Um nome a reter, um artista promissor: António Colaço
A não perder esta peça do Expresso, com uma belíssima animação.
A não perder esta peça do Expresso, com uma belíssima animação.
Porque estamos de partida para férias já não dá para o aturado trabalho de legendar cada obra em particular (autor e título, no mínimo). Sabendo que todas as imagens ( e todas as imaginações que a partir delas são possíveis ) que vai receber, estão cá dentro, suba a S.Bento, com tempo e …faça da tarefa de as descobrir um divertimento.
Rimas e paternalismos à parte, está na hora de arrumar a tralha necessária para férias. Há por aqui de tudo. Sugestões para ler, escrever, musicar ou ouvir música, aprender a beber um bom vinho, a pôr leituras em dia, e os retratos de família, também, eis como da China a Santarém, de Malhoa a Delacroix , de Emille Galle a Bonington ou de João Vieira a Graça Morais, e muitos mais só nos resta desejar, bons regressos, lá para Setembro, a este S. Bento das Portas Bem Abertas.
Sem nada para esconder mas, agora, com um Senado …para debater.

Clique sobre as imagens para as ampliar.
![]()
Um cofre sem segredos. Só para lembrar que é por aqui que as férias com€çam. No cofre lá da casa, claro.
![]()
Para Fora (Recriação dos Painéis de S.Vicente de Fora, João Vieira) ou cá dentro?
E a mim, quando é que alguém me leva a passear…
![]()
Um mar tempestuoso
![]()
ou o bucolismo de uma aldeia afectuosa?
![]()
Ou então, faça-se ao mar mas…não faça ondas.
![]()
Pode optar pelo Ribatejo dos campinos sem as tempestuosas cheias?
![]()
Um cão por perto dá sempre jeito. Malhoa que o diga.
![]()
Um breve intervalo para musicar.
![]()
Ou então
![]()
…sair para as ruas para com as filarmónicas se misturar.
![]()
Vai um licorzinho
![]()
ou um pouco de vinho?
![]()
E já que assim é faça festa com as festas que o vinho faz!
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Olhe para trás.Viu? Não se faz!
![]()
Tire todos os retratos de família
![]()
Leia livros As estantes gostam desses instantes.
![]()
Aqui tem a tinta. Tente pôr a escrita em dia.
![]()
Visite Jardins. Faça Jardins. Bonitos como este de S.Bento.
![]()
Jogue fora os jogos de azar.
![]()
E em Setembro, hora marcada para regressar.
![]()
É bonita a sala que o espera.
![]()
A democracia tem fome. Não pode esperar.
Sou pela ARTE PÚBLICA. Ninguém duvide. Sim, Isabel Pires de Lima, prezadíssima camarada, é como digo. Não na linha de Pedro Cabrita Reis ( veja-se que o SOL, tarde e a más horas, saltou para a praça pública na linha do que aqui dissemos – leiam o pdf anexo!) e da sua recauchutada instalação junto aos Jerónimos, mas de uma outra mais QUOTIDIANA.
Experimente seguir o exemplo do escriba que ontem, em plena época de “Saldos”, não perdeu a oportunidade das “OPORTUNIDADES”, no “El Corte Inglês”, passe a publicidade, e zás, nas costas do atento segurança, tratou de,

primeiro, revolver, ainda mais, a já revolvida bancada de desordenados vestidos, camisas, blusas, t-shirts, etc – o gozo que inventaram para nós, na voracidade do consumismo que nos interpela, podermos, a cada instante, mexer, remexer, mirar, revirar e depois, adquirir – e dar-lhe, em seguida, alguma ordem!

Aqui está, a mesma bancada, onde, agora, fruto da aturada intervenção artística, não obstante a ameaça do zeloso segurança, cada peça deixou de significar o que significava e passou a valer pela magnífica paleta de cores quentes em que se tornou.
De seguida, para que não restassem dúvidas, zás, duas ou três clandestinas flashadas.
Já sabemos, na era dos cada vez mais sofisticados digitais, que o que não aparece não existe.
De como no Corte Inglês, por alguns instantes, aconteceu ARTE PÚBLICA.
Os quadrados de Mondrian, sei lá.

S.BENTO NAS NUVENS
COM OS PÉS BEM ASSENTES NA TERRA
O outrora vetusto Convento não desiste de olhar o céu. Quem sabe, talvez de lá venha a mensagem ou o apelo para leis que apontem cada vez mais para um verdadeiro céu, sem iniquidades, já aqui na terra.
Clique sobre as imagens para ampliar.
Inicia-se com este post uma série dedicada ao palácio de São Bento (que, para quem não sabe, é o edifício que alberga a Assembleia da República, o parlamento português). Publicar-se-ão algumas das inúmeras fotografias que o António Colaço, quase de saída das suas lides de assessoria no Grupo Parlamentar do PS, tem recolhido. As palavras e as imagens desta séries de posts são de sua autoria. Clique sobre as imagens para as ampliar.
Dos nossos passos perdidos às reencontradas escadas deles.
Como a luz que sobe e desce no horizonte, assim as escadas da grande casa da Democracia. É por elas que sobem ao Plenário as nossas mais veementes aspirações e anseios por dias cada vez mais iluminados. É por elas que regressamos, descendo, às nossas casas, demasiado cansados, angustiados, por vezes, acreditando, porém, em amanhãs mais esperançados.
Subamos a S. Bento, lá, onde a luz da justiça deve brilhar em cada momento.
Com as imagens e o texto do artigo "Preconceitos Coloristas", o Mário Filipe Pires transmite-nos uma perplexidade pela qual, suponho, muitos de nós terão passado, mais ou menos conscientemente.
Lembro-me que a primeira vez que vi imagens reais sobre a Segunda Guerra Mundial tive um enorme baque: definitivamente eu tinha um arreigado preconceito colorista ao ponto de mistificar na minha memória os próprios acontecimentos históricos julgando-os absolutamente longínquos.

Foi também por essa altura que me apercebi que o volfrâmio que o meu avô transportava para Espanha em 43-44 era bem mais do que um adereço de contrabando num conto de Miguel Torga…
" (…) A falta de familiaridade com a cor real desta época (apesar dos efeitos do tempo sobre as emulsões) provocou-me uma sensação de estranheza e fiz imediatamente a associação mental com o que de mais próximo me lembrava, o cinema americano dos anos 50 e 60, o que mostra que as noções muito enraizadas podem levar-nos a conclusões erradas."
in Retorta.
A exposição "Bound of Glory – America in Colour 1939 – 1944" que serviu de pretexto ao artigo do Mário pode ser vista on-line aqui.
Publicidade Institucional :
“A Lã de Mil Cores
Será difícil reunir na Galeria do ISPA um conjunto tão representativo de pintores portugueses dos últimos trinta anos. Que se exprimam através de tapeçarias de Portalegre, aliando a qualidade plástica à engenhosa técnica e destreza de execução manual, torna esta exposição um momento alto da preocupação da nossa escola aliar saber e arte. Preocupação, que bem vistas as coisas, não junta o que está separado, mas apenas acentua que todo o saber, exigente e crítico, é arte ? lembram-se que ? o binómio Newton é tão belo como a Vénus de Milo? -, e que a arte, a grande arte, é também uma das formas do saber.
As tapeçarias de Portalegre emprestam ao original plástico um poder expressivo único. O mate das mais fortes cores, as nuances cromáticas subtis, o aconchego quente da lã, fazem de tais obras de arte os parceiros de um diálogo íntimo de nós com o outro, ou o que é o mesmo, dos outros que há em nós com o que dos outros se transporta para nós ? afinal, declinações da vida desperta. (…)” [um textos destes só mesmo no ISPA
]
Visite até 31 de Novembro na Galeria do ISP na Rua Jardim do Tabaco 34
(mais…)
Outra sugestão do Jiminy Cricket do Ter Voz para a frase de Eça:

“Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia”
Pintor
Jose Luis Abassolo
Venezuela
“Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia?
Eis a primeira sugestão de imagem enviada pelo Jiminy Cricket.

Pintor
Jose Luis Abassolo
Venezuela
Seguem-se ao longo das próximas horas (ou dias) mais três do mesmo autor sugeridas pelo Jiminy e mais alguma que alguém sugira inspirado pelas palavras de Eça de Queirós. Estão abertas inscrições
As boas vindas à Giesta e ao Alecrim do blogue Flores do Campo que parecem já conhecer o Adufe.
