Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for the ‘Política’

Weapons of Mass Creation

Fevereiro 10, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política No Comments →

123 minutos de polémica estruturada contra o sistema monetário numa versão orientada para consumo interno nos EUA, mas ainda assim interessante e generalizável. Zeitgeist Movement uma alternativa política e filosófica altamente disruptiva do status quo.

Perigosa socialista

Fevereiro 08, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Ana Gomes, eurodeputada socialista:

«As escutas publicadas, extraídas do processo judicial “Face Oculta”, podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.
Nao é possivel – e, como socialista, não me parece útil – varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.
Acresce que o que foi publicado – e até hoje não foi desmentido – reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público.
É o Estado de direito democrático que pode estar em causa.»

Ninguém que está na política ativa escreve algo como o que Ana Gomes escreveu de ânimo leve. Outros menorizarão recorrendo ao discurso degradante do costume. Prefiro mil vezes o risco do trabuco de Ana Gomes ao rigor de conveniência de que quem é convenientemente subserviente e que tem adiadas sucessivas consultas de ortopedia.

Não me visto de branco, mas também não passo mais cheques do dito

Fevereiro 08, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Estive quase para fazer minhas as palavras do Bruno Sena Martins (ver no final), mas arrisco-me ao essencial que está bem expresso nas linhas que se seguem, uma ponte possível entre pessoas improváveis por uma causa que tem muito de comum, a menos de uns detalhes, como sempre. Fica ainda o elo para a iniciativa que chegou ao conhecimento pelo Vasco Campilho e que subscrevo.

“Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama

O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.

Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.
(mais…)

Governo Carochinha – quem quer casar?

Janeiro 21, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Quem quer casar com a carochinha que é tão rica e bonitinha?
CDS e PSD recusam casamento mas perfilam-se para ver quem é o primeiro a declarar uma união de facto. Que seja a bem da nação, genuinamente.

Fazer prova de amor com papel passado

Janeiro 08, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal 3 Comments →

Eu pensava que o núcleo fundamental do casamento devia ser o amor entre adultos não aparentados (ou vá lá, desde que sejam primos afastado).
Será que é hoje que passamos a ser um país com mais respeito pela dignidade de todos?
Eu gostava imenso de poder passar adiante e, claro, ficando mais contente de ser português.

Vão por vossa conta e risco

Janeiro 08, 2010 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política No Comments →

Escrevem muito, escrevem pouco e até nos dão música: Albergue Espanhol.

MEP: fim de ciclo para mim

Novembro 25, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 14 Comments →

A quem possa interessar:

“Caros conselheiros,

permitam-me algumas palavras de despedida uma vez que me vou desfiliar hoje do MEP. (mais…)

O Parlamento é gay?

Novembro 24, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 2 Comments →

I
Poderá um partido reclamar o apoio de quem se revê no centro moderado ao mesmo tempo que publicamente assume como posição oficial ao nível dos direitos civis algo muito próximo da ortodoxia doutrinária da Igreja Católica? Poder pode, mas naturalmente a proximidade doutrinária terá o seu custo ao nível da base de apoio…. É que no fundo, estas questões serão dessa forma assumidas como absolutamente essenciais e fundadoras para o próprio pensamento político. Tudo se relaciona. A transparência e a coragem pública de assumir tal posicionamento seria um belíssimo contributo para valorizar a política nacional.

II
É bom haver pessoas com capacidade e possibilidade de serem cristalinas. A “virgindade” destas declarações do Bispo do Porto, “Referendo é “uma das hipóteses” – Bispo do Porto diz que casamento entre homossexuais exige “reflexão”“, num posicionamento de bonomia e defesa face à reflexão profunda, não me parecem contudo aceitáveis para quem andou a pedir para ser deputado e desprezou a questão como prioridade ou não se comprometeu com a necessidade do alargamento do debate sabendo que seria certa uma iniciativa legislativa no Parlamento. Com aviso prévio e algum potencial custo político, outros fizeram questão de adiar uma iniciativa legislativa para depois das eleições podendo dessa forma advogar uma legitimidade reforçada. Ficar impávido e sereno perante este agendamento político fazendo de conta que ele não existiu quando foi expressamente apresentado a votos e agora vir reclamar que é necessário outras formas superlativas de debate que não as disponibilizadas habitualmente pela democracia representativa não é ser mais democrata ou estar a pedir mais democracia, é exactamente o oposto.

Referendado pelo Presidente

Novembro 05, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política 4 Comments →

Lendo os outros e reflectindo:
Organizem-se

A gente que dizia que não se devia perder tempo com assuntos “não prioritários” como o casamento entre pessoas do mesmo sexo é a mesma que agora quer um referendo sobre o tema.
In União de Facto por Pedro Marques Lopes

A história repete-se…

Novembro 04, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 2 Comments →

Outra vez as fracturas. Agora o casamento… Referendar uma matéria onde ficaram claras as opções políticas de cada partido durante a campanha é um luxo de dispersão de atenção em que não deveriamos incorrer. Divorciamo-nos do país e voltamos a menorizar o Parlamento. É uma questão de economia de energias e de prioridades. E que tal discutir a corrupção e o que fazer contra ela antes que esta acabe com o regime?

Dignidade

Novembro 04, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Repetem-se os elogios à dignidade imanente à suspensão do mandato de Armando Vara. Apoiado! A alternativa perante este tipo de suspeição seria insustentável. Pena que a dignidade seja lenta, demasiado lenta.

Homens de cortiça com odor a sucata

Outubro 29, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Teatro No Comments →

Ele que nunca ligou à política arranjou cartão há uns anos. Os negócios melhoraram, a empresa passou a ter uma melhor carteira de encomendas, os bólides acumularam-se na nova garagem.
Ele não está em redes sociais, não está em grandes empresas, não quer ir para o governo, vai tratando da sua vidinha e da de alguns outros, que remédio. A ossatura é coisa de fosseis, de animais extintos. Parece que é menos primário que outros, percebe da chuva. De nós, espera inveja. É suposto e basta-lhe, de nós, quero eu dizer.
Ao largo o iceberg aproxima-se, entretanto reina o “folgam as costas”; ele crê-se feito de cortiça.
Eu recordo Al capone com fé inusitada.
Melhor é possível. É indispensável.

Mudar de ciclo

Outubro 12, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Política No Comments →

Findou ontem o 1º ciclo político do MEP, uma sucessão de sprints para um partido com um ano e meio que voou alto mas não o suficiente nem para alcançar o impensável, nem tão-pouco para descambar num precipício digno de Ícaro.
Segue-se a metamorfose de sprinter em corredor de fundo, com uma marca já bem firmada em alguns meio fulcrais para facilitar a caminhada futura, mas com muito mais sítios e gente onde chegar e desafiar à renúncia da sempre natural desconfiança inicial. Uma caminhada que se fará muito pela proximidade que a internet permite entre quem procura e quem quer participar, mas também junto e com as pessoas comuns que não deixámos de ser.
O MEP será fiel à ideia de se ter constituído como um movimento cívico que vai a votos. Encerrado este primeiro ciclo de votações, prosseguiremos com inovação e empenho participando civicamente na construção deste país, com especial atenção para a vida política nacional. A nível pessoal esta experiência intensa foi riquíssima. Multipliquei por várias vezes o meu circulo de amigos, aprendi qualquer coisa e fiquei um pouco mais conhecedor deste país e suas gentes – o próprio incluído.
O MEP 2.0 surgirá dentro de momentos. O Adufe esse retomará uma toada menos panfletária, mas onde a política, como sempre ocupará uma parte importante. Até já.

A confiança – Adriano Moreira

Outubro 06, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Para memória futura, a prosa “A Confiança“, por Adriano Moreira, hoje no Diário de Notícias:


” Não se encontra hoje em exercício responsável nenhum centro de planificação de políticas públicas que não esteja atento ao princípio da incerteza, e advertido pela experiência de que, como ficou evidente pelos efeitos colaterais da decisão de proceder à execução dos bombardeamentos atómicos, que o afastamento da ética é mais ameaçador na área da política do que no campo da ciência, o que não impede que cada um dos sectores tenha os seus loucos.

Todos, por isso, enfrentamos a inevitável circunstância de que nenhuma constituição, nem qualquer programa eleitoral, podem evitar um espaço de vazio programático, no qual nascem exigências de criatividade governativa para responder aos acidentes não previstos, e que vão originando uma narrativa sem passado.

É certamente difícil, mas não dispensável, não atribuir todo o processo a condutas maquiavélicas dos interventores responsáveis pela governação, porque a recta intenção não está isenta do erro, nem da necessidade de flexibilizar as promessas e compromissos para atender aos riscos que não fizeram parte da circunstância vivida na luta pelo poder.

Nas palavras de Oliveira Martins, meditando sobre uma das maiores crises nacionais, ” nos homens sinceros e sinceramente espontâneos, os actos e os sentimentos misturam-se, por vezes, de um modo incoerente para os que, julgados por si próprios, pensam que todos, calculadamente, procedem como actores, representando um certo papel.

Não é assim. Felizmente, a humanidade não se compõe só de historiões, embora nela predominem, com efeito, os que levaram a vida como uma comédia”. Ocupava-se de Nun’Álvares, talvez um modelo excessivo para o tempo do Estado Espectáculo, mas ainda assim uma referência excelente para recordar que, sendo estrutural a incerteza, a relação de confiança entre a população e governantes é o alicerce sem o qual nenhuma escolha de lideranças mobilizadoras é consistente.

Este saber de experiências feito, defronta o infatigável Parlamento dos Murmúrios, no sentido de descredibilizar os adversários. Não é impossível que esta traça de combate também venha acompanhada de propostas idóneas de governo, mas ainda assim o seu efeito mais determinante é o de conduzir o eleitorado no sentido de escolher o menos mau dos candidatos, e não o de conduzir para a escolha da excelência.

A atenção fixada nos defeitos das eventuais virtudes não será a mais habilitada a avaliar os méritos dos programas, e seguramente não é a mais inspiradora da confiança sem a qual nenhum regime político funciona com equilíbrio e mobilização das vontades da sociedade civil.

Nem sequer assegura que o exercício do voto consciente atraia a maioria dos eleitores, e comprovadamente tende para instaurar o descrédito do sistema jurídico, e a suspeição como precaução no que respeita à gestão do interesse público.

A amostragem do processo eleitoral a que os portugueses foram chamados deu sinais excessivos do abuso de procedimentos erosivos da confiabilidade dos responsáveis em disputa, exactamente o oposto do exigível para decidir a quem entregar o poder político, uma exigência que se torna esdrúxula quando se combinam os graves riscos sofridos com as profundas incertezas múltiplas, o que tudo agora converge na circunstância portuguesa.

Contadas vozes, algumas de movimentos demonstradamente com reduzido poder da palavra em face do sistema, fizeram ouvir apelos que, dirigindo-se menos aos programas, que sobretudo parecem mais compostos de directivas do que de propostas concretas, e dirigindo-se mais às vontades, convocaram para a exigência primária de restaurar a confiança da comunidade portuguesa, e os votos devem ser no sentido de que pelo menos tenha ficado uma semente que germine. “

É mesmo Portugal no seu melhor

Outubro 05, 2009 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Portugal 1 Comment →

Na área da integração dos imigrantes Portugal ficou agora em primeiro lugar num estudo que envolveu 42 países. Ainda há pouco tempo Portugal tinha ficado em segundo lugar num estudo que envolvia 25 países da União Europeia. Motivo de especial orgulho para o MEP já que o seu presidente, Rui Marques, foi até há pouco tempo Alto Comissário para Imigração e Diálogo Intercultural. Notem que o trabalho de Rui Marques, em concreto, só foi possível porque alguém resistiu a rasgar com todo o que havia sido feito no governo anterior.

As medidas adoptadas por Portugal com vista à integração dos imigrantes foram premiadas pelas Nações Unidas. É o país com melhor classificação na atribuição de direitos e serviços aos estrangeiros residentes. (…)

Esta conclusão reforça o que foi apurado em 2007 pela organização independente Migration Policy Group, no seu Índice de Políticas de Integração de Migrantes (MIPEX), o qual é também agora citado pela ONU e que deu a Portugal o segundo lugar entre os 25 países da UE.



Estatísticas