o que parece ser uma vantagem junto destes portugueses ressentidos) e alguns destes, poucos, lá acenavam com um benefício da dúvida perante um novo partido, ainda que dizendo entre-dentes: são todos iguais. Ouvi disto de norte as sul, mais numas zonas que noutras é certo, mas posso afirmar a transversalidade. (mais…)
Olhando para os resultados de ontem, o cenário político nacional afastou-se como nunca do bipartidarismo. O que nos espera é o fim da era das maiorias absolutas monopartidárias e, quem sabe, de coligação. Veja-se este exercício feito pelo Pedro Magalhães no Margens de Erro, pegando nos resultados de ontem e projetando-os como se fosse de eleições legislativas:
“(…) os resultados (…) seriam os seguintes: PSD: 95 deputados PS: 72 deputados CDU: 24 deputados BE: 23 deputados CDS: 15 deputados MEP: 1 deputado (…) Em suma, neste exercício, PSD+CDS têm 110 deputados. PS+CDU+BE têm 119. A rectificação que menciono na abertura teve a ver com o MEP. De facto, com 46 deputados a serem eleitos em Lisboa, os 2,32% do MEP seriam suficientes para 1 deputado. “
Teríamos assim 6 forças políticas no Parlamento (sendo o “meu” MEP a novidade) e teríamos um cenário muito complicado de governabilidade em coligação. Mas há naturalmente mais formas de se governar um país além das maiorias monopartidárias ou de coligação. O que interessa sublinhar agora é que está na hora de cada força política demonstrar que está à altura de assumir a responsabilidade (e de mostrar a capacidade de indicar propostas) que ajudem a construir o país. Havendo boas políticas e sentido de serviço ao bem comum, a tarefa facilita-se. No fundo, a pergunta resume-se, em cada momento, ao seguinte: o que é bom para Portugal? Mas não me iludo, será uma tarefa muito difícil para quem está habituado apenas à prática negativista e demolidora de uma certa forma de fazer oposição. O MEP, esse, estará no seu elemento.
Também publicado no Eleições 2009.
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Hoje, ao início da tarde reunimos excepcionalmente uma caravana menos ecológica em mais uma tentativa de romper o bloqueio informativo que vamos sentindo. Eis um excerto produzido pelo serviço de TV do MEP.
No decurso da campanha eleitoral tenho tido oportunidade de contactar directamente com algumas empresas e instituições ligadas à actividade produtiva que são absolutamente singulares. Uma das que mais me impressionou foi a CALCOB – Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Oliveira do Bairro.
A CALCOB foi criada em 1977 e está classificada como uma das 100 maiores cooperativas portuguesas, empregando 62 pessoas, contabilizando aproximadamente 4200 sócios e apresentando um volume de negócios próximo dos 10 milhões de Euros.
A CALCOB especializou-se em acções de formação entre os seus associados e destaca-se pela capacidade de responder de forma pronta às novas exigências colocadas pelas sucessivas alterações legislativas associadas a fundos comunitários e a novas directivas agrícolas.
Personifica um modelo de sucesso em mercado aberto tratando-se de uma instituição emancipada com crescente acolhimento entre os agricultores.
A CALCOB fornece algumas das grandes superfícies nacionais – grupo Jerónimo Martins entre outros – tendo protocolos de cooperação com congéneres europeias com vista a uma eficiente gestão de stocks.