Sobre o Partido Nulo, o agendamento mediático e o jogo do galo
Imperdível, a ler: O interesse editorial pelo jogo do galo
Imperdível, a ler: O interesse editorial pelo jogo do galo
O vídeo que se segue é uma “tradução livre” de um sketch dos Monty Pyton feita por alguns membros do MEP.
Pronto, agora que já passaram dois dias e que já contei um milhão de vezes até 10, vou falar da final da taça da liga. A tal que entrou para o palmarés do Benfica, a tal que daqui a 100 anos, acreditam, ninguém se lembrará [que existiu] como foi ganha.
Bom, então é assim. O árbitro do encontro foi um grandessíssimo filho de um Baptista. Um Lucílio que apetece mandar ir apanhar no Baptista. Um…dois…três…dez.
Ontem, conta-me uma insuspeita portista, num final da missa domingueira numa paróquia no centro de Lisboa, o senhor padre rematou a função com o habitual “Ide em Paz e que Deus vos acompanhe“, ao qual acrescentou algo nos seguintes termos: “Aproveito ainda para vos anunciar que, enquanto for responsável por esta paróquia, não faço intenções de baptizar nenhum menino chamado Lucílio. Queiram dispor para tais propósitos de uma paróquia vizinha.” Amen.
ADENDA: Mas onde é que o Diário IOL “Padre em Lisboa recusa baptizar crianças com nome «Lucílio»” foi buscar esta história?
E o Público, onde foi? Hum, Hum? “Padre em Lisboa recusa baptizar meninos com nome Lucílio“.
Só tenho pena que seja mais fácil esta história engraçada chegar aos media do que qualquer um destes singelos e tantas vezes avisados comunicados. Não vende… Enfim, vamos à missa? À Igreja do Rato naturalmente. Ah, já agora convem sublinhar que o Padre estava a brincar, BRINCAR.
Absolutamente imperdível a actualização de Junho de 2007 da espantosa apresentação de Hans Rosling sobre “New insights on poverty and life around the world“. Não há nada melhor para derrubar velhos paradigmas de categorização do mundo.
Parece-me adequado celebrar com os 18 minutos da apresentação a memória da Charles Darwin, hoje no seu ducentésimo aniversário.
Quis o impulso da ocasião, patrocinado por estar pelas redondezas, providenciar a este que vos escreve uma breve mas rica visita guiada pelos passos do convento de São Bento, nossa Casa da Democracia.
A pretexto de um café ofereceu-se com a simpatia e disponibilidade habituais que dedica aos amigos este bigodes que se apresenta na foto anexa. António Colaço, assessor de imprensa do grupo parlamentar do Partido Socialista vai para… muitos anos, com o desportivismo que se enaltece, recebeu este putativo deputado MEPiano com honras de cidadania completa.
Obrigado pelo cafézinho e pelos votos. Haja quem queira acreditar que os há bons e interessados pelos quadrantes políticos que vamos tendo e haja, já agora, quem esteja disposto a diversificar os votos.

Isto de ser candidato a umas eleições de âmbito nacional é complicado. Agora, por exemplo, não posso vir para aqui mandar bocas aos campeões de inverno e outras invenções peregrinas de tal índole, senão ainda perco preciosos votos. O politicamente correcto é lixado. Como bem sabeis, o manual de boas práticas político-desportivas dita que o candidato, ou não tem clube, ou então deixa escapar, meio disfarçadamente, que é do Benfica. Eu por exemplo, sou por este Benfica desde pequenino.
…não era preciso incomodarem-se
Permitam-me retribuir: afinal, o que vale o Barcelona ao pé de um Olimpiakos?
Ontem aos microfones da TSF, programa audível aqui, cumpriu-se o propósito do MEP: quem ouviu o novel programa humorístico chamado Governo Sombra, pode constatar pelas ondas da rádio que Ricardo Araújo Pereira ouviu falar do MEP pela primeira vez. Como tal, a nossa razão de ser cumpriu-se e em breve desmobilizaremos qual flash mob pós-moderna.
O desvirginador da ignorância terá sido o parceiro de programa Pedro Mexia que, depois das estafadíssimas piadolas em torno do nome do MEP (Movimento Esperança Portugal) – Pedro, chegaste com um atraso de 7 meses, é espreitares o adufe por volta dos 30 segundo posteriores ao anúncio público do surgimento do MEP – deixou nas entrelinhas o que verdadeiramente o apoquentava: qual terá sido a ementa do almoço realizado no decurso dos trabalhos do Iº congresso do MEP?
O entediamento do vizinho Pedro, é na realidade azia por antecipação, basta atenderem à profundidade e ferocidade das críticas.
Eis a ementa:
Não houve ementa caro Pedro, cada um foi livre de escolher o prato e o restaurante, mas posso-te dizer que ao almoço de Sábado me servi de uma belíssima posta de bacalhau assado acompanhado com deliciosas batatas cozidas com a pele. Ao jantar de Sábado, partilhei um soberbo arroz de marisco e no Domingo matei saudades da carne devorando um pecaminoso naco, sempre ao sabor das ondas, com vista para o Atlântico, no restaurante A Baleia, na Ericeira. Um tédio, verdadeiramente, um tédio. Pior só mesmo olhar para o boletim e ver: Partido S-o-c-i-a-l-i-s-t-a; Partido S-o-c-i-a-l D-e-m-o-c-r-a-t-a e por aí fora, cá dentro.
1) “Aquele frango que o Quim deu no jogo com a Dina… Marca, devia ter sido eu a dar”. A pergunta é: quem disse isto?
2) No anos 80 havia um personagem de novela que quando via o trabalho a aproximar-se em demasia exclamava condoido e simulando prostração:
“Se eu não tivesse tido aquela maledeta doença”. Sempre que vejo o Nuno Gomes a jogar lembro-me desse finório com sotaque italiano. E a pergunta é? Até quando?
3) Estava escrito nas estrelas: Dina Marca – Porto Galo.
4) Scolari who?
Fontes fidedignas afirmaram ao repórter ter ouvido MFL suspirar por uma monarquia em Portugal. Na base desta alteração de preferência regimental da actual líder do alegadamente maior partido da oposição terá estado o recente artigo de opinião de Luís Filipe Menezes. Alguém terá dito que “este tipo é pior do que o Hugo Chávez” o que terá levado MFL a suspirar por um “Porque non te callas” lusitano.
Aguardamos pela reacção de Dom Duarte Pio de Bragança.
” (…) No caso do romance que Mário de Carvalho editou este ano na Caminho, este desvio pode ser tão pernicioso que obnubile as qualidades de um livro em que a densidade da linguagem se adequa de um modo raro e exemplar ao propósito ficcional. (…)”
Ânimo, ser melhor, melhor é possível, andamos todos ao mesmo, caro António. Bem-vindo de volta! Um grande abraço e muito sucesso.
No post seguinte, o tal número de ânimos exaltados.
“Sol deixou de aquecer a Terra“, um título do jornal Expresso como não podia deixar de ser.
Será que é alguma private joke entre jornais concorrentes?
Em todo o caso aqui fica a publicidade gratuita. Ver um jornal a dizer patetices constuma ser irresistível para um blogger que se preze.
QED